Engenharia elétrica · SPDA · NBR 5419-2:2026

Calculadora: Preciso de SPDA (Para-Raios)?

Responda 15 perguntas e veja, em segundos, se a régua de risco da NBR 5419-2:2026 indica SPDA para a sua edificação. O resultado sai na hora — exposição classificada em alta, moderada ou baixa e o caminho que a norma determina para cada faixa.

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Triagem pela norma vigente (2026)Responsável técnico com CREA ativo · ARTResultado na hora, grátisNão substitui laudo com ART
Técnico com EPI instalando condutores de captação de SPDA sobre cobertura metálica industrial

Resposta rápida

Esta calculadora aplica a régua da ABNT NBR 5419-2:2026 em duas frentes e devolve dois vereditos. O primeiro responde à pergunta do título: a descarga que cai na própria edificação já exige SPDA? O segundo responde a uma pergunta que quase ninguém faz e que costuma pesar mais: o surto que entra pelas linhas de energia e de dados exige proteção contra surtos (DPS)? Os dois são medidos contra o mesmo risco tolerável da norma — e nenhum dos dois substitui a análise de risco completa com ART, que é o documento válido perante norma, seguradora e fiscalização.

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Análise de risco grátis · NBR 5419-2:2026

Calculadora: Preciso de SPDA (Para-Raios)?

Responda 15 perguntas e veja, em segundos, se a régua de risco da NBR 5419-2:2026 indica SPDA para a sua edificação. O resultado sai na hora — exposição classificada em alta, moderada ou baixa e o caminho que a norma determina para cada faixa.

Sem paciência de digitar? Assista a um exemplo montar a cena sozinho:

Monte o seu cenário

progresso salvo

15 perguntas — os mesmos grupos de fatores que a análise de risco da NBR 5419-2:2026 usa. O ? de cada pergunta mostra o que a norma diz.

1Onde fica o imóvel?
2Tamanho aproximado (metros)
60 m
30 m
12 m
3O que existe ao redor?
4Piso das áreas externas onde circula gente
5Uso principal da edificação
6Quanta gente — e em que regime?
7O local é serviço essencial ou patrimônio?
8O que existe dentro, que pega fogo?
9Eletrônica crítica na operação?
10Combate a incêndio

11Estrutura do prédio

12Como a energia chega?
13Telefone / internet / dados entram por onde?
14Tem DPS (protetor de surto) no quadro de entrada?

15Já existe SPDA (para-raios) instalado?

Responda — a cena monta o seu cenário

Cena ilustrativa didática: reage às respostas (tamanho, entorno, piso, uso, pessoas, linhas, DPS, SPDA existente) e ao veredito. Não é o cálculo.

O que você vai receber

  • Veredito da estruturaR1 em /ano e quantas vezes o tolerável — na barra e em número
  • Proteção contra surtosnecessária, recomendada ou sem indicação, com a parcela das linhas
  • NP de referênciao nível de proteção da triagem e o que ele compõe

↓ entenda o que você vai receber

1 · Preciso de SPDA?

Parcela da estrutura (RA + RB) = /ano — o tolerável

0| tolerável RT = 1 × 10⁻⁵ /ano

2 · Proteção contra surtos (linhas)

Parcela das linhas = /ano — o tolerável

Energia e dados que entram na edificação. Para estas componentes a norma resolve com DPS classe I na entrada (NBR 5419-3) — não exige o DPS coordenado da parte 4.

3 · Nível de proteção

referência da triagem

esta triagem trata a estrutura como uma zona única; edificações com áreas distintas pedem a análise completa por zonas — é o que o laudo com ART resolve.

sensib.

NgSeu município: descargas/km²·ano () — o valor sai da Tabela F.1, Anexo F da NBR 5419-2:2026.

6 · E se?

Clique num cenário: a triagem é recalculada no servidor com a resposta trocada e o delta aparece aqui.

16/16Motor conferido célula a célula nos 4 estudos de caso do Anexo E da NBR 5419-2 (16/16)

8 · Receba este pré-diagnóstico com o NP por e-mail

O resultado acima já é seu — o e-mail é só para receber o resumo. Três campos.

Falar com a Token sobre o laudo com ART

Triagem, não laudo. Uma zona, componentes de choque e dano físico contra o risco tolerável. O documento válido perante norma, seguradora e fiscalização é a análise de risco completa com ART — serviço da Token.

