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BANCADA DO ELETRICISTA · TOKEN ENGENHARIA
Rotação síncrona e escorregamento do motor de indução
Vai trocar um motor, comissionar um inversor ou diagnosticar uma vibração? Informe os polos, a frequência e a rotação de placa: a ferramenta devolve a velocidade síncrona (Ns), o escorregamento em rpm e em %, e a frequência de escorregamento — na bancada, sem cadastro.
Ns = 120·f ÷ pEscorregamento s%Modo inversor (VFD)Cálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional
Resposta rápida
A velocidade síncrona de um motor de indução é a rotação do campo girante e sai de Ns = (120 × f) ÷ p, onde f é a frequência da rede e p é o número de polos. O rotor gira um pouco abaixo de Ns, e essa diferença é o escorregamento: s = (Ns − Nr) ÷ Ns × 100. Exemplo: um motor de 4 polos em 60 Hz tem Ns = (120 × 60) ÷ 4 = 1.800 rpm; com rotação de placa Nr = 1.755 rpm, o escorregamento é s = 2,5% e a frequência de escorregamento é f_slip = 1,5 Hz. A ferramenta calcula tudo na hora, tem modo inversor (VFD) e preset WEG W22. O resultado é de apoio: a placa do motor manda.
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Velocidade síncrona, escorregamento e f_slip do motor
Escolha o modo, informe os polos, a frequência e a rotação de placa. A velocidade síncrona (Ns), o escorregamento absoluto e percentual e a frequência de escorregamento (f_slip) saem na hora.
Nr maior ou igual a Ns: a velocidade de placa não pode atingir ou superar a velocidade síncrona em regime. Verifique se digitou Nr (placa) no lugar de Ns.
Nr = 0: motor parado (s = 100%). Esta calculadora vale para regime permanente em carga nominal.
Abaixo de cerca de 30 Hz a relação V/f pode deixar de ser linear e o escorregamento real diverge da estimativa. Para controle preciso use o modo vetorial do inversor.
1.800rpm
Velocidade síncrona Ns · Motor 4P · 60 Hz · Nr 1.755 rpm
Escorregamento abs.
45rpm
Escorregamento s
2,50%
Freq. de escorreg.
1,50Hz
0 %s nominal10 %
Escorregamento dentro da faixa típica (motores acima de 3 kW)
Resultado orientativo a partir dos dados informados. A placa do motor manda: confira os polos, a frequência e a rotação reais antes de qualquer decisão de manutenção, dimensionamento de transmissão ou parametrização de inversor.
A fórmula com os números
Ns = (120 × 60) / 4 = 1.800 rpm Δn = 1.800 − 1.755 = 45 rpm s = (45 / 1.800) × 100 = 2,50 % f_slip = 0,0250 × 60 = 1,50 Hz
Como calcular a velocidade síncrona e o escorregamento na mão
O motor de indução é o cavalo de batalha da indústria: aciona bombas, ventiladores, esteiras, compressores e a maior parte das máquinas de produção. Entender a sua rotação é o ponto de partida para trocar um motor, ajustar um inversor, dimensionar uma transmissão ou diagnosticar um problema. E essa rotação começa com um conceito: o campo girante. Quando as três fases energizam o estator, elas criam um campo magnético que gira no entreferro a uma velocidade fixa, a velocidade síncrona (Ns). Ela não depende da carga — depende apenas do número de polos do motor e da frequência da rede.
Ns = (120 × f) ÷ p
Onde f é a frequência da rede em hertz (60 Hz no Brasil, 50 Hz na Europa e em parte das exportações) e p é o número de polos, sempre par (2, 4, 6, 8, 10, 12). O fator 120 vem da conversão: 60 segundos por minuto vezes os 2 polos por par. Para um motor de 4 polos em 60 Hz, Ns = (120 × 60) ÷ 4 = 1.800 rpm.
O rotor, porém, nunca alcança a velocidade síncrona. Se alcançasse, não haveria movimento relativo entre o campo girante e as barras do rotor, nenhuma tensão seria induzida, nenhuma corrente circularia e o torque cairia a zero. Por isso o motor de indução é chamado de assíncrono: o eixo gira um pouco abaixo de Ns. Essa diferença é o escorregamento, e é exatamente ele que faz o motor produzir torque.
