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Montador de tabela de I/O — do sinal de campo ao endereço de memória do CLP

Vai documentar um projeto de automação, montar o painel ou comissionar a obra? Cadastre cada entrada e saída, escolha o fabricante: a ferramenta gera o endereço (byte.bit ou word), sugere o tag de software, conta os pontos por tipo e mostra a folga de reserva — na bancada, sem cadastro.

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DI / DO / AI / AOEndereço byte.bit / wordContagem e reservaCálculo na hora · sem cadastroWEG · Siemens · SchneiderAtendimento nacional

Resposta rápida

A tabela de I/O (lista de entradas e saídas) liga cada sinal de campo ao endereço de memória do CLP. Cada ponto é classificado em quatro tipos: DI (digital entrada), DO (digital saída), AI (analógico entrada) e AO (analógico saída). No sinal digital o endereço é byte.bit (byte-base = canais digitais anteriores ÷ 8; bit = canal mod 8). No sinal analógico é uma word de 16 bits (word-base = 2 × canais analógicos anteriores). Exemplo: 24 canais digitais antes, canal 5 → %IX3.5; 2 canais analógicos antes → %IW4. A ferramenta ainda conta os pontos por tipo e mostra a folga de reserva para expansão. O resultado é de apoio: o manual do fabricante manda.

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Ferramenta grátis · lista de I/O do CLP

Monte a tabela de I/O e gere o endereço de memória

Cadastre cada sinal de campo, escolha o fabricante e o tipo de sinal: o endereço (byte.bit ou word), o tag de software, a contagem de pontos e a folga de reserva saem na hora — na bancada, sem cadastro.

DIDigital entrada
DODigital saída
AIAnalógico entr.
AOAnalógico saída

Endereço gerado

%IW4

Tag de software

FT201_PV

Byte / Word base

Word 4

Tipo confirmado

AI · Analógico entrada
Conflito de endereço: dois pontos compartilham o mesmo endereço. Revise rack, slot ou canal.
DI: 1DO: 0AI: 1AO: 0Total: 2
Folga de reserva: 20% · reserve cartoes para expansão
# Tag Tipo Endereço Tag SW R/S/Ch Descrição
1 SL-101 DI %IX0.0 SL101_XS R0/S0/Ch0 Chave de nível do tanque
2 FT-201 AI %IW0 FT201_PV R0/S2/Ch0 Transmissor de fluxo do tanque T-01

Resultado orientativo a partir dos dados informados. O endereçamento depende do firmware, dos módulos e da topologia de rack — confirme sempre no manual do fabricante e no projeto aprovado. Esta ferramenta não substitui projeto de engenharia com ART.

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O que é a lista de I/O e por que ela importa

A lista de I/O — também chamada de tabela de entradas e saídas, mapa de pontos ou I/O list — é o documento que liga cada sinal físico de campo (um sensor, uma botoeira, uma válvula, um motor) ao ponto de hardware no CLP (rack, slot e canal) e ao endereço de memória ou tag de software que o programa enxerga. É o único documento que atravessa todas as fases de um projeto de automação: do projeto à montagem do painel, da programação ao comissionamento e à manutenção. Um projeto médio tem de 50 a 300 pontos de I/O, e cada um precisa de endereço, tag, descrição e borne corretos — montar bem a lista é o que evita retrabalho caro no campo.

O problema clássico é tocar essa lista numa planilha de Excel aberta no celular, dentro do painel, com luva e barulho no fundo. A planilha não calcula o endereço, não avisa quando dois pontos colidem no mesmo endereço e não conta os pontos por tipo. Esta ferramenta faz as três coisas em tempo real, no navegador, e por isso vale entender a lógica por trás — e não só ler o resultado.

Os quatro tipos de ponto: DI, DO, AI e AO

Todo sinal de um CLP cai em um de quatro tipos, e é a primeira decisão ao montar a lista. A classificação cruza duas perguntas: o sinal entra no CLP ou sai dele? E o sinal é digital (liga-desliga, um bit) ou analógico (um valor contínuo, uma word)?

  • DI — digital entrada: um sinal liga-desliga que entra no CLP. Sensor indutivo NPN ou PNP de 24 Vcc, chave de fim de curso, botoeira, contato seco de um relê. É um bit.
  • DO — digital saída: um comando liga-desliga que o CLP manda ao campo. Bobina de um contator, solenoide de uma válvula, sinaleiro, habilitação de um inversor. É um bit.
  • AI — analógico entrada: um valor contínuo que entra no CLP. Transmissor de 4-20 mA (pressão, nível, vazão), sensor PT100 de temperatura, termopar tipo J ou K. Ocupa uma word de 16 bits.
  • AO — analógico saída: um valor contínuo que o CLP manda ao campo. Referência de velocidade de um inversor (0-10 V ou 4-20 mA), comando de uma válvula proporcional. Ocupa uma word.

