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Malha de aterramento — resistência e tensões de passo e toque (IEEE Std 80)

Vai projetar ou conferir o aterramento de uma subestação ou pátio industrial? Informe a geometria da malha, as hastes, o solo e a corrente de falta: a ferramenta calcula a resistência de aterramento, a elevação de potencial e diz se as tensões de toque e de passo ficam dentro do limite seguro para uma pessoa — na hora, sem cadastro.

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Método IEEE Std 80 · fórmula de SverakTensão de toque e de passoCorte da instalação, planta e perfil ao vivoCálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

A malha de aterramento é a grade de condutores enterrados que dá vazão a uma corrente de curto-circuito fase-terra e, ao mesmo tempo, limita o gradiente de potencial na superfície do solo. Esta ferramenta calcula, pelo método IEEE Std 80 (fórmula de Sverak para a resistência Rg), a elevação de potencial de terra (GPR) e as tensões de toque e de passo que uma pessoa experimentaria durante a falta, comparando-as com o limite tolerável do critério de segurança. O resultado é orientativo: um projeto real de aterramento parte de resistividade medida em campo com estratificação do solo e da corrente de curto real da concessionária.

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Calculadora grátis · método IEEE Std 80

Malha de aterramento: resistência e tensões de passo e toque

Informe a geometria da malha, as hastes, o solo e a corrente de malha. A resistência de aterramento, a elevação de potencial e as tensões de toque e de passo saem na hora, comparadas com o limite tolerável.

Geometria da malha
Hastes de aterramento
Solo e camada de brita
Corrente de falta e critério de segurança

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Malha de aterramento (IEEE Std 80) — pré-dimensionamento gratuito · tokenengenharia.com.br
Resistência da malha Rg
Elevação de potencial (GPR)
Condutor total enterrado
Fator geométrico n
Tensão de TOQUE: malha vs. limite

Tensão de PASSO: malha vs. limite

Corte da instalação ao vivo — espelho dos campos preenchidos (escala vertical exagerada para leitura)

Planta da malha — espaçamento D cotado e hastes na periferia

Perfil do potencial — o vão até o GPR é o choque de toque; a bolinha marca a fronteira do limite

⚠️ Ferramenta didática de pré-dimensionamento: método IEEE Std 80 com solo uniforme e malha retangular regular. Projeto real exige medição de resistividade (estratificação do solo), corrente de curto real da concessionária, fator de divisão de corrente e verificação de bitola por I²t. Não substitui projeto nem laudo assinado por engenheiro.

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Projeto e laudo de aterramento com ART em todo o Brasil — TOKEN ENGENHARIA · tokenengenharia.com.br/contato/

Falar com a Token sobre aterramento

Prefere entender a teoria primeiro? Veja o guia completo da malha de aterramento — o que a norma exige, tensão de passo e de toque e como o cálculo funciona.

O que a malha de aterramento precisa entregar

Numa subestação, num pátio industrial ou em qualquer instalação de média/alta tensão, um curto-circuito fase-terra faz correntes de dezenas a milhares de ampères buscarem o caminho até a terra. A malha de aterramento — uma grade de condutores enterrados interligando toda a instalação — existe para dar a esse caminho uma resistência baixa e controlada, e para manter o solo do pátio dentro de uma faixa de potencial segura enquanto a corrente escoa.

O dimensionamento correto de uma malha não termina numa única grandeza. São três verificações que precisam bater juntas:

  • Resistência de aterramento (Rg): quanto a malha resiste à passagem da corrente para a terra — quanto menor, menor a elevação de potencial de terra para a mesma corrente de falta.
  • Tensão de toque: a diferença de potencial entre a mão de uma pessoa encostada numa estrutura metálica aterrada (uma cerca, um poste, uma carcaça de equipamento) e o solo onde ela pisa, a cerca de 1 metro de distância. O caminho da corrente pelo corpo é mão–pé.
  • Tensão de passo: a diferença de potencial entre os dois pés de uma pessoa caminhando sobre o solo durante a falta, com cerca de 1 metro entre os passos. O caminho é pé–pé.

É perfeitamente possível uma malha ter resistência de aterramento baixa e, mesmo assim, reprovar no critério de toque ou de passo — porque essas duas tensões dependem de como o potencial se distribui na superfície, não só de quanto vale a resistência total.

