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BANCADA DO ELETRICISTA · TOKEN ENGENHARIA
Quadro de Cargas — dimensione os circuitos e veja o quadro desenhado
Liste os circuitos do seu projeto e receba corrente, disjuntor, seção do cabo e queda de tensão de cada um — mais a demanda total e o disjuntor geral. Ela desenha o esquema unifilar em padrão de prancha — simbologia IEC, carimbo e reservas — e entrega PDF com memorial de cálculo, SVG e PNG. Sem cadastro.
Cláusula da NBR 5410 em cada resultadoPrancha unifilar padrão IECMétodo B1/B2/C/D + temperatura e agrupamentoPDF com memorial · SVG · PNGSem cadastro · gratuitoAtendimento nacional

Resposta rápida
Quadro de cargas é a lista dimensionada de todos os circuitos que saem do quadro de distribuição. Esta ferramenta calcula a corrente (Ib), sugere o disjuntor, dimensiona a seção do cabo no método de instalação escolhido (B1, B2, C ou D), com correção de temperatura e agrupamento, e confere a queda de tensão de cada circuito — e desenha o diagrama unifilar sozinha, em padrão de prancha. No exemplo da página, o chuveiro (7500 VA, 220 V, 20 m) fecha em 34,09 A, disjuntor de 40 A, cabo de 6 mm² e queda de 1,85 % — abaixo do limite de 4 % do circuito terminal (NBR 5410 6.2.7.2). O resultado orienta o dimensionamento do dia a dia; o projeto elétrico completo, com ART, é serviço de engenharia.
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QUADRO DE CARGAS
tokenengenharia.com.br/ferramentas/quadro-de-cargas/
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Potência instalada:— kVA · Demandada:— kVA · Corrente geral:— A · Disjuntor geral:— A · Circuitos:—
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Bancada do Eletricista · ferramenta gratuita Monte o quadro de cargas e veja o esquema unifilar desenhadoListe os circuitos e receba corrente, disjuntor, cabo e queda de tensão de cada um — com o esquema unifilar de distribuição do quadro desenhado ao lado, pronto pra baixar e imprimir. Comece por
Dados do quadro
Iz —FCT ——FCA ——
Circuitospasse o mouse numa linha — o circuito acende na prancha · clique fixa o foco · ◎ leva até a prancha
Nenhum circuito ainda. Escolha um modelo na fila «Comece por», lá em cima — ou monte o seu com o botão «+ circuito» aqui embaixo. Resumo do quadro— kVA
Potência instalada
— kVA
Potência demandada (c/ FD)
— A
Corrente geral (tri 380/220)
— A
Disjuntor geral sugerido
—
Alimentador sugerido
—
ΔV do alimentador
Balanço de fasesR
—
S
—
T
—
— Adicione circuitos.
Conformidade—
↔ arraste para ver o quadro inteiro
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A ferramenta abre com três perfis prontos — residencial, galpão/oficina e comercial/escritório —, cada um já com a lista de circuitos típica daquele uso, além da opção de começar do zero. Escolher um preset é o jeito mais rápido de montar um quadro de cargas residencial ou de projeto elétrico de galpão: você troca as potências e os comprimentos pelos do seu caso e o resto já está de pé. O rascunho fica salvo neste navegador, então dá para sair e voltar depois sem perder a lista.
No fim da bancada saem três arquivos do mesmo desenho: PDF com memorial de cálculo (parâmetros adotados, resultado circuito a circuito e a prancha com carimbo), SVG para editar em vetor e PNG para colar em relatório ou mandar no grupo da obra. O PDF baixa direto, sem cadastro. Deixe o e-mail se quiser que um engenheiro da Token te chame para transformar o quadro em projeto com ART.
Esse PDF vira projeto? O memorial do pré-dimensionamento é o começo. Quando a instalação precisa de documento que alguém assina — memorial de projeto, unifilar de responsabilidade técnica e ART —, a Token faz: transformar em projeto elétrico com ART.
Como montar um quadro de cargas: o passo a passo que a ferramenta executa
O caminho é sempre o mesmo, circuito por circuito, e é o mesmo caminho que um projeto elétrico percorre manualmente:
- Calcule a corrente de projeto (Ib) do circuito.
- Escolha o disjuntor, respeitando Ib ≤ In ≤ Iz.
- Dimensione a seção do cabo pelo método de instalação, corrigida por temperatura e agrupamento.
- Confira a queda de tensão contra o limite de 4 % do circuito terminal.
