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FERRAMENTAS TOKEN ENGENHARIA
Calculadora de Banco de Capacitores — dimensione os kVAr e corrija o fator de potência
Pagar excedente de reativos todo mês? Informe a potência em kW e o fator de potência atual e veja, na hora, quantos kVAr o banco de capacitores precisa ter para corrigir o fator, o arranjo em células comerciais e o alerta de harmônicas. Cálculo grátis em menos de um minuto.
Responsável técnico CREA-RJInstrumentos calibrados (Fluke)Atendimento nacionalCálculo de kVAr na horaArranjo em células comerciaisAlerta de harmônicasResponsável técnico · ART

Resposta rápida
Esta ferramenta calcula a potência reativa (kVAr) de um banco de capacitores para corrigir o fator de potência de uma instalação: você informa a demanda em kW e o fator atual e desejado, e ela devolve os kVAr necessários, um arranjo em células comerciais, a corrente estimada e um alerta de harmônicas. Serve para engenheiros, eletricistas, gestores de manutenção e responsáveis prediais que querem parar de pagar excedente de reativos. O resultado orienta — não substitui a medição em campo, que é o que fecha a especificação com ART.
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CONFIABILIDADE E SEGURANÇA
Calculadora · banco de capacitores
Dimensione o banco de capacitores (kVAr) e corrija o fator de potência
Entrada
①A cargademanda ativa
kW
Potência média em operação ou a demanda registrada na fatura. Entre 1 e 10.000 kW.
kWh
kvarh
h
Padrão 720 h (30 dias × 24 h) — edite se o seu período de leitura for diferente.
②O fator de potênciaatual e alvo
cos φ
Está na fatura (FP ou cos φ). Entre 0,30 e 0,99.
—Preencha kWh e kvarh para calcular o fator de potência médio do período.
cos φ
0,92 é a referência; 0,95 dá margem de segurança. Nunca 1,00 — corrigir até 1,00 leva à sobrecorreção. Caso de validação: 300 kW · 0,78 → 0,95 = 142,1 kVAr.
③A instalaçãotensão e cargas
V
Usada para estimar a corrente do banco (trifásico). Baixa tensão: 110 a 1.000 V.
Média tensão não entra no cálculo. Banco de MT é projeto: fale com o engenheiro. Falar com a Token Engenharia
⚑
Define o alerta de ressonância/harmônicas no resultado.
B1 · Triângulo de potênciascena viva · antes × depois
antes · Q1 240,7 kvar · S1 384,6 kVAdepois · Q2 98,6 kvar · S2 315,8 kVA
Cena orientativa, com a mesma escala nos dois eixos. O número que vale é o da coluna de resultado — e ele não substitui medição em campo, projeto, laudo ou ART.
B2 · Onda V×Icena viva · mesmo φ, mesmo t
V (referência)I antes 584,4 Adepois 479,8 A−17,9% · atraso φ 38,7° → 18,2°
Onda ilustrativa, em escala relativa — não é forma de onda medida. A corrente mostrada é a da instalação (não a do banco): com P constante, ela cai na razão FP1/FP2.
✓ resultados atualizados
B4 · Farol do fator de potênciaponteiro FP1 → FP2
—
Potência reativa de correçãopela medição
—
potência reativa capacitiva necessária
—
composição sugerida em estágios
—
corrente estimada do banco
—
B3 · O banco montadocélulas acendendo em cascata
25
kVAr
25
kVAr
25
kVAr
25
kVAr
25
kVAr
20
kVAr
—
kVAr
—
kVAr
—
kVAr
—
kVAr
—
kVAr
—
kVAr
6 estágios145 kVAr instaladossobra +2,9 kVAr (2,0%)projeto dedicado
Cada bloco é uma célula da escada comercial de referência. A soma instalada arredonda sempre para cima — a diferença para o valor necessário é a sobra indicada acima.
