Projeto · Análise de risco · NBR 5419:2026

Projeto de SPDA conforme a ABNT NBR 5419:2026

O para-raios certo nasce no projeto, antes da primeira haste. O projeto de SPDA dimensiona a proteção da sua estrutura na ordem que a norma exige — análise de risco, definição do Nível de Proteção (NP) e cálculo de captação, descidas e aterramento — já na edição 2026, com memorial de cálculo e ART no CREA. Atendimento em todo o Brasil.

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ART no CREA
NBR 5419:2026 vigente
Análise de risco R1 e R3
NP I–IV do cálculo
Atendimento nacional

Projeto de SPDA conforme a NBR 5419:2026 — equipe Token em campo no aterramento

Resposta rápida

O projeto de SPDA é o dimensionamento prévio do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas: o conjunto de estudos, cálculos e desenhos que, conforme a ABNT NBR 5419:2026, parte da análise de risco (Parte 2), define o Nível de Proteção (NP) e dimensiona captação, descidas e aterramento (Parte 3), mais a proteção dos sistemas internos e DPS (Parte 4). Entrega memorial de cálculo, plantas e ART no CREA. É o primeiro elo da proteção — anterior à montagem e ao laudo de inspeção.

O que é o projeto de SPDA?

O projeto de SPDA é o documento de engenharia que dá origem a todo Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. A ABNT NBR 5419-1:2026 aplica-se a novos projetos de SPDA, a reformas de sistema existente e a qualquer mudança de uso ou de características da edificação que afete a proteção (Parte 1, Escopo). Sem projeto, não há como provar que captação, descidas e aterramento foram dimensionados para o risco real da estrutura — e é justamente esse dimensionamento que prefeituras, corpo de bombeiros e seguradoras cobram, junto da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

É importante separar três serviços que costumam ser confundidos. O projeto é o dimensionamento no papel; a montagem é a execução física do que foi calculado; e o laudo é a inspeção técnica do SPDA já instalado. Esta página trata do primeiro elo — o cálculo que define toda a proteção, antes de qualquer haste ser fixada na estrutura.

PROJETO · MONTAGEM · LAUDO

Projeto é dimensionamento prévio — não é montagem nem laudo

Três serviços diferentes, uma sequência: projetar (dimensionar no papel), montar (executar em campo) e laudar (inspecionar o que ficou pronto).

01

Etapa 1 · o cálculo

Projeto de SPDA

Estudos, cálculos e desenhos que dimensionam a proteção antes da obra: análise de risco (Parte 2) → Nível de Proteção (NP) → captação, descidas e aterramento (Parte 3) + SPDA interno e DPS (Parte 4). Entrega memorial, plantas e ART.

02

Etapa 2 · a execução

Montagem de SPDA

Execução física em campo: instalação de captores, condutores de descida e malha de aterramento conforme o projeto. A montagem de SPDA transforma o memorial calculado em proteção real.

03

Etapa 3 · a inspeção

Laudo de SPDA

Inspeção técnica do SPDA já instalado (NBR 5419-3, Seção 7): confere se a proteção existente está íntegra e eficaz, por ensaio de continuidade. É a verificação do que foi projetado — veja o laudo de SPDA.

A edição 2026 da norma cancelou e substituiu a de 2015. Mais do que trocar a capa, ela mudou critérios que impactam projeto, execução e inspeção.

A edição 2026 da norma cancelou e substituiu a de 2015. Mais do que trocar a capa, ela mudou critérios que entram direto no projeto: a nomenclatura passou de “Classe” para Nível de Proteção (NP I a IV), a análise de risco concentrou-se em R1 e R3, e a eficácia do aterramento deixou de ser um número de resistência fixo para virar um critério de continuidade elétrica. Projetar pela edição certa é o primeiro requisito de conformidade — um memorial ancorado na norma revogada nasce desatualizado.

O que um projeto de SPDA dimensiona

Projetar SPDA não é escolher um para-raios de catálogo: é dimensionar quatro frentes — captação, descidas, aterramento e proteção interna — a partir de um cálculo de risco que amarra todas elas ao nível de proteção correto. Cada subsistema tem seu método e seus parâmetros, todos derivados do NP definido na análise de risco.

ANATOMIA DO PROJETO

As frentes que o projeto calcula

Da análise de risco à proteção dos sistemas internos — tudo amarrado pelo Nível de Proteção definido no cálculo.

