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Conversor Ladder para booleana — leia o rung do CLP como expressão e tabela-verdade

Vai conferir um intertravamento, documentar um rung ou estudar lógica de CLP? Escreva a lógica e a ferramenta devolve a expressão booleana, a versão simplificada, a tabela-verdade completa e o rung de Ladder em SVG — na bancada, sem cadastro.

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Ladder → booleanaTabela-verdade automáticaSérie = AND · paralelo = ORNa hora · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

Um rung de Ladder vira expressão booleana por quatro regras fixas: contato NA (normalmente aberto) é a variável direta; contato NF (normalmente fechado) é o complemento, NOT (A’ ou /A); contatos em série viram AND (·); ramos em paralelo viram OR (+). A bobina recebe a atribuição. Exemplo clássico de partida com selo: NA S1 em série com NA S2 em série com NF FL, em paralelo com o selo NA KM1, alimentando a bobina KM1, dá KM1 = S1 · S2 · FL’ + KM1. A ferramenta ainda gera a tabela-verdade e o rung em SVG. O resultado é de apoio: o projeto e o laudo com ART mandam.

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Ferramenta grátis · Ladder → booleana

Converta o rung do CLP em expressão booleana e tabela-verdade

Escolha o modo, escreva a lógica como expressão booleana ou marque a tabela-verdade. A expressão equivalente, a versão simplificada, a tabela completa e o rung de Ladder saem na hora — na bancada, sem cadastro.

Operadores aceitos: * · AND (série) · + | OR (paralelo) · ! ~ / NOT · apóstrofo para complemento · parênteses.

Expressão inválida: confira parênteses e operadores.
Expressão booleana
KM1 = S1 · S2 · FL’ + KM1

3 variáveis · 8 combinações

Expressão simplificada
KM1 = S1 · S2 · FL’ + KM1

Tabela-verdade

S1 S2 FL KM1
0 0 0 0
0 0 1 0
0 1 0 0
0 1 1 0
1 0 0 0
1 0 1 0
1 1 0 1
1 1 1 0

Rung de Ladder equivalente

Resultado orientativo, de apoio. Escopo: lógica combinacional (contatos NA/NF, bobina, selo de auto-retenção, XOR/NAND/NOR). Temporizadores e contadores não entram nesta versão. Não substitui o projeto ou o laudo de engenharia com ART.

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Como converter um rung de Ladder em expressão booleana

O diagrama Ladder (linguagem LD) descreve a lógica de controle como uma escada: dois trilhos verticais de alimentação e, entre eles, os rungs (degraus) com contatos e bobinas. Cada rung é uma equação booleana disfarçada de circuito elétrico. Traduzir o rung em expressão não é adivinhação: ele segue regras fixas, e entender essas regras é o que separa quem um CLP de quem só olha para ele.

A primeira regra é sobre o tipo de contato. O contato normalmente aberto (NA) só conduz quando a variável associada está acionada — logo, ele é a variável direta na álgebra: o contato NA de A vale A. O contato normalmente fechado (NF) conduz quando a variável não está acionada — logo, ele é o complemento (NOT): o contato NF de A vale A’ (também escrito /A ou NOT A).

A segunda regra é sobre o arranjo dos contatos. Contatos em série (um depois do outro, na horizontal) só deixam a corrente passar se todos conduzirem ao mesmo tempo — esse é exatamente o comportamento do AND (produto lógico). Ramos em paralelo (empilhados na vertical) deixam a corrente passar se ao menos um conduzir — esse é o OR (soma lógica). A bobina ao fim do rung é a saída: ela recebe a expressão formada pelos contatos.

