- (24) 9 8827-3579
- comercial@tokenengenharia.com.br
- Seg - Sex: 8:00 - 18:00
HUB DE FERRAMENTAS · TOKEN ENGENHARIA
Resolução de entrada analógica do CLP — do raw count à unidade de engenharia
Vai comissionar um módulo de entrada analógica ou caçar um valor errado no HMI? Informe os bits do ADC, o range do registrador e a faixa de engenharia: a ferramenta devolve o valor em EU, a resolução por degrau, a posição no range e a fórmula com os números — na bancada, sem cadastro.
Counts ↔ engenharia10/12/14/16 bitsResolução por degrauCálculo na hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional
Resposta rápida
O módulo de entrada analógica do CLP converte o sinal de campo num inteiro chamado raw count. Para virar unidade de engenharia, esse count é mapeado linearmente: EU = EU_min + ((Cnt − Cnt_min) ÷ (Cnt_max − Cnt_min)) × (EU_max − EU_min). A resolução por degrau — a menor variação detectável — sai de (EU_max − EU_min) ÷ (Cnt_max − Cnt_min). Exemplo: um módulo de 12 bits (0 a 4.095 counts) lendo 0 a 10 bar, com Cnt = 2.048, dá 5,001 bar e resolução de 2,44 mbar/count. Cuidado para não confundir os bits do ADC (2^N degraus) com o range de plataforma (o inteiro que o fabricante grava no registrador, como 27.648 da Siemens). O resultado é de apoio: o manual do módulo manda.
TOKEN ENGENHARIA
Confiabilidade e Segurança
Calculadora grátis · escalonamento analógico
Converta o raw count do CLP em unidade de engenharia
Escolha o modo, os bits do ADC e o range, informe a faixa de engenharia do instrumento e o count lido. O valor em EU, a resolução por degrau, a posição no range e a fórmula com os números saem na hora.
Formato Siemens: o S7 usa palavra de 16 bits, mas o fundo de escala é 27.648 — valor proprietario Siemens, não 2^15 (32.767). Não confundir “15 bits” com o formato Siemens.
Preset não verificado no manual oficial. O Cnt_min/Cnt_max desta plataforma ainda não foi confirmado com número de página do manual. Use como referência e confira no manual do módulo antes de aplicar no projeto.
Range bipolar (sinal ±): confira se o módulo usa signed int (−32.768 a 32.767) ou unipolar. Cnt negativo é válido em módulos ±10 V com signed 16 bits.
5,001bar
50,0% da escala · 4.096 steps disponíveisResolução: 2,44 mbar/count
Cnt 0 · 0 barCnt 4.095 · 10 bar
Dentro do range
Tabela de 5 pontos (0 – 25 – 50 – 75 – 100%)
Ver a fórmula com os números
Resultado orientativo a partir dos dados informados. O Cnt_min e o Cnt_max reais dependem do módulo físico e da parametrização — confira no manual do fabricante antes de aplicar no projeto. Apenas presets matemáticos (2^N − 1 e signed) vão como padrão confiável.
Como calcular a resolução da entrada analógica na mão
O módulo de entrada analógica de um CLP contém um conversor analógico-digital (ADC) que amostra o sinal elétrico de campo (uma corrente de 4 a 20 mA, uma tensão de 0 a 10 V) e o representa por um número inteiro, o raw count. Esse count, sozinho, não diz nada ao operador: ninguém controla um processo em “2.048 counts”. Ele precisa ser convertido na grandeza física do processo — bar, graus Celsius, metros cúbicos por hora, por cento — e essa conversão é um escalonamento linear. É a mesma conta que os blocos NORM_X e SCALE_X do TIA Portal (Siemens) e as instruções SCP/SCL do Studio 5000 (Rockwell) fazem por dentro.
EU = EU_min + ( (Cnt − Cnt_min) ÷ (Cnt_max − Cnt_min) ) × (EU_max − EU_min)
Onde Cnt é o count lido no registrador, Cnt_min e Cnt_max são os limites do range de plataforma, e EU_min e EU_max são os extremos da faixa de engenharia do instrumento. A partir dela vem o número que mais interessa para especificar o módulo:
- Resolução por degrau = (EU_max − EU_min) ÷ (Cnt_max − Cnt_min) — a menor variação que o sistema consegue distinguir na unidade de engenharia.