Subsistema externo

Captação

Capta a descarga atmosférica. O projeto posiciona captores Franklin, mastros, condutores em malha ou usa a própria estrutura (SPDA estrutural), pelo método da esfera rolante, ângulo ou malha — dimensionados pelo NP.

Subsistema externo

Descidas

Conduzem a corrente do raio da captação até o solo pelo caminho mais curto. O projeto calcula o número mínimo de descidas pelo espaçamento da Tabela 5 (NBR 5419-3) — que nunca pode ser menor que duas.

Subsistema externo

Aterramento

Dissipa a energia na terra. O projeto dimensiona o eletrodo (malha, hastes ou anel) em uma infraestrutura única e integrada — a mesma para energia, sinal e SPDA — com comprimento mínimo em função da resistividade do solo e do NP.

Subsistema interno

Equipotencialização e DPS

Protege os sistemas internos (NBR 5419-4). O projeto define a equipotencialização, as zonas de proteção (LPZ) e os DPS coordenados — essencial em edificações com equipamentos sensíveis, como hospitais, data centers e subestações.

Memória de cálculo

Análise de risco

O coração do projeto (NBR 5419-2). É o cálculo que compara o risco da estrutura ao risco tolerável e define o NP. Sem ele, qualquer captor instalado é palpite: o NP não se deduz do tipo de prédio, ele resulta deste cálculo.

Documentação entregável

Memorial + plantas + ART

O projeto se materializa em documentos: relatório de análise de risco, plantas em escala com a posição de captores, descidas e aterramento, especificação de materiais e a ART no CREA — o pacote exigido em 7.5.3 da NBR 5419-3.

Como nasce um projeto de SPDA (a sequência da norma)

A NBR 5419:2026 impõe uma ordem: primeiro o risco, depois o nível de proteção, só então o dimensionamento. Pular etapas — escolher captor “pelo tipo de prédio” — é o erro clássico que um projeto sério não comete:

1

Análise de risco

Levantamento da estrutura, uso, redes externas e Ng para calcular o risco (NBR 5419-2)
2

R vs RT

Comparação do risco calculado (R1 e R3) com o risco tolerável da Tabela 4
3

Define o NP

O nível que faz o risco cair a ≤ RT: NP I a NP IV — resultado do cálculo
4

Dimensiona

Captação (esfera/ângulo/malha), descidas e aterramento pelos parâmetros do NP (Parte 3)
5

Memorial + plantas

Relatório de risco, desenhos em escala e especificação de materiais (7.5.3)
6

ART

Anotação de Responsabilidade Técnica registrada no CREA — valor legal do projeto

Análise de risco: de onde o NP realmente vem

Esta é a parte mais incompreendida do projeto — e a que mais separa um memorial técnico de um “orçamento de para-raios”. Na NBR 5419-2:2026, o projeto avalia tipos de perda (notação L1 a L4) e, a partir delas, calcula riscos (notação R1 a R4). São coisas diferentes, e a edição 2026 deixou isso explícito: as perdas alimentam os riscos, e somente R1 e R3 decidem a necessidade de proteção.

Cada risco é a soma de componentes na forma RX = NX × PX × LX — número de eventos perigosos (N, do Anexo A), probabilidade de dano (P, do Anexo B) e perda associada (L, do Anexo C). O parâmetro Ng (densidade de descargas por km² por ano, do município) é apenas um insumo de N: ele nunca vira NP diretamente. O NP só aparece no fim, quando se compara o risco ao risco tolerável.

Notação O que é Papel no projeto 2026
L1 – L4 Tipos de perda: L1 vida humana, L2 serviço ao público, L3 patrimônio cultural, L4 econômica Insumo: alimentam o cálculo dos riscos (fator L em RX)
R1 Risco de perda de vida humana ou ferimentos permanentes (R1 = RA+RB+RC+RM+RU+RV+RW+RZ) Mandatório. Decide a necessidade de SPDA
R2 → F Antigo risco de perda de serviço ao público — na 2026 virou frequência de danos F Avaliado quando o cliente é serviço essencial (energia, água, sinal, saúde)
R3 Risco de perda de patrimônio cultural (R3 = RB+RV) Mandatório quando há patrimônio cultural a proteger
R4 Risco de perda econômica Opcional / informativo (Anexo D) — análise de viabilidade
Tipos de perda e riscos na análise da NBR 5419-2:2026 — só R1 e R3 decidem a proteção.

