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Corrente de partida do motor — rotor bloqueado, Ip/In e métodos de partida

Vai dimensionar a proteção, escolher entre estrela-triângulo, soft-starter ou inversor, ou conferir a queda de tensão na partida? Informe a corrente nominal e o múltiplo Ip/In: a ferramenta devolve a corrente de partida, o pico assimétrico, o comparativo dos métodos e a verificação de ΔV — na bancada, sem cadastro.

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Corrente de partida (Ip)DOL / Y-Δ / soft / VFDPico assimétricoQueda de tensão NBR 5410Responsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

A corrente de partida de um motor na partida direta é Ip = (Ip/In) × In, onde In é a corrente nominal de placa e Ip/In é o múltiplo de rotor bloqueado, também de placa (tipicamente entre 5 e 10). Exemplo: um motor com In = 20 A e Ip/In = 7,5Ip = 150 A. Esse é o valor eficaz (RMS); o pico instantâneo de energização pode chegar a 2 a 2,8 vezes isso (300 a 420 A) e define a curva do disjuntor. Métodos de partida reduzem a corrente na rede: a estrela-triângulo deixa cerca de 1/3, o compensador 65% deixa 42%, o soft-starter fica em torno de 3× In e o inversor parte com ~1,2× In. O resultado é de apoio: a placa do motor e o projeto mandam.

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Calculadora grátis · corrente de partida Ip

Calcule a corrente de partida do motor e compare os métodos

Informe a corrente nominal e o múltiplo Ip/In da placa — ou estime a nominal pela potência. A corrente de partida (rotor bloqueado), o pico assimétrico, o comparativo entre partida direta, estrela-triângulo, compensador, soft-starter e inversor, e a queda de tensão na partida saem na hora.

In e Ip/In vêm da placa do motor. Para motores de indução em baixa tensão, o múltiplo de rotor bloqueado costuma ficar entre 5 e 10.

Corrente nominal In

20,0Adado da placa

Corrente de partida (DOL)

150,0ACorrente de partida DOL · In = 20,0 A · 7,5× In

Atenção: o valor acima é o RMS de rotor bloqueado. O pico instantâneo de energização pode atingir 300,0–420,0 A (cerca de 2 a 2,8× o RMS) — use esse dado para escolher a curva do disjuntor/fusível.
Comparativo de métodos de partida
Partida direta (DOL)150,0 A 7,5× In
Compensador 65% (a²=0,42)63,4 A 3,17× In
Soft-starter (3,00× In)60,0 A 3,00× In
Estrela-triângulo (Y-Δ)50,0 A 2,50× In
O conjugado de partida cai para cerca de 1/3 — não recomendado para cargas de alto torque resistente (compressores, transportadores carregados).
Inversor de frequência (VFD)24,0 A 1,2× In
Verificação ΔV — queda de tensão na partida (NBR 5410)
Preencha comprimento e seção do cabo para estimar a queda de tensão na partida.
aguardando cálculo…

Resultado orientativo a partir dos dados informados. A placa do motor manda: confira In e Ip/In reais. O valor de partida é RMS de rotor bloqueado; o dimensionamento final da proteção, do método de partida e do condutor depende de projeto e das condições de instalação.

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Como calcular a corrente de partida do motor na mão

A corrente de partida, também chamada de corrente de rotor bloqueado, é o pico que o motor puxa no instante em que é energizado, antes de acelerar. Ela é a base de três decisões de painel que costumam ser confundidas: a escolha da curva do disjuntor (que precisa deixar a partida passar sem desarmar), a escolha do método de partida (para não derrubar a rede) e a verificação da queda de tensão na hora em que o motor liga. Por isso vale entender a conta por trás da ferramenta, e não só ler o número.

O cálculo direto, para a partida direta (DOL, de direct on line), é a multiplicação mais simples da eletrotécnica de motores:

Ip = (Ip/In) × In

Onde In é a corrente nominal de placa (em amperes) e Ip/In é o múltiplo de rotor bloqueado, um número adimensional que vem da própria placa ou do catálogo do motor. Para motores de indução gaiola de esquilo em baixa tensão, esse múltiplo costuma ficar entre 5 e 10 — motores maiores tendem a ter o múltiplo mais alto, porque a reatância de dispersão relativa é menor. Veja com o exemplo que a ferramenta já traz, um motor com In = 20 A e Ip/In = 7,5:

Ip_DOL = (Ip/In) × In
Ip_DOL = 7,5 × 20 = 150 A

Pico assimétrico estimado: 2 a 2,8 × 150 = 300 a 420 A

Esse é exatamente o número que aparece no card de resultado. Se você ainda não tem a placa — por exemplo, na fase de projeto ou de orçamento —, use o modo “Calcular por potência” para estimar primeiro a corrente nominal e depois aplicar o múltiplo.

