BANCADA DO ELETRICISTA · TOKEN ENGENHARIA

Quadro de Cargas — dimensione os circuitos e veja o quadro desenhado

Liste os circuitos do seu projeto e receba corrente, disjuntor, seção do cabo e queda de tensão de cada um — mais a demanda total e o disjuntor geral. A ferramenta desenha o diagrama unifilar sozinha, com DR e DPS no lugar certo, pronto pra imprimir e levar pro quadro.

Montar o quadro de cargas

Critérios usuais de projeto (NBR 5410)Unifilar desenhado automaticamenteDR e DPS no lugar certoImprime o quadro prontoSem cadastro · gratuitoAtendimento nacional

Resposta rápida

Quadro de cargas é a lista dimensionada de todos os circuitos que saem do quadro de distribuição. Esta ferramenta calcula a corrente (Ib), sugere o disjuntor, dimensiona a seção do cabo pelo critério usual de projeto (método B1) e confere a queda de tensão de cada circuito — e desenha o diagrama unifilar sozinha. No exemplo da página, o circuito do chuveiro (7500 VA, 220 V, 20 m) pede corrente de 34,09 A, disjuntor de 40 A, cabo de 6 mm² e tem queda de tensão de 1,85% — dentro do limite adotado pela ferramenta. O resultado orienta o dimensionamento do dia a dia; o projeto elétrico completo, com ART, é serviço de engenharia.

Token Engenharia

TOKEN ENGENHARIA
Confiabilidade e Segurança
QUADRO DE CARGAS — NBR 5410
tokenengenharia.com.br/ferramentas/quadro-de-cargas/
Token Engenharia

TOKEN ENGENHARIA
Confiabilidade e Segurança

Ferramenta gratuita · elétrica

Monte o quadro de cargas do seu projeto

Liste os circuitos (potência, tensão, fases e comprimento), marque DR e DPS onde precisar, e veja corrente, disjuntor, cabo e queda de tensão de cada um — com o diagrama unifilar desenhado automaticamente ao lado.

Circuitos passe o mouse numa linha — o circuito acende no diagrama

Circuito Tipo Potência (VA) Tensão (V) FP Fases Compr. (m) FD DR Ib (A) Disjuntor Cabo (mm²) ΔV (%)
5,7 10 A 1,5 2,18
14,4 16 A 2,5 2,34
34,1 40 A 6 1,85
9,8 10 A 2,5 0,96
16,1 20 A 2,5 2,36

Resumo do quadro

26,2 kVA
Potência instalada
24,7 kVA
Potência demandada (c/ FD)
40,8 A
Corrente geral (tri 380/220)
50 A
Disjuntor geral sugerido
10 mm²
Alimentador sugerido
🟢 Todos os circuitos dimensionados dentro dos critérios (capacidade + queda de tensão ≤ 4%).

Diagrama unifilar

Token Engenharia · tokenengenharia.com.br

Gerado da tabela: geral tripolar + DPS na entrada · DR em 2 circuito(s), sempre DEPOIS do disjuntor (toroide = diferencial). Simbologia simplificada — não substitui o unifilar de projeto.

POTÊNCIA TOTAL: 26,2 kVA instalada · 24,7 kVA demandada  →  corrente geral 40,8 A · disjuntor geral 50 A · 5 circuito(s)
Quadro de cargas gerado gratuitamente pela TOKEN ENGENHARIA — ferramenta da Bancada do Eletricista em tokenengenharia.com.br. Projetamos, instalamos e emitimos laudo com ART: tokenengenharia.com.br/servicos/projeto-eletrico-industrial/

⚠️ Pré-dimensionamento didático: método B1, cobre/PVC 70 °C, sem correção de temperatura/agrupamento, queda de tensão pelo modelo resistivo do circuito terminal (quadro→carga). A queda acumulada desde a origem da instalação não é somada nesta ferramenta e deve ser conferida à parte no projeto real. Circuitos de TUG e áreas molhadas pedem proteção DR conforme o contexto; motores pedem coordenação própria. O projeto elétrico completo (NBR 5410, com fatores de correção e seletividade) é serviço de engenharia.

Como a ferramenta dimensiona cada circuito

O caminho é sempre o mesmo, circuito por circuito, e é o mesmo caminho que um projeto elétrico percorre manualmente:

  • Corrente de projeto (Ib): a potência do circuito dividida pela tensão e pelo fator de potência. Em circuito trifásico, entra a raiz de 3 na conta. É a corrente que o circuito realmente vai puxar em operação normal.
  • Disjuntor: a ferramenta sobe a tabela comercial (10, 16, 20, 25, 32, 40 A…) até achar o primeiro valor igual ou maior que Ib — a proteção nunca pode ser menor que a carga que protege.
  • Seção do cabo: sobe a tabela de seções de cobre até a capacidade de condução (Iz), no método de instalação B1, ficar igual ou maior que o disjuntor escolhido — respeitando também a seção mínima do tipo de circuito.
  • Queda de tensão (ΔV): confere se a seção encontrada mantém a queda dentro do limite adotado pela ferramenta para o circuito terminal (quadro→carga); se não couber, sobe mais uma seção e testa de novo.

No exemplo do chuveiro (7500 VA, 220 V, fator de potência 1, 20 m): Ib = 7500 ÷ 220 = 34,09 A. O primeiro disjuntor da tabela igual ou maior é 40 A. A seção que atende esse disjuntor com folga de queda de tensão é 6 mm², e o resultado da queda de tensão fecha em 1,85% — dentro do critério usual de projeto adotado pela ferramenta.