A regra de decisão é objetiva: compara-se cada risco ao risco tolerável RTR1 = 10−5 e R3 = 10−4 por ano (Tabela 4; a autoridade local tem prioridade na definição). Se R ≤ RT, a proteção não é necessária. Se R > RT, o projeto adota medidas — o SPDA — até que todos os riscos da estrutura fiquem abaixo do tolerável (NBR 5419-2, 5.4). O Nível de Proteção escolhido é exatamente aquele que faz R1 (e R3, quando aplicável) cair a ≤ RT. Por isso o NP é resultado de cálculo, jamais presumido pelo tipo de estrutura ou pelo Ng do município.

Os quatro Níveis de Proteção (NP I–IV)

A nomenclatura mudou na 2026: o que a edição 2015 chamava de “Classe do SPDA” agora é Nível de Proteção (NP I a NP IV). NP I é o mais rigoroso (capta raios de menor intensidade, esfera menor); NP IV é o menos rigoroso. O raio da esfera rolante e o módulo da malha foram mantidos da edição anterior — o que mudou foi o nome. As barras mostram, em escala, a redução das correntes máximas a partir do NP I:

Nível de Proteção Esfera rolante (raio) Malha de captação Redução das correntes máximas (vs NP I)
NP I 20 m 5 × 5 m
100%
NP II 30 m 10 × 10 m
75%
NP III 45 m 15 × 15 m
50%
NP IV 60 m 20 × 20 m
50%
Parâmetros geométricos por Nível de Proteção — ABNT NBR 5419-1/-3:2026 (Tabela 2 e 8.2.3).
⚙️ Leitura correta da tabela: os valores de esfera e malha são definidos pelo NP — e o NP vem da análise de risco, não desta tabela. Um hospital não “é NP I” por ser hospital: ele recebe o NP que fizer o risco calculado cair abaixo do tolerável. A redução das correntes máximas é de 75% no NP II e 50% nos NP III e IV (NBR 5419-1, 8.2.3) — por isso NP III e NP IV partilham o mesmo fator de redução, ainda que tenham parâmetros de captação distintos. Estruturas acima de 60 m exigem captação lateral nos 20% superiores que excedem essa altura.

Três métodos para posicionar a captação

O projeto escolhe o método conforme a geometria da estrutura — e quase sempre combina mais de um. Todos derivam do mesmo parâmetro: o raio da esfera e o passo da malha do Nível de Proteção adotado.

DIMENSIONAMENTO DA CAPTAÇÃO

Esfera, ângulo e malha

O método de posicionamento depende da forma da estrutura — mas todos partem dos parâmetros do NP definido na análise de risco.

Estruturas simples

Ângulo de proteção

Define um cone de proteção a partir do captor. Aplica-se apenas a estruturas simples e é limitado pela altura da edificação (Figura 1 da NBR 5419-3). Prático em torres e mastros baixos.

Adequado em todos os casos

Esfera rolante

Imagina-se uma esfera de raio definido pelo NP rolando sobre a estrutura; onde ela toca, precisa de captação. É o método adequado em todos os casos (5.3.2.4), obrigatório em superfícies curvas e acima das curvas de altura.

Coberturas e fachadas

Malha

Rede de condutores nas bordas e na superfície, com espaçamento por NP (5×5 a 20×20 m). Ideal para coberturas planas e o SPDA estrutural. Não se aplica a superfícies curvas (5.3.2.5).

Descidas: nunca menos de duas

Para o SPDA não isolado, o projeto calcula o número mínimo de condutores de descida dividindo o perímetro da estrutura pelo espaçamento da Tabela 5 da NBR 5419-3. A norma é categórica: o resultado não pode ser menor que dois, mesmo que o cálculo aponte um valor inferior (5.4.3.1). O espaçamento por nível é 10 m (NP I), 10 m (NP II), 15 m (NP III) e 20 m (NP IV); ele pode variar até 20% desde que não reduza o número calculado (5.4.3.3), com distribuição uniforme e preferência aos cantos.