Importante: esta é uma triagem automática de orientação. Não serve como prova, laudo ou documento técnico, e não substitui a análise de risco completa com ART.

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Guia de leitura · dobra 2

Como ler o seu resultado

1O que é cada indicador

Dois vereditos, uma única régua

A NBR 5419-2:2026 não decide a necessidade de proteção por opinião nem por tabela de altura: decide por cálculo, comparando o risco estimado com o risco tolerável definido na norma (Tabela 4). Acima do tolerável, a norma determina a adoção de medidas de proteção. E a própria norma abre o atalho honesto que esta página usa: se as componentes de descarga direta na estrutura ficam abaixo do tolerável, um SPDA completo pode não ser necessário — as ligações de equipotencialização podem bastar (nota a da Figura 1).

Só que o risco não entra apenas pelo telhado. Ele entra também pelo cabo. Uma descarga na linha de energia que alimenta o prédio, ou no cabo metálico de dados que chega até ele, produz componentes de risco próprias — e a medida de proteção que a norma indica para elas não é o SPDA: é o DPS na entrada. Misturar as duas coisas num único semáforo produz um resultado enganoso: o veredito fica vermelho por falta de DPS, mesmo quando a estrutura, sozinha, está dentro do tolerável. Por isso a ferramenta separa:

  • Indicador 1 — preciso de SPDA? Compara com o tolerável as componentes de descarga direta na estrutura: o choque por tensão de toque e passo perto das descidas e o dano físico (centelhamento que vira incêndio ou explosão). É exatamente o que captação, descidas e aterramento resolvem.
  • Indicador 2 — proteção contra surtos. Compara com o mesmo tolerável as componentes que vêm das linhas que entram na edificação. Para essas duas, a norma é explícita: DPS classe I na entrada, conforme a NBR 5419-3, já atende — não é preciso o DPS coordenado da parte 4. A saída aqui é qualitativa em três níveis: necessária, recomendada ou sem indicação pela triagem.

2Como ler a barra contra o tolerável

Mesmo galpão de 60 × 30 m Área de exposição equivalente
Planta (referência) 1.800 m²
Com 8 m de altura ≈ 7.900 m²
Com 16 m de altura ≈ 17.700 m²

A tabela mostra por que a altura da pergunta 2 pesa mais que a planta: a norma projeta uma linha inclinada a 1:3 a partir do topo da estrutura, esticando a “sombra de captação” para todos os lados. Estruturas altas e isoladas raramente escapam da faixa vermelha.

Transparência da triagem: o “provavelmente dispensado” só aparece com dez vezes de folga em relação ao tolerável. O motivo é aritmético e não comercial: as componentes que a triagem não avalia só aumentariam o risco real — nunca o contrário. E há uma simplificação que trabalha no sentido oposto, então fica declarada: a área de exposição é calculada como se a cobertura fosse lisa, sem chaminé, mastro ou casa de máquinas, que a norma manda considerar à parte.

O que a triagem não faz — e é honesto dizer: não divide a estrutura em zonas, não calcula as componentes de falha de sistemas internos (que a norma manda avaliar quando há risco de explosão ou quando a falha ameaça a vida), não calcula a frequência de danos da Seção 7 nem o risco econômico, e não escolhe o nível de proteção (NP) nem a classe do DPS. Essa é a parte da análise completa, que sai assinada.

3O método, em três passos

O caminho do cálculo, em três passos

  1. Exposição: quantas descargas o conjunto espera por ano — densidade de raios do município, área de exposição equivalente da estrutura, fator do entorno e, para as linhas, a área de exposição do trecho que chega até o prédio.
  2. Consequência: as probabilidades e as perdas de cada componente, com os coeficientes oficiais de uso, número de pessoas, regime de ocupação, carga de incêndio, combate a incêndio, tipo de construção, piso externo e proteções declaradas nas entradas.
  3. Veredito: cada soma é comparada com o risco tolerável da norma. Acima, proteção indicada; na zona cinzenta, análise completa; abaixo com folga de dez vezes, provavelmente dispensado.