O escorregamento aparece de três formas, todas derivadas da mesma diferença entre Ns e a rotação real do eixo (Nr):
- Escorregamento absoluto (Δn) = Ns − Nr — a diferença direta, em rpm.
- Escorregamento percentual (s) = (Δn ÷ Ns) × 100 — o mais usado, em %.
- Velocidade real a partir do escorregamento = Nr = Ns × (1 − s), com s em decimal — o caminho inverso.
Veja com o exemplo que a ferramenta já traz, um motor de 4 polos em 60 Hz com rotação de placa de 1.755 rpm:
Ns = (120 × 60) ÷ 4 = 1.800 rpm
Δn = 1.800 − 1.755 = 45 rpm
s = (45 ÷ 1.800) × 100 = 2,50 %
f_slip = 0,0250 × 60 = 1,50 Hz
Esse é exatamente o conjunto de números que aparece no card de resultado. A ferramenta mostra a fórmula com os valores preenchidos (anti-caixa-preta) justamente para que você confira a conta, e não apenas leia o número final.
Do campo à rotação real
Por que o rotor fica sempre um passo atrás
O número de polos e a frequência definem a velocidade do campo girante (Ns). O rotor persegue esse campo, mas para gerar torque precisa ficar ligeiramente para trás: é o atraso que induz corrente nas barras do rotor. A diferença entre Ns e a rotação de placa (Nr) é o escorregamento, em rpm e em %. Dele sai ainda a frequência de escorregamento, usada em diagnóstico de vibração e na parametrização de inversores. Quando o caso vira comissionamento ou laudo, essa conta vira serviço: a Token Engenharia faz o comissionamento do acionamento e o laudo das instalações com ART em todo o Brasil.
A cadeia polos + f → Ns → (− Nr) → escorregamento → f_slip.
Tabela de velocidade síncrona por polos (60 Hz e 50 Hz)
Como Ns depende só dos polos e da frequência, ela tem valores fixos e fáceis de memorizar. Esta tabela é a referência rápida de qualquer eletricista de manutenção — e é também a chave para descobrir o número de polos de um motor a partir da rotação de placa, como se vê logo adiante.
| Número de polos | Ns em 60 Hz (Brasil) | Ns em 50 Hz (Europa) |
|---|---|---|
| 2 polos | 3.600 rpm | 3.000 rpm |
| 4 polos | 1.800 rpm | 1.500 rpm |
| 6 polos | 1.200 rpm | 1.000 rpm |
| 8 polos | 900 rpm | 750 rpm |
| 10 polos | 720 rpm | 600 rpm |
| 12 polos | 600 rpm | 500 rpm |
Valores exatos de Ns = (120 × f) ÷ p. A rotação real do eixo (Nr) fica sempre um pouco abaixo desses números, conforme o escorregamento do motor e a carga.
Como descobrir o número de polos pela rotação da placa
Uma dúvida clássica na bancada: a placa do motor traz a rotação (Nr), mas não diz o número de polos de forma direta. O truque é lembrar que a placa fica sempre logo abaixo da velocidade síncrona do seu número de polos. Basta achar o Ns imediatamente acima da rotação de placa:
- Placa de 3.480 rpm em 60 Hz → Ns logo acima é 3.600 → 2 polos.
- Placa de 1.755 rpm em 60 Hz → Ns logo acima é 1.800 → 4 polos.
- Placa de 1.165 rpm em 60 Hz → Ns logo acima é 1.200 → 6 polos.
- Placa de 870 rpm em 60 Hz → Ns logo acima é 900 → 8 polos.
O caminho contrário também vale: sabendo os polos e medindo a rotação real com um tacômetro, você calcula o escorregamento e compara com o esperado para aquela potência. Um escorregamento muito acima do típico aponta sobrecarga, problema no rotor ou tensão de alimentação baixa.