Cada junção entre descida e aterramento recebe uma conexão de ensaio a cerca de 1,5 m do piso, abrível somente com ferramenta (5.4.6) — é por ela que, mais tarde, o laudo de inspeção mede a continuidade. O projeto já prevê essas conexões, o caminho curto e vertical das descidas e a integração com elementos naturais da estrutura, quando elegíveis como SPDA estrutural.

Aterramento: o critério 2026 é continuidade, não “< 10 Ω”

Aqui está a mudança mais sensível da 2026 para o projeto. Projeta-se um eletrodo único e integrado — energia, sinal, serviços e SPDA no mesmo aterramento (5.5.1.3) — e o que governa a qualidade é a geometria, não um número de resistência gravado em pedra. Busca-se a menor resistência compatível com o solo e a geometria, mas ela é um dado de dimensionamento, e não o veredito de eficácia.

ATERRAMENTO NO PROJETO

Resistência se calcula; eficácia se mede por continuidade

A edição 2026 separou os dois papéis: a resistência é dado de projeto, a continuidade elétrica é o critério de eficácia.

Fase de projeto

Resistência: dado calculado

No projeto, a resistência de aterramento é calculada a partir da resistividade do solo e da geometria do eletrodo, buscando o menor valor compatível (NBR 5419-3, 5.5.1). É um dado de dimensionamento — não um veredito fixo de aprovação.

Verificação de eficácia

Continuidade elétrica

A eficácia do aterramento é aferida por continuidade elétrica, medida com miliohmímetro. A norma dispensa a medição de resistência de aterramento como verificação de eficácia do SPDA (NBR 5419-3, 7.1.4); a comprovação se dá por continuidade (5.5.1.2). O critério antigo “< 10 Ω” da edição 2015 foi superado.

O aterramento do SPDA se integra ao aterramento elétrico da edificação — quando esse sistema é projetado à parte, vale conhecer o projeto de aterramento elétrico e o laudo de aterramento, serviços irmãos na mesma malha. O comprimento mínimo do eletrodo é função da resistividade do solo e do NP (Figura 3 da NBR 5419-3).

Token Engenharia

A edição da norma muda o projeto (e por que projetar pela edição certa importa)

A NBR 5419:2026 cancelou e substituiu a de 2015. Para o projeto, isso muda critério — não só redação. A Token dimensiona já na nova edição; veja o que mudou:

Projeto pela NBR 5419:2015
Aterramento mirando resistência < 10 Ω como meta de eficácia
Risco avaliado em R1, R2, R3 e R4
Nomenclatura “Classe do SPDA” (I–IV)
Inspeção posterior com periodicidade por nível
»
★ vigente

Projeto pela NBR 5419:2026
Aterramento dimensionado pela geometria; eficácia por continuidade elétrica
Risco em R1 e R3 (o antigo R2 virou frequência de danos F; R4 opcional)
NPNomenclatura “Nível de Proteção (NP I–IV)”
Inspeção com periodicidade por risco da estrutura: 1 ou 3 anos

O reflexo no seu projeto: um memorial que ainda persegue “< 10 Ω” como critério de eficácia ou fala em “Classe” está ancorado na edição revogada. O projeto 2026 calcula a resistência como dado de dimensionamento, mas amarra a eficácia à continuidade elétrica e nomeia a proteção por Nível (NP). Projetos antigos podem exigir revisão de adequação — e o SPDA projetado terá, mais tarde, seu laudo de SPDA de inspeção.

As quatro partes da norma que o projeto atende

A NBR 5419 é dividida em quatro partes — e um projeto de SPDA completo dialoga com todas elas, da análise de risco à proteção dos sistemas internos. A edição 2026 revogou integralmente a de 2015:

Parte da norma Tema O que entra no projeto
NBR 5419-1:2026 Princípios gerais Escopo (novos projetos, reformas, mudança de uso), níveis de proteção, parâmetros da corrente
NBR 5419-2:2026 Gerenciamento de risco Análise de risco R1/R3, comparação com RT, escolha do NP — a memória de cálculo
NBR 5419-3:2026 Danos físicos e risco à vida Captação, descidas, aterramento, materiais e a documentação mínima de projeto (7.5.3)
NBR 5419-4:2026 Sistemas elétricos e eletrônicos Equipotencialização, blindagem, zonas LPZ e coordenação de DPS
As quatro partes da ABNT NBR 5419:2026 e sua entrada no projeto de SPDA.