⚑ Harmônicas—
O que o banco muda na instalação
Análise do resultado — capacidade liberada, perdas e capacitância
Capacidade liberadaS = P ÷ FP
384,6 → 315,8 kVA
potência aparente — antes → depois
68,8 kVA
liberados no trafo e nos cabos
—
Perdas por efeito Jouleperdas ∝ I²
−32,6%
redução estimada das perdas a montante do banco
—
Capacitância por fase60 Hz
887,9 µF
por fase — ligação Δ (delta)
2.663,6 µF
por fase — ligação Y (estrela)
—
Leitura do resultado—
Método e base legalpremissas do cálculo
Cálculo trifásico a 60 Hz: Q = P × (tan φatual − tan φalvo) e I = Q ÷ (√3 × V). A composição em estágios usa a escada comercial de referência (catálogo WEG) — {25, 20, 15, 10, 5} kVAr — arredondando sempre para cima, com o menor número de estágios.
Base legal vigente: REN ANEEL 1.000/2021, art. 302 (fR 0,92, grupo A) — REN 414/2010 revogada.
O que isso vale na fatura
Estimativa da cobrança de reativos (parcela ERE) e payback
estimativa simplificada — a cobrança real é apurada hora a hora
Os seus númerosnada vem preenchido
ANEEL
A cobrança de energia reativa excedente existe no grupo A.
kWh
O consumo do período, como aparece na fatura. A equação do art. 304 usa MWh — a conversão (kWh ÷ 1.000) é feita aqui.
—Energia ativa do mês: vem da fatura que você informou na calculadora acima (modo pela fatura). Campo de leitura — não editável.
R$/MWh
Tarifa de referência VR_ERE (R$/MWh) — pela REN ANEEL 1.000/2021 (art. 304), é a tarifa de energia TE da bandeira verde do subgrupo B1 da sua distribuidora. Consulte a tabela tarifária homologada pela ANEEL para a sua área de concessão e digite o valor.
R$
Custo estimado do banco instalado (R$) — opcional. Sem ele, o payback não é exibido.
Fatura antes × depoisaguardando a sua tarifa
Esta faixa nasce vazia de propósito. A calculadora não inventa tarifa: a cobrança de reativos depende da tarifa homologada da sua distribuidora, que muda por área de concessão e por ciclo tarifário.
Digite ao lado a tarifa VR_ERE (R$/MWh) da sua fatura e a estimativa aparece aqui. Para o payback, informe também o custo estimado do banco.
—
cobrança de reativos hoje — estimativa por mês
—
economia estimada por ano com o fator corrigido
—
—
—
—
Corrigir demais também gera cobrança: a referência de 0,92 vale nos dois sentidos (indutivo e capacitivo). Das 23h30 às 6h30, num período de 6 horas definido pela distribuidora, a régua vira: conta fator de potência capacitivo abaixo de 0,92 (art. 304, § 1º). É por isso que banco fixo ligado de madrugada — quando a planta esvazia — costuma explicar o clássico “instalei o banco e a multa voltou”: o excesso de capacitor de dia vira infração capacitiva de noite. Banco automático (por estágios) existe para isso.
- A simplificação mensal não cobre a parcela DRE (demanda reativa excedente — exige demanda por posto e memória de massa: é serviço, não calculadora).
- Não cobre a compensação de perdas do art. 305 (1% em 69 kV ou mais; 2,5% abaixo de 69 kV, com medição no secundário do transformador).
- Não cobre a apuração horária com a janela capacitiva do § 1º do art. 304 — a conta oficial é feita hora a hora.
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TOKEN ENGENHARIA
Confiabilidade e Segurança
CALCULADORA DE BANCO DE CAPACITORES (kVAr)
Cálculo de —
tokenengenharia.com.br/calculadora-banco-de-capacitores/
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Fator de potência:— · Banco:— · Composição:— · Corrente do banco:—
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Resumo técnico do cálculoA mesma resposta da cabine em tabela copiável — para colar no e-mail, no relatório ou no pedido de proposta. Os valores saem do mesmo motor que alimenta a coluna de resultado e as cenas.