Como o cálculo funciona (método de Sverak, IEEE Std 80)

A ferramenta usa a fórmula de Sverak, uma das formulações mais difundidas do IEEE Std 80 para a resistência de uma malha retangular em solo uniforme:

Rg = ρ × [ 1/LT + (1/√(20·A)) × (1 + 1/(1 + h·√(20/A))) ]

Onde ρ é a resistividade do solo, LT é o comprimento total de condutor enterrado (a soma dos condutores da grade mais o comprimento das hastes), A é a área ocupada pela malha e h é a profundidade de enterramento. Repare no padrão: mais condutor, mais área, menos resistividade — tudo isso puxa Rg para baixo.

A elevação de potencial de terra, o GPR (do inglês ground potential rise), é simplesmente GPR = IG × Rg: a corrente de malha multiplicada pela resistência. É o potencial máximo que a malha assume em relação a um ponto remoto de terra durante a falta — e o teto teórico para qualquer diferença de potencial na superfície.

Grandeza O que representa Tende a cair quando…
Rg (resistência) Resistência de aterramento da malha completa área maior, mais condutor, solo com ρ menor
GPR (elevação de potencial) Potencial máximo da malha em relação à terra remota Rg menor (para a mesma corrente IG)
Tensão de toque (Em) Diferença mão–pé numa estrutura aterrada espaçamento D menor, mais hastes
Tensão de passo (Es) Diferença pé–pé andando sobre o solo espaçamento D menor, camada de brita mais espessa

As tensões calculadas (Em para toque, Es para passo) usam os fatores geométricos Km (fator de malha, sensível ao espaçamento D e à profundidade h), Ki (fator de correção por irregularidade da corrente) e Ks (fator de passo). Cada um deles depende do fator geométrico n — que cresce com o número de condutores paralelos da grade — e por isso um espaçamento D mais apertado (mais fios na mesma área) tende a reduzir as tensões calculadas, ao custo de mais metro de condutor na obra.

O critério de segurança

Por que a malha compara Em/Es com um limite, não só olha para Rg

O gráfico mostra o potencial na superfície: um platô sobre a área da malha (perto do GPR) que cai à medida que a distância ao centro aumenta. A tensão de toque mede a queda entre a estrutura aterrada e um ponto a 1 m; a tensão de passo mede a queda entre dois pontos a 1 m um do outro. Cada uma delas é comparada com um limite tolerável — que depende do peso da pessoa (50 ou 70 kg, quanto mais leve, menor a tolerância) e do tempo de eliminação da falta (quanto mais rápida a proteção desliga, maior a tensão tolerável).

O potencial cai da borda da malha para fora — é essa queda que gera a tensão de toque e a tensão de passo comparadas com o limite tolerável.

Como calcular na mão (o caminho resumido)

Para quem quer entender o raciocínio por trás do resultado, ou conferir a conta de outra fonte, o caminho é este, na ordem:

  1. Monte a grade: defina Lx, Ly (dimensões da malha) e D (espaçamento entre condutores) — disso saem o número de condutores em cada direção e o comprimento total de condutor da malha (LC).
  2. Some as hastes: se houver hastes de aterramento, o comprimento delas (número × comprimento unitário) entra no comprimento total enterrado (LT = LC + hastes) — que reduz Rg.
  3. Calcule Rg pela fórmula de Sverak, com a resistividade do solo (ρ), a área da malha (A) e a profundidade de enterramento (h).
  4. Calcule o GPR multiplicando Rg pela corrente de malha (IG) — a parcela da corrente de falta que realmente escoa pelo eletrodo, não o curto-circuito total da rede.
  5. Calcule o fator geométrico n e, a partir dele, Km, Ki e Ks — os coeficientes que traduzem a geometria da grade em concentração de potencial na superfície.
  6. Calcule Em e Es (tensão de toque e de passo calculadas) e compare com os limites toleráveis, que dependem do peso da pessoa e do tempo de eliminação da falta (ts) — quanto mais rápida a proteção, maior a tensão que a norma tolera.

É exatamente esse caminho que a ferramenta percorre a cada campo alterado — com a vantagem de recalcular tudo instantaneamente quando você testa “e se eu adicionar hastes?” ou “e se a brita for mais espessa?”.

O papel da camada de brita

A camada de brita (ou pedrisco) lançada sobre o solo do pátio, normalmente com resistividade muito mais alta que o solo natural, funciona como uma camada isolante parcial sob os pés da pessoa. Ela não muda a resistência de aterramento da malha (que depende do solo abaixo, não da superfície), mas reduz a corrente que efetivamente passa pelo corpo durante um contato — e por isso eleva o limite tolerável de tensão de toque e de passo.

