BANCADA DO CALDEIREIRO · TOKEN ENGENHARIA

Redução Excêntrica — o gabarito por triangulação com a peça desenrolando em 3D

Informe o diâmetro maior, o diâmetro menor e a altura. A ferramenta desenvolve o gabarito pelo método clássico da triangulação — com a mesa de geratrizes a cada 15° pra riscar direto na chapa — e mostra a peça em 3D desenrolando até virar o gabarito, sem esticar um milímetro.

Traçar a redução agora

Mesa de geratrizes a cada 15°Peça 3D com desenrolar exatoImprime gabarito e mesaSem cadastro · gratuitoFeito por quem solda tubulação com ARTAtendimento nacional

Resposta rápida

A redução excêntrica reduz o diâmetro de uma tubulação mantendo um dos lados reto (na vertical), em vez de afunilar dos dois lados como a redução concêntrica. Como não tem eixo de simetria, ela não se desenvolve por raios a partir de um vértice — se desenvolve pelo método clássico da triangulação: uma malha de triângulos entre os pontos da base e do topo, cada ponto novo do gabarito posicionado por interseção de círculos com as distâncias verdadeiras. Esta ferramenta resolve essa conta e entrega a mesa de geratrizes a cada 15°: no exemplo da página (D = 400 mm, d = 200 mm, h = 300 mm), a geratriz do lado reto (θ = 0°) sai igual à própria altura, 300,0 mm, e a geratriz do lado inclinado (θ = 180°) sai 360,6 mm. E a peça 3D da página não é ilustração: a malha nasce dos mesmos nós do desdobramento, com autoteste de erro abaixo de 0,01 mm.

Token Engenharia

Cabine de traçado · caldeiraria

Redução excêntrica — gabarito 1:1, mesa de geratrizes e peça que desenrola

O contorno é desenhado na curva fina de 1,875°; as divisões são marcas de traçagem e não mudam o contorno. A espessura entra como geometria: o desenvolvimento sai na fibra neutra em K.

Exemplos para começar

Os valores do seletor são exemplos, para acelerar a digitação — não são uma tabela normativa. Meça a sua peça e informe o valor real: a ferramenta calcula com o número que você digitar.

A peça

mm
mm
Bitola NPS

Ø em pol (decimal)

DE —

mm
mm
Bitola NPS

Ø em pol (decimal)

DE —

DE por bitola: valores de referência da ASME B36.10M (1″ = 25,4 mm exato; saídas em mm com a polegada entre parênteses).

mm
mm

h é a distância entre as duas bocas — meça a peça ou leia o H no catálogo do seu fornecedor.

A chapa

mm
mm

A espessura é tratada como medida radial (na direção do raio de cada boca).

Meça com paquímetro — bitola não é unidade.

0,50
—

K = 0,50 — padrão adotado pela Token, ajustável. K é a posição da fibra neutra, medida da face interna, em fração da espessura. Com K = 0,50 a conta cai na fórmula clássica de caldeiraria, π·(DE − e). Não é um valor de norma: em dobra de raio apertado a fibra neutra migra para dentro, K cai e o desenvolvimento encurta. Ajuste conforme o seu processo.

O traçado

0,0 mm
mm

O molde desloca o contorno no valor que você informar, conforme a sua EPS. A ferramenta não sugere valor. A folga informada entra em uma borda de cada junta (declarada nesta folha) e também na tabela de ordenadas — quem risca pela tabela recebe a folga junto.

—

A peça em 3Darraste ou toque para girar

0%

Cada faceta é rígida: o desenrolar preserva o comprimento de cada aresta.

Entregáveisgabarito 1:1 · impressão

Padrão por triangulação — geratrizes verdadeiras, numeradas—

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Token Engenharia

Redução excêntrica · padrão por triangulação Escala na tela — Chapa — Material aço-carbono Espessura — Desenho — Token Engenharia —

O que riscar na chapa—

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Geratriz mínima · θ 0°—o lado reto, onde cai a emenda
Geratriz máxima · θ 180°—o lado inclinado, referência de esquadro
Chapa mínima (L × A)—caixa de corte bruto do padrão
Peso da peça——
Volta da base—soma das cordas na curva fina
Volta do topo—soma das cordas na curva fina
Folhas no papel——

Mesa de traçagem — geratrizes verdadeirasθ a cada 15°

θ = 0° é a geratriz do lado reto (a mais curta, onde cai a emenda); θ = 180° é o lado inclinado (a mais longa).

