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Resistor de frenagem para inversor — calcule R (Ω) e a potência (W)
O motor não para no tempo, ou o inversor acusa falha de sobretensão (OV) na desaceleração? Informe o motor, a tensão e o ciclo de trabalho: a ferramenta devolve o R_min que protege o IGBT, o R_alvo que freia no tempo, o intervalo de compra e a potência nominal do resistor — na bancada, sem cadastro.
R_min protege o IGBTR_alvo freia no tempoIntervalo de compraModo reverso · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional
Resposta rápida
O resistor de frenagem dissipa a energia que o motor devolve ao inversor na desaceleração, antes que a tensão do barramento CC dispare a falha de sobretensão (OV). O dimensionamento parte da tensão do barramento: V_bus = V_CA × √2 (cerca de 537 V em 380 V) e do limiar do chopper V_chopper ≈ V_bus × 1,20 (cerca de 645 V). A resistência que freia no tempo é R_alvo = V_chopper² ÷ P_frenagem; a mínima que protege o IGBT é R_min = V_chopper² ÷ P_máx do chopper. O resistor comercial deve ficar entre R_min e cerca de 1,3 × R_alvo. Exemplo: motor de 15 kW em 380 V, torque 100%, dá R_alvo ≈ 27,6 Ω e intervalo de cerca de 13,8 a 35,9 Ω. O resultado é orientativo: o manual do inversor manda.
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Calculadora grátis · resistor de frenagem
Dimensione o resistor de frenagem do inversor
Informe o motor, a tensão e o ciclo de trabalho: saem na hora o R_min que protege o IGBT, o R_alvo que freia no tempo, o intervalo de compra e a potência nominal (W). No modo reverso, descubra se um resistor que você já tem serve.
Use acima de 1,0 quando a inércia da carga (polias, rolos, volantes) supera a do rotor.
Torque acima de 100%: sobreinércia provável — considere o fator de 1,2 a 1,5 no campo de sobreinércia, ou a potência pode ficar subestimada.
27,6Ω
R_alvo (frear no tempo) · Motor 15,0 kW · 380 V · ED 50%
R_min — proteção do IGBT
13,8 Ω
Nunca usar resistor abaixo deste valor.
R_alvo — frear no tempo
27,6 Ω
Dissipa a potência de frenagem.
Intervalo de compra (valor comercial)orientativo
13,8 Ω ≤ R ≤ 35,9 Ω
Abaixo de R_min: risco ao IGBT. Acima de 1,3 × R_alvo: frenagem fraca.
Potência de pico
15,0 kW
P_motor × torque × sobreinércia
Potência nominal de compra
11,3 kW
P_média × 1,5 (segurança)
Energia por ciclo
75,0 kJ
P_pico × t_frenagem
Ciclo de trabalho (ED)
50%
t_frenagem ÷ t_ciclo
Cálculo concluído · escolha R no intervalo
Resultado orientativo a partir dos dados informados. Não existe norma única de dimensionamento do resistor de frenagem: confira no manual do inversor a potência máxima do chopper (R_min), o limiar real de disparo e os parâmetros de configuração antes de comprar e instalar.
Como dimensionar o resistor de frenagem na mão
Quando um motor acionado por inversor precisa parar mais rápido do que pararia sozinho, ele vira gerador: a energia cinética da carga volta para o inversor pelo barramento de corrente contínua (CC). Se não houver para onde essa energia ir, a tensão do barramento sobe até o inversor desarmar por sobretensão (falha OV) — ou, pior, danificar os capacitores. O resistor de frenagem é o ralo dessa energia: o chopper de frenagem (um IGBT, interno ou externo) monitora a tensão do barramento e, quando ela passa de um limiar, liga o resistor, que transforma a energia em calor. O cálculo correto tem duas perguntas: qual resistência usar e qual potência ela precisa aguentar — e elas têm respostas independentes.