4O que o seu DPS credita (composição das linhas)

Transparência do indicador 2 — o que o seu DPS credita e o que não credita. Declarar DPS na entrada alivia o resultado, e a norma tem uma tabela só para isso: o alívio da equipotencialização entra em função do nível de proteção para o qual o DPS classe I foi projetado (Tabela B.7) — é por isso que a pergunta 14 separa “classe I por projeto” de “não sei a classe”. Só que o crédito vale para a linha que foi declarada: a entrada de energia. Se o telefone, a internet ou o alarme chegam por cabo metálico sem proteção própria, essa segunda linha continua entrando com risco — a norma pede que todas as linhas conectadas à estrutura sejam avaliadas, e a triagem não supõe um DPS que ninguém declarou.

Quando a soma dos dois caminhos passa do tolerável mas a estrutura sozinha não passa, o resultado diz isso em uma frase de reforço — e a diferença é, por definição, o que entra pelas linhas.

Token

Por dentro da normao que a triagem avalia — e o que só a análise de risco completa avalia

A NBR 5419-2:2026 decompõe o risco em componentes. A triagem calcula quatro delas e declara, sem rodeio, quais deixou de fora — porque são justamente as que exigem levantamento em campo.

A triagem desta página calcula

  • Choque por tensão de toque e passo junto às descidas — perguntas 4 e 6
  • Dano físico na estrutura: centelhamento que vira incêndio ou explosão — perguntas 5, 8, 10 e 11
  • Choque e dano físico vindos das linhas que entram na edificação — perguntas 12, 13 e 14
  • A comparação de cada soma com o risco tolerável da norma
»
com ART

Só a análise completa faz

  • Falha de sistemas internos (LEMP), que a norma manda avaliar em estrutura com risco de explosão e onde a falha ameace a vida — pergunta 9
  • Frequência de danos a serviço ao público, que na edição 2026 substituiu o antigo R2 — pergunta 7
  • Risco de perda de patrimônio cultural, com risco tolerável próprio — pergunta 7
  • Densidade de descargas oficial do Anexo F, divisão da estrutura em zonas e probabilidades e perdas dos Anexos B e C
  • Escolha do nível de proteção (NP), da classe de DPS e do arranjo de captação — com memória de cálculo

Toda simplificação desta triagem foi escolhida no sentido conservador — exceto duas, que ficam declaradas no resultado: a cobertura tratada como lisa (sem saliências) e a resistividade do solo assumida na faixa de referência da norma. As duas são levantadas em campo, no laudo.

Exemplo resolvido: galpão industrial de 60 × 30 × 12 m em Barra Mansa (RJ)

O mesmo caminho que a ferramenta acima percorre, em texto: exposição → consequência → veredito. Os números são os que o motor desta página devolve para essas 15 respostas — não são ilustrativos.

As 15 respostas deste cenário

  • Onde: Barra Mansa (RJ) — Ng = 32,0 descargas/km²·ano
  • Tamanho: 60 × 30 × 12 m · entorno: isolado, vizinhança mais baixa
  • Piso externo: terra/grama · estrutura: metálica
  • Uso: indústria · até 100 pessoas · horário comercial · não é serviço essencial
  • Dentro: muito material combustível · eletrônica de escritório
  • Combate a incêndio: extintores, hidrantes e rotas de escape
  • Energia: linha aérea urbana · dados: cabo aéreo · DPS: não tem · SPDA: não tem

A conta em três passos

  1. Exposição. A altura projeta a sombra de captação a 1:3 — a área de exposição equivalente sai de 1.800 m² de planta para cerca de 12.400 m². É essa área, com o Ng do município e o entorno isolado, que alimenta o cálculo.
  2. Consequência. Piso de terra perto das descidas, muito material combustível dentro, combate a incêndio apenas manual e uso industrial em horário comercial: as componentes de choque e de dano físico da estrutura somam 2,4 × 10⁻⁴ /ano.
  3. Veredito. Contra o tolerável de 1 × 10⁻⁵ /ano, isso é 24× o tolerável — proteção indicada. As linhas que entram (aérea de energia e cabo de dados, sem DPS declarado) acrescentam 7,7 × 10⁻⁴ /ano, e o risco total chega a 100× o tolerável.

SPDA Nível de Proteção I — referência da triagem

Captação, descidas e aterramento conforme a ABNT NBR 5419-3:2026 dimensionados para o NP I, com DPS classe I na entrada da linha de energia projetado para NP I (Tabela B.7). Na escada de níveis desta triagem, é o primeiro degrau que traz a parcela da estrutura para dentro do tolerável (0,47× o tolerável, contra 24× sem SPDA). Com Ng ±20% a parcela da estrutura vai de 19× a 28× o tolerável — e o resultado muda dentro dessa faixa (veredito ou nível de proteção): é um cenário de fronteira.

