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Incidência de raios no Brasil: o mapa por estado e região

O Brasil é o país que mais registra raios no mundo — e a NBR 5419-2:2026 agora tabela a incidência município a município. O maior valor do país é de 32 raios/km²/ano. Veja onde caem mais raios, como seu estado se posiciona e por que esse número decide todo projeto de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA).

Falar com um engenheiro

Ng máx. 32 raios/km²/anoDados da NBR 5419-2:2026, Tabela F.1Engenheiro responsável · todo o Brasil
Sistema de captação de SPDA (captor e cabo) instalado em cobertura industrial pela Token Engenharia

Resposta rápida

A incidência de raios usada em engenharia é o Ng — a densidade de descargas atmosféricas para a terra, em raios/km²/ano. No Brasil ela vai de 0 a 32, e o valor máximo (32) aparece em quatro municípios: Barra do Piraí (RJ), Barra Mansa (RJ), Manaus (AM) e São Borja (RS). Esses dados saem da Tabela F.1 da NBR 5419-2:2026, e o Ng do seu município é o que define o projeto de SPDA.

Vai projetar, executar ou regularizar o SPDA? O passo que formaliza o dimensionamento é o projeto de SPDA, conforme a NBR 5419 e com ART; para atualizar uma proteção antiga à norma vigente, veja a adequação de SPDA.

O Brasil é o país com mais raios do mundo

Por extensão territorial e posição tropical, o Brasil lidera o ranking mundial de incidência de raios em número absoluto. Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, caem por aqui, em média, cerca de 77,8 milhões de raios por ano (média dos últimos anos; em 2012 foram 94,3 milhões). É um volume que coloca a proteção contra descargas atmosféricas — o SPDA, regido pela ABNT NBR 5419 — como um tema de engenharia de primeira ordem no país, não um detalhe opcional.

Mas “77,8 milhões de raios por ano” é um número de país inteiro: serve para a manchete, não para o projeto. O que decide se uma estrutura precisa de para-raios, e de qual nível, é a incidência local. Em engenharia, essa incidência tem nome e unidade: chama-se Ng, a densidade de descargas atmosféricas para a terra, medida em raios por km² por ano. O Ng diz quantos raios atingem o solo, em média, em cada quilômetro quadrado — e é ele, não o total do país, que entra na conta.

A novidade da edição 2026 da norma é justamente essa: a NBR 5419-2:2026 passou a trazer o Ng município a município, na Tabela F.1 do seu Anexo F. O maior valor de todo o país é 32 raios/km²/ano.

O maior valor de Ng do país aparece em quatro municípios, em três regiões diferentes. Fonte: ABNT NBR 5419-2:2026, Anexo F, Tabela F.1.

Esse máximo de 32 não está num único lugar. Ele aparece em quatro municípios, espalhados por três regiões diferentes — Barra do Piraí (RJ), Barra Mansa (RJ), Manaus (AM) e São Borja (RS) —, o que mostra que a incidência extrema de raios no Brasil não é privilégio de uma região só. Logo abaixo, com Ng 30, vêm cidades como Belmiro Braga e Juiz de Fora (MG), Bela Vista e Campo Grande (MS), Beruri (AM) e Garruchos (RS).

Quanto raio cai em cada estado

Olhando o maior Ng de cada estado (o pico entre os seus municípios), o mapa da incidência de raios no Brasil ganha forma. O Centro-Sul e a Amazônia concentram os valores mais altos; a faixa litorânea do Nordeste registra os mais baixos. O gráfico abaixo ordena as 27 unidades da federação, do estado de maior pico ao de menor.

Maior valor de Ng de cada estado (o pico entre os municípios da UF). Fonte: ABNT NBR 5419-2:2026, Anexo F, Tabela F.1.

As 20 cidades com maior incidência de raios

Descendo do estado para o município, o ranking aperta: os quatro primeiros — Barra do Piraí (RJ), Barra Mansa (RJ), Manaus (AM) e São Borja (RS) — chegam ao teto de 32 raios/km²/ano, seguidos de perto por municípios do interior de MG, MS, RS, AM e PA com Ng 30. O gráfico abaixo reúne os 20 municípios de maior Ng do Brasil, representando 13 estados e todas as cinco regiões.