1. Corrente de projeto (Ib): a conta que abre tudo
A potência do circuito dividida pela tensão e pelo fator de potência. Em circuito trifásico, entra a raiz de 3 na conta. É a corrente que o circuito realmente vai puxar em operação normal — e é com ela, não com a potência de placa, que a NBR 5410 manda dimensionar e verificar a queda de tensão (6.2.7.4). No quadro inteiro, a soma passa pelos fatores de demanda: a norma exige considerar a não-simultaneidade (4.2.1.1.2) e documentar o fator adotado no projeto (6.1.8.1-f) — por isso os fatores da ferramenta são sugestões editáveis, não números fechados.
2. Disjuntor: a regra Ib ≤ In ≤ Iz e a curva B, C ou D
A ferramenta sobe a tabela comercial (10, 16, 20, 25, 32, 40 A…) até achar o primeiro valor igual ou maior que Ib — a proteção nunca pode ser menor que a carga que protege. Mas metade da regra não basta: a NBR 5410 5.3.4.1 exige a dupla desigualdade Ib ≤ In ≤ Iz, ou seja, o disjuntor também não pode passar da capacidade de condução do cabo já corrigida. Quando passa, o painel de conformidade reprova o circuito e diz qual seção resolve.
Cada circuito ainda recebe uma curva sugerida: B para carga resistiva e circuito longo, C para tomadas e uso geral, D para motor, compressor e máquina de solda — que é o que aparece na prancha como «1P · C» ou «3P · D». É recomendação de projeto: a NBR 5410 não fixa curva, e a confirmação depende da corrente de curto-circuito do ponto e da partida da carga.
3. Seção do cabo: método de instalação, Iz, temperatura e agrupamento
Este é o passo que separa uma conta de padaria de um pré-dimensionamento sério. A ferramenta percorre quatro etapas:
- Método de instalação: você escolhe B1, B2, C ou D e a capacidade de condução (Iz) vem da coluna correspondente da Tabela 36 (cobre/PVC 70 °C) ou da Tabela 37 (EPR/XLPE 90 °C) — NBR 5410 6.2.5.
- Temperatura (FCT): a tabela vale a 30 °C no ar e 20 °C no solo; fora disso entra o fator da Tabela 40 (6.2.5.3).
- Agrupamento (FCA): circuitos no mesmo eletroduto ou eletrocalha dividem calor, e o fator da Tabela 42 (6.2.5.5) corta a capacidade.
- Iz corrigido = Iz × FCT × FCA, comparado ao disjuntor; e nunca abaixo da seção mínima do tipo de circuito — 1,5 mm² em iluminação e 2,5 mm² em circuito de tomadas (6.2.6.1.1, Tabela 47).
| Método | O que é (NBR 5410 6.2.5.1.2) | Onde aparece na obra |
|---|---|---|
| B1 | condutores isolados em eletroduto sobre parede | eletroduto embutido na alvenaria (o caso mais comum do Brasil) · eletrocalha sobre parede · canaleta no piso |
| B2 | cabo multipolar em eletroduto sobre parede | multipolar embutido na alvenaria · multipolar em eletrocalha suspensa |
| C | cabos unipolares ou multipolar sobre parede | sobre parede ou teto · bandeja não-perfurada · embutido direto na alvenaria |
| D | cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo | eletroduto ou canaleta enterrada · trecho externo entre prédios |
Definições de 6.2.5.1.2; exemplos práticos da Tabela 33 da ABNT NBR 5410:2004 (Versão Corrigida: 2008).
Com as seções fechadas, o passo seguinte da obra é conferir se esse punhado de cabos cabe no conduíte: use a calculadora de taxa de ocupação de eletroduto.
4. Queda de tensão: 4 % no terminal, 5 % ou 7 % no total
A ferramenta confere se a seção encontrada mantém a queda dentro do limite do circuito terminal (quadro→carga); se não couber, sobe mais uma seção e testa de novo. E vai além do circuito: soma a queda do alimentador à do circuito e compara com o limite total da origem que você declarou.
| Trecho | Limite | Cláusula da NBR 5410 |
|---|---|---|
| Circuito terminal (do quadro até a carga) | 4 % | 6.2.7.2 |
| Total, desde o ponto de entrega — rede pública em baixa tensão | 5 % | 6.2.7.1 c) |
| Total, desde o transformador MT/BT do próprio consumidor | 7 % | 6.2.7.1 a) |
| Total, desde os terminais do gerador próprio | 7 % | 6.2.7.1 d) |
Nos casos de transformador ou gerador próprio (alíneas a, b e d), linhas principais com mais de 100 m admitem somar 0,005 % por metro excedente, limitado a mais 0,5 % (nota 3 de 6.2.7.1) — o acréscimo não vale para o fornecimento pela rede pública. A verificação usa a corrente de projeto (6.2.7.4).