—O link carrega as entradas do cálculo (carga, fator atual e alvo, tensão e cargas não lineares) e refaz o resultado na abertura. Tarifa e custo não viajam no link — dado de dinheiro não vai para a barra de endereço. A folha impressa leva o resumo técnico, as premissas e o carimbo de responsabilidade. Memória de cálculoEquação → substituição → valor, com os números do seu caso e a fonte de cada passo. Ver a conta passo a passo (7 etapas)1 · Potência reativa de correção
Q = P × (tan φatual − tan φalvo)
Q = 300 × (tan(arccos 0,78) − tan(arccos 0,95)) = 300 × (0,8023 − 0,3287)
Q = 142,1 kVAr
Identidade trigonométrica — a mesma que gera a tabela do fator multiplicador logo abaixo.
2 · Composição em estágios
menor soma ≥ Q na escada {25, 20, 15, 10, 5} kVAr, com o menor número de estágios
142,1 kVAr → 25 + 25 + 25 + 25 + 25 + 20
145 kVAr em 6 estágios — sobra de 2,9 kVAr (2,0% acima do necessário)
Escada comercial de referência (catálogo WEG — unidades UCWT até 25 kVAr em 380-535 V; banco automático BCWA de 20 a 120 kVAr em 7 estágios).
3 · Corrente do banco
I = Q ÷ (√3 × V)
I = 145 × 1.000 ÷ (√3 × 380)
I = 220,3 A
Definição de potência trifásica (S = √3 × V × I). É a corrente que dimensiona cabo, manobra e proteção do banco — não a da instalação.
4 · Capacidade liberada e corrente da instalação
S = P ÷ FP · ΔS = S1 − S2 · I2 ÷ I1 = FP1 ÷ FP2
S1 = 300 ÷ 0,78 = 384,6 kVA · S2 = 300 ÷ 0,95 = 315,8 kVA
ΔS = 68,8 kVA liberados · corrente da instalação 584,4 A → 479,8 A (−17,9%)
S = P/FP e I2/I1 = FP1/FP2 — derivação direta do triângulo de potências; exemplo clássico do fabricante (WEG): 930 kW em 380 V, de 0,65 para 0,92, libera 420 kVA.
5 · Capacitância por fase (60 Hz)
CΔ = Q ÷ (3 × 2πf × V²) · CY = 3 × CΔ
CΔ = 145.000 ÷ (3 × 2π × 60 × 380²)
CΔ = 887,9 µF por fase · CY = 2.663,6 µF por fase
Relação física elementar (Q = 2πf·C·V²); valores conferidos contra tabela de produto WEG (ligação Δ).
6 · Redução das perdas
ΔP% = [1 − (FP1 ÷ FP2)²] × 100
ΔP% = [1 − (0,78 ÷ 0,95)²] × 100
ΔP% = 32,6%
Física de circuitos (perdas Joule ∝ I²; o próprio catálogo WEG registra I²R).
7 · O farol (0,92) — base legal
FP de referência = 0,92 (indutivo ou capacitivo), grupo A
Farol: abaixo da referência — correção recomendada
A regra em vigor é a REN ANEEL 1.000/2021, art. 302: fator de potência de referência mínimo de 0,92 — indutivo ou capacitivo — para unidades consumidoras do grupo A. A antiga REN 414/2010, ainda citada em boa parte do material na internet, foi revogada pela própria REN 1.000/2021. A cobrança dos excedentes de reativos é disciplinada pelos arts. 303 e 304 (consumidor do grupo B não paga energia reativa excedente). Texto conferido no Diário Oficial, incluindo a alteração mais recente da REN 1.000 (REN 1.148/2026), que não modificou esses artigos.
Premissas do cálculoO que esta calculadora assume — e o que ela não faz.
Tabela do fator multiplicador (kVAr por kW)O atalho clássico do dimensionamento: kVAr = kW × F. Ache a linha do seu fator de potência atual, a coluna do alvo, multiplique pela potência em kW — e compare com o resultado da calculadora acima.