Este exemplo é uma triagem de uma zona: serve para mostrar a mecânica do cálculo, não para instruir obra. A escolha oficial do nível de proteção, a divisão em zonas, as componentes de falha de sistemas internos e a memória de cálculo saem da análise de risco completa com ART.

Vala aberta ao redor da edificação com condutor do anel de aterramento instalado

Por trás do SPDA

O aterramento é metade da proteção

Um SPDA não termina no captor do telhado: a corrente do raio precisa de um caminho controlado até a terra. O anel de aterramento ao redor da edificação — como este, em vala aberta antes do fechamento — interliga as descidas e dá referência comum à instalação. É também o que faz a equipotencialização e o DPS de entrada funcionarem: sem referência única, o surto encontra caminho pela estrutura e pelos equipamentos.

Anel de aterramento em vala, antes do reaterro — eletrodo interligado às descidas.

O que cada pergunta representa na norma

Nenhuma das 15 perguntas é decorativa: cada uma alimenta um fator oficial da análise de risco. As quatro últimas são as que o motor antigo, de 9 perguntas, não tinha — e são justamente as que respondem pelo segundo indicador.

  • 1. Local: define a densidade de descargas atmosféricas do município — quantos raios caem por km² por ano. É o gatilho de todo o cálculo, e na análise oficial a norma exige o valor tabelado do seu Anexo F, município por município. Não há substituto: sem o município na base, a ferramenta declara que está em calibração para a região em vez de estimar.
  • 2. Tamanho: vira a área de exposição equivalente. Como a norma projeta a inclinação 1:3 a partir do topo, a altura pesa muito mais que a planta: dobrar a altura pode mais que dobrar a área que atrai descargas.
  • 3. Entorno: é o fator de localização do Anexo A — o único fator maior que a unidade nas tabelas desse anexo. Cercado por objetos significativamente mais altos, cai a um quarto; isolado no topo de morro, dobra. O mesmo galpão muda de faixa só pela vizinhança.
  • 4. Piso externo: entra na redução por tensão de toque e passo. É a pergunta que decide o peso do choque em quem circula perto das descidas — e ela alimenta tanto a componente da estrutura quanto a componente da linha. Terra e concreto são a pior linha da tabela; asfalto e brita reduzem.
  • 5. Uso: define o tipo de perda de vida humana. Hospital, hotel e escola pesam cinco vezes mais que uma indústria comum; depósito com pouca circulação é o menor valor da tabela; e “há inflamáveis ou explosivos” muda o regime do cálculo inteiro.
  • 6. Pessoas e regime: a quantidade de gente entra pelo fator de perigo especial (nível de pânico e dificuldade de evacuação) e o regime, pelo tempo de exposição anual. Vinte e quatro horas por dia é o teto da norma; uso eventual reduz a perda esperada.
  • 7. Serviço essencial ou patrimônio: abre os outros dois riscos da norma. Serviço essencial ao público aciona a frequência de danos da Seção 7 — que na edição 2026 ocupou o lugar do antigo R2 — e patrimônio cultural aciona o segundo risco, com risco tolerável próprio. A triagem sinaliza os dois e manda para o laudo: nenhum deles se resolve por formulário.
  • 8. O que pega fogo dentro (e a zona, se houver área classificada): define o risco de incêndio. Carga combustível alta, cobertura combustível ou estrutura de madeira sobem uma ordem de grandeza; área classificada e explosivos vão ao valor máximo — e aí a sub-pergunta 8b (zonas 0/20, 1/21, 2/22) evita que todo mundo seja tratado pelo pior caso. Nenhuma resposta possível zera esse fator: incêndio nulo não é opção de triagem.
  • 9. Eletrônica crítica: não vira coeficiente — vira gate. Quando há eletrônica de suporte à vida ou de segurança, a norma manda avaliar também as componentes de falha de sistemas internos, que dependem de blindagem, fiação interna e suportabilidade dos equipamentos. Isso não cabe em 15 perguntas, então a triagem faz o contrário de chutar: fixa o piso do resultado em amarelo e diz que a parte não avaliada se aplica ao caso.
  • 10. Combate a incêndio: é a redução por medidas de proteção contra incêndio. Extintores, hidrantes, compartimentos à prova de fogo e rotas de escape reduzem à metade; detecção e combate automáticos reduzem mais — mas as notas da própria tabela condicionam esse crédito maior a que as instalações estejam protegidas contra sobretensões e a que haja pessoal capacitado para combater o incêndio no local, e é por isso que a resposta sobre DPS conversa com esta. Havendo risco de explosão, a norma trava esse fator na unidade: nenhuma medida reduz.
  • 11. Estrutura: é o fator de tipo de construção: alvenaria simples e madeira dobram a perda em relação a estrutura metálica ou de concreto armado. Importante não confundir: ser metálica não reduz a probabilidade de dano na triagem, porque para isso a norma exige continuidade, interligação e aterramento comprovados como descida natural — o que só a inspeção verifica.
  • 12. Como a energia chega: primeira pergunta do indicador 2. Define os fatores de instalação, ambiente e tipo da linha. Linha aérea em área rural é a pior combinação possível; entrada subterrânea reduz. O crédito máximo que a norma reserva a trecho enterrado dentro de malha de aterramento não é aplicado: não é verificável por formulário.
  • 13. Por onde entram telefone, internet e dados: é a segunda linha. Cabo metálico, aéreo ou subterrâneo, soma componentes de risco próprias. E é a única resposta de todo o questionário capaz de zerar uma parcela: fibra óptica sem elemento metálico, ou ausência de linha de dados, anula a contribuição dessa entrada pelo texto literal da norma.
  • 14. DPS no quadro de entrada: é a equipotencialização para o raio, o fator que mais alivia as componentes da linha de energia — e o alívio é escalonado, não um liga/desliga: a norma tabela o valor em função do nível de proteção para o qual o DPS classe I foi projetado. Por isso a pergunta separa “classe I instalado por projeto” — o maior alívio entre os níveis de proteção tabelados — de “instalado por projeto, não sei a classe”, que fica no valor mais conservador desses mesmos níveis; “tem algo, não sei a classe” e “não tem” a norma trata como sem DPS classe I. E o crédito vale para a entrada de energia: a entrada de dados continua contando como não protegida.
  • 15. SPDA existente: não muda o risco calculado — a triagem sempre calcula o cenário sem SPDA, porque a redução só é legítima quando existe nível de proteção verificado, continuidade ensaiada e laudo. O que essa resposta muda é o encaminhamento: quem não tem SPDA precisa de análise de risco e projeto; quem tem, precisa da inspeção periódica da NBR 5419-3:2026 (7.3.2) — a cada 1 ano em estruturas com áreas classificadas, explosivos, corrosão severa ou serviços essenciais, a cada 3 anos nas demais — e é essa a hora de renovar o laudo de SPDA.
1

