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Calculadora de torque do motor — conjugado nominal a partir da potência e da rotação
Vai trocar um motor, parametrizar um inversor ou especificar um acoplamento? Informe a potência e a rotação da placa: a ferramenta devolve o conjugado nominal em N·m, kgf·m e lbf·ft, trata o fator de serviço e mostra a fórmula com os seus números — na bancada, sem cadastro.
kW / cv / HP → torqueN·m, kgf·m e lbf·ft juntosPresets WEG W22Cálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional
Resposta rápida
O conjugado nominal de um motor elétrico sai da potência e da rotação da placa pela fórmula T = P × 9550 ÷ n, com a potência em kW e a rotação em rpm; o resultado fica em N·m. Exemplo: um motor de 22 kW a 1760 rpm dá 119,4 N·m (equivalente a 12,17 kgf·m e 88,05 lbf·ft). Esta ferramenta faz a conta nos dois sentidos, converte cv e HP para kW por dentro, trata o fator de serviço e mostra a fórmula preenchida. A constante 9550 é uma derivação matemática (9549,3 arredondado), não um valor de norma — e o resultado vale para plena carga.
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Calculadora grátis · conjugado nominal
Calcule o torque do motor a partir da placa
Escolha o modo, informe a potência e a rotação da placa. O conjugado nominal sai na hora em N·m, kgf·m e lbf·ft, com a fórmula preenchida.
119,4N·m
Conjugado nominal de plena carga
kgf·m
12,17
lbf·ft
88,05
ℹA eficiência não entra: a placa já traz a potência de saída no eixo. Em regime com inversor, use a rotação real de operação, não a de placa.
Resultado orientativo a partir dos dados informados. Conferir os valores reais na placa do motor antes de usar em parametrização de inversor ou dimensionamento de acoplamento.
Como calcular o torque do motor na mão
O torque, ou conjugado, é a força de giro que o motor entrega no eixo. Ele nasce da relação entre a potência mecânica e a velocidade de rotação: para uma mesma potência, quanto mais devagar o motor gira, maior o torque que ele consegue aplicar. A fórmula prática que junta tudo isso, já com as unidades de campo, é direta:
T = P × 9550 ÷ n
Onde T é o conjugado nominal em N·m, P é a potência da placa em kW e n é a rotação da placa em rpm. Veja com o exemplo que a ferramenta já traz: um motor WEG W22 de 22 kW, 4 polos, com rotação de placa de 1760 rpm.
- P = 22 kW · n = 1760 rpm
- T = 22 × 9550 ÷ 1760 = 119,4 N·m
- Em kgf·m: 119,4 ÷ 9,81 = 12,17 kgf·m
- Em lbf·ft: 119,4 ÷ 1,3558 = 88,05 lbf·ft
O caminho inverso é igualmente simples: para saber qual potência corresponde a um torque e uma rotação conhecidos, isole o P na mesma equação — P = T × n ÷ 9550. É o que você usa quando tem o torque exigido pela carga e quer descobrir a potência mínima do motor que vai acioná-la. O modo torque + rotação → potência da ferramenta faz exatamente isso.
De onde vem a constante 9550
A constante 9550 não é um número arbitrário nem um valor definido por norma: ela é uma derivação matemática. A potência mecânica de um eixo girando é o produto do torque pela velocidade angular (P = T × ω). A velocidade angular em radianos por segundo se relaciona com a rotação em rpm por ω = 2π × n ÷ 60. Substituindo e isolando o torque, aparece o fator que converte potência em watts e rotação em rpm diretamente para newton-metro:
1000 W/kW × 60 s/min ÷ (2π) = 60000 ÷ 6,2832 = 9549,3
Esse 9549,3 é arredondado para 9550, um valor de engenharia universalmente aceito porque a diferença é desprezível diante das tolerâncias da placa e do escorregamento real do motor. A vantagem prática é enorme: com 9550, a fórmula entrega N·m direto quando a potência entra em kW e a rotação em rpm, sem fator de conversão a memorizar.
Eficiência não entra: a placa já é a potência de eixo
Este é o ponto que mais gera erro na hora de calcular torque, e é o principal diferencial de quem entende o assunto. Os dados da placa de um motor trazem a potência de saída no eixo — a potência mecânica útil, que é o que sobra depois das perdas internas. A eficiência (o rendimento) já foi descontada pelo fabricante quando ele gravou a potência na placa. Por isso, quando você calcula o torque a partir da potência da placa, não aplica a eficiência de novo: fazê-lo daria um torque menor que o real, um erro de subestimação.
A eficiência só volta para a conta numa situação específica: quando a entrada é a potência elétrica absorvida da rede, e não a potência de eixo. Nesse caso, é preciso descontar as perdas para chegar à potência mecânica antes de calcular o torque, e a fórmula vira T = P_elétrica × η × 9550 ÷ n. Na prática de bancada, com a placa na mão, você trabalha sempre com a potência de eixo — então a versão simples da fórmula é a correta.