- Número de degraus (steps) = Cnt_max − Cnt_min + 1 — quantos valores discretos o range cobre; para um range genérico de N bits começando em zero, são 2 elevado a N.
- Conversão inversa: Cnt = Cnt_min + ((EU − EU_min) ÷ (EU_max − EU_min)) × (Cnt_max − Cnt_min) — qual count esperar no registrador para um dado valor de engenharia, útil na calibração e no troubleshooting.
Veja com o exemplo que a ferramenta já traz, um módulo de 12 bits lendo 0 a 10 bar:
Steps = 4.095 − 0 + 1 = 4.096 (2^12)
EU = 0 + ((2.048 − 0) ÷ (4.095 − 0)) × (10 − 0) = 5,001 bar
Resol. = (10 − 0) ÷ (4.095 − 0) = 0,00244 bar/count = 2,44 mbar/count
Esse é exatamente o número que aparece no card de resultado. O caminho inverso também é direto: se você quer saber qual count deve ver no registrador quando o sensor marca 7,5 bar, troque para o modo “Engenharia → counts” e a ferramenta devolve 3.071 counts.
Do campo à engenharia
A cadeia do sinal analógico, elo a elo
A grandeza física do processo vira um sinal elétrico no transmissor (tipicamente 4 a 20 mA); o ADC do módulo amostra esse sinal e o representa por um inteiro com 2 elevado a N degraus; o registrador guarda esse count entre Cnt_min e Cnt_max; e o bloco de escala converte o count na unidade de engenharia. Entender a cadeia inteira é o que separa quem só copia número do bloco de quem sabe diagnosticar um valor desviado. Quando a malha precisa ser especificada, comissionada ou documentada, essa conta vira projeto: a Token Engenharia faz o comissionamento e o laudo das instalações com ART em todo o Brasil.
A cadeia campo → transmissor → ADC → registrador → EU: o escalonamento é o último elo.
Bits do ADC não é range de plataforma
Esta distinção é a fonte de erros mais comum no escalonamento de módulos analógicos, e ignorá-la leva a leituras erradas que parecem “defeito do sensor” quando na verdade é configuração:
- Resolução do ADC: o número de degraus, igual a 2 elevado a N. Um ADC de 12 bits tem 4.096 steps (0 a 4.095). É um valor matemático, independente de fabricante.
- Range de plataforma (Cnt_min / Cnt_max): o inteiro que o fabricante grava no registrador, que nem sempre é 2^N − 1. O Siemens S7 usa 27.648 como fundo de escala (formato proprietario), a Mitsubishi FX usa 4.000. Misturar os dois conceitos é erro grave.
Por isso a calculadora tem campos separados: botões de bits para o cálculo genérico (2^N − 1) e os campos Cnt_min / Cnt_max para o valor real do registrador no seu CLP. Quando você escolhe uma plataforma no seletor, os campos de count são preenchidos, mas continuam editáveis — e os presets que ainda dependem de confirmação no manual aparecem marcados como “a verificar”.
| Plataforma / sinal | Cnt_min | Cnt_max | Status |
|---|---|---|---|
| Genérico 10 bits (qualquer) | 0 | 1.023 | Matemático (2^10 − 1) |
| Genérico 12 bits (qualquer) | 0 | 4.095 | Matemático (2^12 − 1) |
| Genérico 14 bits (qualquer) | 0 | 16.383 | Matemático (2^14 − 1) |
| Genérico 16 bits unipolar | 0 | 65.535 | Matemático (2^16 − 1) |
| Genérico 16 bits signed (bipolar) | −32.768 | 32.767 | Matemático (signed int 16) |
| Siemens S7 — 4-20 mA | 5.530 | 27.648 | A verificar no manual S7 |
| Siemens S7 — 0-10 V | 0 | 27.648 | A verificar no manual S7 |
| Mitsubishi FX — 4-20 mA | 0 | 4.000 | A verificar no manual FX |
Apenas os ranges matemáticos (2^N − 1 e signed) entram como padrão confiável. Os presets de plataforma vêm marcados como “a verificar no manual”: o número é plausível, mas só vira padrão com a página do manual oficial citada. Módulos suspeitos ou sem dado de manual não entram na lista — publicar range errado destrói a autoridade da ferramenta.