No exemplo do chuveiro (7500 VA, 220 V, fator de potência 1, 20 m): Ib = 7500 ÷ 220 = 34,09 A. O primeiro disjuntor da tabela igual ou maior é 40 A. A seção que atende esse disjuntor com folga de queda de tensão é 6 mm², e o resultado da queda de tensão fecha em 1,85 % — abaixo dos 4 % que a NBR 5410 6.2.7.2 admite no circuito terminal.
Método de instalação B1, B2, C e D: por que ele muda o cabo
O mesmo cabo de 2,5 mm² não conduz a mesma corrente embutido num eletroduto de alvenaria e esticado sobre uma bandeja ventilada. O que muda é a dissipação de calor: quanto mais o cabo consegue trocar calor com o ambiente, maior a corrente que ele suporta sem passar da temperatura da isolação. Por isso a NBR 5410 organiza a capacidade de condução por método de referência (6.2.5.1.2) e dá uma coluna para cada um nas Tabelas 36 e 37.
Na prática: o B1 é o caso do eletroduto embutido — o mais comum em obra predial e o mais restritivo dos quatro. O C, de cabo sobre parede, teto ou bandeja não-perfurada, é o arranjo típico de galpão, e admite corrente maior na mesma seção. O D, enterrado, tem uma peculiaridade que a maioria das planilhas ignora: a temperatura de referência é a do solo, 20 °C, e não a do ar — então o fator de correção sai de outra parte da Tabela 40.
Escolher o método errado não é detalhe de norma: é a diferença entre um cabo que trabalha morno e um cabo que envelhece a isolação antes da hora. Na ferramenta, o método é um seletor no topo da bancada e vale para todos os circuitos do quadro.
Temperatura e agrupamento: os dois fatores que a planilha esquece
As Tabelas 36 e 37 valem em condição de referência: 30 °C no ar, 20 °C no solo, e o circuito sozinho. Quase nenhuma instalação real é assim — e é aí que mora o erro mais frequente do dimensionamento feito no Excel.
- Fator de temperatura (FCT) — Tabela 40, cláusula 6.2.5.3. Casa de máquinas, forro de galpão e sala de painéis passam fácil dos 30 °C. A 40 °C, um cabo de PVC fica com 0,87 da capacidade tabelada; a 50 °C, com 0,71. O cabo de EPR/XLPE aguenta mais: 0,91 e 0,82 nas mesmas temperaturas.
- Fator de agrupamento (FCA) — Tabela 42, cláusula 6.2.5.5. Cabos que dividem o mesmo eletroduto dividem calor. Dois circuitos agrupados ficam com 0,80; quatro, com 0,65; seis, com 0,57.
Os dois se multiplicam. Quatro circuitos num eletroduto a 40 °C deixam 0,87 × 0,65 ≈ 0,57 da capacidade da tabela: um cabo de 2,5 mm² que a Tabela 36 dá como 24 A na coluna B1 (2 condutores carregados) vira 13,6 A reais. Um disjuntor de 20 A ali dentro está protegendo a carga e desprotegendo o cabo — é exatamente a violação de Ib ≤ In ≤ Iz que o painel de conformidade acusa, com a cláusula na linha.
Balanço de fases R/S/T: por que o quadro trifásico desequilibrado custa caro
Num quadro trifásico, cada circuito monofásico é pendurado numa fase. Se a distribuição sai torta — a maior parte das cargas em L1, quase nada em L3 —, três coisas acontecem: circula corrente pelo neutro, a queda de tensão fica diferente em cada fase, e o disjuntor geral e o alimentador precisam ser dimensionados pela fase mais carregada, não pela média. Paga-se cabo e proteção a mais para transportar um desequilíbrio que era só arrumação.
A ferramenta mostra a carga de cada fase enquanto você digita e tem um botão de balanceamento automático, que redistribui os circuitos monofásicos para aproximar as três fases. Circuito bifásico (F+F, o chuveiro de 220 V em rede 127/220) ocupa duas fases e entra na conta do jeito certo — com disjuntor bipolar e, sem neutro, contando como dois condutores carregados na tabela de capacidade (Tabela 46).