Memória de cálculo, passo a passo

Resultado—

Chapa envolvente (L × A)—caixa de corte bruto do gabarito, já com a abertura de raiz
Volta da base (Ø maior)—soma das cordas na curva fina
Volta do topo (Ø menor)—soma das cordas na curva fina
Geratriz mínima (θ = 0°)—é o lado reto — vale a própria altura
Geratriz máxima (θ = 180°)—lado inclinado — referência de esquadro
Folhas no papel escolhido——

A folha que sai na impressora — escala 1:1, ladrilhada

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Rodapé de impressão Ø maior — Ø menor — altura — espessura — K — divisões — chapa —

O que cada folha carregagramática do gabarito Token

Corte deixando a linha e acerte no esmeril até o risco — a sangria (kerf) do seu processo de corte não está compensada no molde.

O que este molde NÃO compensa: ① a sangria (kerf) do seu corte · ② o chanfro e o nariz (land) da preparação de junta · ③ a abertura de raiz, salvo o valor que você informou · ④ a contração da solda · ⑤ a ovalização do seu tubo · ⑥ o sobremetal de acabamento. Corte deixando a linha e acerte no esmeril até o risco.

Esta é uma ferramenta de traçado e planificação. Ela não verifica pressão, esforço, espessura mínima, reforço nem aceitação da peça, e não substitui projeto mecânico assinado por profissional habilitado. As decisões de projeto e de procedimento — inclusive a preparação de junta — são de quem assina o serviço.

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Critério de aceitação desta folha: o fechamento deve ficar dentro de ±1 mm ou ±0,3 %, o que for maior. Critério adotado pela Token para a impressão do gabarito — não é tolerância de fabricação da sua peça.

Esta ferramenta faz o traçado. Requisitos construtivos — espessura mínima, classe de pressão, reforço, aceitação da junta — são objeto das normas e códigos aplicáveis ao seu serviço e da decisão do projetista. Esta página não os reproduz nem os substitui.

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Nota de símbolos: nesta cabine t é a espessura e e é a excentricidade, (D − d)/2. Na frase-modelo acima, copiada verbatim, o e da fórmula é a espessura. Colisão de símbolo registrada como pendência do gate.

A peça ao lado

Por que existe o lado reto: alinhamento em vez de centro

Na redução concêntrica, os dois diâmetros compartilham o mesmo eixo central — a peça é um cone reto perfeito, e o que importa é manter a tubulação centralizada. Na redução excêntrica, o objetivo muda: em vez de manter o eixo, ela mantém um lado da tubulação alinhado. O eixo do diâmetro menor se desloca em relação ao maior, exatamente da diferença entre os raios (e = R − r), até que um dos lados fique perfeitamente reto, na vertical.

Isso não é capricho geométrico — resolve um problema físico real de tubulação. Na sucção de uma bomba centrífuga, colocar a redução com o lado reto em cima evita que o afunilamento da parte de cima forme uma bolsa de ar presa no topo da linha — ar que, sugado de forma intermitente, causa cavitação na bomba. Numa linha de drenagem por gravidade, o lado reto fica embaixo, pelo motivo oposto: sem afunilamento no fundo, não há onde o sedimento ou o líquido residual se acumular — a linha escoa até a última gota. É a mesma peça, dois motivos opostos, resolvidos pela mesma geometria: manter um lado reto.

Triangulação: como se desenvolve uma peça sem vértice

O cone reto (redução concêntrica) tem uma vantagem que a excêntrica não tem: simetria de revolução. Todo ponto da base fica à mesma distância do vértice, então o desenvolvimento é uma conta de raios e ângulos, direto. A redução excêntrica não tem vértice comum — as duas geratrizes extremas (θ = 0° e θ = 180°) têm comprimentos diferentes, então nenhum ponto único serve de centro para todos os raios.

