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Corrente nominal do motor — converta a potência de placa (CV, kW ou HP) em amperes

Vai trocar um motor, ajustar o rele térmico ou parametrizar um inversor? Informe a potência de placa, a tensão e as fases: a ferramenta devolve a corrente nominal, as potências (kW, kVA, kVAr), a corrente de partida estimada e uma faixa orientativa de disjuntor, contator e cabo — na bancada, sem cadastro.

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CV / HP / kW → ATrifásico e monofásicoCorrente de partidaCálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

A potência de placa de um motor é a potência mecânica no eixo. A corrente nominal sai de In = P_eixo ÷ (√3 × U × η × cosφ) no trifásico. Para garantir coerência interna, esta ferramenta calcula primeiro a potência aparente S = P_eixo ÷ (η × cosφ) e depois In = S ÷ (√3 × U). Exemplo: um motor de 10 CV (7.355 W) em 380 V trifásico, com η = 0,89 e cosφ = 0,85, dá S = 9,72 kVA e In ≈ 14,8 A. A ferramenta ainda estima a corrente de partida e sugere uma faixa orientativa de disjuntor, contator e cabo. O resultado é de apoio: a placa do motor e as condições de instalação mandam.

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Calculadora grátis · corrente nominal In

Converta a potência de placa do motor em corrente nominal

Escolha o modo, informe a potência de placa, a tensão e as fases. A corrente nominal, as potências (kW, kVA, kVAr), a corrente de partida estimada e uma faixa orientativa de disjuntor, contator e cabo saem na hora.

Trifásico (3Ø)
Monofásico (1Ø)

No modo estimado, η e cosφ vêm de valores típicos por faixa de potência (referência WEG W22). Para precisão, use o modo “Tenho a placa”.

⚠️ Rendimento inválido: η deve ficar entre 50% e 99,9%. Confira a placa.
⚠️ cosφ inválido: deve ficar entre 50% e 100%. Confira a placa.
ℹ️ Motor monofásico em 380 V é incomum na indústria. Confirme se a tensão está correta.
14,8A

Corrente nominal In · Motor 10 CV · 380 V · trifásico

Potência absorvida
8,26 kW
P_eixo ÷ η
Potência aparente
9,72 kVA
P_abs ÷ cosφ
Potência reativa
5,12 kVAr
Q = S × senφ
Corrente de partida est.
88,6–118 A
6 a 8× In · partida direta
Faixa orientativa de proteção / conduçãoorientativo
Disjuntor: 32 A  |  Contator: 32 A (AC-3)  |  Cabo: 6 mm²
Dimensionar conforme projeto e as condições de instalação. Valores orientativos.
0 A22,2 A
⚠️ Na saída do inversor/VFD o cosφ e o kVAr senoidais não se aplicam — o fator de potência do lado da rede depende do drive.

Resultado orientativo a partir dos dados informados. A placa do motor manda: confira η, cosφ e a corrente nominal reais antes de dimensionar cabo, proteção ou rele de sobrecarga.

Falar com a Token sobre o painel

Como calcular a corrente nominal do motor na mão

A corrente nominal (In) é o número-mãe de quase toda decisão de painel: dela dependem o cabo, o disjuntor, o contator, o rele de sobrecarga e o parâmetro de corrente nominal do inversor. Por isso vale entender a conta por trás da ferramenta, e não só ler o resultado. O ponto de partida é uma regra simples: a potência impressa na placa é a potência mecânica no eixo (a saída útil), não a potência que a rede entrega. A rede precisa fornecer mais por dois motivos — as perdas internas do motor (rendimento η) e a parcela reativa da corrente (fator de potência, cosφ).

In = P_eixo ÷ ( √3 × U × η × cosφ )   (trifásico)

No motor monofásico não há o fator √3, então In = P_eixo ÷ (U × η × cosφ). Onde P_eixo é a potência de placa convertida em watts, U é a tensão de linha (entre fases), η é o rendimento e cosφ é o fator de potência. Para que a corrente e as potências derivadas nunca se contradigam, o cálculo correto parte da potência aparente:

  • P_abs = P_eixo ÷ η — a potência ativa que a rede entrega (em kW).
  • S = P_abs ÷ cosφ — a potência aparente (em kVA). É a fonte única da verdade.
  • In = S ÷ (√3 × U) — a corrente nominal, que assim fecha com S = √3 × U × In.
  • Q = S × senφ — a potência reativa (em kVAr), útil para correção de fator de potência.