Quantos espaços de reserva o quadro precisa (Tabela 59)
Reserva no quadro não é boa prática opcional: é requisito da NBR 5410 6.5.4.7, com o mínimo tabelado pela quantidade de circuitos efetivamente equipados.
| Circuitos efetivamente equipados | Espaços de reserva (mínimo) |
|---|---|
| até 6 | 2 |
| de 7 a 12 | 3 |
| de 13 a 30 | 4 |
| acima de 30 | 0,15 × N |
ABNT NBR 5410:2004 (Versão Corrigida: 2008), Tabela 59.
A nota da própria Tabela 59 acrescenta o que quase todo mundo esquece: essa reserva deve ser considerada no cálculo do alimentador do quadro. Não adianta deixar quatro espaços vazios se o cabo que alimenta o quadro foi dimensionado como se eles nunca fossem existir.
A ferramenta calcula esse mínimo sozinha e imprime no carimbo da prancha, no formato «CIRC. / RESERVA — 5 / 2 (Tab. 59)», e desenha os espaços vazios tracejados no fim do barramento.
Quadro de cargas em Excel: quando a planilha resolve — e quando ela erra
Uma planilha de quadro de cargas é uma boa ferramenta para o que ela foi feita: listar os circuitos, somar potência e fazer a divisão da corrente. Em residência pequena, com poucos circuitos curtos e todos no mesmo padrão de instalação, ela resolve.
O problema aparece quando a instalação sai do caso simples. Planilha de dimensionamento de circuitos, salvo exceção, não corrige a capacidade do cabo por temperatura nem por agrupamento, não soma a queda de tensão do alimentador à do circuito, não avisa quando o disjuntor passou do cabo, não balanceia as fases e não desenha o esquema unifilar — que é justamente o documento que a NR-10 cobra da instalação. E, por ser um arquivo que circula por e-mail, cada obra acaba com três versões e ninguém sabe qual é a boa.
O que esta ferramenta faz que uma planilha não faz
- Método de instalação selecionável (B1, B2, C ou D), com a coluna certa das Tabelas 36 e 37.
- Correção por temperatura e agrupamento aplicada ao resultado (Tabelas 40 e 42), não deixada como observação de rodapé.
- Isolação PVC ou EPR/XLPE e alimentador em cobre ou alumínio, com o aviso das restrições de uso do alumínio (6.2.3.8).
- Circuito bifásico F+F, além de monofásico e trifásico — o chuveiro de 220 V em rede 127/220 finalmente representável.
- Curva sugerida do disjuntor (B, C ou D) por tipo de carga.
- Balanço de fases R/S/T com balanceamento automático.
- Painel de conformidade acionável: cada aviso traz a cláusula da NBR 5410 e a correção sugerida, com o número da seção que resolve.
- Prancha unifilar e PDF com memorial de cálculo, com o nome do projeto e do cliente no carimbo — mais SVG e PNG do mesmo desenho.
Nada disso substitui projeto: substitui a planilha. E é de graça, sem cadastro.
Como ler a prancha do esquema unifilar, faixa por faixa
O desenho que a ferramenta entrega não é um diagrama solto: é uma prancha, organizada em faixas horizontais rotuladas na lateral esquerda. Cada coluna é um circuito, na mesma ordem e com o mesmo número da tabela — passar o mouse numa linha acende a coluna correspondente. Lendo de cima para baixo:
- ORIGEM — o alimentador que chega ao quadro, com o esquema de condutores e a seção sugerida.
- BARRAS — as três fases (L1, L2, L3), o neutro e o condutor de proteção (PE), cada um com sua cor. É aqui que se vê em qual fase cada circuito foi pendurado.
- CIRCUITO e DPS — a identificação de cada coluna e o dispositivo de proteção contra surtos, que fica na entrada do quadro e desce ao PE.
- DISJUNTOR — corrente nominal, número de polos e a curva sugerida («1P · C», «3P · D»).
- DR — o toroide, desenhado depois do disjuntor e agrupando os circuitos que compartilham o mesmo diferencial.
- CABO — seção, comprimento e esquema de condutores de cada circuito.
- CARGA e DESCRIÇÃO · ΔV — o símbolo do tipo de carga, o nome do circuito e a queda de tensão calculada, colorida conforme a folga.
No rodapé ficam a legenda dos símbolos, o carimbo com os dados do projeto e a nota de simbologia: base IEC 60617. Se o que você quer é o passo seguinte — dar uma falta no circuito e ver qual proteção atua —, isso é com o simulador de unifilar interativo: aqui a prancha é gerada a partir da lista de circuitos, lá o esquema é simulado.

