- (24) 9 8827-3579
- comercial@tokenengenharia.com.br
- Seg - Sex: 8:00 - 18:00
FERRAMENTAS TOKEN ENGENHARIA
Calculadora de Queda de Tensão — confira se o circuito está dentro do limite da NBR 5410
Tomada fraca no fundo do galpão, motor que não parte, LED piscando sem motivo aparente: a queda de tensão no fim do circuito é a causa mais comum. Informe o sistema, a corrente, o comprimento e a seção do condutor e veja, na hora, a queda em volts e %, o farol de conformidade e a seção correta quando o circuito reprovar.
Responsável técnico CREA-RJInstrumentos calibrados (Fluke)Atendimento nacional

Resposta rápida
Esta ferramenta calcula a queda de tensão pelo método da impedância (R·cos φ + X·sen φ) — o mesmo das tabelas de queda de tensão dos fabricantes brasileiros de fios e cabos — e compara o resultado com os limites da ABNT NBR 5410. Ela também confere a capacidade de condução de corrente com os fatores de correção de temperatura e agrupamento, calcula a partida de motor, o modo CC/fotovoltaico e a queda acumulada da origem ao ponto de uso — e entrega o memorial de cálculo em PDF.
- Modos inversos sempre visíveis: a seção mínima que passa e o comprimento máximo do circuito.
- Farol de conformidade verde / amarelo / vermelho — e, quando o circuito reprova, a seção que corrige.
- Sem cadastro. O resultado orienta — o dimensionamento definitivo exige projeto, com responsável técnico e ART.

Cabine de cálculo · ABNT NBR 5410
Calculadora de Queda de Tensão
Método da impedância: R·cos φ + X·sen φ, com reatância real e resistência corrigida pela temperatura do condutor. Cobre e alumínio, 1,5 a 240 mm². Regime, partida de motor, paralelo, acumulada e corrente contínua.
Circuitoentradas
Alimentação
Carga
Comprimento do circuito: informe só a ida — o retorno já está na fórmula.
Cabo
Capacidade de condução
Critério de conformidade
Limites de queda de tensão conforme ABNT NBR 5410 (6.2.7): 4% nos circuitos terminais; 5% ou 7% no total, conforme a origem da instalação (ponto de entrega, transformador próprio ou gerador). O limite fica editável — o valor sugerido é o da norma.
Partida de motorregime × partida
Partida de motor: a ABNT NBR 5410 (6.5.1.3.3) limita a queda durante a partida a 10% nos terminais do dispositivo de partida — e permite considerar fator de potência de rotor bloqueado igual a 0,3.
Queda acumuladada origem ao ponto de uso
A queda de tensão se verifica da origem da instalação até o ponto de utilização (ABNT NBR 5410, 6.2.7.1) — o trecho final pode passar sozinho e a instalação, acumulada, reprovar.
Custo da perdaopcional
Sem tarifa informada, a cabine mostra só a perda em W e a energia em kWh — a casa não publica preço de energia nem de cabo sem fonte.
O circuito, ao vivoespessura do traço ∝ diâmetro do condutor
O caboarraste para girar — a seção muda a geometria
Tensão ao longo da distânciaonde a reta cruza a faixa vermelha, o circuito reprova
Regime × partidao conjugado varia com o quadrado da tensão
Tabela viva de seçõesclique numa linha para adotar a seção
até 80% do limite entre 80% e 100% do limite acima do limiteL máx = comprimento em que essa seção atinge o limite adotado
Comparador de seçõeso que muda ao subir a bitola
Resultadoreferido a 380 V
Dimensionamentoinversos permanentes
Partidacaso governante
Transparência do cálculoos números que entraram na conta
Cálculo pelo método da impedância (R·cos φ + X·sen φ) — o mesmo das tabelas de queda de tensão dos fabricantes brasileiros de fios e cabos.
Projeto elétricoquando o cálculo vira responsabilidade
As 4 premissas deste cálculo
- Resistência em corrente contínua (IEC 60228 classe 2, corrigida pela temperatura) — modelo válido até 240 mm².