Só que a brita só ajuda quando a resistividade dela é maior que a do solo natural. Uma brita “molhada” ou contaminada, com resistividade menor que a do solo, não isola coisa nenhuma — nesse caso, o cálculo correto é simplesmente ignorar a camada e usar a resistividade do solo como referência de superfície, o que a ferramenta já faz automaticamente.

Erros comuns no dimensionamento de uma malha

  • Confundir a corrente de malha (IG) com o curto-circuito total. A corrente que efetivamente escoa pela malha de terra é só uma fração do curto-circuito calculado pela concessionária — o restante retorna por outros caminhos, como o cabo para-raios da linha, o condutor neutro e as blindagens de cabos. Usar o curto total em vez da corrente já dividida superdimensiona (ou, pior, mascara) o resultado.
  • Olhar só para a resistência de aterramento. Uma malha com Rg baixo pode ainda assim reprovar em tensão de toque ou de passo se o espaçamento entre condutores for muito aberto — os três números (Rg, tensão de toque, tensão de passo) precisam ser verificados juntos, não isoladamente.
  • Ignorar a estratificação real do solo. O modelo de solo uniforme (uma só camada de resistividade) é uma simplificação didática. Solos reais quase sempre têm camadas com resistividades diferentes, e um projeto real de aterramento parte de medição de resistividade em campo com estratificação, não de um número único.
  • Esquecer a verificação térmica do condutor (I²t). Além da tensão de toque e de passo, o condutor da malha precisa suportar o aquecimento pela corrente de falta durante o tempo de eliminação, sem fundir nem se deteriorar — é a verificação de bitola mínima por I²t, fora do escopo desta calculadora.
  • Tratar a resistência de aterramento da malha como critério de eficácia do SPDA. Quando o mesmo eletrodo também serve de aterramento a um sistema de proteção contra descargas atmosféricas, vale lembrar: a eficácia do SPDA não é mais avaliada por um valor fixo de resistência de aterramento — a inspeção periódica ensaia continuidade elétrica. São critérios de normas diferentes, aplicados ao mesmo eletrodo físico.

Malha de subestação e SPDA: aterramentos diferentes, eletrodo em comum

Vale uma distinção importante para quem está lidando com os dois assuntos ao mesmo tempo. A malha calculada por este método (IEEE Std 80) responde a um curto-circuito fase-terra da rede elétrica — uma corrente de dezenas a milhares de ampères, sustentada por frações de segundo até a proteção atuar. O aterramento de um SPDA (sistema de proteção contra descargas atmosféricas), tratado pela ABNT NBR 5419-3:2026, responde a uma descarga atmosférica — um surto de corrente muito mais alta e de duração muito mais curta, com comportamento físico diferente no solo.

Isso não significa que sejam obras separadas. A própria NBR 5419-3:2026 recomenda um aterramento único e integrado por estrutura, reunindo energia, sinal, serviços e SPDA no mesmo eletrodo — na prática, a malha de uma subestação costuma ser, fisicamente, o mesmo sistema que também atende ao SPDA da edificação. O que muda é o critério de dimensionamento: o IEEE Std 80 dimensiona para o curto de subestação (resistência, tensão de toque e de passo); a NBR 5419-3 dimensiona o eletrodo para a descarga atmosférica (comprimento mínimo, disposição das descidas). Depois de construída, a malha se mede em campo pelo método da queda de potencial descrito na NBR 15749:2009 — a norma brasileira de medição de resistência de aterramento e de potenciais de passo e toque.

1

Pré-dimensionamento (você está aqui)

Estimativa didática por IEEE Std 80, solo uniforme — serve para testar cenários e entender a sensibilidade da malha a cada variável.

2

Medição de resistividade em campo

Levantamento da resistividade real do solo, com estratificação em camadas — o dado que substitui o ρ único desta calculadora num projeto real.

3

Projeto e laudo com ART

Memória de cálculo completa, corrente de curto real, verificação térmica do condutor e desenho executivo, assinados por engenheiro responsável.