O desenho explicado
As oito coisas que a prancha diz de uma olhada
A mesma prancha que a ferramenta gera, com oito chamadas numeradas: da origem do alimentador aos espaços de reserva, passando pelas barras, pelo DPS, pelo disjuntor com curva, pelo DR agrupado e pela seção do cabo. A legenda de cada número está logo abaixo.
- ORIGEM — o alimentador. O ramal que chega ao quadro, com o esquema de condutores e a seção sugerida (no exemplo, 3F+N+PE de 10 mm²).
- Medidor e disjuntor geral. O medidor de energia (kWh) e a proteção geral do quadro, dimensionada pela demanda — no exemplo, 50 A tripolar.
- As barras: L1, L2, L3, neutro e PE. As três fases, o neutro e o condutor de proteção, cada um com cor própria e percorrendo todo o quadro.
- DPS descendo ao PE. O dispositivo de proteção contra surtos fica junto à entrada e liga ao condutor de proteção (NBR 5410 6.3.5.2.1).
- Disjuntor do circuito, com a curva. Corrente nominal, polos e curva sugerida — «40 A · 1P · B» no circuito do chuveiro.
- Toroide do DR, agrupando circuitos. O diferencial vem sempre depois do disjuntor e pode cobrir um circuito ou um grupo; a NBR 5410 5.1.3.2.2 obriga o DR nos circuitos de área molhada, tomada externa e afins.
- Seção e comprimento do cabo. O que foi dimensionado para aquele circuito — «6 mm² · 20 m · F+N».
- Espaços RESERVA. As colunas tracejadas no fim do barramento: a quantidade sai da Tabela 59 (NBR 5410 6.5.4.7) e conta no cálculo do alimentador.
DR e DPS: quem protege o quê
São duas proteções que aparecem juntas no quadro mas resolvem problemas diferentes — misturar as duas é o erro mais comum de quem está começando:
- DR (dispositivo diferencial-residual): protege pessoas. Ele compara a corrente que entra e a que volta pelo circuito; se uma parte está fugindo pra terra — um choque elétrico é exatamente isso — ele desarma em milissegundos. Por isso fica depois do disjuntor termomagnético de cada circuito, com o símbolo do toroide no desenho. A ferramenta já marca a coluna DR por padrão em circuitos de TUG e TUE (áreas molhadas), porque é onde o risco de contato é maior — e é o que a NBR 5410 5.1.3.2.2 exige em banheiro com chuveiro, tomada externa, cozinha, área de serviço, lavanderia e garagem.
- DPS (dispositivo de proteção contra surtos): protege equipamentos. Ele entra na origem do quadro (não em cada circuito) e desvia surtos de tensão — descarga atmosférica na vizinhança, manobra na rede da concessionária — para a terra antes que a sobretensão chegue aos aparelhos. É o checkbox “incluir DPS no quadro” da ferramenta, e a NBR 5410 6.3.5.2.1 manda instalá-lo junto ao ponto de entrada da linha ou no quadro principal mais próximo dele.
A classe correta de DPS depende do nível de exposição da instalação (se já existe SPDA, distância da rede, histórico de queda de raio na região) — é uma decisão separada da corrente do circuito. Para não errar a classe, use o seletor de DPS da Token depois de fechar o quadro de cargas aqui.
Três funções, três símbolos
Onde cada proteção entra no ramal
O disjuntor protege o cabo, logo abaixo do barramento. O DR protege a pessoa e vem sempre depois do disjuntor, com o toroide. O DPS protege o equipamento e entra na origem do quadro, com a descida até a terra desenhada ao lado. A seção do cabo e o comprimento aparecem ao lado do fio, e a etiqueta colorida mostra a queda de tensão calculada.
O que esta ferramenta decide — e o que exige um projeto com ART
A honestidade sobre o limite é o que faz o resultado valer alguma coisa. O que está na coluna da esquerda a ferramenta calcula e mostra com a cláusula; o que está na direita depende de dados do local e de responsabilidade técnica, e por isso é serviço de engenharia.
| O que esta ferramenta decide | O que exige um projeto com ART |
|---|---|
| Corrente de projeto, disjuntor comercial e curva sugerida | Seletividade entre as proteções — garantir que só o disjuntor do circuito com defeito desarme |
| Seção do cabo pelo método de instalação, com correção de temperatura e agrupamento | Estudo de curto-circuito: a corrente presumida no ponto e a capacidade de interrupção dos disjuntores (NBR 5410 5.3.5.5.1) |
| Queda de tensão do circuito e o total desde a origem | Influências externas do local, aterramento e equipotencialização |
| Espaços de reserva pela Tabela 59 e demanda do quadro | Coordenação de partida de motor e proteção do conjunto |
| Prancha unifilar em simbologia base IEC 60617 e PDF com memorial | Memorial de projeto, unifilar de responsabilidade técnica e ART (Lei 6.496/77) |
É por isso que a ferramenta chama o resultado de pré-dimensionamento, e não de projeto: ela fecha a conta de cada circuito com rigor, e para exatamente onde começa a assinatura de um engenheiro.
