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Seleção de motor para a carga — bomba, ventilador ou transportador, do dado da máquina ao frame WEG

Vai trocar um motor de bomba, repotenciar um ventilador ou montar um transportador? Informe os dados da máquina movida: a ferramenta calcula a potência exigida pela carga, o motor WEG W22 recomendado (série IEC padronizada), a margem do fator de serviço e a partida sugerida — na bancada, sem cadastro.

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Bomba · ventilador · correiaConjugado resistenteFrame WEG W22 (IEC)Cálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

O motor não se escolhe pelo motor: escolhe-se pela carga que ele move. Primeiro acha-se a potência exigida pela máquina (numa bomba, Ph = Q × ρ × g × H ÷ 1000); divide-se pelo rendimento da bomba e do motor para chegar à potência no eixo elétrico, e aplica-se o fator de serviço. O motor escolhido é o primeiro da série IEC padronizada (WEG W22) igual ou acima desse valor. Exemplo: bomba de 10 m³/h e 15 m.c.a., com rendimento de bomba 70% e de motor 92%, exige cerca de 0,633 kW de motor (0,728 kW com Fs 1,15) e fecha no frame de 0,75 kW. A ferramenta ainda sugere a partida conforme o tipo de conjugado resistente da carga. Resultado de apoio: o catálogo do fabricante e o regime de serviço mandam.

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Escolha o motor a partir da carga que ele vai mover

Selecione o tipo de máquina, informe os dados de operação e receba a potência exigida pela carga, o motor WEG W22 recomendado (série IEC padronizada), a margem do fator de serviço e a partida sugerida — na bancada, sem cadastro.

0,633kW de motor

P_sel com Fs = 0,728 kW · 0,86 CV calculado (conversão aritmética)

Motor WEG W22 recomendado
WEG W22 0,75 kW
Margem disponível: 1,18x sobre P_motor
Partida sugerida
Partida direta (DOL)
Carga quadrática até 7,5 kW · verificar concessionária
P_motor 0,633 kWFrame 0,75 kW
IE3 / IR3 · Portaria Interministerial nº 1/2017IP 55 padrão WEG W22Margem adequada (1,18x)
⚠️ Altitude ou temperatura fora da faixa padrão. Acima de 1.000 m ou 40 °C ambiente o motor perde refrigeração; consulte o fator de derating do Guia WEG ou suba um frame.
⚠️ Carga de partida elevada (transportador). Verifique o conjugado de partida do frame no catálogo WEG contra a IEC 60034-12. Soft-starter ou inversor são recomendados.

Resultado orientativo a partir dos dados informados. A série de potências é a padronizada IEC (o motor que existe no catálogo); o frame final depende do regime de serviço, do conjugado de partida da carga e das condições de instalação. Confirme contra o catálogo do fabricante antes de especificar.

Passos do cálculo com os números aparecem aqui ao usar a ferramenta.

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Por que a carga, e não o motor, comanda a escolha

O erro mais comum ao trocar um motor é começar pelo motor. O caminho correto é o inverso: a máquina movida — a bomba, o ventilador, o transportador — é quem define quanta potência o motor precisa entregar. O motor é só o músculo; quem dita o esforço é a carga. Por isso a pergunta certa não é “que motor coloco?”, e sim “quanta potência esta máquina exige, e com que perfil de conjugado?”. Acertar isso evita os dois extremos caros: o motor pequeno, que aquece, perde rendimento e queima antes da hora, e o motor grande demais, que custa mais, ocupa mais espaço no painel e roda com fator de potência ruim, puxando reativo da rede sem necessidade.

O cálculo tem sempre a mesma espinha, em três passos. Primeiro, a potência exigida pela carga, que depende da física da máquina (vazão e altura numa bomba, vazão de ar e pressão num ventilador, força e velocidade num transportador). Segundo, a cadeia de rendimentos: a potência sobe a cada elemento do conjunto que tem perda — a própria máquina movida, o redutor (quando existe) e o motor. Terceiro, a margem do fator de serviço, que cobre variações de operação e dá folga. O resultado cai na série de potências padronizadas, e o motor é o primeiro frame igual ou acima.

O conjugado resistente da carga

Potência é metade da história; a outra metade é o conjugado (o torque). Toda carga oferece um conjugado resistente — uma força que se opõe ao giro do motor — e esse conjugado muda com a rotação de um jeito que depende do tipo de máquina. Entender esse perfil é o que separa um motor que parte bem de um motor que “trava” na partida ou desarma a proteção. A regra física é simples: em qualquer rotação, da partida ao regime, o conjugado do motor tem de ser maior que o conjugado resistente da carga. Onde as duas curvas se cruzam é o ponto de operação; se a curva da carga sobe mais rápido que a do motor, o conjunto não acelera.