O que você recebe no projeto de SPDA da Token

  • Relatório de análise de risco (NBR 5419-2:2026) com R1 e R3
  • Definição justificada do Nível de Proteção (NP I–IV)
  • Memorial de cálculo de captação, descidas e aterramento
  • Plantas em escala com posição de captores, descidas e malha
  • Projeto de equipotencialização e coordenação de DPS (Parte 4)
  • Especificação de materiais e detalhes construtivos
  • ART registrada no CREA (responsabilidade técnica)
  • Documentação para prefeitura, bombeiros e seguradora

Depois do projeto: a periodicidade da inspeção

O projeto não termina nele mesmo — ele já nasce com o calendário de inspeção definido. Mudança importante da 2026: a periodicidade da inspeção passou a depender do risco/tipo da estrutura, não mais do nível de proteção (como na 2015). E a inspeção se faz pela norma de origem do projeto, isto é, a edição vigente na sua elaboração (NBR 5419-3, 7.3.3).

PERIODICIDADE DA INSPEÇÃO

De quanto em quanto tempo inspecionar

A NBR 5419:2026 define o intervalo pelo risco da estrutura — e não mais pelo nível de proteção, como fazia a edição de 2015.

Inspeção anual

Estruturas de risco elevado

Áreas classificadas (zonas 0, 1, 20, 21), instalações com explosivos ou substâncias tóxicas, fornecedores de serviços essenciais (energia, água, sinal, apoio à vida) e ambientes de corrosão atmosférica severa, como o litoral e polos industriais agressivos.

Inspeção periódica

Demais estruturas

Edificações comerciais, industriais e residenciais sem fator de risco agravado, desde que mantidas as condições de projeto e sem alterações relevantes na instalação ou no uso da estrutura.

📌 Já tem o SPDA instalado e precisa só da inspeção? Então o serviço é o laudo de SPDA — a inspeção técnica que comprova, com ensaio de continuidade e ART, que a proteção projetada continua eficaz ao longo do tempo. O projeto é para quem vai construir, reformar ou regularizar a proteção; o laudo é para quem já a tem montada.

Setores atendidos pela Token Engenharia

Projetos de SPDA em todo o Brasil, do galpão industrial ao hospital. O nível de proteção é sempre fruto da análise de risco daquela estrutura específica — nunca um padrão copiado por tipo de prédio. Atendemos, entre outros:

  • Industrial: indústrias, galpões logísticos e plantas com áreas classificadas, onde a análise de risco e a coordenação de DPS são críticas e a inspeção costuma ser anual.
  • Comercial: edifícios comerciais, shoppings, lojas e centros empresariais, com projeto integrado ao aterramento elétrico e à proteção dos sistemas internos.
  • Residencial de alto padrão: condomínios e edifícios que precisam de SPDA dimensionado e ART para habite-se, seguro e conformidade junto à prefeitura.
  • Institucional: hospitais, clínicas, escolas e órgãos públicos — estruturas com equipamentos sensíveis e, muitas vezes, classificadas como serviço essencial.
  • Infraestrutura crítica: subestações, torres de telecomunicação e instalações de energia, água e sinal, onde a proteção contra surtos e a continuidade do serviço são prioridade.

Quanto custa e quanto leva um projeto de SPDA?

O preço e o prazo do projeto de SPDA dependem de variáveis objetivas da estrutura: a área e a altura da edificação, o uso (com ou sem áreas classificadas), o número de edificações e a complexidade da proteção interna e da coordenação de DPS. Por isso o projeto começa por um levantamento e pela análise de risco — não trabalhamos com tabela fixa. Enviamos uma proposta detalhada após uma triagem técnica, com o escopo, o prazo e os entregáveis claros. O que você recebe é um memorial com ART, não um desenho avulso sem responsabilidade técnica.

Por que projetar o SPDA com a Token

Um bom projeto de SPDA precisa de responsabilidade técnica, cálculo de risco real e aderência à norma vigente — porque envolve segurança de vidas e de patrimônio. A Token entrega os três, com ART no CREA, equipe técnica habilitada e memorial rastreável a partir da análise de risco, já na edição 2026 da norma. E vai além do papel: mantém a cadeia projeto–montagem–laudo sob um único responsável técnico, o que reduz ruídos entre o que foi calculado, executado e inspecionado.