Qual edição da NBR 5410 esta ferramenta usa
Todo número desta página e da ferramenta sai da ABNT NBR 5410:2004 — Instalações elétricas de baixa tensão, 2ª edição, com a Versão Corrigida de 2008. Essa é a edição em vigor: a «versão corrigida» é uma errata da mesma edição de 2004, não uma edição nova — e é por isso que a citação correta traz o ano 2004, com a versão corrigida entre parênteses. Uma nova edição está prevista, e quando ela sair esta página e as tabelas do motor serão reconferidas antes de qualquer atualização.
Metodologia de cálculo: as tabelas que a ferramenta usa
A ferramenta não tem número normativo escrito dentro do código: cada tabela foi transcrita da norma para uma base própria, com a página de origem registrada, e cada linha de resultado mostra de onde veio. Este é o mapa completo:
| Resultado | De onde sai (ABNT NBR 5410:2004 · VC 2008) |
|---|---|
| Corrente de projeto (Ib) | 6.2.7.4 (corrente de projeto, com harmônicas) |
| Disjuntor (In) | 5.3.4.1 — Ib ≤ In ≤ Iz |
| Capacidade de condução do cabo (Iz) | 6.2.5 · Tabela 36 (cobre/PVC 70 °C) ou Tabela 37 (EPR/XLPE 90 °C) |
| Correção por temperatura (FCT) | 6.2.5.3 · Tabela 40 |
| Correção por agrupamento (FCA) | 6.2.5.5 · Tabela 42 |
| Seção mínima por tipo de circuito | 6.2.6.1.1 · Tabela 47 |
| Queda de tensão | 6.2.7.1 e 6.2.7.2 (4 % no circuito terminal) |
| Fatores de demanda | 4.2.1.1.2 (não-simultaneidade) e 6.1.8.1-f (documentar o fator adotado) |
| DR de alta sensibilidade | 5.1.3.2.2 |
| DPS | 5.4.2.1 e 6.3.5.2 |
| Espaços de reserva do quadro | 6.5.4.7 · Tabela 59 |
| Curva do disjuntor (B, C ou D) | sugestão de projeto — a NBR 5410 não fixa curva |
| Restrições do alumínio | 6.2.3.8 |
A prancha declara isso no próprio carimbo: «Simbologia: base IEC 60617 — Esquema unifilar de distribuição do quadro — pré-dimensionamento conforme ABNT NBR 5410:2004 (VC 2008)». E o rodapé da bancada repete o limite, na íntegra: os resultados não substituem projeto elétrico — o dimensionamento definitivo exige análise do local (influências externas, curto-circuito presumido, seletividade, aterramento) e projeto assinado por engenheiro habilitado, com ART (Lei 6.496/77). Fatores de demanda e curva de disjuntor são sugestões editáveis de projeto.
Erros comuns no quadro de cargas
- Colocar iluminação e tomadas no mesmo circuito. Um curto na tomada não pode apagar a sala inteira — separe sempre os dois, mesmo em ambiente pequeno.
- Esquecer o DR em área molhada. Banheiro, área externa e cozinha concentram o maior risco de choque — é onde o DR faz a diferença entre um susto e um acidente, e é onde a NBR 5410 5.1.3.2.2 o torna obrigatório.
- Dimensionar o cabo só pela corrente, sem checar a queda de tensão. Um cabo fino pode até suportar a corrente e ainda assim entregar tensão baixa demais no fim de um circuito comprido — os dois critérios (capacidade e queda) precisam fechar juntos.
- Não reservar espaço no quadro. O próximo circuito sempre chega — reforma, ampliação, um equipamento novo. Projetar o quadro no limite justo da lista atual custa caro depois — e a ferramenta já reserva os espaços pela Tabela 59 (2, 3 ou 4 espaços conforme a quantidade de circuitos), imprimindo o número no carimbo.