— Método: tabela gerada pela identidade F = tan φ1 − tan φ2 (kVAr = kW × F), com tan φ = √(1/FP² − 1). Células-amostra conferidas contra o catálogo do fabricante (WEG): 0,50 → 0,92 = 1,306 · 0,70 → 0,92 = 0,594. Arredondamento: valores com arredondamento matemático a 3 casas; tabelas impressas de fabricantes podem diferir em ±0,001 na última casa por critério de arredondamento — a tabela impressa do fabricante traz, por exemplo, 0,473 para 0,78 → 0,95, onde o arredondamento matemático dá 0,474. A calculadora acima não usa a tabela: ela aplica o valor exato, sem arredondar no meio da conta. Pré-dimensionamento orientativo — não substitui projeto, laudo ou ART. Token Engenharia · — · Calculadora de banco de capacitores — tokenengenharia.com.br/calculadora-banco-de-capacitores/
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Por que a fatura cobra reativos
Motores, transformadores, reatores e qualquer carga com bobina não consomem apenas a energia que vira trabalho (a potência ativa, em kW). Eles também precisam de energia para montar e desmontar o campo magnético a cada ciclo — a energia reativa, medida em kVAr. Essa parcela não gera trabalho útil, mas ocupa a rede: circula entre a fonte e a carga, carrega os cabos e os transformadores e reduz a capacidade disponível da instalação.
O fator de potência é a relação entre a potência ativa e a potência total (aparente, em kVA) que a instalação puxa da rede. Quanto mais reativo, menor o fator. No setor elétrico brasileiro, o fator de potência de referência é 0,92: abaixo de 0,92, o consumidor do Grupo A fica sujeito a cobrança de excedente de reativos na fatura de energia. A regra geral está sob o guarda-chuva regulatório da REN ANEEL 1000/2021 (PRODIST). Em termos práticos: corrigir o fator de potência tira da conta a parcela de reativo excedente e ainda alivia cabos e trafos.
A correção se faz instalando capacitores próximos às cargas indutivas. O capacitor fornece localmente a energia reativa que o motor pediria a rede — os dois trocam reativo entre si, e a rede passa a ver quase só a potência ativa. O banco de capacitores é o conjunto dessas unidades, dimensionado para entregar a quantidade certa de kVAr.
kW × kVAr: o que você paga e o que ocupa a rede
Dois componentes da mesma instalação — só um aparece na produção
kW — Potência ativa
O trabalho útil que vira produçãoAciona motores, ilumina, aquece — gera resultado
kVAr — Potência reativa
Circula na rede sem produzir trabalhoOcupa cabos, trafos e aparece na fatura como excedente de reativos
A potência total (kVA) combina os dois: FP = kW ÷ kVA. Abaixo de 0,92, o Grupo A paga pelo reativo que poderia ser corrigido.
Como dimensionar o banco na mão
A conta que a calculadora faz por você é direta, e vale entender a lógica. A potência reativa de correção depende de quanto reativo a instalação puxa hoje e de quanto deve puxar depois. Cada fator de potência corresponde a um ângulo, e a “quantidade de reativo por kW” e a tangente desse ângulo. A potência capacitiva a instalar e a diferença entre a tangente de antes e a de depois, multiplicada pela potência ativa:
Q (kVAr) = P (kW) × (tan φatual − tan φdesejado)
Vamos ao exemplo que a calculadora ja mostra acima. Uma instalação com P = 300 kW e fator de potência atual de 0,78, que se quer corrigir para 0,95:
- Ao fator 0,78 corresponde uma tangente de aproximadamente 0,802 — ou seja, 0,802 kVAr de reativo para cada kW.
- Ao fator-alvo 0,95 corresponde uma tangente de aproximadamente 0,329.
- A diferença é 0,802 − 0,329 = 0,473. Multiplicando pelos 300 kW: 300 × 0,473 ≈ 142 kVAr.