O desenho explicado

Como ler o diagrama unifilar

O barramento horizontal é a régua do quadro. Cada ramal que desce é um circuito: o disjuntor fica logo abaixo do barramento, o toroide do DR (quando marcado) vem sempre depois do disjuntor — padrão industrial —, e o ícone da carga (lâmpada, tomada, motor) fecha a ponta. A seção do cabo e o comprimento aparecem ao lado do fio, e a etiqueta colorida mostra a queda de tensão. O DPS entra separado, direto na entrada do quadro, com a descida até a terra desenhada ao lado quando o checkbox está marcado.

DR e DPS: quem protege o quê

São duas proteções que aparecem juntas no quadro mas resolvem problemas diferentes — misturar as duas é o erro mais comum de quem está começando:

  • DR (disjuntor diferencial-residual): protege pessoas. Ele compara a corrente que entra e a que volta pelo circuito; se uma parte está fugindo pra terra — um choque elétrico é exatamente isso — ele desarma em milissegundos. Por isso fica depois do disjuntor termomagnético de cada circuito, com o símbolo do toroide no desenho. A ferramenta já marca a coluna DR por padrão em circuitos de TUG e TUE (áreas molhadas), porque é onde o risco de contato é maior.
  • DPS (dispositivo de proteção contra surtos): protege equipamentos. Ele entra na origem do quadro (não em cada circuito) e desvia surtos de tensão — descarga atmosférica na vizinhança, manobra na rede da concessionária — para a terra antes que a sobretensão chegue aos aparelhos. É o checkbox “incluir DPS no quadro” da ferramenta.

A classe correta de DPS depende do nível de exposição da instalação (se já existe SPDA, distância da rede, histórico de queda de raio na região) — é uma decisão separada da corrente do circuito. Para não errar a classe, use o seletor de DPS da Token depois de fechar o quadro de cargas aqui.

Erros comuns no quadro de cargas

  • Colocar iluminação e tomadas no mesmo circuito. Um curto na tomada não pode apagar a sala inteira — separe sempre os dois, mesmo em ambiente pequeno.
  • Esquecer o DR em área molhada. Banheiro, área externa e cozinha concentram o maior risco de choque — é onde o DR faz a diferença entre um susto e um acidente.
  • Dimensionar o cabo só pela corrente, sem checar a queda de tensão. Um cabo fino pode até suportar a corrente e ainda assim entregar tensão baixa demais no fim de um circuito comprido — os dois critérios (capacidade e queda) precisam fechar juntos.
  • Não reservar espaço no quadro. O próximo circuito sempre chega — reforma, ampliação, um equipamento novo. Projetar o quadro no limite justo da lista atual custa caro depois.
  • Confundir DR com DPS. Um protege pessoa (fuga de corrente), o outro protege equipamento (surto de tensão) — o quadro geralmente precisa dos dois, em pontos diferentes.
  • Tratar motor como carga comum. Motor tem corrente de partida bem acima da nominal e pede coordenação própria de proteção — o valor desta ferramenta é o ponto de partida, não a palavra final sobre o circuito.

Quando a lista de circuitos vira um projeto elétrico industrial de verdade — memorial de cálculo, diagrama unifilar de responsabilidade técnica, ART —, é a Token que assina. E quando a instalação já existe e precisa de diagnóstico, o caminho é o laudo NR-10: adequação, inspeção e relatório técnico da instalação como ela está hoje.

Perguntas frequentes

O que é um quadro de cargas?

É a lista organizada de todos os circuitos que saem do quadro de distribuição — iluminação, tomadas, chuveiro, motores — com a potência, o disjuntor e a seção do cabo de cada um. É o documento que o eletricista usa pra montar o quadro e o engenheiro usa pra fechar o projeto.

Como a ferramenta calcula a corrente e o disjuntor de cada circuito?

A corrente de projeto (Ib) sai da potência dividida pela tensão e pelo fator de potência — em trifásico entra a raiz de 3. O disjuntor sugerido é o primeiro valor da tabela comercial que fica igual ou acima dessa corrente.

Como a seção do cabo é escolhida?

A ferramenta sobe a tabela de seções de cobre até achar a primeira que atende dois critérios ao mesmo tempo: a capacidade de condução (Iz) igual ou maior que o disjuntor, no método B1, e a queda de tensão dentro do limite adotado. Também respeita a seção mínima por tipo de circuito.

O que é a queda de tensão e por que ela limita a seção?

É a perda de tensão ao longo do cabo, proporcional à corrente e ao comprimento, e inversamente proporcional à seção. Cabo fino e circuito comprido dão queda alta — por isso a ferramenta às vezes sobe a seção além do que a corrente exigiria sozinha.

Qual a diferença entre DR e DPS no quadro?

O DR protege pessoas: desarma na fuga de corrente (choque), sempre depois do disjuntor do circuito. O DPS protege equipamentos: entra na origem do quadro e desvia surtos de tensão para a terra.

Por que alguns circuitos já nascem com DR marcado?

Tomadas de uso geral (TUG) e de uso específico em áreas molhadas (TUE) concentram o maior risco de contato — por isso a ferramenta já marca a coluna DR por padrão nesses tipos. É um ponto de partida de segurança, e o contexto real da instalação deve confirmar essa escolha.

Este quadro de cargas substitui o projeto elétrico?

Não. É um pré-dimensionamento didático, sem fatores de correção por temperatura ou agrupamento, sem a queda de tensão acumulada desde a origem da instalação e sem seletividade entre proteções. O projeto elétrico completo, com ART, é serviço de engenharia — e é isso que a Token executa.

Token EngenhariaToken Engenharia · Projeto e instalações elétricas industriais

Do quadro de cargas ao laudo com ART

A ferramenta fecha a conta de cada circuito; a Token projeta, instala e emite o laudo — instalações elétricas industriais com responsável técnico e ART, em todo o Brasil.

Falar com a Token sobre elétrica