Elemento do Ladder Equivalente booleano Notação
Contato NA da variável A Variável direta A
Contato NF da variável A Complemento (NOT) A’ ou /A
Contatos em série Produto lógico (AND) A . B
Ramos em paralelo Soma lógica (OR) A + B
Bobina de saída Atribuição Y = f(entradas)
Bloco XOR Exclusivo-OU A xor B = AB’ + A’B
Bloco NAND AND negado (A . B)’
Bloco NOR OR negado (A + B)’

O algoritmo, na prática, é mecânico: (1) identifique cada ramo paralelo do rung; (2) para cada ramo, escreva o produto (AND) dos contatos em série, lembrando que o contato NF leva complemento; (3) some (OR) todos os ramos. Pronto: a expressão da bobina está montada. A ferramenta acima faz exatamente isso, mas também aceita o caminho inverso (da tabela-verdade para a expressão) e desenha o rung de volta em SVG, para você conferir visualmente.

O mesmo rung, três formatos

Por que olhar Ladder, booleana e tabela-verdade juntos

A lógica de um intertravamento é uma coisa só, mas pode ser escrita de três maneiras: o rung que você vê no CLP, a equação booleana e a tabela de estados. Cada formato revela um lado: o rung mostra o circuito, a expressão mostra a estrutura lógica e a tabela mostra todos os estados possíveis — inclusive aquele estado perigoso que ninguém previu. Conferir os três lado a lado é o que transforma um palpite em verificação. Quando essa verificação precisa de responsabilidade técnica, vira projeto: a Token Engenharia faz a análise de intertravamentos, a adequação à NR-12 e o laudo com ART.

Da esquerda para a direita: o rung de Ladder, a expressão booleana e a tabela-verdade da mesma lógica.

Por que série vira AND e paralelo vira OR

Essa equivalência confunde quem decora sem entender, mas é simples quando se pensa na corrente. Imagine dois contatos em série: a corrente sai do trilho, passa pelo primeiro e só chega ao segundo se o primeiro estiver fechado; e só chega à bobina se o segundo também estiver. Ou seja, a saída é 1 somente se A E B forem 1 — a definição do AND. Agora imagine dois ramos em paralelo: a corrente tem dois caminhos; basta um deles conduzir para a bobina energizar. A saída é 1 se A OU B for 1 — a definição do OR.

Vale separar a norma da matemática, porque é um erro comum citar errado. A linguagem Ladder Diagram é padronizada pela IEC 61131-3:2025 (4ª edição, publicada em 22/05/2025), que define os símbolos gráficos das linguagens de programação de CLP. Mas a equivalência série = AND, paralelo = OR e NF = NOT não vem do texto da norma: vem da álgebra de Boole aplicada à lógica de contatos. A norma padroniza como se desenha; a matemática diz o que o desenho significa. Misturar os dois — afirmar que “a norma diz que série é AND” — é impreciso e mina a autoridade de quem escreve.

O exemplo clássico: partida direta com selo de auto-retenção

O rung mais comum em qualquer painel industrial é a partida com selo. A lógica: aperta-se o botão de partida (S1), com a permissão (S2) ativa e o relé de sobrecarga sem disparo (FL fechado), e o contator KM1 energiza. O detalhe esperto é o selo: um contato NA do próprio KM1 em paralelo com o botão, que mantém o contator ligado depois que o operador solta o botão. Isso é a auto-retenção.

Lendo o rung pelas regras: S1, S2 e FL estão em série, então multiplicam-se (AND); FL é um contato NF, então entra como complemento (FL’); o selo KM1 está em paralelo, então soma-se (OR). O resultado:

KM1 = (S1 · S2 · FL’) + KM1

A leitura em palavras: a bobina KM1 energiza se S1 e S2 estão acionados e o relé FL não disparou (FL’ = 1), ou se a bobina já estava energizada (selo). Esse é o caso-ouro que a ferramenta traz carregado: troque os rótulos pelos da sua máquina e a tabela-verdade recalcula na hora.