Como capacitores são vendidos em células de valores fechados, arredonda-se para cima até cobrir os 142 kVAr com o menor número de estágios: na escada comercial de referência, de estágios de até 25 kVAr, são cinco células de 25 mais uma de 20 kVAr, totalizando 145 kVAr. Nunca se especifica abaixo do calculado — faltaria correção. E como 0,78 está abaixo de 0,92, essa instalação, antes da correção, pagaria excedente de reativos.
| Fator de potência | Tangente (kVAr por kW) | Situação típica |
|---|---|---|
| 0,70 | 1,020 | Muito indutivo — cobrança de reativo |
| 0,78 | 0,802 | Indutivo — abaixo da referência |
| 0,85 | 0,620 | Indutivo — abaixo da referência |
| 0,92 | 0,426 | Referência regulatória (limite) |
| 0,95 | 0,329 | Corrigido com folga (alvo recomendado) |
| 0,98 | 0,203 | Folga ampla |
| 1,00 | 0,000 | Puramente ativo (só teórico) |
A tabela ajuda a estimar de cabeça: a coluna do meio é a tangente de cada fator. Para achar os kVAr de correção, subtraia a tangente do fator desejado da tangente do fator atual e multiplique pela potência ativa. A própria calculadora aplica os valores exatos — a tabela é só para conferência rápida.
Banco fixo ou automático?
Definida a potência, a próxima decisão é o tipo de banco. A escolha depende de quão estável é a carga ao longo do dia.
1
Banco fixo
Uma potência de kVAr sempre ligada. Simples e barato, ideal para cargas constantes (um motor grande que roda o dia inteiro, ou a compensação do próprio transformador). Em carga variável, porém, pode sobrecorrigir nos horários de pouca carga.
2
Banco automático
Várias células (degraus) que um controlador insere e retira conforme a carga, medindo o fator de potência em tempo real. Mantêm o fator dentro da faixa em instalações que variam ao longo do dia — o caso mais comum na indústria e no comércio.
3
Banco dessintonizado
Banco automático com reatores em série com os capacitores, que afastam a ressonância das harmônicas. Obrigatório quando há muitas cargas não lineares — sem ele, o capacitor puro pode amplificar a distorção e queimar.
Antes de especificar
Harmônicas: quando o banco piora tudo
Cargas não lineares — inversores de frequência, drives, fornos a arco, fontes chaveadas, UPS, iluminação LED em massa — distorcem a forma de onda da corrente. Um banco de capacitores comum, instalado nesse cenário, forma com a rede um circuito que pode entrar em ressonância justamente nas frequências harmônicas, amplificando as correntes em vez de corrigir o fator. O resultado: capacitores e disjuntores sobreaquecendo, fusíveis abrindo e o problema piorando. Por isso, quando há muita carga não linear, mede-se a qualidade de energia antes e, se preciso, especifica-se um banco dessintonizado — com reatores que deslocam a ressonância para longe das harmônicas presentes.
Medição de qualidade de energia (QEE) no quadro geral: é ela que revela o reativo real e a distorção harmônica antes de especificar o banco.
Erros comuns que custam caro
- Sobrecompensar e cair em fator capacitivo. O fator de potência de referência de 0,92 vale nos dois sentidos. Um banco fixo grande demais, ligado na madrugada ou no fim de semana com a fábrica parada, injeta reativo capacitivo na rede e gera cobrança do outro lado — corrigiu o pico, mas passou a pagar na carga leve. Por isso carga variável pede banco automático.
- Instalar o banco só na entrada. Compensar tudo num ponto único junto ao quadro geral tira a cobrança, mas não alivia os cabos e quadros internos entre a carga e a entrada, que continuam conduzindo o reativo. Compensar perto das cargas grandes libera capacidade dentro da instalação.
- Ignorar as harmônicas. Especificar capacitor puro numa instalação cheia de inversores é o erro mais caro: em vez de corrigir, o banco ressoa e se danifica. A medição de qualidade de energia existe justamente para flagrar isso antes.
- Célula queimada que ninguem ve. Capacitores degradam com o tempo, perdem capacitância e saem de operação silenciosamente. Sem manutenção, o banco vai perdendo kVAr e a cobrança de reativo reaparece — sem aviso na maioria dos quadros.
Já tem banco e a cobrança voltou?