1. A tensão do barramento CC e o limiar do chopper
Tudo começa na tensão do barramento. Um retificador a diodos transforma a tensão de linha alternada no nível CC, cujo valor de pico é:
V_bus = V_CA × √2
Em 380 V, isso dá cerca de 537 V. O chopper não dispara nesse nível normal: ele espera a tensão subir acima de um limiar (V_chopper). Não existe um número universal — cada fabricante e cada família de inversor define o seu — mas um valor de partida conservador é V_chopper ≈ V_bus × 1,20, ou cerca de 645 V em 380 V. Esse é o valor que entra na conta da resistência; confirme o limiar real no manual do seu inversor antes de fechar a especificação.
| Alimentação CA | V_bus = V_CA × √2 | V_chopper (V_bus × 1,20) |
|---|---|---|
| 220 V | ≈ 311 V | ≈ 373 V |
| 380 V | ≈ 537 V | ≈ 645 V |
| 440 V | ≈ 622 V | ≈ 746 V |
| 480 V | ≈ 679 V | ≈ 815 V |
| 660 V | ≈ 933 V | ≈ 1.120 V |
2. Os dois resistores que importam: R_min e R_alvo
Esta é a distinção mais confundida no campo — e a que mais queima inversor. Existem dois valores de resistência, e o resistor escolhido precisa respeitar os dois:
- R_min — o piso que protege o IGBT. O chopper é um transistor que conduz toda a corrente do resistor. Se a resistência for baixa demais, a corrente passa do que o IGBT aguenta e ele pode queimar. R_min é esse limite inferior absoluto: R_min = V_chopper² ÷ P_máx do chopper, onde a potência máxima do chopper vem do datasheet do inversor (uma aproximação conservadora comum é o dobro da potência do motor). Nunca usar um resistor abaixo de R_min.
- R_alvo — o que freia no tempo. É a resistência que dissipa a potência de frenagem desejada e para o motor no tempo programado: R_alvo = V_chopper² ÷ P_frenagem. Um resistor muito maior que R_alvo protege o IGBT, mas freia devagar — o motor pode não parar no tempo configurado.
Por isso a ferramenta não devolve um número único, e sim um intervalo de compra:
R_min ≤ R_comercial ≤ ~1,3 × R_alvo
Abaixo do piso, risco ao chopper; acima do teto, frenagem insuficiente. Qualquer valor comercial dentro dessa janela serve do ponto de vista da resistência.
Por que o resistor existe
A tensão do barramento e a falha de sobretensão (OV)
Na frenagem, a energia da carga sobe a tensão do barramento CC. Sem resistor, a tensão ultrapassa o limite e o inversor desarma por sobretensão (OV) — ou os capacitores sofrem. Com o resistor, o chopper dispara assim que a tensão chega ao limiar e segura o barramento, convertendo a energia em calor. É por isso que o dimensionamento gira em torno de V_chopper: é nessa tensão que o resistor entra em ação.
Sem resistor a tensão estoura (falha OV); com resistor o chopper a segura no limiar.
3. A potência (W) do resistor: pico, média e nominal de compra
Escolhida a resistência, falta a potência — e aqui mora outro erro caro: comprar pela potência de pico. A potência de pico é alta, mas dura poucos segundos por ciclo. O que aquece o resistor de verdade é a média ao longo do ciclo de trabalho. A sequência é:
- P_frenagem (pico) = potência do motor × torque de frenagem × fator de sobreinércia. Para torque de 100% e carga normal, é a própria potência do motor.
- ED (ciclo de trabalho) = tempo de frenagem ÷ tempo total do ciclo. Uma talha que freia 5 s a cada 10 s tem ED de 50%; uma bomba que freia raramente tem ED baixo.
- P_média = P_frenagem × ED — a potência que o resistor dissipa em média.
- P_nominal de compra = P_média × 1,5. O fator 1,5 é margem de campo para sobrecarga térmica e pior caso de ciclo.