Veja com o exemplo que a ferramenta já traz, um motor de 10 CV em 380 V trifásico, com rendimento 0,89 e cosφ 0,85:

P_eixo = 10 CV × 735,5 = 7.355 W
P_abs = 7.355 ÷ 0,89 = 8.264 W = 8,26 kW
S = 8.264 ÷ 0,85 = 9.722 VA = 9,72 kVA
In = 9.722 ÷ (1,7321 × 380) = 9.722 ÷ 658,2 ≈ 14,8 A

Esse é exatamente o número que aparece no card de resultado. O caminho inverso também é direto: se você já tem a corrente nominal de placa e só quer dimensionar a proteção, use o modo “Já tenho a In” e pule para a faixa orientativa de disjuntor, contator e cabo.

CV, HP ou kW — qual usar na conta

A unidade da potência é a primeira armadilha. A placa de um motor brasileiro WEG traz CV, o cavalo-vapor métrico, que vale 735,5 W. O HP americano vale 745,7 W — uma diferença de cerca de 1,4%, pequena no papel, mas suficiente para empurrar a corrente para a faixa de cima e fazer você comprar um cabo ou um disjuntor errado. O kW é a unidade do Sistema Internacional e vale 1.000 W. A regra é simples: use sempre a unidade impressa na placa, sem converter de cabeça. A ferramenta faz a conversão correta para qualquer uma das três.

Unidade de potência Valor em watts Onde aparece
1 CV (cavalo-vapor métrico) 735,5 W Placa de motor brasileiro (WEG, padrão BR)
1 HP (horsepower EUA) 745,7 W Motor e catálogo americano
1 kW 1.000 W Unidade do SI; catálogos internacionais

Do eixo à rede

Por que a rede entrega mais do que a placa diz

A placa informa a potência no eixo. Para mover essa carga, o motor consome mais da rede: primeiro porque tem perdas (o rendimento η divide a potência de eixo e dá a potência absorvida), depois porque parte da corrente é reativa e não produz trabalho (o fator de potência cosφ relaciona a potência ativa com a aparente). A corrente nominal nasce da potência aparente S — e é por isso que calcular In a partir de S garante que tudo feche. Quando o circuito inteiro precisa ser projetado ou auditado, essa conta vira projeto: a Token Engenharia faz a montagem do painel e o laudo das instalações com ART em todo o Brasil.

A cadeia P_eixo → P_abs → S → In: a corrente nominal é o último elo, derivado da potência aparente.

Por que rendimento e fator de potência não podem ser ignorados

O erro mais caro nesse cálculo é tratar η e cosφ como se fossem 1 — ou seja, esquecê-los. Quem faz isso calcula a corrente apenas como P ÷ (√3 × U) e obtém um número 25% a 35% menor do que o real. O resultado é um cabo subdimensionado que aquece, um rele de sobrecarga que desarma no momento errado e um disjuntor que não protege como deveria. Por isso a ferramenta nunca usa rendimento ou fator de potência igual a 1 e bloqueia valores fisicamente impossíveis (η acima de 99,9% ou cosφ acima de 100%).

No modo estimado, η e cosφ vêm de valores típicos por faixa de potência, sempre com o aviso de que são referência e que a placa manda. Motores maiores têm rendimento e fator de potência mais altos; motores pequenos, mais baixos. No modo placa, você digita os valores reais impressos na placa do motor — é o caminho para o número mais fiel. A tabela abaixo dá a ordem de grandeza da corrente nominal em 380 V trifásico para alguns motores comuns, com os valores típicos da própria ferramenta; os números foram recalculados pela mesma fórmula, não copiados de catálogo.

