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Seletor de DPS — qual classe de protetor de surto usar em cada ponto da instalação

Vai especificar ou comprar um DPS e não sabe se é Classe I, II ou III? Responda 5 perguntas sobre a edificação e a instalação: a ferramenta devolve a classe recomendada para o quadro geral, os quadros secundários e os equipamentos sensíveis — com onde instalar e por quê, na lógica da NBR 5419-4 e da NBR 5410.

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Classe I, II ou III por pontoLógica NBR 5419-4 / NBR 5410QGBT · quadros · equip. sensívelCálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

A classe de DPS muda ponto a ponto, não é uma escolha única para o imóvel inteiro. No quadro geral (QGBT): se há SPDA externo ou a entrada é por rede aérea, use Classe I combinado com Classe II (onda 10/350 µs); sem SPDA e com entrada subterrânea, Classe II (onda 8/20 µs) já atende. Nos quadros secundários: Classe II. Em equipamentos sensíveis (servidores, CFTV, automação) ou em qualquer ponto a mais de 10 m do quadro geral: Classe III (onda combinada), o último estágio, o mais perto fisicamente da carga. Os valores de Iimp/In/Up mostrados nesta ferramenta são referência de mercado — o número exato do projeto real vem do gerenciamento de risco da NBR 5419-2 e da tensão suportável do equipamento. É aí que entram o laudo de SPDA e o projeto de SPDA, assinados com ART.

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Qual classe de DPS eu preciso?

Responda sobre a instalação e veja a classe de DPS recomendada para cada ponto — a sua instalação se desenha no quadro abaixo enquanto você responde, e no fim o surto entra em cena pra mostrar a proteção em cascata funcionando.

Pergunta 1 de 5
A edificação tem SPDA externo (sistema de para-raios) instalado?
SimCaptores, descidas e aterramento visíveis
NãoSem para-raios na edificação
Não seiVamos tratar como situação mais exigente

Pré-dimensionamento didático baseado na lógica da NBR 5419-4 (proteção contra surtos) e NBR 5410 (instalações de baixa tensão). Os valores de Iimp/In/Up mostrados nos resultados são referência de prática de mercado, não piso fixo da norma — o dimensionamento real depende do gerenciamento de risco (NBR 5419-2), do nível de proteção do SPDA e da tensão suportável do equipamento protegido. Não substitui projeto nem laudo assinado por engenheiro. Sem indicação de marca ou modelo de fabricante.

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Dimensionou o seu DPS?Um engenheiro da Token especifica e assina o projeto com ART. fale com a engenharia — ou conheça o laudo de SPDA para empresas.

O que é DPS e por que ele precisa de classe diferente em cada ponto

DPS é a sigla de dispositivo de proteção contra surtos — um componente instalado em paralelo com a rede elétrica que, ao detectar uma tensão acima do normal, desvia o excesso para o aterramento antes que ele chegue aos equipamentos. A ideia central para entender por que existem três classes é simples: quanto mais perto da entrada de energia, maior a energia que o surto pode carregar, e quanto mais perto do equipamento final, menor a tensão residual que o aparelho consegue tolerar sem queimar.

Uma descarga atmosférica direta na rede ou próxima dela desce com uma energia muito maior do que a que sobra depois de passar por um primeiro estágio de proteção. Por isso a norma trabalha com estágios coordenados: um DPS robusto na entrada, feito para aguentar a pior situação (impacto direto ou induzido de raio), e DPS progressivamente mais refinados conforme o sinal caminha para dentro da instalação, até chegar limpo no equipamento sensível. É esse raciocínio que o wizard acima aplica a cada resposta.

As três classes de DPS, uma por uma

Classe I (Tipo 1) — a entrada de energia

Ensaiada com onda 10/350 µs, a forma de onda que representa uma descarga atmosférica direta. É a classe mais robusta, porque precisa escoar a maior quantidade de energia da cadeia. Vai junto à entrada de energia da edificação, o mais próximo possível do ponto de conexão com a concessionária — antes ou logo após o disjuntor geral, sempre em paralelo com a rede. Aplica-se quando a edificação tem SPDA externo (para-raios) ou quando a energia chega por rede aérea, porque nos dois casos existe caminho real para uma corrente de descarga entrar na instalação elétrica.