- Reatância de referência internacional (BS 7671, Apêndice 4) corrigida para 60 Hz, por seção e arranjo.
- Condutores em paralelo: divisão igual da corrente entre os condutores.
- Regime permanente — a partida de motor tem limite e método próprios.
De onde vem cada número. Resistência dos condutores: IEC 60228 classe 2 (resistência CC máxima a 20 °C), corrigida para a temperatura de operação da isolação — 70 °C (PVC) ou 90 °C (EPR/XLPE), temperaturas da Tabela 35 da ABNT NBR 5410. Reatância por seção e arranjo: valores de referência internacional (BS 7671, Apêndice 4), corrigidos para 60 Hz e coerentes com o NEC (Cap. 9, Tab. 9) e com a reatância implícita nas tabelas dos fabricantes brasileiros. Resultados validados contra tabela de fabricante (Corfio, Tabela 16 — condutor a 70 °C): desvio típico abaixo de 1%; no pior caso, 2,5% até 120 mm² e 5% de 150 a 240 mm². Capacidade de condução de corrente obtida das tabelas 36 a 39, corrigidas, se for o caso, pelos fatores indicados nas tabelas 40 a 45 (ABNT NBR 5410, 6.2.5.2.2). Perda por efeito Joule: P = 3·I²·R (trifásico) ou 2·I²·R (monofásico e CC) — o √3 pertence à queda de tensão, não à perda. Método de otimização econômica de seção: referência internacional IEC 60287-3-2.
Exemplo ilustrativo. Um circuito trifásico de 380 V com corrente de 50 A, comprimento de 80 m e seção de 10 mm² em cobre tem queda de 14,66 V, equivalente a 3,86%. O limite da ABNT NBR 5410 para circuitos terminais é de 4%. O circuito está aprovado, mas a folga é pequena — qualquer crescimento de carga ou de comprimento leva o valor acima do limite.
Nota de método: Cálculo pelo método da impedância (R·cos φ + X·sen φ) — o mesmo das tabelas de queda de tensão dos fabricantes brasileiros de fios e cabos.
Auditoria pública
Nosso resultado × fabricante × referência internacional
Calculadora que não mostra contra o que foi conferida é palpite com botão. Abaixo, os mesmos casos rodados aqui, na tabela do fabricante brasileiro e no método internacional (IEC 60228 + BS 7671):
| Cenário | Esta calculadora | Referência | Desvio (rel. / p.p.) |
|---|---|---|---|
| Queda unitária — 95 mm², monofásico, FP 0,95 | 0,5002 V/A·km | Corfio Tab. 16: 0,50 | +0,04% |
| Queda unitária — 95 mm², trifásico, FP 0,80 | 0,4222 V/A·km | Corfio Tab. 16: 0,43 | −1,8% |
| Trifásico 380 V · 50 A · FP 0,92 · 25 mm² · 100 m | 1,92% | método IEC: 1,90% | +0,02 p.p. |
| Monofásico 220 V · 32 A · FP 0,92 · 6 mm² · 40 m | 4,00% | método IEC: 3,99% | +0,01 p.p. |
Resultados validados contra tabela de fabricante (Corfio, Tabela 16 — condutor a 70 °C): desvio típico abaixo de 1%; no pior caso, 2,5% até 120 mm² e 5% de 150 a 240 mm². Os +0,01/+0,02 p.p. contra o método IEC são a correção para 60 Hz (a referência tabela a 50 Hz). A resistência usada aqui é a de operação (70 ou 90 °C, conforme a isolação) — há softwares de projeto consagrados que calculam a 20 °C, sem reatância, e subestimam a queda. Nunca inventamos número.
Por que a tensão cai no fim do circuito
Todo condutor elétrico tem resistência. Quando a corrente percorre o comprimento do cabo, essa resistência produz uma queda de tensão proporcional à corrente e ao comprimento — e inversamente proporcional à seção. O resultado prático é que a tensão disponível no ponto de utilização é menor do que a tensão na origem do circuito.