Potência (CV) η típico cos φ típico In em 380 V tri (ref.)
1 CV (0,74 kW) 83% 0,80 ≈ 1,68 A
3 CV (2,2 kW) 86% 0,83 ≈ 4,70 A
5 CV (3,7 kW) 87% 0,84 ≈ 7,65 A
10 CV (7,4 kW) 89% 0,85 ≈ 14,8 A
20 CV (14,7 kW) 91% 0,87 ≈ 28,2 A
50 CV (36,8 kW) 92% 0,88 ≈ 69,0 A

Valores de referência, recalculados pela fórmula da ferramenta (potência de placa em CV × 735,5; corrente derivada da potência aparente). Use sempre os dados de placa do motor específico; rendimento e fator de potência reais variam por modelo e por classe de rendimento.

Corrente nominal não é corrente de partida

A corrente nominal é a que o motor puxa em regime, com a carga normal. A corrente de partida é outra coisa: é o pico que aparece no instante em que o motor é energizado, antes de ele acelerar. Na partida direta esse pico chega a 6 a 8 vezes a corrente nominal e dura poucos segundos. Confundir os dois leva a dois erros opostos: dimensionar o cabo pela corrente de partida (cabo gigante, caro e desnecessário) ou ajustar a proteção pela nominal sem prever a partida (o disjuntor desarma toda vez que o motor liga). A ferramenta separa visualmente os dois números e estima a corrente de partida conforme o método escolhido.

Método de partida Corrente de partida (estimada) Observação
Direta (full-voltage) 6 a 8 × In Pior caso; conferir a relação Ip/In da placa
Estrela-triângulo (Y-Δ) ~2 a 2,7 × In Cerca de 1/3 da partida direta; o conjugado também cai
Soft-starter 2 a 4 × In Depende do ajuste da rampa de aceleração
Inversor / VFD 1 a 1,5 × In Partida suave; o fator de potência na rede depende do drive

Atenção a um detalhe conceitual que confunde muita gente: o método de partida estrela-triângulo (energizar em estrela e comutar para triângulo) não é a mesma coisa que a ligação de um motor dual conforme a tensão da rede (220Δ / 380Y). O primeiro é uma técnica para reduzir a corrente de partida; o segundo é a seleção da ligação certa para a tensão disponível. A ferramenta trata os dois em campos separados, justamente para não misturar conceitos.

O mesmo motor em 220 V ou 380 V: a corrente muda

Um motor dual entrega a mesma potência mecânica ligado em 220 V (triângulo) ou em 380 V (estrela). O que muda é a corrente de linha. Como a potência é constante, a corrente varia na razão inversa da tensão: em 220 V a corrente de linha é √3 (cerca de 1,73 vez) maior do que em 380 V. Esse é um ponto prático da manutenção: queimou o motor da bomba, o reserva é 220 V mas o painel é 380 V — a corrente nova é menor, e o rele térmico atual provavelmente precisa ser reajustado. Troque a tensão na ferramenta e veja a corrente recalcular na hora.

O caso do inversor de frequência (VFD)

Quando o motor é acionado por um inversor de frequência, a corrente nominal continua valendo — e é justamente o valor que você lança no parâmetro de corrente nominal do drive ao comissionar (no caso da linha CFW da WEG, é um dos primeiros parâmetros). Mas há uma ressalva importante: o cosφ e a potência reativa (kVAr) só fazem sentido para alimentação senoidal, ou seja, motor ligado direto na rede. Na saída do inversor a corrente é distorcida pela modulação, e esses números perdem o significado clássico. O fator de potência visto pela rede, nesse caso, depende do próprio inversor (e dos seus componentes de entrada). Por isso, quando você escolhe “Inversor / VFD” como método de partida, a ferramenta avisa que kVAr e cosφ não se aplicam à saída do drive.

Erros comuns ao dimensionar o circuito do motor

  • Confundir CV com HP. Tratar CV (735,5 W) como HP (745,7 W) é um erro de ~1,4% que pode estourar a faixa do cabo. Use a unidade da placa.
  • Usar a tensão de fase no lugar da de linha. Em 380 V trifásico, U de linha é 380, não 220. Trocar os dois introduz um erro de √3 (fator 1,73) na corrente.
  • Esquecer η e cosφ. Calcular como se fossem 1 subdimensiona a corrente em 25% a 35%.
  • Trocar a potência de eixo pela absorvida. A placa é o eixo. Usar a potência já dividida pelo rendimento no numerador desconta η duas vezes.
  • Dimensionar a proteção pela corrente de partida. O cabo e o rele de sobrecarga seguem a corrente nominal; a proteção deve apenas suportar a partida sem desarmar.
  • Ignorar a queda de tensão no circuito. Um motor longe do quadro pode partir mal se o cabo for curto demais; vale conferir a queda de tensão antes de fechar a bitola.