Como ler a tabela-verdade do intertravamento

A tabela-verdade lista todas as combinações das entradas e o valor da saída em cada uma. Para 3 variáveis (S1, S2, FL) são 2³ = 8 linhas. Ignorando o selo (que depende do estado anterior e é sequencial), o produto S1 · S2 · FL’ só vale 1 numa única combinação: S1 = 1, S2 = 1 e FL = 0 (relé não disparou, então FL’ = 1). Em todas as outras 7 linhas a saída é 0. Esse é o poder da tabela: ela mostra, sem margem para esquecimento, qual é o único estado que liga o motor.

S1 S2 FL FL’ S1 . S2 . FL’ KM1
0 0 0 1 0 0
0 0 1 0 0 0
0 1 0 1 0 0
0 1 1 0 0 0
1 0 0 1 0 0
1 0 1 0 0 0
1 1 0 1 1 1
1 1 1 0 0 0

No comissionamento, é justamente esse tipo de leitura que evita acidente: se houvesse uma linha com a porta de segurança aberta e o motor acionado, a tabela mostraria. A ferramenta gera essa matriz automaticamente para qualquer expressão com até 6 variáveis (acima disso a tabela passa de 64 linhas e fica longa para conferir na tela).

O caminho inverso: da tabela-verdade para o rung

Às vezes você não parte do rung, mas da especificação: “o motor deve ligar nessas combinações de entrada”. Nesse caso o caminho é o oposto, pelo método SOP (soma de mintermos). Marque na tabela as linhas em que a saída deve ser 1. Para cada linha marcada, escreva o produto das variáveis — a variável direta onde o bit é 1 e o complemento onde o bit é 0. Depois some (OR) todos esses produtos. O resultado é a expressão SOP canônica.

Essa expressão costuma ter mais termos do que o necessário, então o passo seguinte é simplificar. A ferramenta aplica o método de Quine-McCluskey (a versão algorítmica do Mapa de Karnaugh) para encontrar a expressão mínima — menos contatos no rung, manutenção mais fácil. No modo “Tabela → booleana” da ferramenta, basta clicar nas saídas: a expressão SOP, a versão simplificada e o rung saem juntos.

XOR, NAND e NOR: os blocos que aparecem nos rungs

Além dos contatos simples, três combinações aparecem o tempo todo na automação e vale reconhecê-las de imediato:

  • XOR (exclusivo-OU): a saída é 1 quando exatamente uma das entradas é 1. Em booleana: A xor B = A · B’ + A’ · B. Aparece em lógica de “ou um, ou outro, nunca os dois” — típico de seleção de modo.
  • NAND (AND negado):(A · B)’ — a saída é 0 só quando as duas entradas são 1. Muito usado em lógica de segurança, onde a condição normal mantém a saída ativa.
  • NOR (OR negado):(A + B)’ — a saída é 1 só quando as duas entradas são 0. Aparece em detecção de “tudo desligado / tudo em repouso”.

Esses blocos seguem as leis de DeMorgan, que a ferramenta usa internamente: a negação de um produto vira a soma das negações, e a negação de uma soma vira o produto das negações. Saber isso ajuda a entender por que o simplificador às vezes reescreve a expressão numa forma que parece diferente, mas é logicamente idêntica.

Erros comuns ao converter Ladder e booleana

  • Trocar NA por NF. O erro mais frequente. Esquecer o complemento do contato NF inverte a lógica do rung — o que devia permitir passa a bloquear.
  • Confundir série com paralelo. Ler um ramo paralelo como série troca um OR por um AND e muda completamente a condição de acionamento.
  • Ignorar o selo de auto-retenção. O contato do próprio contator em paralelo muda o comportamento: sem ele, o motor desliga assim que o botão é solto.
  • Tratar lógica sequencial como combinacional. Temporizadores, contadores e flip-flops SR dependem do estado anterior — a tabela-verdade combinacional não os representa fielmente. Esta ferramenta cobre a parte combinacional.
  • Afirmar que a norma define série = AND. A norma define os símbolos; a equivalência é da álgebra de Boole. Citar errado mina a credibilidade do memorial.
  • Não conferir todos os estados. A única forma de garantir que nenhuma combinação perigosa foi esquecida é percorrer a tabela-verdade inteira.