Quando o assunto vira projeto ou laudo com engenheiro

Testar cenários nesta calculadora é uma forma rápida de entender como cada variável pesa no resultado — mas ela não substitui o trabalho de campo e de engenharia que um aterramento real exige. Entram aí: a medição de resistividade do solo com estratificação (o solo raramente é uniforme como o modelo didático assume), a corrente de curto-circuito real fornecida pela concessionária e o fator de divisão de corrente entre os caminhos de retorno, a verificação de bitola do condutor por aquecimento (I²t) durante a falta, e — quando a malha já está construída — a medição de campo da resistência e dos potenciais de passo e toque, conforme a NBR 15749:2009. A Token Engenharia executa projeto e laudo de aterramento, com engenheiro responsável e ART, em todo o Brasil.

Da estimativa ao aterramento medido, assinado — e ao para-raios

O pré-dimensionamento mostra o caminho; o documento que vale é o laudo de aterramento com medição em campo e ART, e o projeto de aterramento elétrico quando a malha ainda vai nascer. E como o mesmo eletrodo costuma servir também ao para-raios da edificação, a Token cuida do conjunto: laudo de SPDA, projeto de SPDA e manutenção de SPDA — um responsável técnico só para aterramento e proteção contra descargas.

Perguntas frequentes

O que é a malha de aterramento e para que ela serve?

É uma rede de condutores enterrados, em geral formando uma grade retangular, que interliga toda a instalação a um único ponto de referência de terra. Numa subestação, ela dá vazão à corrente de um curto-circuito fase-terra e, ao mesmo tempo, limita as diferenças de potencial na superfície do solo — as tensões de toque e de passo — para que uma pessoa presente no pátio durante a falta não sofra um choque perigoso.

O que são tensão de toque e tensão de passo?

Tensão de toque é a diferença de potencial entre a mão de uma pessoa encostada numa estrutura metálica aterrada e o solo onde ela pisa, a cerca de 1 m de distância — caminho mão-pé. Tensão de passo é a diferença de potencial entre os dois pés de uma pessoa andando sobre o solo durante a falta, com cerca de 1 m entre eles — caminho pé-pé. Ambas são comparadas com um limite tolerável que depende do peso da pessoa e do tempo que a proteção leva para desligar o curto.

Como se calcula a resistência de aterramento de uma malha (Rg)?

Esta ferramenta usa a fórmula de Sverak, um dos métodos mais difundidos do IEEE Std 80: a resistência combina o comprimento total de condutor enterrado (malha mais hastes), a área ocupada pela malha e a profundidade de enterramento, sobre a resistividade do solo. Quanto maior a área e o comprimento de condutor, e quanto menor a resistividade do solo, menor a resistência — e menor a elevação de potencial de terra (GPR) para uma mesma corrente de falta.

Por que a malha pode ter resistência baixa e ainda assim reprovar no critério de segurança?

Porque a resistência de aterramento (Rg) e as tensões de toque e passo são grandezas diferentes. Uma malha com Rg baixo pode ter um espaçamento entre condutores muito aberto, concentrando a corrente nas bordas e gerando gradientes de potencial elevados na superfície — o que eleva a tensão de toque calculada acima do limite, mesmo com resistência de aterramento aparentemente boa. Por isso o projeto real sempre verifica os três números juntos.

O que fazer quando a malha calculada é reprovada?

Os caminhos clássicos de correção são: reduzir o espaçamento entre os condutores da malha (mais malha, mais uniforme o potencial), adicionar hastes de aterramento — principalmente nas bordas e cantos —, aumentar a espessura ou a resistividade da camada de brita sobre o solo, e, quando possível, reduzir o tempo de eliminação da falta (proteção mais rápida tolera tensões mais altas).

Essa calculadora substitui o projeto de aterramento com ART?

Não. É uma ferramenta didática de pré-dimensionamento com solo uniforme e malha retangular regular. Um projeto real exige medição de resistividade em campo com estratificação do solo, a corrente de curto-circuito real da concessionária, o fator de divisão de corrente e a verificação da bitola do condutor por aquecimento (I²t). Esse é o escopo do projeto e do laudo assinados por engenheiro com ART.

Malha de aterramento de subestação e SPDA (para-raios) são a mesma coisa?

Não, embora possam compartilhar o mesmo eletrodo físico. A malha calculada pelo IEEE Std 80 responde a um curto-circuito fase-terra; o aterramento do SPDA (NBR 5419-3:2026) responde a uma descarga atmosférica — correntes e durações diferentes. A norma brasileira recomenda um aterramento único e integrado por estrutura, mas o critério de dimensionamento de cada função vem de sua própria referência técnica.

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Do pré-dimensionamento ao projeto de aterramento, com ART

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