- Confundir DR com DPS. Um protege pessoa (fuga de corrente), o outro protege equipamento (surto de tensão) — o quadro geralmente precisa dos dois, em pontos diferentes.
- Tratar motor como carga comum. Motor tem corrente de partida bem acima da nominal e pede coordenação própria de proteção — por isso a ferramenta sugere curva D nesses circuitos. Para fechar o conjunto, veja a corrente de partida do motor e a coordenação disjuntor-motor: o valor desta ferramenta é o ponto de partida, não a palavra final sobre o circuito.
Quando a lista de circuitos vira um projeto elétrico industrial de verdade — memorial de cálculo, diagrama unifilar de responsabilidade técnica, ART —, é a Token que assina. E quando a instalação já existe e precisa de diagnóstico, o caminho é o laudo NR-10: adequação, inspeção e relatório técnico da instalação como ela está hoje. Vale lembrar por quê: a NR-10, no item 10.2.3, obriga toda empresa a manter o esquema unifilar atualizado da instalação, com as especificações do aterramento e dos dispositivos de proteção — qualquer porte, mesmo abaixo de 75 kW. O desenho que você acabou de gerar é o rascunho; o unifilar oficial, assinado com ART, é serviço de engenharia.
Regra de projetoSepare sempre o circuito de tomadas do de iluminação — um curto não apaga a sala inteira. Ligue DR em toda área molhada (banheiro, área externa, cozinha). E deixe espaço reservado no quadro: o próximo circuito sempre chega.
Perguntas frequentes
O que é um quadro de cargas?
Quadro de cargas é a lista organizada de todos os circuitos que saem do quadro de distribuição — iluminação, tomadas, chuveiro, motores — com a potência, o disjuntor e a seção do cabo de cada um. É o documento que o eletricista usa pra montar o quadro e o engenheiro usa pra fechar o projeto.
Como a ferramenta calcula a corrente e o disjuntor de cada circuito?
A corrente de projeto (Ib) sai da potência dividida pela tensão e pelo fator de potência — em trifásico entra a raiz de 3. O disjuntor sugerido é o primeiro valor da tabela comercial que fica igual ou acima dessa corrente, e ainda precisa caber na capacidade do cabo: Ib ≤ In ≤ Iz (NBR 5410 5.3.4.1).
Como a seção do cabo é escolhida?
A ferramenta sobe a tabela de seções de cobre até achar a primeira que atende dois critérios ao mesmo tempo: a capacidade de condução (Iz) igual ou maior que o disjuntor, no método de instalação escolhido (B1, B2, C ou D) e já corrigida por temperatura e agrupamento, e a queda de tensão dentro de 4 % no circuito terminal (NBR 5410 6.2.7.2). Também respeita a seção mínima por tipo de circuito.
O que é a queda de tensão e por que ela limita a seção?
Queda de tensão é a perda de tensão ao longo do cabo, proporcional à corrente e ao comprimento, e inversamente proporcional à seção. Cabo fino e circuito comprido dão queda alta — por isso a ferramenta às vezes sobe a seção além do que a corrente exigiria sozinha.
Qual a diferença entre DR e DPS no quadro?
O DR protege pessoas: desarma na fuga de corrente (choque), sempre depois do disjuntor do circuito. O DPS protege equipamentos: entra na origem do quadro e desvia surtos de tensão para a terra.
Por que alguns circuitos já nascem com DR marcado?
Tomadas de uso geral (TUG) e de uso específico em áreas molhadas (TUE) concentram o maior risco de contato — por isso a ferramenta já marca a coluna DR por padrão nesses tipos. É um ponto de partida de segurança, e o contexto real da instalação deve confirmar essa escolha: a NBR 5410 5.1.3.2.2 lista os casos em que o DR de até 30 mA é obrigatório.
Este quadro de cargas substitui o projeto elétrico?
Não. É um pré-dimensionamento didático: aplica os fatores de correção de temperatura (NBR 5410, Tabela 40) e de agrupamento (Tabela 42) e soma a queda do alimentador à do circuito para conferir o total desde a origem, mas não faz seletividade entre proteções. O projeto elétrico completo, com ART, é serviço de engenharia — e é isso que a Token executa.
Como ler o diagrama unifilar desenhado pela ferramenta?
O desenho é lido em faixas horizontais, de cima para baixo: ORIGEM (o alimentador que chega), BARRAS (L1, L2, L3, neutro e PE), CIRCUITO, DPS, DISJUNTOR (com a curva), DR, CABO (seção e comprimento), CARGA e DESCRIÇÃO · ΔV. Cada coluna é um circuito, na mesma ordem e com o mesmo número da tabela; as colunas tracejadas são os espaços de reserva. Passar o mouse numa linha da tabela acende a coluna correspondente, e vice-versa.