Quando você ainda não tem a corrente nominal

No modo “Calcular por potência”, a ferramenta estima a corrente nominal a partir da potência de placa, da tensão, do rendimento e do fator de potência, pela fórmula clássica do motor trifásico:

In = P ÷ ( √3 × U × η × FP )

Onde P é a potência em watts (a ferramenta converte CV, HP ou kW), U é a tensão de linha, η é o rendimento e FP é o fator de potência. Tomando um motor de 11 kW em 380 V, com η = 0,90 e FP = 0,84:

In = 11.000 ÷ (1,7321 × 380 × 0,90 × 0,84)
In = 11.000 ÷ 497,6 ≈ 22,1 A

Ip_DOL = 8 × 22,1 ≈ 177 A (com Ip/In = 8)

Esse valor é compatível com a corrente de catálogo de um motor de 11 kW de 4 polos em 380 V. Para o número mais fiel, porém, use sempre a corrente nominal impressa na placa — a estimativa por potência serve para a fase em que a placa ainda não existe. Se o seu objetivo é apenas a corrente nominal em regime (e não a de partida), a calculadora de corrente nominal do motor trata só dessa conta, com mais detalhe.

Por que a corrente de partida é tão alta

Com o rotor parado, o motor de indução se comporta como um transformador em curto-circuito. A impedância de carga, que em regime limita a corrente, simplesmente some do circuito equivalente; sobram apenas a resistência e a reatância de dispersão do estator, que são pequenas. O resultado é o pico de corrente que chamamos de rotor bloqueado. Conforme o motor acelera e o escorregamento cai, a corrente desce até a nominal.

Há ainda um efeito que confunde muita gente: o pico assimétrico de energização. No instante em que a tensão é aplicada, dependendo da fase do ciclo, surge uma componente contínua transitória que pode quase dobrar a amplitude da corrente alternada. O pico instantâneo chega a cerca de 2 a 2,8 vezes o valor eficaz (RMS) calculado. Isso não muda o aquecimento do cabo (que segue o RMS), mas é decisivo para escolher a curva do disjuntor (curva C, D ou industrial) e o tempo de fusão do fusível — uma proteção rápida demais desarma toda vez que o motor liga. A ferramenta separa visualmente o RMS do pico, justamente para que essa decisão não seja tomada com o número errado.

Comparativo de métodos

Cada método de partida troca corrente por torque

A partida direta é a mais simples e a mais agressiva com a rede: entrega 100% da corrente de rotor bloqueado. Os demais métodos reduzem essa corrente, mas quase sempre ao custo do conjugado de partida. A estrela-triângulo derruba a corrente para cerca de 1/3, e o torque junto; o compensador permite escolher o tap; o soft-starter aplica uma rampa ajustável; e o inversor parte o motor praticamente sem pico. A escolha certa equilibra três coisas: o que a rede aguenta, o torque que a carga exige na partida e o custo do equipamento.

Corrente na rede por método de partida, relativa à partida direta (DOL = 100%).

Os métodos de partida, um a um

A escolha do método de partida é uma das decisões mais importantes do projeto de um acionamento. A tabela e os parágrafos abaixo resumem como cada um se comporta — e o comparativo da ferramenta calcula os valores exatos para o seu motor.

Método de partida Corrente na rede Torque de partida Observação
Partida direta (DOL) Ip (100%) 100% Mais simples; maior impacto na rede
Estrela-triângulo (Y-Δ) Ip ÷ 3 (33%) 33% Não serve para carga de alto torque resistente
Compensador 50% 0,25 × Ip 25% Autotransformador; custo intermediário
Compensador 65% 0,42 × Ip 42% Tap mais usado em campo
Compensador 80% 0,64 × Ip 64% Maior torque, menor redução de corrente
Soft-starter 2,5 a 4 × In Proporcional Rampa ajustável; protege rede e carga
Inversor (VFD) ~1 a 1,5 × In Controlado Sem pico de rotor bloqueado; custo maior

Partida direta (DOL)

É a ligação do motor diretamente na rede, em tensão plena. Simples e barata, entrega todo o torque, mas joga a corrente de rotor bloqueado inteira na rede. Para motores pequenos e redes robustas é a escolha natural; em motores maiores, o impacto da partida (queda de tensão, solicitação dos contatores) pesa contra.