Triagem (você está aqui)

Dois indicadores na hora, pela própria régua da norma, com as premissas declaradas. Serve para priorizar a decisão — não para documentá-la.

2

Análise de risco completa

O engenheiro levanta estrutura, linhas e zonas, usa a densidade de descargas oficial do Anexo F e calcula todas as componentes — definindo se precisa de proteção e qual o nível (NP).

3

Projeto e laudo com ART

Documento assinado, com memória de cálculo — o que vale perante seguradora, Corpo de Bombeiros, auditoria e fiscalização.

Perguntas frequentes

Esta calculadora substitui o laudo de SPDA?

Não. É uma triagem educativa: aplica o atalho previsto na própria NBR 5419-2:2026 (componentes de choque e de dano físico contra o risco tolerável) e um indicador separado para o que entra pelas linhas, mas não divide a estrutura em zonas, não avalia as componentes de falha de sistemas internos e não define nível de proteção. O documento válido perante norma, seguradora e fiscalização é a análise de risco completa assinada com ART.

Por que o resultado vem em dois indicadores?

Porque a norma resolve os dois caminhos de risco com medidas diferentes. A descarga direta na estrutura é assunto do SPDA — captação, descidas e aterramento da NBR 5419-3. O surto que entra pela linha de energia ou de dados é assunto de DPS na entrada. Somar tudo num único semáforo escondia essa diferença: o resultado ficava vermelho por falta de DPS mesmo quando a estrutura, sozinha, estava dentro do tolerável.

As linhas que entram no prédio mudam tanto o risco assim?