Na prática industrial, esse efeito se manifesta de formas concretas: a tomada no fundo do galpão entrega menos tensão do que a da entrada, o motor no fim da linha demora a partir ou entra em proteção térmica antes do tempo, a luminária LED pisca por instabilidade de tensão, e o equipamento sensível fica fora de especificação mesmo com a instalação aparentemente correta. A queda de tensão é um dos parâmetros que a NBR 5410 exige verificar no dimensionamento de qualquer circuito.
Três fatores amplificam o problema: comprimento maior (cada metro extra soma mais resistência), corrente mais alta (cargas maiores puxam mais corrente e intensificam a queda) e seção subdimensionada (cabo fino tem mais resistência por metro que o cabo grosso). A calculadora quantifica exatamente essa relação para que você saiba, antes de qualquer obra, se o circuito vai cumprir o limite da norma.
Como calcular a queda de tensão na mão
A calculadora aplica o método da impedância (R·cos φ + X·sen φ) — o mesmo das tabelas de queda de tensão dos fabricantes brasileiros de fios e cabos. O símbolo ΔV representa a queda de tensão em volts:
ΔV = k × I × (R × cos φ + X × sen φ) × L ÷ 1000
Onde:
- k — fator de circuito: 2 para monofásico e bifásico (ida e volta) e √3 ≈ 1,732 para trifásico.
- I — corrente de projeto do circuito, em amperes.
- R — resistência do condutor em Ω/km: IEC 60228 classe 2 (resistência CC máxima a 20 °C), corrigida para a temperatura de operação da isolação — 70 °C (PVC) ou 90 °C (EPR/XLPE), temperaturas da Tabela 35 da ABNT NBR 5410.
- X — reatância do cabo em Ω/km, por seção e arranjo: valores de referência internacional (BS 7671, Apêndice 4), corrigidos para 60 Hz e coerentes com o NEC (Cap. 9, Tab. 9) e com a reatância implícita nas tabelas dos fabricantes brasileiros.
- cos φ — fator de potência da carga (sen φ deriva dele). Quanto menor o FP, mais a reatância pesa na queda.
- L — comprimento do circuito: informe só a ida — o retorno já está na fórmula.
Na prática de obra, o atalho é o mesmo dos catálogos: queda (V) = queda unitária (V/A·km) × corrente (A) × comprimento (km). A queda unitária já embute k, R e X — é o número da tabela abaixo.
Passo a passo com o exemplo publicado da página — circuito trifásico de 380 V, corrente de 50 A, FP 0,95, comprimento de 80 m e seção de 10 mm² em cobre (PVC, cabo multipolar):
- R a 70 °C para 10 mm² = 2,19 Ω/km; X a 60 Hz = 0,115 Ω/km.
- Impedância efetiva: 2,19 × 0,95 + 0,115 × 0,31 = 2,116 Ω/km (≈ 2,12).
- Queda unitária: √3 × 2,116 = 3,665 V/A·km (3,67 arredondado — o valor da tabela).
- ΔV = 3,665 × 50 × 0,080 ≈ 14,66 V — em percentual, 14,66 ÷ 380 × 100 ≈ 3,86%.
O resultado está abaixo do limite de 4% para circuitos terminais, mas acima de 80% desse limite — daí o farol amarelo: aprovado, porém sem folga para crescimento de carga. Aumentar a seção para 16 mm² reduziria a queda para 2,45% e abriria uma folga de cerca de 1,55 ponto percentual em relação ao limite.
Trifásico, bifásico e monofásico — o que muda no cálculo
Muda o k e a tensão de referência. No trifásico, k = √3 e o percentual se refere à tensão entre fases (380 V no padrão 380/220). No bifásico e no monofásico, k = 2. Atenção ao “220 V”: 220 entre fases (rede 127/220) e 220 fase-neutro (rede 220/380) dão o mesmo número num trecho isolado, mas são sistemas diferentes — misturar √3 com tensão fase-neutro distorce o resultado em cerca de 73%, um dos erros mais comuns em planilha.