Bancos de capacitores não são eternos. As células perdem capacitância ao longo dos anos, os contatores dos degraus colam ou param de chavear, os fusíveis abrem e o controlador descalibra. O sintoma e sempre o mesmo: a cobrança de excedente de reativos reaparece na fatura meses ou anos depois de o banco ter sido instalado e estar, no papel, resolvendo o problema.
Quando isso acontece, recalcular na calculadora não basta — é preciso medir o que o banco está realmente entregando. Uma medição de qualidade de energia mostra o fator de potência ao longo do dia, identifica degraus que pararam de atuar, células degradadas e eventual ressonância harmônica que surgiu com cargas novas. A partir dai a manutenção recompõe a potência perdida e a especificação volta a fechar. É o caminho de quem já investiu no banco e quer parar de pagar de novo pelo que já comprou.
Multa de reativo zerada com o banco certo, projetado e assinado
O kvar estimado vira economia real quando o banco de capacitores é especificado com medição no ponto certo, degraus, proteções e ART — e quando a planta tem harmônicas, o estudo de qualidade de energia define se o banco precisa ser dessintonizado antes de você comprar o equipamento errado.
Perguntas frequentes
Quanto custa um banco de capacitores?
Depende da potência reativa (kVAr) a corrigir, do tipo — fixo ou automático, com controlador e degraus — e da necessidade ou não de reatores de dessintonia contra harmônicas. Por isso o número só fecha após a medição no quadro: é ela que define o reativo real e se o banco precisa ser dessintonizado, o que muda bastante o valor. A calculadora estima a potência; o orçamento sai da especificação com responsável técnico.
Posso instalar o banco sozinho?
Não. A instalação e a manutenção de um banco de capacitores são serviços elétricos que exigem profissional habilitado e os procedimentos da NR-10. Capacitores armazenam energia e mantêm tensão perigosa nos terminais mesmo desligados, até a descarga dos resistores internos. Dimensionamento, manobra e proteção ficam a cargo de eletricista habilitado e engenheiro responsável.
Qual a diferença para um filtro de harmônicas?
O banco de capacitores corrige o fator de potência, fornecendo a energia reativa que as cargas indutivas consomem. O filtro de harmônicas trata a distorção da forma de onda gerada por cargas não lineares. Quando há muitas cargas não lineares, um banco puramente capacitivo pode ressoar com a rede e amplificar as harmônicas — nesse caso usa-se um banco dessintonizado, com reatores em série, ou soluções de filtragem dedicadas.
A cobrança de reativos some na hora?
A correção passa a valer assim que o banco entra em operação e eleva o fator de potência medido. Em bancos automáticos, o controlador insere e retira degraus conforme a carga. A fatura reflete o fator medido ao longo do período: corrigido o fator, o excedente deixa de ser apurado dali em diante. Variações de carga e horários sem correção adequada podem deixar resíduos — por isso o acompanhamento por medição importa.
Fator de potência capacitivo também é cobrado?
Sim. A referência de 0,92 vale para os dois sentidos, indutivo e capacitivo. Um banco superdimensionado, ou que fica ligado em horários de carga leve, pode injetar reativo capacitivo em excesso e gerar cobrança, mesmo com a instalação bem corrigida no pico. Por isso bancos automáticos com controle de degraus são preferíveis em carga variável.
Preciso de medição antes de comprar?
É altamente recomendado. A calculadora estima a potência a partir do que você informa, mas a carga real varia ao longo do dia e da semana, e a presença de harmônicas muda a solução. Uma medição de qualidade de energia de alguns dias mostra o reativo real, o perfil de carga e a distorção harmônica, evitando comprar um banco subdimensionado, superdimensionado ou capacitivo puro onde o caso pedia dessintonizado.
Ferramentas e serviços irmãos
Da calculadora até a especificação assinada — o caminho completo da Token Engenharia.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do cálculo a especificação com ART
A calculadora aponta a potência; a medição fecha a conta. Medição de qualidade de energia de 7 dias, análise de harmônicas e especificação do banco de capacitores assinada por engenheiro responsável, com ART — em todo o Brasil.