Top 20 municípios por Ng (raios/km²/ano). Desempate por diversidade de UFs e ordem alfabética. Fonte: ABNT NBR 5419-2:2026, Anexo F, Tabela F.1.

Três estados encostam no teto nacional de 32: Rio Grande do Sul (São Borja), Amazonas (Manaus) e Rio de Janeiro (Barra do Piraí). Na sequência, com Ng 30, aparecem Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul. No outro extremo, os menores picos estaduais ficam na costa nordestina: Alagoas e Sergipe não passam de 4 raios/km²/ano, e Pernambuco, de 8. É uma diferença de até oito vezes entre um estado e outro — e é por isso que não existe “padrão Brasil” de SPDA: cada projeto parte do número local.

Incidência de raios por região

Agrupando por região (o maior Ng registrado em cada uma), o contraste fica claro:

Região Ng máximo (raios/km²/ano) Município de maior incidência
Norte 32 Manaus (AM)
Sudeste 32 Barra do Piraí (RJ)
Sul 32 São Borja (RS)
Centro-Oeste 30 Bela Vista (MS)
Nordeste 22 Balsas (MA)

Vale uma ressalva importante de leitura: o máximo regional não descreve a região inteira. O Nordeste, por exemplo, tem o menor teto (22, no interior do Maranhão), mas reúne tanto o interior seco — onde o Ng sobe — quanto o litoral, onde está entre os menores do país. O valor que importa para um projeto nunca é o da região, nem o do estado: é o do município onde a estrutura fica.

Por que o Ng define todo projeto de SPDA

Aqui a estatística vira engenharia. A decisão de instalar (ou não) um SPDA, e de qual nível de proteção adotar, não é um chute nem uma exigência genérica: ela sai de uma análise de risco, prevista na NBR 5419-2:2026. E o Ng é o primeiro dado de entrada dessa análise. Quanto maior a densidade de raios no local, maior a frequência esperada de descargas sobre a estrutura — e mais robusta precisa ser a proteção para manter o risco dentro do tolerável.

É por isso que a incidência de raios deixou de ser curiosidade e virou número de projeto. Duas estruturas idênticas, uma em Manaus (Ng 32) e outra em Maceió (Ng 4), podem chegar a conclusões opostas sobre a necessidade e o nível do SPDA — só por causa do local. O mapa, sozinho, não fecha o projeto; ele mostra a ordem de grandeza. O projeto fecha com o Ng exato do município.

Atenção — mapa não substitui o cálculo

O Ng máximo do estado ou da região, mostrado aqui, é contexto. Para o cálculo de risco, a NBR 5419-2:2026 (Anexo F, item F.1.1) determina que o Ng venha exclusivamente do Anexo F — e a Tabela F.1 traz esse valor por município. Dados de outras fontes não podem ser utilizados, para não comprometer a integridade da avaliação. Ou seja: use o mapa para se situar; use o Ng do seu município, na Tabela F.1, para projetar.

Condutor de descida de SPDA instalado em fachada de edificação industrial, conforme NBR 5419-3

Do número ao sistema instalado

O Ng entra na conta; o SPDA sai do projeto

Definido o nível de proteção a partir do risco — que começa no Ng do município —, o SPDA é dimensionado peça a peça: captação no topo, condutores de descida pelas fachadas e aterramento. A NBR 5419 amarra cada etapa a um critério técnico, e é o laudo (ou o projeto) que registra que o conjunto está conforme.

Condutor de descida de SPDA em edificação industrial: o nível do sistema nasce do risco, e o risco começa no Ng.

Token

Mapa do estado × Ng do município(o que serve para situar e o que serve para projetar)

Os dois usam o mesmo dado da NBR 5419-2:2026 — mas têm papéis diferentes. Confundir um com o outro é a origem de muito projeto maldimensionado.