Exemplo bifásico: 14 kW em 220 V (FP 0,92, 40 m, cobre PVC multipolar). A corrente é 14.000 ÷ (220 × 0,92) ≈ 69,2 A. Com 10 mm², a queda é 5,18% — reprovado, e a seção nem conduz essa corrente. Com 16 mm², a queda cai para 3,29% (farol amarelo) e a capacidade de condução corrigida é 76 A (Tabela 36 da ABNT NBR 5410, método B1, 2 condutores carregados, a 30 °C) — passa nos dois critérios, com folga curta. Com 25 mm²: 2,12%, verde e com folga para crescer. É essa conta, com os dois critérios lado a lado, que a calculadora faz sozinha.
| Seção (mm²) | Cobre — queda unitária (V/A·m) | Alumínio — queda unitária (V/A·m) |
|---|---|---|
| 1,5 | 0,0267 | — |
| 2,5 | 0,0164 | — |
| 4 | 0,0102 | — |
| 6 | 0,0069 | — |
| 10 | 0,0041 | — |
| 16 | 0,0026 | 0,0043 |
| 25 | 0,0017 | 0,0027 |
| 35 | 0,0012 | 0,0020 |
| 50 | 0,0009 | 0,0015 |
| 70 | 0,0007 | 0,0011 |
Alumínio abaixo de 16 mm² não é aceito: a ABNT NBR 5410 (6.2.3.8) condiciona o uso de alumínio a seções de 16 mm² ou mais — e a IEC 60228 não tabela condutor de potência de alumínio menor. Nunca inventamos número.
A queda unitária é o valor de ΔV produzido por 1 A de corrente em 1 metro de condutor. Os valores acima são de circuito monofásico (k = 2), condutor a 70 °C, cos φ 0,92 e cabo multipolar. Reatância por seção e arranjo: valores de referência internacional (BS 7671, Apêndice 4), corrigidos para 60 Hz e coerentes com o NEC (Cap. 9, Tab. 9) e com a reatância implícita nas tabelas dos fabricantes brasileiros. Para trifásico, multiplique por √3 ÷ 2 ≈ 0,866. Para estimar a queda de cabeça: multiplique a queda unitária pela corrente e pelo comprimento.
Tabela de queda de tensão por distância — comprimento máximo em 220 V (limite de 4%)
Comprimento máximo do circuito, em metros, para a queda ficar dentro dos 4% dos circuitos terminais — monofásico 220 V, cobre, PVC 70 °C, cabo multipolar, FP 0,92, valores arredondados para baixo:
| Seção (mm²) | Circuito de 16 A | Circuito de 32 A | Circuito de 63 A |
|---|---|---|---|
| 1,5 | 20 m | — | — |
| 2,5 | 33 m | — | — |
| 4 | 53 m | 26 m | — |
| 6 | 80 m | 40 m | — |
| 10 | 133 m | 66 m | — |
| 16 | 209 m | 104 m | 53 m |
| 25 | 326 m | 163 m | 82 m |
| 35 | 445 m | 222 m | 113 m |
| 50 | 590 m | 295 m | 149 m |
| 70 | 823 m | 411 m | 209 m |
“—” = a seção não conduz essa corrente (capacidade de condução de corrente das tabelas 36 a 39 da ABNT NBR 5410, método B1 com 2 condutores carregados, a 30 °C) — o comprimento pela queda perde o sentido. Precisa de distância maior? Suba a seção ou rode o caso real na calculadora acima, que confere queda e ampacidade juntas.
Limites da NBR 5410 — cláusula 6.2.7
Resposta direta: limites de queda de tensão conforme ABNT NBR 5410 (6.2.7): 4% nos circuitos terminais; 5% ou 7% no total, conforme a origem da instalação (ponto de entrega, transformador próprio ou gerador). Os detalhes de cada caso, abaixo.