Existem quatro tipos clássicos de carga, e cada um pede uma estratégia de acionamento diferente. Reconhecer em qual deles a sua máquina se encaixa é o primeiro passo para casar motor e carga.

Os quatro perfis de carga

Como o conjugado resistente muda com a rotação

Conjugado constante: o torque não varia com a rotação — esteira, extrusora, guindaste. Conjugado linear: o torque cresce em linha com a rotação — calandra, misturador. Conjugado quadrático: o torque cresce com o quadrado da rotação — bomba centrífuga e ventilador, o caso da Lei das Afinidades. Potência constante: a potência se mantém e o torque cai com a rotação — bobinadeira, torno em desbaste. O motor só aciona bem a carga se entregar conjugado acima do resistente em toda a faixa de rotação.

As quatro curvas de conjugado resistente. A da carga e a do motor têm de se cruzar com folga.

Tipo de conjugado Como varia com a rotação Aplicação típica Implicação na partida
Constante Torque não muda; potência cresce com a rotação Esteira, extrusora, guindaste, compressor de parafuso Partida pesada; verificar conjugado do frame no catálogo
Linear Torque cresce em linha com a rotação Calandra, misturador, bomba de deslocamento positivo Partida moderada; avaliar o atrito estático
Quadrático Torque cresce com o quadrado da rotação Bomba centrífuga, ventilador, compressor centrífugo Partida leve; estrela-triângulo ou inversor vão bem
Potência constante Potência se mantém; torque cai com a rotação Bobinadeira, torno em desbaste, descascador Acionamento por inversor com controle de torque

Bomba centrífuga: da vazão e da altura à potência

A bomba centrífuga é a carga mais comum de manutenção industrial e o exemplo que a ferramenta traz por padrão. A potência que ela exige nasce da potência hidráulica — o trabalho por segundo realizado sobre o fluido para vencer a altura manométrica:

Ph (kW) = Q × ρ × g × H ÷ 1000

Onde Q é a vazão em m³/s (a ferramenta converte de m³/h dividindo por 3.600), ρ é a densidade do fluido (água a 20 °C ≈ 998 kg/m³), g é 9,81 m/s² e H é a altura manométrica total em metros de coluna d'água (estática mais perdas de carga). Essa é a potência entregue ao fluido; para chegar à potência do motor, divide-se pela eficiência da bomba e depois pela do motor, e aplica-se o fator de serviço:

  • Pbomba = Ph ÷ ηbomba — potência no eixo da bomba.
  • Pmotor = Pbomba ÷ ηmotor — potência no eixo elétrico.
  • Pselecionada ≥ Pmotor × Fs — com a margem do fator de serviço.

Um cuidado prático: a eficiência da bomba só vale no ponto de projeto (o BEP, melhor ponto de eficiência). Fora dele, a eficiência pode cair 20 a 30 pontos percentuais — uma bomba operando longe do BEP exige mais potência do que a conta sugere. Veja o cálculo com os defaults da ferramenta:

Q = 10 m³/h ÷ 3.600 = 0,002778 m³/s
Ph = 0,002778 × 998 × 9,81 × 15 ÷ 1000 = 0,408 kW
Pb = 0,408 ÷ 0,70 = 0,583 kW
Pm = 0,583 ÷ 0,92 = 0,633 kW ← potencia do motor
Ps = 0,633 × 1,15 = 0,728 kW → frame IEC 0,75 kW (1 CV)

O motor que se compra é o de 0,75 kW (1 CV), o primeiro frame da série padronizada acima de 0,728 kW — com margem de 1,18× sobre a potência calculada, dentro da faixa adequada.

Ventilador e a Lei das Afinidades

O ventilador segue a mesma lógica, com a potência mecânica saindo da vazão de ar e da pressão estática que ele tem de vencer:

Pvent (kW) = Qar × ΔP ÷ (ηvent × 1000)

Onde Qar é a vazão de ar em m³/s e ΔP é a pressão estática total em Pa. O grande diferencial do ventilador — e da bomba — é que são cargas de conjugado quadrático, e isso abre uma porta de economia enorme via inversor de frequência. É a Lei das Afinidades, o conjunto de relações de similaridade das turbomáquinas:

  • Vazão: Q₂ = Q₁ × (n₂/n₁) — a vazão acompanha a rotação.
  • Pressão: ΔP₂ = ΔP₁ × (n₂/n₁)² — a pressão cai com o quadrado.
  • Potência: P₂ = P₁ × (n₂/n₁)³ — a potência cai com o cubo.