Os três modos da ferramenta

A calculadora cobre os três caminhos do dia a dia de quem mexe com motor:

  • Modo estimado: você informa só potência, tensão e fases; a ferramenta usa rendimento e fator de potência típicos por faixa de potência (referência WEG W22), com o aviso de que a placa manda. É o caminho rápido para uma estimativa de campo.
  • Tenho a placa: você digita o rendimento e o fator de potência reais impressos na placa — o caminho para o número mais fiel, usado no dimensionamento de verdade.
  • Já tenho a In: você informa a corrente nominal de placa e pula direto para a faixa orientativa de disjuntor, contator e cabo e para a corrente de partida estimada.

Em todos eles, a fórmula aparece com os números (anti-caixa-preta), e a faixa de proteção vem marcada como orientativa — o dimensionamento final depende de projeto e das condições de instalação.

Quando o cálculo vira projeto: a Token monta o painel com ART

Achar a corrente nominal de um motor é uma conta de apoio — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando o circuito precisa ser dimensionado, montado ou auditado, entra a engenharia: a seção do cabo conforme a instalação, a proteção e a coordenação, o método de partida, a queda de tensão, a montagem do painel (QGBT, CCM) e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica em todo o Brasil — do projeto do circuito de força ao comissionamento em campo, incluindo a parametrização de inversores e a partida dos motores.

Perguntas frequentes

Como calcular a corrente nominal de um motor trifásico?

A potência de placa é a potência no eixo. A corrente nominal sai de In = P_eixo ÷ (√3 × U × η × cosφ). Para garantir coerência, calcule pela potência aparente: S = P_eixo ÷ (η × cosφ) e In = S ÷ (√3 × U). Exemplo: 10 CV (7.355 W), 380 V trifásico, η 0,89 e cosφ 0,85 dão S = 9,72 kVA e In ≈ 14,8 A.

Qual a diferença entre CV, HP e kW na placa do motor?

A placa BR (WEG) traz CV, o cavalo-vapor métrico, igual a 735,5 W. O HP americano vale 745,7 W — cerca de 1,4% maior. O kW é a unidade do SI, igual a 1.000 W. Use sempre a unidade da placa.

Por que preciso do rendimento e do fator de potência?

A placa informa a potência no eixo; a rede entrega mais por causa das perdas (rendimento) e da parcela reativa (cosφ). Calcular como se fossem 1 subdimensiona a corrente em 25% a 35%. Nunca use η ou cosφ igual a 1.

A corrente nominal serve para escolher o cabo e o disjuntor?

É o ponto de partida, mas não se confunde com a corrente de partida (6 a 8 vezes a nominal na partida direta). O cabo e o rele de sobrecarga seguem a nominal e as condições de instalação; a proteção deve suportar a partida. A faixa que a ferramenta mostra é orientativa.

Por que a corrente muda quando o mesmo motor liga em 220 V ou 380 V?

Um motor dual entrega a mesma potência em 220 V (triângulo) e 380 V (estrela). A corrente de linha varia na razão inversa da tensão: em 220 V ela é √3 maior do que em 380 V. É seleção de ligação, não método de partida.

O cálculo vale na saída de um inversor (VFD)?

A corrente nominal continua valendo e é o valor que se lança no inversor ao comissionar. Mas o cosφ e o kVAr só valem para alimentação senoidal; na saída do inversor a corrente é distorcida e esses números perdem o sentido clássico. A ferramenta avisa quando a partida é por inversor.

Quando o dimensionamento vira projeto de engenharia?

Quando o circuito precisa ser dimensionado ou auditado: seção do cabo, proteção e coordenação, partida, queda de tensão, montagem do painel e laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse projeto, essa montagem e esse laudo em todo o Brasil.

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Da corrente nominal ao painel montado, com ART

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