O valor do LSB e a resolução na grandeza do processo
O LSB (least significant bit, o bit menos significativo) é o degrau elémentar do ADC: representa a menor variação de count possível, exatamente um count. Em unidade de engenharia, o valor do LSB é a própria resolução por degrau que a ferramenta calcula. É assim que você responde a pergunta prática que aparece em toda especificação de módulo: “14 bits é suficiente para medir 0 a 200 graus Celsius com 1 grau de precisão?”. Veja a ordem de grandeza para o sinal genérico de 0 a 10 V e a mesma faixa em uma escala de pressão 0 a 100 bar:
| Bits | Steps (2^N) | Resolução (0-10 V) | Resolução (0-100 bar) |
|---|---|---|---|
| 10 bits | 1.024 | 9,77 mV/step | 97,7 mbar/step |
| 12 bits | 4.096 | 2,44 mV/step | 24,4 mbar/step |
| 14 bits | 16.384 | 0,61 mV/step | 6,1 mbar/step |
| 16 bits | 65.536 | 0,15 mV/step | 1,5 mbar/step |
Cada bit a mais dobra o número de degraus e divide o valor do LSB por dois. Por isso a escolha de bits não é “quanto maior melhor”: ela deve casar com a precisão do instrumento e com a tolerância do processo. De nada adianta um ADC de 16 bits atrás de um transmissor com 0,5% de incerteza — o ruído e a incerteza do sensor farão os bits extras oscilarem sem significado.
Erro de quantização: o limite físico do degrau
Como o ADC só consegue representar valores separados por pelo menos um count, todo valor analógico real cai “entre” dois degraus e é arredondado para o mais próximo. Essa diferença entre o valor real e o valor digitalizado é o erro de quantização. No pior caso ele vale metade de um degrau de resolução (± meio LSB). Para o módulo de 12 bits sobre 0 a 10 bar, com degrau de 2,44 mbar, o erro de quantização chega a cerca de 1,22 mbar. É um limite físico: nenhuma calibração o elimina, só mais bits o reduzem.
O erro de quantização é apenas uma das parcelas da incerteza total da malha — somam-se a ele a incerteza do transmissor, a deriva térmica do módulo, o ruído da fiação e o erro de linearidade. Mas é a parcela que você controla na hora de especificar quantos bits o módulo precisa ter.
A faixa 4-20 mA e os counts reservados para diagnóstico
O padrão industrial 4-20 mA tem uma vantagem que vai além da imunidade a ruído: como o zero de processo é 4 mA e não 0 mA, um fio rompido (corrente igual a zero) é imediatamente distinguível de um processo no fundo de escala. O range útil é a janela de 16 mA (de 4 a 20 mA), e é ela que mapeia a faixa de engenharia. Alguns fabricantes aproveitam essa folga para reservar counts abaixo de 4 mA e acima de 20 mA para diagnóstico, seguindo a recomendação NAMUR NE 43 (que é uma recomendação NAMUR, não uma norma ABNT ou IEC). É por isso que o Siemens S7 usa Cnt_min em torno de 5.530 e não zero para a faixa 4-20 mA: ele reserva os counts inferiores para sinalizar underrange e falha de transmissor.
Na prática, isso significa que ao escalonar um módulo 4-20 mA você precisa saber se o range começa no count que corresponde a 4 mA ou a 0 mA. Usar o Cnt_min errado desloca toda a escala e produz exatamente o tipo de leitura “quase certa, mas com offset” que mais confunde no troubleshooting.
O formato Siemens: 27.648, não 32.767
Um ponto que confunde até profissionais experientes: o S7 representa o analógico em uma palavra de 16 bits, mas o valor nominal de fundo de escala é 27.648, não 32.767 (que seria 2 elevado a 15 − 1). O 27.648 é um valor de projeto proprietario da Siemens, escolhido para deixar margem de overrange dentro da palavra. Dizer que o Siemens é um sistema de “15 bits” é tecnicamente incorreto: é uma palavra de 16 bits com fundo de escala 27.648. A calculadora carrega esse aviso quando você seleciona um preset Siemens, justamente para evitar que alguém monte a conta com 32.767 e erre a escala em cerca de 18%.