A implicação prática é dramática: reduzir a rotação em 20% por inversor (n₂/n₁ = 0,8) corta cerca de 49% da potência (0,8 ao cubo = 0,512). Controlar a vazão por inversor, em vez de estrangular com damper ou válvula, é uma das medidas de eficiência energética de maior retorno na indústria. A ferramenta calcula essa relação no modo ventilador e mostra a nova vazão, pressão e potência na rotação reduzida.

Transportador de correia: força, velocidade e inclinação

O transportador é a carga mais exigente na partida, porque precisa vencer a inércia e o atrito estático com a correia carregada e parada. A potência sai da força total de tração multiplicada pela velocidade da correia:

  • Fcarga = mcarga × g — peso do material transportado.
  • Fatrito = (mcarga + mcorreia) × g × μ — atrito da correia sobre os rolos (μ típico 0,020 a 0,035).
  • Finclinação = (mcarga + mcorreia) × g × senθ — parcela de subida, quando há inclinação.

A força total é a soma das três; a potência no eixo é P = Ftotal × v ÷ 1000, depois dividida pelo rendimento do redutor e pelo do motor. Por causa do conjugado de partida elevado, o transportador raramente parte bem em ligação direta com carga: soft-starter ou inversor são quase sempre recomendados, e o conjugado de partida do frame escolhido deve ser conferido no catálogo WEG contra a tabela da IEC 60034-12 — não existe percentual fixo universal, o valor é tabelado por potência e número de polos.

A potência padronizada: por que 5 CV vira 4,0 kW

Aqui mora uma armadilha clássica. A conversão aritmética de 5 CV dá 3,68 kW (5 × 0,7355), mas o motor que existe no catálogo é o de 4,0 kW — não o de 3,7 kW. Isso porque os motores são fabricados em uma série de potências padronizadas (a série IEC), e o valor comercial mais próximo acima nem sempre é o resultado da conta. A ferramenta sempre devolve o frame padronizado, o que de fato se compra, e não o número aritmético, justamente para não fazer você pedir ao almoxarifado um motor que não existe. A tabela abaixo mostra a diferença entre a conversão aritmética e a série padronizada.

Potência (CV) kW aritmético (×0,7355) Potência padronizada IEC (kW) Frame WEG W22
1 CV 0,74 0,75 W22 0,75 kW
2 CV 1,47 1,5 W22 1,5 kW
3 CV 2,21 2,2 W22 2,2 kW
5 CV 3,68 4,0 (não 3,7) W22 4,0 kW
7,5 CV 5,52 5,5 W22 5,5 kW
10 CV 7,36 7,5 W22 7,5 kW
20 CV 14,71 15 W22 15 kW
50 CV 36,78 37 W22 37 kW

Série de potências padronizadas IEC. A coluna aritmética é a conversão direta de CV para kW; a coluna padronizada é o frame que existe no catálogo. Confirmar a edição vigente da norma de motores de indução antes de especificar — a série comercial pode variar por linha e por classe de rendimento.

Fator de serviço, classe de eficiência e regime

Três parâmetros normativos fecham a seleção, além da potência. O fator de serviço (Fs) é a sobrecarga contínua que o motor admite acima da potência nominal sem perda de vida útil; ele entra como margem na escolha do frame. Valores usuais são 1,15 para bomba e ventilador em operação contínua e 1,15 a 1,25 para transportador. Uma margem entre 1,0× e 1,5× sobre a potência calculada é adequada; acima de 1,5× o motor está superdimensionado.

A classe de eficiência é obrigatória no Brasil: a Portaria Interministerial nº 1, de 29/06/2017 (MME/MDIC/MCTIC), tornou obrigatório o nível mínimo IR3 (equivalente IE3) para motores trifásicos de indução de rotor de gaiola, na faixa de 0,16 a 500 CV, de 2 a 8 polos. O WEG W22 IR3 Premium atende esse requisito. Por fim, o regime de serviço (S1 contínuo, S3 intermitente etc., conforme a IEC 60034-1) influencia o aquecimento e deve bater com a aplicação real — um motor S1 dimensionado para uma carga que dá muitas partidas por hora pode aquecer além do previsto.