Escorregamento
Rotação da placa, nunca a síncrona
A rotação síncrona é a do campo girante, fixada pela frequência e pelo número de polos: 3600 rpm em 2 polos, 1800 em 4, 1200 em 6 e 900 em 8, a 60 Hz. Mas o rotor nunca alcança essa velocidade em carga — ele escorrega. A rotação real de plena carga, a que vem gravada na placa, é tipicamente 2 a 3 por cento menor que a síncrona. Para o torque correto, use sempre a rotação da placa. Se você digitar uma rotação síncrona exata, a ferramenta avisa: o resultado sairia subestimado em alguns por cento.
As barras claras são a rotação síncrona; as verdes, a rotação real de placa. A diferença é o escorregamento.
Rotação síncrona x rotação de placa
O motor de indução trifásico gira porque o estator cria um campo magnético que roda — o campo girante. A velocidade desse campo, a rotação síncrona, depende só de dois fatores: a frequência da rede e o número de polos do motor. Para a rede brasileira de 60 Hz, os valores são fixos:
| Polos | Rotação síncrona (60 Hz) | Rotação real típica WEG W22 (plena carga) |
|---|---|---|
| 2 polos | 3.600 rpm | 3.470 a 3.500 rpm |
| 4 polos | 1.800 rpm | 1.740 a 1.760 rpm |
| 6 polos | 1.200 rpm | 1.160 a 1.180 rpm |
| 8 polos | 900 rpm | 865 a 880 rpm |
A diferença entre a rotação síncrona e a real é o escorregamento. Ele existe porque, sem essa pequena defasagem de velocidade, não haveria indução de corrente no rotor e, portanto, não haveria torque. Em plena carga o escorregamento fica entre 2 e 3 por cento na maioria dos motores comerciais. A consequência prática para o cálculo de torque é direta: usar a rotação síncrona em vez da real subestima o torque, porque o denominador da fórmula fica maior do que deveria. Sempre que possível, leia a rotação gravada na placa.
Fator de serviço: o torque máximo contínuo
O fator de serviço (FS) é a capacidade de sobrecarga contínua que o fabricante declara na placa. Um FS de 1,15 significa que o motor pode operar de forma contínua entregando até 15 por cento acima da potência nominal, dentro dos limites de temperatura, sem reduzir a vida útil. O torque máximo contínuo correspondente sai da relação:
T_máximo = T_nominal × FS
Os motores WEG W22 IE3 e IE4 padrão têm FS igual a 1,00, mas motores mais antigos e muitos importados ainda trazem 1,15 — e é comum encontrá-los em estoque de manutenção. A ferramenta só mostra a linha do torque máximo quando o FS é diferente de 1,00. Exemplo: um torque nominal de 119,4 N·m com FS de 1,15 chega a 137,3 N·m. Esse valor maior é o que você usa para dimensionar acoplamento, correia e chaveta, porque são esses componentes que precisam suportar o pico contínuo, não apenas o nominal.
Torque e inversor de frequência (VFD / CFW)
Quando o motor é acionado por um inversor de frequência, o torque nominal calculado aqui continua sendo a referência para o ajuste do acionamento, mas dois cuidados mudam a leitura no campo:
- Use a rotação de operação real, não a de placa. O inversor varia a frequência de saída e, com ela, a rotação do motor. Para uma mesma potência, uma rotação menor entrega torque maior. No cálculo de um ponto de operação específico em regime variável, entre com a rotação real daquele ponto, não com a rotação nominal de placa.
- O conjugado nominal é a base do parâmetro de torque do inversor. No controle vetorial, o conjugado nominal calculado serve de referência para configurar o limite de torque e a corrente de magnetização do CFW. Já o torque de partida pode ser muito maior: em partida direta ou com soft-starter, o conjugado de aceleração chega a 1,5 a 3 vezes o nominal — verifique o conjugado com rotor bloqueado no catálogo do fabricante.
Em resumo: o número que esta ferramenta entrega é o conjugado nominal de plena carga. Em carga parcial ou em regime de velocidade variável, o torque real muda, e o ponto de operação manda.
Erros comuns no cálculo de torque
- Usar a rotação síncrona em vez da rotação de placa. É o erro mais frequente: digitar 1800 rpm para um motor de 4 polos quando a placa diz 1760. O resultado sai subestimado em 2 a 3 por cento. Sempre leia o valor real da placa.
- Aplicar a eficiência sobre dados de placa. A placa já traz a potência de eixo; multiplicar pela eficiência de novo gera um torque menor que o real. O rendimento só entra quando a entrada é a potência elétrica absorvida da rede.
- Confundir fator de serviço com sobrecarga da carga. O FS é a capacidade do motor, não a exigência da máquina. Dimensionar o acoplamento pelo nominal quando o motor opera no limite do FS pode subdimensionar o componente.