Máximo do estado / região

  • Para quê: situar a ordem de grandeza da incidência
  • Granularidade: o pico de um estado ou região inteira
  • No cálculo de risco: não entra — é só referência
  • Risco de uso: superdimensionar ou subdimensionar o SPDA
»
é o que vale

Ng do município (Tabela F.1)

  • Para quê: alimentar a análise de risco do SPDA
  • Granularidade: o município exato da estrutura
  • No cálculo de risco: é o dado de entrada obrigatório
  • Base normativa: NBR 5419-2:2026, Anexo F, item F.1.1

O que isso significa pra você: o mapa por estado responde “onde cai mais raio”. O projeto responde “o que a minha estrutura precisa” — e isso exige o Ng do município, na Tabela F.1. A Token faz essa análise e emite o laudo de SPDA com ART, em todo o Brasil.

De onde vêm esses números

Os valores de Ng deste artigo são os da Tabela F.1 do Anexo F (normativo) da ABNT NBR 5419-2:2026 — a fonte que a própria norma reconhece como única válida para análise de risco. O mapa que originou a tabela foi gerado pela Divisão de Satélites do INPE (DISSM/INPE) em conjunto com a UFMT (PPGFA e NIEPE), a partir dos registros do sensor de raios LIS, a bordo do satélite TRMM da NASA, no período de 1998 a 2013. A grade tem resolução de 12,5 km × 12,5 km, e a cada município foi atribuído o maior valor de Ng entre as células que o cruzam.

Na prática, isso significa que você não precisa estimar a incidência de raios da sua cidade: basta consultar o município na Tabela F.1. E, como esse número dispara toda a análise de risco, ele merece o cuidado de vir da fonte certa — não de um mapa solto na internet.

Descubra o Ng e o risco da sua cidade

Saber que o seu estado chega a 22, 28 ou 32 raios/km²/ano é o ponto de partida. O passo seguinte é transformar isso em decisão. Para isso, a Token disponibiliza uma calculadora de SPDA, que parte do Ng e ajuda a estimar o risco e o nível de proteção da sua estrutura — um jeito rápido de sair do mapa e chegar a um número que faz sentido para o seu caso.

E quando o objetivo é o documento que vale para seguro, fiscalização e conformidade, o caminho é o laudo de SPDA: a inspeção e a análise de risco completas, com o Ng do município, a verificação da captação, das descidas e do aterramento, e a ART do engenheiro responsável. A Token Engenharia faz a análise, o projeto e o laudo de SPDA conforme a NBR 5419, com atendimento em todo o Brasil.

Perguntas frequentes sobre incidência de raios no Brasil

Onde caem mais raios no Brasil?

A maior incidência de raios do país — Ng de 32 raios/km²/ano — aparece em quatro municípios, segundo a Tabela F.1 da NBR 5419-2:2026: Barra do Piraí (RJ), Barra Mansa (RJ), Manaus (AM) e São Borja (RS). Por região, Norte, Sudeste e Sul chegam a esse máximo de 32; o Centro-Oeste chega a 30 (Bela Vista, MS) e o Nordeste a 22 (Balsas, MA). A faixa nacional de Ng vai de 0 a 32.

Qual é o país com mais raios do mundo?

O Brasil é o país que mais registra raios no mundo em número absoluto, segundo o ELAT/INPE, por causa da sua extensão territorial e da posição tropical. A média recente é de cerca de 77,8 milhões de raios por ano (com pico de 94,3 milhões em 2012). É esse volume que torna a proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), regida pela NBR 5419, tão relevante no país.

Quantos raios caem no Brasil por ano?

Segundo o ELAT/INPE, caem no Brasil, em média, cerca de 77,8 milhões de raios por ano (com pico de 94,3 milhões em 2012). Para a engenharia, porém, o número que importa não é o total do país, e sim a densidade local — o Ng, em raios/km²/ano, que a NBR 5419-2:2026 tabela município a município na Tabela F.1 (de 0 a 32).

O que é a incidência de raios (Ng)?

A incidência de raios usada em engenharia é a densidade de descargas atmosféricas para a terra, chamada de Ng e medida em raios/km²/ano. Ela indica quantos raios atingem o solo, em média, em cada quilômetro quadrado por ano. É o dado de entrada da análise de risco de SPDA: a NBR 5419-2:2026 determina, no Anexo F, que o Ng seja obtido exclusivamente da sua Tabela F.1, por município.

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