Mudam. A descarga não precisa cair no prédio para causar dano: pode cair na linha elétrica que chega até ele. A NBR 5419-2:2026 trata isso nas componentes de risco das linhas, e quando o comprimento do trecho é desconhecido a própria norma permite adotar 1 000 m — o que costuma pesar mais que a estrutura em si. É por isso que a triagem pergunta como a energia chega, por onde entram os dados e se existe DPS declarado no quadro de entrada.

Tenho DPS instalado. Isso resolve a proteção contra surtos?

Ajuda, e a norma reconhece: para as componentes de surto vindas das linhas, o DPS classe I previsto na NBR 5419-3 é suficiente, sem exigir o DPS coordenado da parte 4. Mas a triagem só credita o DPS na entrada de energia declarada por projeto — a entrada de dados continua contando como não protegida, e a classe do dispositivo, o nível de proteção e a coordenação são definidos no projeto, não no formulário.

Já tenho DPS na entrada — por que ainda aparece “necessária”?

Porque o indicador 2 soma o que entra por todas as linhas, e o DPS declarado credita a linha em que ele foi declarado: a entrada de energia. Nessa linha o alívio é tabelado pelo nível de proteção para o qual o DPS classe I foi projetado (Tabela B.7) — quem declara a classe recebe o alívio maior, e quem responde “não sei a classe” fica com o valor mais conservador da tabela. Se o telefone, a internet ou o alarme entram por cabo metálico, essa segunda linha continua sem proteção declarada, e a norma pede que todas as linhas conectadas à estrutura sejam avaliadas; a triagem não pode supor um dispositivo que ninguém informou. Na prática, o que costuma virar o veredito para “sem indicação pela triagem” é a combinação das duas coisas: classe do DPS declarada em projeto na entrada de energia e a entrada de dados protegida (ou em fibra óptica, sem metal). Nada disso é conservadorismo comercial: é a consequência de a triagem só creditar o que foi informado — a definição de classe, nível de proteção e coordenação sai do projeto, com ART.

O que é a densidade de descargas atmosféricas (Ng)?

É o número de raios que atingem o solo por quilômetro quadrado por ano em uma região — o insumo que dispara o cálculo de risco. Varia muito entre municípios vizinhos, e na análise de risco oficial a NBR 5419-2:2026 exige exclusivamente os valores do seu Anexo F, tabelados município por município. Quando o município não está na base embarcada, a ferramenta avisa que está em calibração para a região em vez de chutar.

Prédios vizinhos mais altos protegem minha edificação?

Reduzem a exposição — a norma trata isso pelo fator de localização do Anexo A: estrutura cercada por objetos significativamente mais altos usa o menor valor da tabela, estrutura isolada usa o valor de referência e estrutura isolada no topo de morro dobra. Reduzem o risco, mas não o eliminam: a necessidade de SPDA continua dependendo do cálculo completo.

Tenho SPDA projetado na norma de 2015. Preciso refazer?

A inspeção periódica se faz contra a norma de origem do projeto — não existe obrigação automática de reprojetar tudo. O que a NBR 5419-3:2026 estabelece é a régua de inspeção: a cada 1 ano em estruturas com áreas classificadas, explosivos, corrosão atmosférica severa ou serviços essenciais; a cada 3 anos nas demais. A inspeção é a oportunidade de avaliar a adequação à edição vigente, com laudo e ART.

O resultado deu “provavelmente dispensado”. Posso arquivar o assunto?

Não como prova. O resultado é uma triagem com folga de segurança embutida, não um documento. NR-10, seguradoras e Corpo de Bombeiros podem exigir verificação documentada, e as ligações de equipotencialização podem se aplicar mesmo quando o SPDA externo é dispensado. A confirmação, em qualquer faixa, é a análise de risco com ART.

Do resultado ao documento assinado

A calculadora aponta a direção. O que resolve é o serviço de engenharia — em todo o Brasil, com responsável técnico e ART:

NBR 5419-2:2026

Análise de risco de descargas atmosféricas — é ela que define, por cálculo, se a estrutura precisa de SPDA, qual o nível de proteção (NP) e quais medidas de proteção contra surtos as linhas exigem. A autoridade local tem prioridade na definição do risco tolerável.

Token EngenhariaToken Engenharia · Atuação nacional

Da triagem ao laudo com ART

A calculadora aponta a direção; o laudo fecha a conta. Análise de risco completa conforme a NBR 5419-2:2026, projeto e inspeção de SPDA com engenheiro responsável e ART — em todo o Brasil.

Solicitar análise de risco