Veja com o exemplo que a ferramenta já traz, um motor de 15 kW frenando com torque de 100% em 380 V e ED de 25% (5 s de frenagem a cada 20 s):
V_bus = 380 × √2 = 537 V
V_chop = 537 × 1,20 = 645 V
P_fren = 15 kW × 100% × 1,0 = 15 kW
R_min = 645² ÷ (2 × 15.000) = 13,8 Ω
R_alvo = 645² ÷ 15.000 = 27,6 Ω
Intervalo: 13,8 Ω ≤ R ≤ 1,3 × 27,6 = 35,9 Ω
P_média = 15 kW × 25% = 3,75 kW
P_nominal= 3,75 × 1,5 = 5,6 kW → especificar resistor de ~6 kW
Note que mudar só o ciclo de trabalho (de 50% para 25%) não muda a resistência — muda a potência de compra. A resistência depende da tensão e da potência de pico; a potência do resistor depende de quanto tempo, proporcionalmente, ele fica ligado.
Energia por ciclo: o pulso térmico
Além da potência média, vale olhar a energia de cada frenada, o pulso térmico que o resistor absorve de uma vez:
E_ciclo = P_frenagem × t_frenagem (em joules)
No exemplo, 15.000 W × 5 s = 75.000 J = 75 kJ. Esse número importa porque resistores têm um limite de energia de pico por pulso (o single pulse rating do datasheet), que varia muito com o tipo construtivo — fio de resistência, grade cerâmica, alumínio aletado. Não existe uma “regra dos 60 segundos” universal: a constante térmica é uma característica do produto. Use a energia por ciclo para conferir, junto ao fabricante do resistor, se o modelo aguenta o pulso.
Quando o inversor precisa de resistor de frenagem
Nem toda aplicação precisa de resistor. Ele entra quando a carga devolve energia ou quando a parada precisa ser mais rápida do que a parada natural:
- Alta inércia parando rápido: volantes, moinhos, centrífugas, serras — muita energia cinética para dissipar em pouco tempo.
- Carga ativa (overhauling): içamento descendo com carga, esteira inclinada, talha — a gravidade empurra o motor, que passa a gerar.
- Reversão frequente: posicionamento de eixo, transportador bidirecional — cada inversão de sentido é uma frenagem.
- Tempo de desaceleração programado menor que o tempo de parada natural da carga.
Quando dispensa: cargas de baixa inércia (ventiladores e bombas pequenas), paradas lentas, ou inversores com função de frenagem sem resistor habilitada. Várias famílias WEG CFW oferecem recursos de frenagem por injeção de corrente contínua ou frenagem otimizada que, em aplicações leves, dispensam o resistor externo — confira no manual da sua família os parâmetros disponíveis.
| Aplicação | Ciclo de trabalho (ED) típico | Precisa de resistor? |
|---|---|---|
| Bomba / ventilador (parada lenta) | ED baixo (~10%) | Em geral não; só em parada rápida |
| Posicionamento de eixo | ~25% | Sim, na reversão frequente |
| Talha / içamento | ~50% | Sim, carga ativa descendo |
| Centrífuga / moinho (alta inércia) | varia | Sim, na desaceleração rápida |
| Eixo em frenagem contínua | 100% | Sim, dimensionar pela potência de pico |
O modo reverso: “tenho um resistor, serve?”
Na manutenção, a pergunta muitas vezes é a inversa: o resistor queimou, o almoxarifado tem um ou dois valores na prateleira, e a dúvida é se algum deles serve. O modo reverso resolve isso. Você informa a resistência (em ohm) e a potência da etiqueta (em watts) do resistor disponível, mais a tensão da rede, e a ferramenta devolve até que potência de motor aquele resistor consegue frenar (tratando a resistência dele como o R_alvo) e até que ciclo de trabalho a potência da etiqueta aguenta, com o mesmo fator de segurança. Se a resistência for baixa demais para o motor pretendido — abaixo do R_min —, ela avisa que há risco ao IGBT. É a forma rápida de aprovar ou reprovar uma peça de almoxarifado sem refazer todo o dimensionamento.