Classe II (Tipo 2) — quadros de distribuição

Ensaiada com onda 8/20 µs, típica de um surto conduzido ou induzido pela rede (não de impacto direto de raio). Fica nos quadros de distribuição internos — tanto no quadro geral, quando a edificação não tem SPDA externo e a entrada é subterrânea, quanto nos quadros secundários em qualquer cenário, como segundo estágio depois do DPS da entrada.

Classe III (Tipo 3) — o equipamento terminal

Usa onda combinada (1,2/50 µs de tensão associada a 8/20 µs de corrente), simulando o que efetivamente chega ao equipamento depois de passar pelos estágios anteriores. É o último estágio, instalado o mais próximo fisicamente possível do que se quer proteger: na tomada, numa régua protegida ou no último quadro antes da carga. Indicado para equipamentos sensíveis (servidores, CFTV, automação, eletrônicos em geral) e para qualquer ponto que fique a mais de 10 metros do DPS anterior — porque a distância do cabo pode fazer a tensão residual oscilar e subir bem acima do valor nominal do DPS mais próximo da entrada.

Classe (Tipo) Onda de ensaio Onde instala Quando se aplica
I (Tipo 1) 10/350 µs Entrada de energia (QGBT) SPDA externo presente OU entrada por rede aérea
II (Tipo 2) 8/20 µs QGBT (sem os 2 fatores acima) ou quadro secundário Sem SPDA externo + entrada subterrânea; ou 2º estágio em qualquer cenário
III (Tipo 3) Combinada (1,2/50 + 8/20 µs) Junto ao equipamento (tomada, régua, último quadro) Equipamento sensível, ou ponto a mais de 10 m do DPS anterior

Como calcular na mão: o raciocínio por trás do wizard

A ferramenta acima automatiza o raciocínio, mas ele pode ser reproduzido em cinco perguntas, na mesma ordem que o wizard usa:

  • 1. A edificação tem SPDA externo (para-raios)? Sim ou incerteza (“não sei”) já aponta para Classe I combinado com Classe II na entrada, porque parte da corrente de uma descarga pode fluir pelas instalações internas. Não sabendo, trate como se tivesse — é o cenário mais seguro.
  • 2. Como a energia chega até a edificação? Rede aérea (fiação exposta) também empurra a entrada para Classe I+II, mesmo sem SPDA — a fiação exposta está sujeita a indução e a impacto direto ou próximo de raio. Só quando as duas primeiras respostas são “não há SPDA” e “entrada subterrânea” o quadro geral pode ficar em Classe II.
  • 3. O que você quer proteger? Quadro geral, quadros secundários e/ou equipamentos sensíveis — pode marcar mais de um. Cada escolha gera um card de recomendação próprio; um imóvel comum normalmente precisa de mais de um estágio ao mesmo tempo.
  • 4. Qual a distância do quadro geral até o equipamento mais sensível? Só é perguntada se “equipamentos sensíveis” foi marcado. Acima de 10 metros, reforça a necessidade de Classe III adicional junto à carga, porque a distância do cabo pode elevar a tensão residual.
  • 5. Algum equipamento já queimou por raio ou surto? Histórico de dano nunca reduz a recomendação — reforça a necessidade de todos os estágios identificados, mesmo que pareçam excesso à primeira vista.

Combinando as cinco respostas chega-se à mesma lista de cards que o wizard mostra: um para o quadro geral (sempre avaliado, é o ponto de referência do estudo), um para quadros secundários se marcados, e um para equipamentos sensíveis/pontos distantes se marcados ou se a distância for maior que 10 m.

De fora pra dentro

O caminho do surto — por que a classe muda ponto a ponto

O raio pode cair fora do volume protegido pelo SPDA e ainda assim afetar a instalação: parte da corrente se propaga pela rede de energia e chega à edificação pela linha de entrada. Por isso o primeiro estágio (entrada) precisa ser o mais robusto — e cada estágio seguinte lida com o que sobrou do anterior, até o surto chegar seguro ao equipamento final.

Estágio 1 (entrada) reduz a maior parte do surto; estágio 2 (quadro) reduz o residual; estágio 3 (equipamento) protege o que restou depois de mais de 10 m de cabo.