A solução clássica de oficina é a triangulação: divide-se a superfície numa malha de triângulos entre os pontos da base (B₀…Bₙ) e do topo (T₀…Tₙ), do tipo B₀T₀B₁, T₀B₁T₁, e assim por diante. Cada triângulo tem os três lados conhecidos em 3D: dois arcos da malha (curtos, quase retos numa malha fina) e uma geratriz ou diagonal. No papel (ou na tela), cada novo vértice é posicionado por interseção de dois círculos — um centrado no ponto anterior da mesma borda, outro no ponto correspondente da borda oposta, cada um com raio igual à distância real medida em 3D. É geometria de compasso, elevada a computação: a ferramenta resolve numericamente para 48 posições e resume nas 24 colunas da mesa (uma a cada 15°).

Como riscar na chapa com a mesa de geratrizes

A referência da mesa segue o traçado clássico: θ = 0° é o lado reto — a geratriz mais curta, igual à própria altura h da peça — e θ = 180° é o lado inclinado, a geratriz mais longa. O procedimento de bancada:

  • 1· Risque a linha de base do gabarito e marque as 24 divisões do contorno (o formato em leque, não um retângulo — a chapa curva de um lado mais que do outro);
  • 2· Levante em cada divisão a geratriz com o comprimento indicado pela mesa;
  • 3· Una os topos com régua flexível (ou arame de solda) — a curva do lado reto é suave e curta, a do lado inclinado é mais aberta;
  • 4· Corte, calandre e feche a emenda no lado reto — a geratriz mais curta, que é o ponto de menor esforço de solda.

Na tela, a mesa é viva: passe o mouse em qualquer coluna e a geratriz acende ao mesmo tempo no gabarito 2D e na peça 3D — é a mesma linha, vista planificada e montada. Passe o mouse (ou dê foco) nos campos D, d e h: a cota correspondente acende na elevação, pra confirmar visualmente qual medida é qual antes de riscar.

Por que a emenda fica no lado reto

A emenda — onde as duas bordas do gabarito se encontram depois de calandrada a chapa — cai sempre em θ = 0°/360°, o lado reto. A razão é direta: ali a geratriz é a mais curta possível — no caso-exemplo da página, ela vale exatamente h = 300,0 mm, contra 360,6 mm do lado oposto. Menos comprimento de geratriz na emenda significa menos metro linear de solda e menos calor entregue à chapa naquele ponto — logo, menos distorção térmica acumulada bem na região que precisa ficar mais reta e mais precisa da peça.

Essa não é uma escolha arbitrária do traçador: é uma consequência direta da geometria. Qualquer outro ponto de emenda custaria mais solda e mais distorção pelo mesmo resultado final — por isso o traçado de oficina sempre parte (e sempre fecha) no lado reto.

O 3D desta página não é desenho bonito — é o traçado conferindo a si mesmo

A peça 3D é construída dos mesmos nós B_i (base) e T_i (topo) e do mesmo desdobramento (b2/t2) que preenchem a mesa de geratrizes — não existe uma segunda geometria “ilustrativa” por trás da animação. A cada cálculo, um autoteste mede a geratriz na malha 3D (entre a superfície regrada da peça e o gabarito plano) e compara contra o valor da tabela nas posições de 90° e 180°: o erro registrado no console é tipicamente abaixo de 0,01 mm. Em outras palavras: a peça que você gira na tela é a mesa de geratrizes, ponto a ponto.

O desenrolar é um morph exato entre as duas superfícies (peça montada e gabarito plano) com transição suave (smoothstep); as emendas amarelas acompanham o movimento em tempo real. Quando o controle chega ao fim, a chapa pousa no plano já no formato do gabarito 2D. É o mesmo padrão da planificação de helicoide e da calça Y, as outras ferramentas 3D da bancada — e da própria planificação de cone, a irmã concêntrica desta ferramenta, que também ganhou palco 3D.

Redução excêntrica × concêntrica: quando usar cada uma

As duas peças reduzem diâmetro; a diferença está em o que cada uma preserva:

  • Concêntrica (calculadora aqui) preserva o eixo. É um cone reto, com vértice único, desenvolvido por raios. Serve quando o alinhamento do centro da tubulação importa — por exemplo, numa linha de instrumentação ou onde o fluxo precisa entrar centralizado no próximo trecho.
  • Excêntrica (esta ferramenta) preserva um lado. Não tem vértice, se desenvolve por triangulação. Serve quando o alinhamento de cima ou de baixo importa mais que o centro — sucção de bomba (lado reto em cima, sem bolsão de ar) e linhas de drenagem ou produtos com sólidos em suspensão (lado reto embaixo, sem bolsão de sedimento).