Os blocos de escala no CLP: NORM_X, SCALE_X e SCP
As instruções NORM_X + SCALE_X do TIA Portal (Siemens) e SCP / SCL do Studio 5000 (Rockwell) implementam exatamente esta fórmula linear: o NORM_X normaliza o count para uma fração de 0 a 1, e o SCALE_X mapeia essa fração para a faixa de engenharia. Vale uma correção de fato comum: a IEC 61131-3:2013 padroniza as linguagens de CLP (Ladder, FBD, ST, IL, SFC) e um conjunto de funções e blocos genéricos, mas não define os blocos NORM_X / SCALE_X / SCP — esses são instruções do fabricante, não da norma. Confundir os dois leva a esperar comportamento padronizado onde, na verdade, cada plataforma tem sua particularidade.
Os dois modos da ferramenta
A calculadora cobre as duas direções do dia a dia de quem mexe com módulo analógico:
- Counts → engenharia: você informa o count lido no registrador e recebe o valor em EU, a resolução por degrau, a porcentagem da escala e um alerta de underrange ou overrange se o count estiver fora do range. É o modo do troubleshooting: comparar o count cru com o esperado para o valor de campo.
- Engenharia → counts: você informa o valor de engenharia desejado e recebe o count que deve aparecer no registrador. É o modo da calibração: “que count devo ver quando o sensor marca 7,5 bar?”.
Em ambos, a fórmula aparece com os números (anti-caixa-preta), uma tabela de cinco pontos mostra a escala inteira (0, 25, 50, 75 e 100%) e os presets de plataforma vêm marcados conforme o status de verificação.
Quando o cálculo vira projeto: a Token comissiona a malha com ART
Achar a resolução e converter counts é uma conta de apoio — e para isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando a malha de instrumentação precisa ser especificada, comissionada ou documentada, entra a engenharia: a escolha do módulo e da resolução adequada à precisão do processo, a fiação e a blindagem dos sinais, a parametrização dos blocos de escala no CLP, o comissionamento em campo e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica e em automação em todo o Brasil — do projeto da malha ao comissionamento e à documentação.
Perguntas frequentes
Como calcular a resolução de uma entrada analógica do CLP?
A resolução por degrau é a menor variação detectável na unidade de engenharia: Resolução = (EU_max − EU_min) ÷ (Cnt_max − Cnt_min). Um módulo de 12 bits lendo 0 a 10 bar, com Cnt de 0 a 4.095, tem resolução de 10 ÷ 4.095 = 2,44 mbar/count.
Qual a diferença entre bits do ADC e range de plataforma?
Os bits do ADC dão o número de degraus (2 elevado a N), valor matemático. O range de plataforma é o inteiro que o fabricante grava no registrador e nem sempre é 2^N − 1: o Siemens usa 27.648, a Mitsubishi FX usa 4.000. A ferramenta separa os dois em campos distintos.
Por que o Siemens usa 27.648 e não 32.767?
O S7 usa uma palavra de 16 bits, mas o fundo de escala nominal é 27.648 (formato proprietario), não 2 elevado a 15. Dizer “15 bits” é incorreto: é palavra de 16 bits com fundo de escala 27.648.
O que é o erro de quantização?
É a diferença entre o valor analógico real e o valor digitalizado, porque o ADC só representa degraus. No pior caso vale meio degrau de resolução. Em 12 bits sobre 0 a 10 bar (degrau 2,44 mbar) chega a cerca de 1,22 mbar. Mais bits reduzem esse erro.
O cálculo vale na faixa 4-20 mA?
Sim. O range útil é a janela de 16 mA (4 a 20 mA), que mapeia a faixa de engenharia. Alguns fabricantes reservam counts abaixo de 4 mA e acima de 20 mA para diagnóstico (recomendação NAMUR NE 43); por isso o Cnt_min nem sempre é zero. Confira o range correto no manual.
A ferramenta substitui o manual do módulo?
Não. Ela aplica a fórmula correta e traz presets matemáticos confiáveis, mais alguns presets de plataforma marcados como a verificar. O Cnt_min e o Cnt_max reais dependem do módulo e devem ser confirmados no manual do fabricante antes de aplicar no projeto.
Quando o escalonamento vira projeto de engenharia?
Quando a malha precisa ser especificada, comissionada ou documentada: escolha do módulo e da resolução, fiação e blindagem, parametrização dos blocos de escala, comissionamento e laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse comissionamento e essa documentação em todo o Brasil.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do raw count à malha comissionada, com ART
A ferramenta dá a resolução e a conversão; a Token Engenharia especifica, comissiona e documenta a malha de instrumentação. Automação, montagem industrial e eletromecânica e laudo das instalações — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.