Escorregamento nominal típico: cai com a potência
Um engano comum é achar que o escorregamento é fixo por número de polos. Não é: ele cai com a potência do motor. Motores pequenos têm mais perdas relativas e escorregam mais; motores grandes e de alta eficiência (linhas IE3/IE4) escorregam pouco. A tabela abaixo dá a ordem de grandeza típica para motores de gaiola de esquilo — a categoria mais comum na indústria.
| Faixa de potência | Escorregamento nominal típico | Observação |
|---|---|---|
| Motores pequenos (abaixo de ~3 kW / 4 cv) | 5% a 8% | Mais perdas relativas; escorregam mais |
| Motores médios (~3 a 30 kW) | 2% a 4% | Faixa mais comum na indústria |
| Motores grandes / IE3-IE4 (acima de 30 kW) | 1% a 2% | Alta eficiência; escorregam pouco |
Valores típicos de literatura técnica para motores de gaiola de esquilo. Motores de rotor bobinado, com resistência externa, podem ter escorregamento nominal bem maior. A tolerância de velocidade dos motores de indução é tratada pela ABNT NBR 17094-1, harmonizada com a IEC 60034-1; confirme sempre o valor declarado na placa do motor específico.
A frequência de escorregamento (f_slip) e o diagnóstico
Além do escorregamento percentual, há um terceiro número que poucos calculam mas que vale ouro na manutenção preditiva: a frequência de escorregamento (f_slip). Ela é a frequência com que as barras do rotor “cortam” o campo girante:
f_slip = s × f (s em decimal)
Para s = 2,5% (0,025) e f = 60 Hz, f_slip = 0,025 × 60 = 1,5 Hz. Esse valor aparece em dois lugares práticos. Primeiro, na análise de vibração e assinatura de corrente do estator: defeitos de barra de rotor produzem bandas laterais em torno da frequência da rede, espaçadas de 2 × f_slip — conhecer f_slip ajuda a localizar o pico certo no espectro. Segundo, na parametrização de inversores: no modo V/f escalar de drives como a linha WEG CFW, o parâmetro de compensação de escorregamento usa o s% nominal para o drive aumentar a frequência de saída conforme a carga, mantendo a rotação do eixo próxima do ajuste.
O motor com inversor de frequência (VFD)
Quando o motor é acionado por um inversor, a frequência de saída deixa de ser fixa — e, com ela, varia a velocidade síncrona. A conta é a mesma, trocando f pela frequência do inversor:
Ns_vfd = (120 × f_vfd) ÷ p · Nr_vfd ≈ Ns_vfd × (1 − s_nominal)
Exemplo: um motor de 4 polos com escorregamento nominal de 2,5%, operando a 45 Hz, tem Ns_vfd = (120 × 45) ÷ 4 = 1.350 rpm e Nr_vfd ≈ 1.350 × (1 − 0,025) = 1.316 rpm. É essa rotação estimada que você usa para prever a velocidade da máquina acionada (a bomba, o ventilador) em cada ponto de operação. O modo inversor da ferramenta faz essa conta direto. Há uma ressalva importante: a estimativa vale enquanto a carga for proporcional à nominal e, abaixo de cerca de 30 Hz, a relação V/f pode deixar de ser linear, o torque máximo cai e o escorregamento real diverge — nesse caso, o controle vetorial do inversor é o caminho. A ferramenta avisa quando a frequência cai abaixo desse limite.
Os três modos da ferramenta
A calculadora cobre os três caminhos do dia a dia de quem mexe com motor de indução:
- Modo básico: informe os polos, a frequência e a rotação de placa — a ferramenta devolve Ns, o escorregamento absoluto e percentual e a f_slip. Deixe o Nr em 0 para ver apenas a velocidade síncrona.
- Modo inversor (VFD): acrescente a frequência de saída do inversor e o escorregamento nominal do motor — e veja a velocidade síncrona e a rotação estimada do eixo em qualquer ponto de operação.
- Preset WEG W22: selecione o modelo por potência e polos — a ferramenta preenche os polos e a rotação de catálogo automaticamente, com o aviso de que a plaqueta sempre manda.
Em todos eles, a fórmula aparece com os números, e os avisos sinalizam dados inconsistentes — como uma rotação de placa maior do que a velocidade síncrona, que é fisicamente impossível em regime.