Erros comuns na hora de escolher o DPS

  • Instalar só um DPS na entrada e achar que a casa ou o galpão inteiro está protegido. Um DPS de entrada reduz o surto que vem da rede, mas não protege sozinho um equipamento que fique a dezenas de metros dele. A proteção real é em cascata — cada estágio reduz o que sobrou para o próximo.
  • Tratar “Iimp”, “In” e “Up” como se fossem o mesmo tipo de número. Iimp e In são correntes que o DPS aguenta escoar (busca-se um piso, quanto maior melhor); Up é a tensão que passa para frente do DPS (busca-se um teto, quanto menor melhor). Confundir os dois leva a comprar um produto mal especificado.
  • Ignorar a coordenação entre os DPS. Instalar Classe I na entrada e Classe III direto no equipamento, sem um Classe II intermediário nem cálculo de coordenação de energia, pode sobrecarregar o DPS mais próximo da carga antes que o da entrada termine de atuar — a NBR 5419-4:2026 (cláusula 7) trata a coordenação como exigência do sistema, não como detalhe.
  • Confundir “tem para-raios” com “está protegido contra surto interno”. O SPDA (sistema externo de captação e descida) e o DPS (proteção interna dos circuitos elétricos) resolvem problemas diferentes e se complementam — um não substitui o outro.
  • Achar que 10 metros é uma regra isolada de distância. A referência dos 10 m existe na norma (NBR 5419-4:2026, Anexo C, C.2.1.9), mas o critério técnico completo compara a relação Up/f do trecho de cabo com a tensão suportável (Uw) do equipamento — a distância é o indicador prático, não o motivo em si.

Quando o DPS exige laudo de SPDA ou projeto de SPDA com engenheiro responsável

Esta ferramenta entrega um pré-dimensionamento didático: em qual ponto usar qual classe, e por quê. Isso ajuda a conversar com um eletricista ou pesquisar produtos com o vocabulário certo. Mas a especificação real de um DPS — fabricante, corrente nominal exata, esquema de ligação, seção do condutor de interligação e principalmente a coordenação de energia entre os estágios — depende de um cálculo técnico que combina:

  • O gerenciamento de risco da estrutura (NBR 5419-2:2026), que define o nível de proteção (NP) e, a partir dele, a corrente de descarga de projeto.
  • A tensão suportável (Uw) real dos equipamentos que serão protegidos (NBR 5419-4:2026, Anexo C), que muda de aparelho para aparelho.
  • A coordenação de isolamento entre os estágios de DPS, prevista tanto na NBR 5419-4 quanto na NBR 5410, para que um estágio não sobrecarregue o seguinte.
  • A integração com o SPDA existente, se a edificação já tiver sistema de captação e aterramento instalado.

Esse é o momento em que a conta de apoio dá lugar ao laudo de SPDA ou projeto de SPDA assinado com ART — responsabilidade técnica de um engenheiro. A Token Engenharia elabora o projeto de SPDA, especifica a proteção contra surtos e emite o laudo de SPDA em todo o Brasil.

Perguntas frequentes

Qual classe de DPS eu preciso usar?

Depende do ponto da instalação. No quadro geral de baixa tensão (QGBT), se a edificação tem SPDA externo ou a energia chega por rede aérea, o ponto exige DPS Classe I combinado com Classe II (onda 10/350 µs) — é o cenário mais exigente, porque parte da corrente de uma descarga atmosférica pode fluir pelas instalações internas. Sem SPDA externo e com entrada subterrânea, o QGBT já pode usar Classe II (onda 8/20 µs). Quadros secundários recebem Classe II. Equipamentos sensíveis (servidores, CFTV, automação) e pontos a mais de 10 m do quadro geral recebem Classe III, o último estágio, o mais próximo fisicamente da carga. Um único edifício comum costuma precisar de mais de uma classe ao mesmo tempo, uma em cada ponto — não existe “uma classe só” para o imóvel inteiro.

Qual a diferença entre DPS Classe I, II e III?

A diferença central é a onda de corrente que cada classe é feita para escoar e o ponto onde ela entra na instalação. Classe I (também chamada Tipo 1) é ensaiada com onda 10/350 µs, a forma de onda de uma descarga atmosférica direta, e fica na entrada de energia. Classe II (Tipo 2) é ensaiada com onda 8/20 µs, típica de um surto induzido ou conduzido pela rede, e fica em quadros de distribuição. Classe III (Tipo 3) usa onda combinada (1,2/50 µs de tensão + 8/20 µs de corrente) e protege o equipamento terminal, sendo o último estágio da cadeia. Na prática, quanto mais perto da entrada de energia, maior a energia que o DPS precisa escoar — e por isso a classe muda.

Preciso de DPS Classe I mesmo sem para-raios (SPDA) na edificação?