Estrela-triângulo (Y-Δ)

Energiza o motor em estrela e, depois de acelerar, comuta para triângulo. A corrente na rede cai para cerca de 1/3 da partida direta. O detalhe que derruba muita instalação é que o conjugado de partida também cai para 1/3 — por isso a estrela-triângulo não serve para cargas de alto torque resistente, como compressores e transportadores carregados, que simplesmente não saem do lugar. A ferramenta marca esse aviso quando você olha o resultado.

Vale separar dois conceitos que parecem iguais e não são: a partida estrela-triângulo (técnica para reduzir a corrente de partida) não é a mesma coisa que a ligação de um motor dual conforme a tensão da rede (220Δ / 380Y). O primeiro é um método de partida; o segundo é apenas a seleção da ligação certa para a tensão disponível.

Compensador (autotransformador)

Usa um autotransformador para partir o motor com tensão reduzida. A corrente na rede é a² vezes a da partida direta, onde a é o tap escolhido. No tap de 65%, o mais comum em campo, a corrente na rede fica em 0,42 da partida direta — um bom meio-termo entre redução de corrente e torque preservado.

Soft-starter

Aplica uma rampa de tensão controlada por tiristores, limitando a corrente a uma faixa ajustável de 2,5 a 4 vezes a corrente nominal (a ferramenta usa 3× como padrão e deixa o campo editável). É o erro de campo clássico tratar o soft-starter como um valor fixo baixo: ajustar a rampa curta demais subdimensiona a proteção e faz o motor não partir sob carga. Protege a rede e a mecânica da carga, com custo menor que o inversor.

Inversor de frequência (VFD)

Parte o motor variando a frequência em rampa, com corrente próxima de 1 a 1,5 vez a nominal e sem o pico de rotor bloqueado. É a partida mais suave e a mais flexível (permite controlar velocidade e torque), ao custo do equipamento mais caro. Uma ressalva: na saída do inversor a corrente é distorcida, então o fator de potência e a potência reativa senoidais não valem — a corrente nominal, porém, continua sendo o valor que se lança no parâmetro do drive ao comissionar.

A queda de tensão na partida e a NBR 5410

A corrente de partida não fica só no motor: ela percorre o cabo de alimentação, e como é alta e com fator de potência baixo (rotor bloqueado, em torno de 0,3), provoca uma queda de tensão que pode ser severa. Se o cabo for fino ou longo demais, a tensão nos terminais do motor cai na hora de partir, o conjugado disponível despenca (o torque varia com o quadrado da tensão) e o motor pode não conseguir acelerar a carga — além de afetar outros equipamentos sensíveis na mesma rede, como CLPs, IHMs e outros inversores.

A ABNT NBR 5410 limita a queda de tensão na partida de motores a 10% nos terminais do motor. A ferramenta estima essa queda a partir do comprimento do cabo, da seção e do material (cobre ou alumínio), usando a corrente de partida direta como pior caso. O cálculo é orientativo: para a análise final, é preciso considerar a reatância do cabo, a impedância da rede a montante e o fator de potência real de rotor bloqueado.

Faixa de ΔV na partida Leitura da ferramenta O que costuma significar
Até 7% Dentro do limite Cabo bem dimensionado para a partida
7% a 10% Atenção Próximo do limite; revisar seção ou comprimento
Acima de 10% Acima do limite NBR 5410 Aumentar a seção, encurtar o cabo ou usar partida suave

Erros comuns ao dimensionar a partida do motor

  • Confundir corrente de partida com corrente nominal. O cabo e o rele de sobrecarga seguem a nominal; a corrente de partida define a curva da proteção e o método de partida.
  • Dimensionar o cabo pela corrente de partida. A partida dura poucos segundos — o cabo é dimensionado pela corrente nominal e pelas condições de instalação, não pelo pico.
  • Esquecer o pico assimétrico. Selecionar a curva do disjuntor pelo RMS, ignorando que o pico instantâneo chega a 2 a 2,8 vezes, leva a desarmes na energização.
  • Usar estrela-triângulo em carga de alto torque. Com o torque caindo para 1/3, compressores e transportadores carregados não partem.
  • Tratar o soft-starter como valor fixo baixo. A faixa real é 2,5 a 4× In; um ajuste curto demais subdimensiona a proteção e impede a partida sob carga.
  • Ignorar a queda de tensão. Um motor longe do quadro, com cabo fino, parte mal e derruba a tensão de outros equipamentos — é o que a verificação de ΔV evita.