Erros comuns ao analisar a rotação do motor
- Confundir Ns com Nr. Digitar 1.800 rpm (a velocidade síncrona) onde a ferramenta pede a rotação de placa zera o escorregamento e produz um resultado sem sentido. O Nr é a rotação real do eixo em carga, sempre abaixo de Ns.
- Achar que motor parado tem escorregamento zero. No arranque, o rotor está parado e o escorregamento é máximo (s = 100%). Esta ferramenta é para regime permanente, não para a partida.
- Usar 50 Hz por engano no Brasil. A rede brasileira é 60 Hz. Calcular com 50 Hz subestima a velocidade síncrona em cerca de 17% e leva a conclusões erradas sobre escorregamento e transmissão.
- Aplicar a estimativa de VFD abaixo de 30 Hz. Em baixas frequências a relação V/f e o escorregamento real mudam; a estimativa linear deixa de valer.
- Tratar o escorregamento como fixo por polos. Ele cai com a potência; um motor pequeno escorrega muito mais do que um grande de mesmo número de polos.
- Confiar cegamente em preset de catálogo. O Nr varia por modelo, potência, polos e frequência. O preset agiliza, mas a plaqueta do motor instalado é a fonte final.
Quando a conta vira serviço: a Token comissiona com ART
Calcular a velocidade síncrona e o escorregamento é uma conta de apoio — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando o motor de indução entra num projeto real, o caso costuma ir além da conta: o comissionamento do inversor (parametrização V/f ou vetorial, compensação de escorregamento, proteções), a análise de eficiência energética do acionamento, o diagnóstico de vibração com medição em campo, a montagem do painel de força (CCM) e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica em todo o Brasil — do projeto do circuito de força ao comissionamento e à partida dos motores em campo.
Perguntas frequentes
Como calcular a velocidade síncrona de um motor de indução?
A velocidade síncrona é a rotação do campo girante e sai de Ns = (120 × f) ÷ p, com f em Hz e p o número de polos. Um motor de 4 polos em 60 Hz tem Ns = (120 × 60) ÷ 4 = 1.800 rpm. Não depende da carga.
O que é escorregamento e como se calcula?
É a diferença entre Ns e a rotação real do eixo (Nr). O absoluto é Δn = Ns − Nr (rpm); o percentual é s = (Δn ÷ Ns) × 100. Com Ns 1.800 e Nr 1.755, Δn = 45 rpm e s = 2,5%.
Por que o rotor nunca atinge a velocidade síncrona?
Se atingisse, não haveria movimento relativo, nenhuma corrente seria induzida e o torque cairia a zero. O rotor gira sempre um pouco abaixo de Ns — esse atraso, o escorregamento, é o que gera torque.
Como descobrir o número de polos pela rotação da placa?
A placa fica logo abaixo do Ns dos seus polos. Em 60 Hz: 1.755 rpm → 4 polos (Ns 1.800); 1.165 rpm → 6 polos (Ns 1.200); 3.480 rpm → 2 polos (Ns 3.600). O Ns imediatamente acima da rotação de placa indica os polos.
O que é a frequência de escorregamento (f_slip)?
É f_slip = s × f (s em decimal). Para s = 2,5% e f = 60 Hz, f_slip = 1,5 Hz. Aparece na análise de vibração (pico a 2 × f_slip) e na compensação de escorregamento de inversores.
Como a rotação muda com um inversor (VFD)?
A frequência de saída varia Ns: Ns_vfd = (120 × f_vfd) ÷ p, e Nr_vfd ≈ Ns_vfd × (1 − s_nominal). A 45 Hz, 4 polos e s 2,5%, Ns_vfd = 1.350 rpm e Nr_vfd ≈ 1.316 rpm. Abaixo de ~30 Hz a estimativa pode divergir.
Quando o diagnóstico vira serviço de engenharia?
Quando vira comissionamento de inversor, análise de eficiência, diagnóstico de vibração com medição, ou laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse trabalho em todo o Brasil.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do cálculo na bancada ao motor comissionado, com ART
A ferramenta dá a rotação e o escorregamento; a Token Engenharia comissiona o inversor, monta o painel de força e faz o laudo das instalações. Montagem industrial e eletromecânica, parametrização de VFD, partida de motores e diagnóstico — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.