Como calcular um quadro de cargas passo a passo?
Calcular um quadro de cargas são quatro passos, circuito por circuito: 1) a corrente de projeto (Ib), da potência dividida pela tensão e pelo fator de potência (NBR 5410 6.2.7.4); 2) o disjuntor, o primeiro valor comercial que satisfaz Ib ≤ In ≤ Iz (5.3.4.1); 3) a seção do cabo, pela capacidade de condução do método de instalação, corrigida por temperatura e agrupamento (6.2.5); 4) a queda de tensão, que não pode passar de 4 % no circuito terminal (6.2.7.2). No fim, some a demanda, escolha o disjuntor geral e reserve os espaços da Tabela 59.
Preciso de uma planilha de quadro de cargas em Excel?
Uma planilha de quadro de cargas resolve a conta de corrente e organiza a lista, e por isso funciona bem em obra pequena. O que ela normalmente não faz é corrigir a capacidade do cabo por temperatura e agrupamento, somar a queda desde a origem, balancear as fases e desenhar o esquema unifilar — que é o documento que a NR-10 cobra da instalação. Esta ferramenta faz essas quatro coisas na mesma tela e entrega o PDF com memorial, de graça.
O PDF gerado serve como memorial de cálculo?
O PDF serve como memória de cálculo do pré-dimensionamento: traz os parâmetros adotados, o resultado circuito a circuito e a prancha unifilar com carimbo, e é o suficiente para conferência, orçamento e conversa com o cliente. Ele não é o memorial de cálculo do projeto elétrico — esse exige análise do local, estudo de curto-circuito, seletividade e assinatura de engenheiro habilitado com ART (Lei 6.496/77).
Qual é a queda de tensão máxima permitida pela NBR 5410?
A queda de tensão máxima permitida pela NBR 5410 é de 4 % em qualquer circuito terminal (6.2.7.2) e, no total desde a origem, de 5 % quando o fornecimento vem da rede pública em baixa tensão (6.2.7.1-c) ou de 7 % quando a instalação parte de transformador MT/BT próprio ou de gerador próprio (6.2.7.1-a e 6.2.7.1-d). Nos casos das alíneas a), b) e d) — transformador ou gerador próprio —, linhas principais com mais de 100 m podem somar 0,005 % por metro excedente, limitado a mais 0,5 % (nota 3 de 6.2.7.1); o acréscimo não se aplica ao fornecimento pela rede pública.
O que é o método de instalação B1, B2, C e D?
Método de instalação é o jeito como o cabo está montado, e ele define qual coluna da tabela de capacidade de condução vale (NBR 5410 6.2.5.1.2). B1: condutores isolados em eletroduto sobre parede — o eletroduto embutido na alvenaria é o caso mais comum no Brasil. B2: cabo multipolar dentro de eletroduto. C: cabos sobre parede, teto ou bandeja não-perfurada — o arranjo típico de galpão. D: cabo multipolar em eletroduto enterrado. Em bandeja não-perfurada o método é o C — e ele admite corrente maior que o B1 na mesma seção; eletrocalha fica em B1 (condutores isolados) ou B2 (cabo multipolar), pela Tabela 33.
Por que preciso corrigir o cabo por temperatura e agrupamento?
Porque a capacidade de condução das Tabelas 36 e 37 vale em condição de referência: 30 °C no ar e 20 °C no solo, com um circuito só. Fora disso entram dois fatores: o de temperatura, da Tabela 40 (6.2.5.3.3) — a 40 °C, um cabo de PVC fica com 0,87 da capacidade —, e o de agrupamento, da Tabela 42 (6.2.5.5.3) — quatro circuitos no mesmo eletroduto caem para 0,65. Multiplicados, sobram 57 % da tabela: é o erro que um engenheiro enxerga em cinco segundos numa planilha.
Quantos espaços de reserva o quadro de distribuição precisa ter?
A NBR 5410 6.5.4.7 e a Tabela 59 fixam o mínimo pela quantidade de circuitos efetivamente equipados: 2 espaços para até 6 circuitos, 3 de 7 a 12, 4 de 13 a 30 e 0,15 × N acima de 30. A nota da própria Tabela 59 acrescenta que essa reserva deve ser considerada no cálculo do alimentador do quadro.
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