A cláusula 6.2.7.1 da NBR 5410 estabelece que a queda de tensão em qualquer ponto de utilização não deve superar os seguintes valores, calculados a partir da tensão nominal da instalação:
- 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no caso de transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s) (alínea a).
- 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da empresa distribuidora de eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado (alínea b).
- 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de entrega com fornecimento em tensão secundária de distribuição (alínea c). Este é o caso mais comum nas instalações industriais e comerciais ligadas diretamente à rede pública de baixa tensão.
- 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo gerador próprio (alínea d).
Além disso, a cláusula 6.2.7.2 impõe um teto absoluto: em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 4%. Esse limite de 4% prevalece sobre os demais: mesmo em instalações com transformador próprio (onde o limite global é de 7%), um circuito terminal não pode ter queda acima de 4%.
A cláusula 6.2.7.4 esclarece que, para o cálculo, deve ser utilizada a corrente de projeto do circuito. O próprio texto normativo observa que a corrente de projeto inclui as componentes harmônicas.
Na prática
A medida da norma é acumulada. A queda de tensão se verifica da origem da instalação até o ponto de utilização (ABNT NBR 5410, 6.2.7.1) — o trecho final pode passar sozinho e a instalação, acumulada, reprovar. É para isso que a calculadora tem o modo de queda acumulada, com o campo de queda a montante.
Linhas principais com mais de 100 m: a norma faculta acréscimo de 0,005% por metro excedente, limitado a +0,5% — apenas nos casos de origem em transformador próprio, transformador da distribuidora ou gerador (Nota 3 de 6.2.7.1). O teto de 4% dos circuitos terminais não ganha acréscimo nenhum.
Quando a queda de tensão aparece na medição
A queda de tensão calculada em projeto nem sempre é a que aparece na medição. Circuitos que cresceram depois da obra original — mais tomadas, equipamentos adicionados, ramais que aumentaram de comprimento — operam com corrente maior do que a especificada. Conexões oxidadas e emendas improvisadas somam resistência extra ao longo do trecho. O resultado é uma queda maior do que o projeto previa. Só a medição no ponto de utilização, com instrumentos calibrados, revela a queda real e confirma se o circuito ainda está dentro do limite da norma. É o que o RTI elétrico faz: mede e documenta o estado atual da instalação com responsável técnico e ART.
Medição com analisador de energia em painel elétrico aberto: o instrumento revela a tensão real nos terminais e, junto ao cálculo, confirma se a queda está dentro do limite.
Erros comuns no dimensionamento de circuitos
- Aplicar “3 a 4% no monofásico e 5% no trifásico”. Esses limites não existem na ABNT NBR 5410. A norma não separa a queda de tensão por número de fases: o teto é 4% em qualquer circuito terminal, e 5% ou 7% no total, conforme a origem da instalação (cláusula 6.2.7). A classificação “por fases” é texto reciclado de site em site — e aprova ou reprova circuito errado.
- Medir a tensão só na entrada. A queda de tensão existe ao longo do condutor: a tensão na entrada do quadro pode estar ótima enquanto o ponto de utilização no final do circuito já opera abaixo do limite. Verificar apenas na origem do circuito não revela o problema.
- Esquecer o fator de potência. Quando a corrente não é conhecida diretamente, ela é calculada a partir da potência. Um fator de potência baixo resulta em corrente maior para a mesma potência ativa — e, portanto, queda de tensão maior. Usar FP = 1,0 para estimar cargas indutivas subestima a corrente e a queda.
- Emendar seção menor no fim do trecho. É comum encontrar instalações onde o cabo principal tem seção adequada, mas o trecho final foi complementado com um cabo mais fino. A seção menor concentra a maior parte da queda justamente no ponto mais distante, que é onde o problema já existe.
- Não recalcular quando a instalação cresce. Um circuito que atendia perfeitamente o limite quando a instalação foi projetada pode reprovar anos depois, simplesmente porque novas cargas foram adicionadas ou o trecho foi estendido. A queda de tensão não é uma propriedade fixa — ela depende da corrente atual, não da corrente de projeto original.