- Misturar unidades de potência. cv e HP não são iguais: 1 cv equivale a 0,7355 kW e 1 HP a 0,7457 kW. Calcular com a constante errada distorce o torque. A ferramenta converte cv e HP para kW por dentro, eliminando essa ambiguidade.
- Usar o torque nominal em ponto de carga parcial ou regime VFD. O valor nominal não representa a operação real fora do ponto de placa — nesses casos, use a potência e a rotação de operação reais.
Conversão das unidades de torque e de potência
A ferramenta entrega o conjugado em três unidades ao mesmo tempo porque cada uma circula num contexto: o N·m é a unidade do Sistema Internacional e a padrão de catálogos atuais; o kgf·m aparece em laudos e catálogos mais antigos; o lbf·ft vem em equipamentos de origem americana. As conversões de saída são:
| Converter de N·m para | Operação | Exemplo (de 119,4 N·m) |
|---|---|---|
| kgf·m | dividir por 9,81 | 12,17 kgf·m |
| lbf·ft | dividir por 1,3558 | 88,05 lbf·ft |
Na entrada, a potência pode vir em kW, cv ou HP. A ferramenta converte tudo para kW antes de aplicar a fórmula, sem expor nenhuma constante derivada ao usuário: 1 cv = 0,7355 kW e 1 HP = 0,7457 kW. Assim há um único ponto de verdade na conta — a potência em kW — e o resultado não depende de qual unidade você digitou.
Os dois modos da ferramenta
A calculadora cobre os dois caminhos que aparecem no dia a dia de quem mexe com motores:
- Potência + rotação → torque: você tem a placa do motor e quer o conjugado nominal. É o caso da troca de motor, da especificação de acoplamento e da parametrização de inversor.
- Torque + rotação → potência: você conhece o torque exigido pela carga e a rotação de trabalho, e quer a potência mínima do motor que vai acioná-la — útil no dimensionamento de um acionamento a partir da máquina.
Em ambos, a fórmula aparece preenchida com os seus números, e o preset WEG W22 ajuda a evitar o erro mais comum: digitar a rotação errada. O resultado é sempre o conjugado de plena carga, orientativo, para conferência rápida na bancada.
Quando o cálculo vira projeto: a Token faz o acionamento com ART
Calcular o torque de um motor é uma conta de apoio — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando o acionamento precisa ser dimensionado, instalado ou auditado, entra a engenharia: a corrente nominal e de partida, o disjuntor e a proteção térmica, a seção do cabo, o método de partida adequado à carga, a parametrização do inversor e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem eletromecânica e instalações industriais em todo o Brasil — do dimensionamento do motor ao comissionamento do acionamento em campo.
Perguntas frequentes
Como calcular o torque de um motor elétrico?
Use T = P × 9550 ÷ n, com a potência da placa em kW e a rotação em rpm; o resultado fica em N·m. Exemplo: 22 kW a 1760 rpm → T = 22 × 9550 ÷ 1760 = 119,4 N·m, equivalente a 12,17 kgf·m e 88,05 lbf·ft.
De onde vem a constante 9550 na fórmula do torque?
É uma derivação matemática, não um valor de norma: 1000 W/kW × 60 s/min ÷ 2π = 9549,3, arredondado para 9550. Por isso a fórmula entrega N·m direto com a potência em kW e a rotação em rpm.
Preciso aplicar a eficiência no cálculo do torque?
Não, quando os dados vêm da placa: a potência da placa já é a de saída no eixo, com a eficiência descontada. O rendimento só entra quando a entrada é a potência elétrica absorvida da rede — aí a fórmula vira T = P_elétrica × η × 9550 ÷ n.
Qual a diferença entre rotação síncrona e rotação de placa?
A síncrona é a do campo girante (3600, 1800, 1200 e 900 rpm para 2, 4, 6 e 8 polos a 60 Hz). A real de plena carga é sempre menor, por causa do escorregamento, tipicamente 2 a 3 por cento abaixo. Para o torque correto, use a rotação da placa.
Como o fator de serviço afeta o torque?
O torque máximo contínuo é T_nominal × FS. WEG W22 padrão tem FS = 1,00; antigos e importados, 1,15. Um torque de 119,4 N·m com FS 1,15 chega a 137,3 N·m — o valor que se usa para dimensionar acoplamento e correia.
Quando o cálculo de torque vira um projeto com ART?
Quando o acionamento precisa ser dimensionado ou auditado: corrente, disjuntor, cabo, método de partida, proteção, parametrização do inversor e o laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse projeto e esse laudo em todo o Brasil.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do torque do motor ao acionamento completo, com ART
A ferramenta calcula o conjugado; a Token Engenharia dimensiona, monta e comissiona o acionamento. Motor, partida, proteção, cabo e o laudo das instalações — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.