A distinção entre bit (digital) e word (analógico) é o que muda a forma do endereço, como veremos a seguir.

Tipo Direcao / natureza Exemplo de campo Ocupa
DI Entrada digital (bit) Sensor indutivo, botoeira, fim de curso 1 bit
DO Saida digital (bit) Contator, solenoide, sinaleiro 1 bit
AI Entrada analogica (word) Transmissor 4-20 mA, PT100, termopar 1 word (16 bits)
AO Saida analogica (word) Referencia de inversor, valvula proporcional 1 word (16 bits)

Como montar a lista de I/O passo a passo

Montar a tabela de I/O de um projeto segue sempre a mesma sequência, independentemente do tamanho. O que muda é o número de pontos e a quantidade de cartões.

  • 1. Levante todos os sinais de campo. Percorra o P&ID e a lista de instrumentos: cada sensor, botoeira, atuador e motor vira um ponto. Anote o que cada sinal faz.
  • 2. Classifique cada ponto em DI, DO, AI ou AO. É entrada ou saída? É digital ou analógico? Essa decisão define o cartão que vai receber o sinal.
  • 3. Distribua os pontos nos cartões e slots. Agrupe por tipo: cartões de DI juntos, de DO juntos, e assim por diante. Defina rack, slot e canal de cada ponto.
  • 4. Calcule o endereço de memória. byte.bit para os digitais, word para os analógicos, conforme a posição acumulada no rack e a sintaxe do fabricante.
  • 5. Descreva o tag, o sub-tipo, o cabo e o borne. O tag ISA-5.1 (FT-201), o tag de software (FT201_PV), o número do cabo e o borne de TB — é o que o montador e o manutentor consultam em campo.
  • 6. Conte os pontos e reserve folga. Some por tipo, dimensione os cartões e deixe de 10 a 20 por cento de canais sobressalentes para expansão futura.

Como o endereço de memória é calculado

O endereço de memória é a posição onde o CLP guarda o valor daquele sinal. A regra muda conforme o sinal seja digital (um bit) ou analógico (uma word de 16 bits). A notação-base %I (entrada) e %Q (saída) vem da norma IEC 61131-3 (4ª edição, 2025) e é nativa na WEG PLC300, na Schneider M340 e nos CLPs genéricos da norma.

Sinal digital: byte.bit

Cada cartão digital ocupa uma sequência de bytes no mapa de memória, e cada byte guarda 8 bits (8 canais). Para achar o endereço de um canal, acumule os canais dos cartões anteriores, divida por 8 para o byte-base, e o bit é o resto:

byte_base = (canais digitais anteriores) ÷ 8
bit = canal_no_modulo mod 8
endereco = %IX[byte_base].[bit] (entrada digital)
endereco = %QX[byte_base].[bit] (saida digital)

Exemplo confirmado: slot 0 é um cartão DI de 16 canais, slot 1 é um cartão DI de 8 canais, slot 2 é outro DI de 16 canais e queremos o canal 5 do slot 2:

canais anteriores = 16 + 8 = 24
byte_base = 24 ÷ 8 = 3
bit = 5 mod 8 = 5
endereco = %IX3.5

Sinal analógico: word

Cada canal analógico ocupa uma word inteira de 16 bits (2 bytes). Como a word avança em bytes, a word-base é o dobro dos canais analógicos acumulados antes do cartão:

word_base = 2 × (canais analogicos anteriores)
endereco = %IW[word_base] (entrada analogica)
endereco = %QW[word_base] (saida analogica)

Exemplo: um cartão AI de 4 canais no slot 0 ocupa %IW0, %IW2, %IW4 e %IW6. O canal 0 de um cartão no slot seguinte começa em word-base = 2 × 4 = 8, ou seja %IW8. Repare que a word incrementa de 2 em 2, porque o n em %IW[n] é o deslocamento em bytes, não o índice da word — confundir isso erra o endereço por um fator de 2.