- Misturar √3 com tensão fase-neutro. No trifásico, o √3 acompanha a tensão entre fases (380 V no padrão 380/220). Aplicá-lo sobre os 220 V fase-neutro distorce o resultado em cerca de 73% — por isso a calculadora traz “220 entre fases” e “220 fase-neutro” como opções separadas.
- Confiar em cálculo puramente resistivo nas seções grandes. Sem a reatância, a conta subestima a queda — na comparação com a tabela do fabricante, o desvio passa de 10% nas seções a partir de 50 mm² com fator de potência baixo. É o erro na direção perigosa: farol verde em circuito que reprova. Esta calculadora usa o método da impedância, validado contra fabricante.
A instalação cresceu desde o projeto?
Uma instalação elétrica rara é a que se mantém exatamente como foi projetada por dez anos. Equipamentos novos chegam, o layout do galpão muda, circuitos são estendidos sem revisão do dimensionamento original. Com o tempo, a corrente real em vários circuitos supera a corrente de projeto, e a queda de tensão — que antes estava dentro do limite — passa a operar acima do que a NBR 5410 permite.
O RTI (Relatório de Inspeção de Instalações) elétrico é o instrumento para mapear essa situação: combina medição de tensão nos pontos de utilização, verificação de ampacidade e análise de conformidade com a norma, tudo documentado com responsável técnico e ART. Quando o RTI identifica circuitos fora do limite de queda de tensão, o projeto de reforma corrige o dimensionamento com a seção adequada para a carga atual.
1
Calcular
Use a calculadora para verificar se o circuito atual está dentro do limite da NBR 5410. Em segundos você tem a queda em volts e %, o farol e a seção sugerida quando o resultado reprovar.
2
Medir e inspecionar
O RTI elétrico confirma a situação real da instalação com instrumentos calibrados. Tensão, corrente e estado dos condutores são documentados com responsável técnico e ART.
3
Projetar e corrigir
Quando a medição confirma queda fora do limite, o projeto elétrico dimensiona a seção correta, considera ampacidade e proteção, e entrega o documento para a reforma com assinatura de engenheiro.
Queda de tensão fora do limite? Isso se resolve no projeto
Cabo recalculado ponto a ponto, com critério de seção econômica e conformidade, é entrega do projeto elétrico industrial — e quando o circuito novo sai do papel, a montagem e instalações elétricas industriais executa com ART.
Precisão aqui é dinheiro nas duas direções: cálculo que subestima a queda aprova cabo que vai reprovar na medição; superdimensionar “por via das dúvidas” paga cobre que a conta certa dispensaria. Método de otimização econômica de seção: referência internacional IEC 60287-3-2 — no projeto, a seção certa equilibra investimento e perda por efeito Joule ao longo da vida útil.
Perguntas frequentes
Qual é o limite de queda de tensão da NBR 5410?
A cláusula 6.2.7 da NBR 5410 estabelece diferentes limites conforme o tipo de alimentação. Para instalações alimentadas pela rede pública de baixa tensão (ponto de entrega em tensão secundária de distribuição), o limite é de 5% a partir do ponto de entrega (cláusula 6.2.7.1 alínea c). Para instalações com transformador próprio, o limite global é de 7%. Em qualquer caso, pela cláusula 6.2.7.2, os circuitos terminais nunca podem ter queda acima de 4%.
O que significa “queda de tensão maior que o limite definido”?
É a mensagem que softwares de projeto elétrico (o AltoQi, por exemplo) exibem quando a queda calculada de um trecho ultrapassa o limite configurado para ele. Não é defeito do software: é o circuito reprovando. Causas típicas: seção subdimensionada, trecho longo demais, fator de potência baixo — ou limite configurado errado para o caso (o teto é 4% no circuito terminal; 5% ou 7% no total, conforme a origem da instalação). Os caminhos de correção: aumentar a seção, dividir o circuito, aproximar o quadro — e conferir a alínea da 6.2.7 aplicável. Dá para testar cada alternativa nesta calculadora, em segundos.