Os dois modos da ferramenta

A ferramenta cobre os dois caminhos do dia a dia de quem mexe com CLP:

  • Expressão → tudo: você escreve a lógica como expressão booleana (ou escolhe um preset industrial) e recebe a expressão canônica, a versão simplificada, a tabela-verdade completa e o rung de Ladder desenhado. É o caminho de quem já tem o rung e quer conferir ou documentar.
  • Tabela → booleana: você define as variáveis e marca na tabela as linhas com saída 1; a ferramenta gera a expressão SOP, simplifica e desenha o rung. É o caminho de quem parte da especificação de comportamento.

Em ambos, os presets trazem cenários reais — partida direta com selo WEG, intertravamento de dois sensores, reversão com intertravamento elétrico, intertravamento NR-12 — para você começar de um caso concreto em vez de uma folha em branco.

Quando a lógica vira projeto: a Token valida o painel com ART

Converter um rung é uma conta de apoio — e por isso esta ferramenta existe e é gratuita. Mas quando a lógica precisa ser validada, montada ou auditada, entra a engenharia: a análise de intertravamentos de segurança, a adequação à NR-12, o memorial descritivo da automação, a montagem do painel e a programação do CLP, e o laudo das instalações elétricas com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em automação e programação de CLP e em montagem industrial e eletromecânica — do projeto da lógica de controle ao comissionamento em campo.

Perguntas frequentes

Como converter um rung de Ladder em expressão booleana?

Quatro regras: contato NA vira a variável direta; contato NF vira o complemento (NOT, A’ ou /A); contatos em série viram AND (·); ramos em paralelo viram OR (+); a bobina recebe a atribuição. Exemplo: NA S1 em série com NA S2 em série com NF FL, em paralelo com o selo NA KM1, dá KM1 = S1 · S2 · FL’ + KM1.

O que é contato NA e contato NF?

O contato NA (normalmente aberto) conduz só quando a variável está acionada, então é a variável direta. O contato NF (normalmente fechado) conduz quando a variável não está acionada, então é o complemento (NOT). Trocar um pelo outro inverte a lógica.

Por que série vira AND e paralelo vira OR?

Em série, a corrente só passa se todos os contatos conduzirem ao mesmo tempo (AND). Em paralelo, basta um conduzir (OR). A equivalência vem da álgebra de Boole, não do texto da norma.

Como gerar a expressão a partir de uma tabela-verdade?

Pelo método SOP: marque as linhas com saída 1; para cada uma, escreva o produto das variáveis (direta onde o bit é 1, complemento onde é 0); some (OR) todos. A ferramenta ainda simplifica por Quine-McCluskey.

Qual norma define a linguagem Ladder?

A IEC 61131-3:2025 (4ª edição, 22/05/2025) padroniza os símbolos gráficos das linguagens de CLP, incluindo o Ladder Diagram (LD). A equivalência lógica em si vem da álgebra de Boole.

A ferramenta cobre temporizadores e contadores?

Nesta versão, não. O escopo é lógica combinacional — contatos NA/NF, bobina, selo de auto-retenção e os blocos XOR/NAND/NOR. Lógica sequencial com temporizadores e contadores depende do estado anterior e não cabe na tabela-verdade combinacional.

Quando isso vira projeto de engenharia com ART?

Quando a lógica precisa ser validada ou auditada: análise de intertravamentos, adequação à NR-12, memorial, montagem do painel e laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa esse projeto e esse laudo.

Token EngenhariaToken Engenharia · Automação e CLP

Da expressão booleana ao painel validado, com ART

A ferramenta converte o rung; a Token Engenharia projeta, monta e valida a lógica de controle. Automação industrial, programação de CLP, análise de intertravamentos, adequação à NR-12 e laudo das instalações — com responsável técnico e ART.

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