Presets de placa e a leitura do múltiplo Ip/In

O múltiplo Ip/In é um dado de placa — e quando a placa está apagada ou indisponível, é comum recorrer aos valores típicos de catálogo. Para a linha WEG W22 IE3, por exemplo, o múltiplo fica em torno de 7 a 8 em motores de 4 polos de potência média, subindo para perto de 9 a 10 em motores maiores. Esses números são referência típica, não substituem a placa: variam por lote, número de polos e configuração. A regra é simples — use o valor da placa do motor específico sempre que ele existir, e trate qualquer tabela como ponto de partida orientativo.

Um lembrete normativo sobre a placa: a declaração da corrente de rotor bloqueado e dos demais dados de placa segue normas próprias de motores de indução; o ensaio de rotor bloqueado também. Para motores de origem americana (NEMA), o múltiplo é dado por código de letra (kVA/HP), uma referência diferente da prática IEC usada no Brasil — não se deve aplicar o código NEMA diretamente a um motor IEC, nem o contrário.

Quando o cálculo vira projeto: a Token faz o acionamento com ART

Calcular a corrente de partida é uma conta de apoio — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando o acionamento precisa ser dimensionado, montado ou auditado, entra a engenharia: a escolha do método de partida conforme a carga, a seção do cabo e a verificação da queda de tensão, a proteção e a coordenação (disjuntor, fusível, rele de sobrecarga), a parametrização do soft-starter ou do inversor, a montagem do painel (QGBT, CCM) e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica em todo o Brasil — do projeto do circuito de força ao comissionamento e à partida dos motores em campo.

Perguntas frequentes

Como calcular a corrente de partida de um motor?

Na partida direta, Ip = (Ip/In) × In, onde In é a corrente nominal de placa e Ip/In é o múltiplo de rotor bloqueado, também de placa (tipicamente entre 5 e 10). Exemplo: In = 20 A e Ip/In = 7,5 dão Ip = 150 A. Sem a corrente nominal, estime In = P ÷ (√3 × U × η × FP) e depois aplique o múltiplo.

Qual a diferença entre corrente nominal e corrente de partida?

A nominal é a corrente em regime, com a carga normal. A de partida (rotor bloqueado) é o pico no instante da energização, que na partida direta chega a 6 a 8 vezes a nominal e dura poucos segundos. O cabo segue a nominal; a proteção precisa suportar a partida.

Por que a corrente de partida é tão alta?

Com o rotor parado, o motor é um transformador em curto: a impedância de carga some e sobram a resistência e a reatância de dispersão do estator, pequenas. Há ainda o pico assimétrico de energização, de 2 a 2,8 vezes o RMS, que importa para a curva do disjuntor.

Quanto a estrela-triângulo reduz a corrente de partida?

Para cerca de 1/3 da partida direta. O torque de partida cai junto, por isso ela não serve para cargas de alto torque resistente como compressores e transportadores carregados.

Como o soft-starter e o inversor mudam a corrente de partida?

O soft-starter mantém a corrente numa faixa ajustável de 2,5 a 4 vezes a nominal; o inversor parte com ~1 a 1,5 vez a nominal e sem o pico de rotor bloqueado, ao custo de um equipamento mais caro.

A queda de tensão na partida tem limite normativo?

Sim: a ABNT NBR 5410 limita a queda na partida de motores a 10% nos terminais do motor. A ferramenta estima essa queda pelo comprimento, seção e material do cabo, como verificação orientativa.

Quando o dimensionamento da partida vira projeto de engenharia?

Quando o circuito precisa ser dimensionado ou auditado: método de partida, seção do cabo, proteção e coordenação, queda de tensão, montagem do painel e laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse projeto em todo o Brasil.

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Da corrente de partida ao acionamento montado, com ART

A ferramenta dá a corrente; a Token Engenharia projeta, monta e comissiona o acionamento. Escolha do método de partida, painéis (QGBT, CCM), partida de motores, parametrização de soft-starter e inversor e laudo das instalações — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.

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