DIFERENCIAIS TÉCNICOS

3 razões para projetar o SPDA com a Token

Responsabilidade técnica, cálculo de risco de verdade e aderência à edição vigente da norma.

Responsabilidade técnica

Projeto com ART no CREA

Equipe técnica habilitada e ART registrada: o projeto tem valor legal e responsável técnico definido — não é um desenho avulso sem assinatura.

Cálculo de verdade

Análise de risco NBR 5419-2

O NP vem do cálculo de risco daquela estrutura, com memorial rastreável — nada de “classe” presumida pelo tipo de edificação ou pelo Ng do município.

Edição vigente

Projetado em NBR 5419:2026

Projeto pelo critério atual: continuidade elétrica no aterramento, riscos R1 e R3, Nível de Proteção — sem herança da edição 2015 revogada.

Mais do que entregar um memorial, projetamos uma proteção acionável: cada decisão de dimensionamento vem com a referência normativa e amarrada à análise de risco, com a agilidade de quem tem responsável técnico e equipe própria — do papel à inspeção, sem terceirizar o que importa.

Perguntas frequentes sobre projeto de SPDA

O que é um projeto de SPDA?

É o dimensionamento prévio do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas: um conjunto de estudos, cálculos e desenhos que, conforme a ABNT NBR 5419:2026, parte da análise de risco (Parte 2), define o Nível de Proteção (NP) e dimensiona captação, descidas e aterramento (Parte 3), mais a proteção dos sistemas internos e DPS (Parte 4). Entrega memorial de cálculo, plantas e ART no CREA.

Qual a diferença entre projeto, montagem e laudo de SPDA?

Projeto é o dimensionamento no papel (risco → NP → captação, descidas e aterramento). Montagem é a execução física do que foi projetado, em campo. Laudo é a inspeção técnica do SPDA já instalado, que verifica se a proteção está íntegra e eficaz (NBR 5419-3, Seção 7). A Token faz as três etapas, com um único responsável técnico.

Como o Nível de Proteção (NP) é definido?

Pela análise de risco da NBR 5419-2:2026. Calcula-se o risco da estrutura (principalmente R1, de vida, e R3, de patrimônio cultural) e compara-se ao risco tolerável RT. O NP escolhido é o nível que faz esse risco cair a um valor aceitável. O NP não se deduz do tipo de prédio nem diretamente da densidade de raios (Ng) — ele resulta do cálculo.

O critério de resistência “menor que 10 ohms” ainda vale?

Não como critério de eficácia. A NBR 5419:2026 afere a eficácia do aterramento pela continuidade elétrica, medida com miliohmímetro, e dispensa a medição de resistência de aterramento como verificação de eficácia do SPDA (NBR 5419-3, 7.1.4); a comprovação se dá por continuidade (5.5.1.2). No projeto, a resistência continua sendo calculada como dado de dimensionamento, mas não é mais o veredito de aprovação.

O que muda da edição 2015 para a 2026 no projeto?

A 2026 cancelou e substituiu a 2015. No projeto, mudam três pontos principais: a nomenclatura passou de “Classe” para “Nível de Proteção (NP I–IV)”; a análise de risco concentrou-se em R1 e R3 (o antigo R2 virou frequência de danos F e o R4 ficou opcional); e a eficácia do aterramento passou a ser por continuidade elétrica, não por resistência fixa.

O projeto de SPDA precisa de ART?

Sim. O projeto de SPDA é um trabalho de engenharia e deve ter Anotação de Responsabilidade Técnica registrada no CREA, com responsável técnico habilitado. É a ART que dá valor legal ao memorial e é exigida por prefeituras, corpo de bombeiros e seguradoras.

Quanto tempo leva e quanto custa um projeto de SPDA?

Depende do porte e da complexidade da estrutura (área, altura, uso, áreas classificadas e número de edificações). Por isso o projeto começa por um levantamento e a análise de risco. Envie os dados da sua estrutura para receber um prazo e uma proposta específicos — a Token atende em todo o Brasil.

Depois do projeto, de quanto em quanto tempo inspeciono o SPDA?

A NBR 5419:2026 define a periodicidade pela estrutura: 1 ano para estruturas de risco elevado (áreas classificadas, explosivos, serviços essenciais, corrosão severa) e 3 anos para as demais. A inspeção é feita pelo laudo de SPDA, pela norma de origem do projeto.

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