O que causa queda de tensão no circuito?
A resistência dos condutores. Quando a corrente percorre o comprimento do cabo, a resistência produz uma queda proporcional à corrente e ao comprimento e inversamente proporcional à seção. Cabos longos, seção subdimensionada, corrente elevada e material de maior resistividade (alumínio em vez de cobre) aumentam a queda.
Posso usar uma seção maior para reduzir a queda?
Sim — é o caminho mais direto. Na parcela resistiva, a queda cai na proporção do aumento da seção; a parcela da reatância varia pouco, então nas seções grandes o ganho é menor do que a proporção sugere. Quando a calculadora reprova, ela indica a menor seção da lista que faz o circuito passar. A seção definitiva também precisa satisfazer a ampacidade e a proteção contra sobrecorrentes — o que exige análise completa de projeto.
Para que serve o fator de potência na calculadora?
Ele entra em dois pontos. Primeiro, na conversão de potência em corrente (I = P / (V × FP) no monofásico, com √3 no trifásico): FP baixo exige mais corrente para a mesma potência — e a queda cresce junto. Segundo, no próprio cálculo: o método da impedância pesa R × cos φ e X × sen φ, então o fator de potência muda o resultado mesmo com a corrente informada diretamente — nas seções grandes, onde a reatância pesa, FP baixo aumenta a queda também por esse caminho. Partindo da potência, o efeito é sempre contra você: quanto menor o FP, maior a queda.
Qual método de cálculo a calculadora usa?
O método da impedância (R·cos φ + X·sen φ) — o mesmo das tabelas de queda de tensão dos fabricantes brasileiros de fios e cabos. Resultados validados contra tabela de fabricante (Corfio, Tabela 16 — condutor a 70 °C): desvio típico abaixo de 1%; no pior caso, 2,5% até 120 mm² e 5% de 150 a 240 mm². Acima de 150 mm², a resistência em corrente alternada supera a resistência CC (efeito pelicular); a calculadora usa o modelo CC até 240 mm², e seções maiores pedem projeto.
Qual o limite de queda de tensão na partida de motor?
Partida de motor: a ABNT NBR 5410 (6.5.1.3.3) limita a queda durante a partida a 10% nos terminais do dispositivo de partida — e permite considerar fator de potência de rotor bloqueado igual a 0,3. O efeito prático: o conjugado disponível na partida varia com o quadrado da tensão nos terminais — 10% de queda → 81% do conjugado. Motor que “demora a partir” no fim da linha costuma ser queda de tensão na partida; a cena regime × partida da calculadora mostra os dois lados.
Condutores em paralelo reduzem a queda de tensão?
Reduzem — mas menos do que parece. Em paralelo, a resistência divide pelo número de condutores; a reatância permanece praticamente inalterada (acoplamento mútuo entre condutores da mesma fase). O cálculo pressupõe divisão igual da corrente — mesma constituição, mesma seção, mesmo comprimento e percurso, sem derivações (ABNT NBR 5410, 6.2.5.7.2). Acima de 50 mm² em cobre, a norma pede configurações especiais com equilíbrio de impedâncias entre as fases.
Qual a diferença entre circuito terminal e de distribuição?
Circuito terminal liga diretamente as cargas (tomadas, iluminação, motores). Circuito de distribuição vai do quadro principal a um quadro secundário. O limite de 4% da cláusula 6.2.7.2 da NBR 5410 vale especificamente para circuitos terminais. Circuitos de distribuição obedecem ao limite global (5% para rede pública ou 7% para transformador próprio), sem o teto de 4%.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do cálculo ao laudo com ART
A calculadora aponta o problema; o RTI elétrico confirma e documenta. Medição de tensão nos pontos de utilização, verificação de ampacidade e análise de conformidade com a NBR 5410 — com responsável técnico e ART, em qualquer lugar do Brasil.