Pode precisar, sim — o critério não é só “tem SPDA ou não”. Duas condições, isoladas, já empurram o ponto de entrada para Classe I combinado com Classe II: a edificação ter SPDA externo (porque parte da corrente de descarga pode fluir pela instalação interna) OU a energia chegar por rede aérea (fiação exposta até a entrada, sujeita a indução e a impacto direto ou próximo de raio). Só quando NÃO há SPDA externo E a entrada é subterrânea o QGBT pode ficar em Classe II — porque aí o risco predominante passa a ser o surto conduzido pela rede da concessionária, não a descarga direta. Em caso de dúvida sobre o SPDA (por exemplo, edificação alugada sem documentação), o critério mais seguro é tratar como se tivesse, adotando o cenário mais exigente.

O que significam Iimp, In e Up nas fichas técnicas de DPS?

Iimp é a corrente de impulso, medida em quiloampères, que o DPS aguenta escoar numa descarga direta (onda 10/350 µs) — é a especificação de DPS Classe I, e busca-se um piso (quanto maior, melhor suporta). In é a corrente nominal de descarga (onda 8/20 µs), a especificação de DPS Classe II. Up é o nível de proteção em tensão: a tensão residual que passa para depois do DPS durante o surto — aqui a lógica é inversa, busca-se um teto (quanto menor o Up, melhor protegido fica o que vem a jusante). Nenhum desses três valores tem um número mínimo único fixado direto pela NBR 5419: o dimensionamento real vem do nível de proteção (NP) da estrutura, definido no gerenciamento de risco (NBR 5419-1:2026, Anexo B), e da tensão suportável (Uw) do equipamento protegido (NBR 5419-4:2026, Anexo C). Os valores mostrados nesta ferramenta são referência de prática de mercado — ponto de partida, não tabela normativa.

Posso instalar só um DPS na entrada e proteger a casa ou o galpão inteiro?

Um único DPS na entrada reduz o surto que entra pela rede, mas não protege sozinho um equipamento sensível que fique longe do quadro geral. A distância entre o DPS e o equipamento importa: conforme a NBR 5419-4:2026 (Anexo C, cláusula C.2.1.9), acima de 10 metros de cabo entre o DPS anterior e o equipamento, a tensão residual pode oscilar e chegar a até o dobro do valor nominal de Up. Por isso a lógica correta é a proteção em cascata (também chamada proteção coordenada): Classe I ou II na entrada, Classe II nos quadros secundários, e Classe III bem junto ao equipamento sensível se ele estiver longe do quadro ou for particularmente crítico (servidor, CFTV, automação). Cada estágio reduz o que sobrou do surto para o próximo — proteger só na entrada deixa o trecho final desprotegido.

Quando o DPS precisa de projeto ou laudo com engenheiro responsável?

O pré-dimensionamento desta ferramenta serve para entender qual classe estudar e conversar com o eletricista ou o fornecedor. O projeto entra quando o DPS precisa ser especificado de verdade: escolha do fabricante e do modelo, corrente nominal real calculada pelo gerenciamento de risco (NBR 5419-2:2026), coordenação de energia entre os estágios (NBR 5419-4:2026, cláusula 7 — os DPS de diferentes classes precisam ser coordenados entre si, senão o estágio mais próximo da carga pode ser sobrecarregado antes do anterior atuar), esquema de ligação, seção do condutor de interligação e integração ao SPDA existente (se houver). Isso é projeto ou laudo assinado com ART — responsabilidade técnica de um engenheiro. A Token Engenharia projeta e emite laudo de SPDA e proteção contra surtos em todo o Brasil.

O que muda se já houve um equipamento queimado por raio ou surto?

Histórico de dano é sinal de que a proteção atual falhou ou nunca existiu como deveria — não reduz a recomendação, reforça. Se um equipamento já queimou por raio ou surto na rede, o correto é manter (ou reforçar) todos os estágios de proteção indicados para os pontos identificados, mesmo que pareçam excessivos à primeira vista: entrada, quadros secundários e, principalmente, o equipamento que já sofreu o dano. Esse é exatamente o tipo de situação em que vale acionar uma avaliação técnica, porque um problema recorrente de surto pode indicar falha na proteção existente, aterramento inadequado ou ausência de coordenação entre os DPS instalados.

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Do pré-dimensionamento ao projeto de DPS, com ART

A ferramenta indica a classe; a Token Engenharia calcula, especifica e instala com responsabilidade técnica. Laudo de SPDA e projeto de SPDA, com coordenação de DPS, em todo o Brasil.

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