Mapa de memoria

Onde cada sinal mora na memória do CLP

O sinal digital ocupa um único bit dentro de um byte; o analógico ocupa uma word inteira de 16 bits. Por isso o digital é endereçado como byte.bit e o analógico como uma word que avança de 2 em 2. A notação %I/%Q da IEC 61131-3 é nativa na WEG PLC300 e na Schneider M340; a Siemens usa mnemônico próprio e a Allen-Bradley usa tag simbólico, sem endereço absoluto. Quando o sistema precisa ser especificado e programado, essa montagem vira projeto: a Token Engenharia executa a automação completa, com ART, em todo o Brasil.

O caminho do endereco: canais anteriores -> byte/word base -> endereco final.

A notação muda conforme o fabricante

A lógica do byte.bit e da word é a mesma; o que muda é a sintaxe do endereço conforme o CLP. A ferramenta gera a notação correta para cada fabricante, mas vale conhecer as diferenças para não trocar uma pela outra na hora de programar.

Fabricante / modelo Digital entrada Digital saida Analogico Observacao
WEG PLC300 %IX[b].[bit] %QX[b].[bit] %IW[n] / %QW[n] CoDeSys / SoftPLC; IEC 61131-3 nativo
Siemens S7-1200 I[b].[bit] Q[b].[bit] IW[n] / QW[n] Mnemonico EN (TIA Portal)
Siemens S7-300 (legado) E[b].[bit] A[b].[bit] EW[n] / AW[n] Mnemonico DE
Schneider M340 %I[b].[bit] %Q[b].[bit] %IW[n] / %QW[n] IEC 61131-3 no Unity / EcoStruxure
Allen-Bradley ControlLogix Local:Slot:I.Data[ch] Local:Slot:O.Data[ch] (tag) Tag simbolico; sem endereco absoluto
Generico IEC 61131-3 %IX[b].[bit] %QX[b].[bit] %IW[n] / %QW[n] Notacao-base da norma IEC 61131-3

Dois pontos merecem atenção. A Siemens não usa %I/%Q: o S7-1200 usa mnemônico inglês (I e Q) e o S7-300 legado usa mnemônico alemão (E e A). A Allen-Bradley ControlLogix e CompactLogix é um caso à parte: o Studio 5000 cria tags simbólicos automaticamente ao configurar o hardware e não há endereço numérico absoluto — a referência é do tipo Local:Slot:I.Data[canal]. Por isso, para Allen-Bradley, a ferramenta exibe o tag simbólico no lugar do endereço.

Tag ISA-5.1 e tag de software

Cada ponto da lista tem um tag de instrumento conforme a norma ANSI/ISA-5.1-2024 (Instrumentation and Control — Symbols and Identification). A estrutura é um conjunto de letras de função seguido do número do loop: FT-201 é um Flow Transmitter do loop 201; PT-101 é um Pressure Transmitter do loop 101; LS-103 é um Level Switch do loop 103.

A partir do tag de instrumento, a ferramenta sugere o tag de software — o nome da variável no programa do CLP — removendo o hífen e acrescentando o sufixo de processo: FT201_PV para a variável de processo (process variable), FT201_SP para o setpoint e FT201_OUT para a saída. Um padrão de nomenclatura consistente desde a lista de I/O economiza horas de programação e de busca em manutenção.

Contagem de pontos e folga de reserva

Depois de listar tudo, a contagem de pontos por tipo (DI, DO, AI, AO) e o total geral dimensionam o hardware: quantos cartões de cada tipo, qual rack, qual fonte e quanto vai custar. Subdimensionar significa ter de comprar mais cartões no meio da obra; superdimensionar significa pagar por canais que nunca serão usados.

A boa prática de projeto é reservar folga: deixar de 10 a 20 por cento de canais sobressalentes em cada cartão, para que uma expansão futura (mais um sensor, mais uma válvula) não obrigue a trocar o hardware. A ferramenta mostra a contagem e a folga de reserva em tempo real conforme você adiciona pontos — um termoômetro do projeto que a planilha de Excel não dá.

Conflito de endereço: o erro que a tabela esconde

O erro mais comum e mais traiçoeiro ao montar a lista à mão é dar o mesmo endereço a dois pontos. Acontece quando se copia uma linha e esquece de mudar o canal, ou quando dois cartões são contados na ordem errada. Na planilha isso passa despercebido até o comissionamento, quando dois sinais “brigam” pelo mesmo bit ou pela mesma word e o sistema se comporta de forma inexplicável.

A ferramenta detecta o conflito de endereço automaticamente e avisa na hora, antes de a obra começar. É o tipo de verificação que separa uma lista de I/O bem feita de uma planilha solta — e que economiza horas de diagnóstico em campo.