Regra rápida de oficina: se a linha carrega sólidos, lama ou precisa escoar totalmente, a redução vai excêntrica com o lado reto embaixo. Se o que importa é o eixo da tubulação, vai concêntrica.

Erros comuns no traçado da redução excêntrica (e como a mesa evita cada um)

  • Confundir o lado da emenda. A mesa começa em θ = 0° no lado reto. Se a chapa for riscada a partir do lado inclinado, a peça sai com a emenda no ponto de maior geratriz — mais solda, mais distorção, sem necessidade.
  • Riscar com poucos pontos. Com 6-8 geratrizes a curva sai facetada, principalmente no lado inclinado onde a variação é maior. As 24 colunas existem para a régua flexível ter onde apoiar em toda a extensão do leque.
  • Tratar como cone reto. Usar a tabela de raios de um cone concêntrico numa peça excêntrica dá erro sistemático — a excêntrica não tem vértice único; cada geratriz precisa vir da triangulação, não de uma fórmula de raio.
  • Ignorar qual lado é qual em campo. Antes de calandrar, confirme contra a elevação: o lado reto (θ=0°) é sempre o de menor geratriz. Rodar 180° a peça monta a redução invertida na linha.
  • Ignorar a folga do chanfro. A junta soldada consome material; em chapa mais grossa, o chanfro entra na conta do comprimento final — confira com o procedimento de solda antes do corte da série.

Da chapa riscada à redução soldada na linha

O traçado é o primeiro terço do serviço. Depois vêm o corte pelo contorno em leque, a calandragem — que precisa fechar dois raios diferentes na mesma chapa, mais delicada que calandrar um cone reto — o ponteamento com o lado reto conferido contra a elevação de projeto, e a solda com controle de distorção justamente na região da emenda curta. Numa linha de sucção ou drenagem, uma redução fora de esquadro anula o motivo pelo qual ela foi especificada excêntrica em primeiro lugar.

É o serviço da caldeiraria industrial da Token: traçado conferido em bancada, corte, calandra, solda e a montagem industrial da linha completa, com responsável técnico e ART. A ferramenta resolve a geometria na hora; quando virar fabricação, a equipe assume do gabarito ao teste final.

Perguntas frequentes

O que é uma redução excêntrica e por que ela existe?

Reduz o diâmetro mantendo um lado reto, em vez de afunilar dos dois lados. Existe para manter a tubulação alinhada por cima (sucção de bomba, sem bolsão de ar) ou por baixo (drenagem, sem bolsão de sedimento).

Como se risca na chapa com a mesa de geratrizes?

Marque as 24 divisões do contorno em leque, levante em cada uma a geratriz da mesa, una os topos com régua flexível. θ = 0° é o lado reto (mais curta); θ = 180° é o lado inclinado (mais longa).

Por que o método é chamado de triangulação?

Porque, sem vértice de simetria, a superfície é dividida numa malha de triângulos e cada ponto novo do gabarito é posicionado por interseção de círculos com as distâncias verdadeiras — a técnica clássica para qualquer transição sem simetria de revolução.

Onde fica a emenda e por quê?

No lado reto (θ = 0°/360°), porque ali a geratriz é a mais curta — menos solda, menos distorção térmica acumulada.

O 3D é ilustrativo ou é o traçado de verdade?

É o traçado: a malha nasce dos mesmos nós do desdobramento e o autoteste confere a geratriz da peça contra a tabela e o gabarito (erro típico < 0,01 mm) nas posições de 90° e 180°.

Qual a diferença para a redução concêntrica?

A concêntrica preserva o eixo (cone reto, desenvolve por raios); a excêntrica preserva um lado (sem vértice, desenvolve por triangulação). Veja a planificação de cone.

Serve para chapa grossa? Vale como traçado de produção?

O desenvolvimento é teórico, pela linha média, chapa fina. Espessura grande pede fibra neutra; o traçado de produção se confere em bancada. Fabricação com ART é serviço da caldeiraria Token.

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Da chapa riscada à redução soldada na linha

A ferramenta entrega o gabarito e a mesa de geratrizes; a Token traça, corta, calandra, solda e monta a tubulação completa — caldeiraria industrial com responsável técnico e ART, em todo o Brasil.

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