Altitude, temperatura e grau de proteção

As condições do ambiente derratam o motor — reduzem a potência que ele pode entregar com segurança. As condições usuais de catálogo são altitude de até 1.000 m e temperatura ambiente de até 40 °C. Acima disso, o ar mais rarefeito (altitude) ou mais quente (temperatura) refrigera pior o enrolamento, e é preciso aplicar um fator de correção do guia do fabricante ou subir um frame. A ferramenta dispara um alerta quando a altitude passa de 1.000 m ou a temperatura de 40 °C. O grau de proteção IP deve casar com o ambiente: IP55, padrão do W22, cobre poeira e jatos d'água; ambientes de lavagem pesada pedem IP66 ou superior.

Casar motor e carga: o checklist de campo

Reunindo tudo, “casar motor e carga” é cumprir, em ordem, alguns passos:

  • Identifique o tipo de carga e o perfil de conjugado resistente (constante, linear, quadrático, potência constante).
  • Calcule a potência exigida pela máquina movida, com os dados reais de operação.
  • Aplique a cadeia de rendimentos — máquina, redutor, motor — e a margem do fator de serviço.
  • Arredonde para a série padronizada IEC, escolhendo o frame igual ou imediatamente acima.
  • Confira o conjugado de partida do frame contra o perfil da carga, sobretudo em transportador e cargas de conjugado constante.
  • Verifique regime, classe IE3, tensão, IP e derating por altitude e temperatura.
  • Escolha o método de partida coerente com a carga e com a concessionária.

A ferramenta cobre os passos de cálculo e indica a partida; os passos normativos de fechamento — regime, IP, derating, coordenação — são onde o dimensionamento vira projeto.

Quando o dimensionamento vira projeto: a Token aciona com ART

Selecionar a potência de um motor é uma conta de apoio — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando o acionamento precisa ser projetado, montado ou auditado, entra a engenharia: a seleção e a parametrização do inversor, o dimensionamento do circuito de força e da proteção, a coordenação, a partida dos motores, a montagem do painel (CCM, QGBT) e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica em todo o Brasil — do projeto do acionamento ao comissionamento em campo, incluindo a partida e a parametrização dos motores.

Perguntas frequentes

Como escolher a potência do motor a partir da carga?

Parta sempre da potência exigida pela máquina movida, não do motor. Numa bomba, Ph = Q × ρ × g × H ÷ 1000; divide-se pelo rendimento da bomba e do motor e multiplica-se pelo fator de serviço. O motor é o primeiro da série padronizada IEC igual ou acima desse valor. Exemplo: bomba de 10 m³/h e 15 m.c.a. exige cerca de 0,633 kW de motor e fecha no frame de 0,75 kW.

O que é conjugado resistente e por que importa?

É o torque que a carga oferece contra o motor. Seu perfil (como varia com a rotação) define a partida. Bomba e ventilador têm conjugado quadrático (partida leve); transportador tem conjugado de partida elevado. Casar motor e carga é garantir conjugado do motor acima do resistente em toda a faixa.

Por que 5 CV é vendido como 4,0 kW e não 3,7 kW?

A conversão aritmética dá 3,68 kW, mas o motor que se compra segue a série padronizada IEC, em que o valor mais próximo é 4,0 kW. A ferramenta sempre devolve o frame padronizado, não o aritmético.

O que é o fator de serviço e quanta margem usar?

É a sobrecarga contínua que o motor admite acima da nominal. Na seleção entra como margem: Pselecionada ≥ Pmotor × Fs. Usuais: 1,15 para bomba e ventilador, 1,15 a 1,25 para transportador. Margem de 1,0× a 1,5× é adequada; acima disso, superdimensionado.

Como a Lei das Afinidades economiza energia?

Em cargas quadráticas, a potência varia com o cubo da rotação. Reduzir a rotação em 20% por inversor corta cerca de 49% da potência. Por isso controlar vazão por inversor, em vez de estrangular, gera economia expressiva.

Quando o dimensionamento vira projeto de engenharia?

Quando o acionamento precisa ser dimensionado ou auditado: seleção do inversor, circuito de força, proteção, coordenação, montagem do painel e laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse projeto, essa montagem e esse laudo em todo o Brasil.

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Da seleção do motor ao acionamento montado, com ART

A ferramenta dá a potência e o frame; a Token Engenharia projeta, monta e comissiona o acionamento. Montagem industrial e eletromecânica, painéis (CCM, QGBT), inversores, partida de motores e laudo das instalações — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.

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