Erros comuns ao montar a tabela de I/O

  • Confundir entrada com saída. Um sinal que entra no CLP é I; um comando que sai é Q. Trocar os dois inverte toda a lógica.
  • Tratar a word como índice e não como byte-offset. Em %IW[n], o n incrementa de 2 em 2 por canal analógico. Usar n = 1, 2, 3 erra o endereço por um fator de 2.
  • Misturar a sintaxe de fabricantes. %IX da WEG não é o I da Siemens nem o E do S7-300. Programe sempre na notação do CLP usado.
  • Dar o mesmo endereço a dois pontos. Conflito de endereço silencioso é o erro que mais custa tempo no comissionamento.
  • Não reservar folga. Lotar todos os canais hoje obriga a trocar o cartão na primeira expansão.
  • Esquecer o cabo e o borne. Sem o número do cabo e o borne de TB, a tabela serve para programar mas não para montar nem manter o painel.

Os dois modos da ferramenta

O montador cobre os dois caminhos do dia a dia de quem documenta automação:

  • Adicionar ponto: preencha tag, tipo, posição e descrição; o endereço e o tag de software são gerados na hora e o ponto entra na tabela, que vai somando a contagem e checando conflitos. É o caminho para montar a lista do projeto inteiro.
  • Calculadora de endereço: informe o tipo, o fabricante, os canais anteriores e o canal do módulo; a ferramenta devolve o endereço sem mexer na tabela. É o caminho para conferir um endereço existente no projeto.

Em ambos, a tabela exporta em CSV para importar no TIA Portal, no EcoStruxure ou no Studio 5000, ou para imprimir e pendurar no painel durante o comissionamento.

Quando a tabela vira projeto: a Token faz a automação com ART

Montar a lista de I/O é um apoio de documentação — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando o sistema precisa ser especificado, programado e comissionado, entra a engenharia: o dimensionamento dos cartões e da fonte, a arquitetura de rede, a lógica do CLP, a IHM, a montagem do painel (QGBT, CCM, painel de comando) e a documentação com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica e em automação industrial em todo o Brasil — da especificação do sistema ao comissionamento em campo, incluindo a programação do CLP e a parametrização de inversores.

Perguntas frequentes

Como montar a lista de I/O de um CLP?

Liste cada sinal de campo, classifique em DI, DO, AI ou AO, distribua nos cartões e slots, calcule o endereço (byte.bit para digital, word para analógico), descreva tag, cabo e borne, e conte os pontos reservando folga de cerca de 20 por cento para expansão.

Qual a diferença entre entrada e saída, digital e analógica?

Entrada (I) é o sinal que entra no CLP; saída (Q) é o comando que sai. Digital é um bit liga-desliga (DI, DO); analógico é uma word de 16 bits que carrega um valor contínuo (AI, AO). Daí os quatro tipos.

Como o endereço de memória é calculado?

No digital, byte-base = canais digitais anteriores ÷ 8 e bit = canal mod 8 (24 canais antes, canal 5 → %IX3.5). No analógico, word-base = 2 × canais analógicos anteriores (2 canais antes → %IW4), porque cada canal ocupa uma word de 16 bits.

O que é a contagem de pontos e a folga de reserva?

A contagem é o total de pontos por tipo e o total geral, que dimensiona os cartões e o orçamento. A folga de reserva é a porcentagem de canais livres deixada para expansão: a boa prática reserva de 10 a 20 por cento por cartão.

A notação %I e %Q é a mesma em todo CLP?

Não. %IX/%QX/%IW/%QW é da IEC 61131-3 (WEG PLC300, Schneider M340, genéricos). A Siemens usa I/Q (S7-1200) ou E/A (S7-300); a Allen-Bradley usa tag simbólico, sem endereço absoluto. A ferramenta gera a sintaxe certa por fabricante.

Quando a montagem da tabela vira projeto de engenharia?

Quando o sistema precisa ser especificado, programado e comissionado: dimensionamento dos cartões, arquitetura de rede, lógica do CLP, montagem do painel e documentação com responsável técnico e ART. A Token Engenharia faz o projeto de automação completo, da especificação à entrega, em todo o Brasil.

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Da lista de I/O ao sistema comissionado, com ART

A ferramenta monta a tabela; a Token Engenharia especifica, programa e comissiona o sistema de automação. Projeto de CLP, montagem de painel, parametrização de inversores e documentação — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.

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