Erros comuns ao dimensionar o resistor de frenagem
- Confundir R_min com R_alvo. “Use o valor comercial acima do R_min” protege o IGBT, mas pode não frear no tempo. Sempre olhe os dois e escolha dentro do intervalo.
- Comprar pela potência de pico. O resistor é dimensionado pela potência média no ciclo (P_média × 1,5), não pela de pico — senão sobra dinheiro e tamanho à toa.
- Inserir a tensão CA no campo do barramento CC. O barramento é V_CA × √2; trocar os dois erra a resistência por um fator grande. A ferramenta calcula o barramento sozinho a partir da tensão da rede.
- Tratar o limiar do chopper como número fixo. “670 a 680 V para 380 V” é de um modelo específico. Use V_bus × 1,20 como partida e confirme no manual.
- Copiar a numeração de parâmetros de outro inversor. O número do parâmetro do chopper muda entre CFW300, CFW500, CFW700 e CFW11. Consulte sempre o manual da sua família.
- Tratar a “regra dos 60 s” como lei. A constante térmica varia por produto; confira o pulso de energia no datasheet do resistor.
Parâmetros do chopper no inversor (referência WEG CFW)
Depois de instalar o resistor, é preciso configurar o inversor para que o chopper trabalhe com a peça certa. Os parâmetros típicos a ajustar são o limiar de tensão do chopper, o valor ôhmico do resistor e a potência nominal do resistor em kW (que alimenta o modelo térmico do firmware). Um aviso load-bearing: a numeração desses parâmetros varia entre as famílias CFW300, CFW500, CFW700 e CFW11 — nunca copie o número de um modelo para outro. Abra o manual da sua família, localize os parâmetros de frenagem reostática e use exatamente os números de lá.
Existe norma para o resistor de frenagem?
Não existe uma norma única que defina o valor do resistor de frenagem. As normas de acionamento — IEC 61800-5-1 (segurança elétrica e térmica do sistema de acionamento) e IEC 61800-3 (compatibilidade eletromagnética) — tratam da segurança do conjunto, mas não normatizam o dimensionamento da resistência ou da potência. A referência definitiva é o manual e o datasheet do inversor: dele saem a potência máxima do chopper (que define o R_min), o limiar real de disparo e os parâmetros de configuração. Sem esses dados, qualquer cálculo — inclusive o desta ferramenta — é uma estimativa de partida.
Quando o acionamento vira projeto: a Token monta com ART
Dimensionar o resistor de frenagem é uma conta de apoio — e por isso esta ferramenta é gratuita. Mas quando o acionamento precisa ser projetado, montado ou auditado, entra a engenharia: a coordenação do chopper com o resistor e a proteção, o dimensionamento térmico real, a montagem do painel do inversor (com a frenagem, a ventilação e a proteção de motor), a conformidade com a NR-12 e a NR-10 e o laudo das instalações com responsável técnico e ART. A Token Engenharia atua em montagem industrial e eletromecânica em todo o Brasil — do projeto do acionamento à parametrização do inversor e ao laudo da instalação.
Perguntas frequentes
Como dimensionar o resistor de frenagem de um inversor?
Comece pela tensão do barramento (V_bus = V_CA × √2) e pelo limiar do chopper (V_chopper ≈ V_bus × 1,20). A resistência que freia no tempo é R_alvo = V_chopper² ÷ P_frenagem; a mínima que protege o IGBT é R_min = V_chopper² ÷ P_máx do chopper. O resistor comercial fica entre R_min e cerca de 1,3 × R_alvo.
Qual a diferença entre R_min e R_alvo?
R_min é o piso que protege o IGBT do chopper; abaixo dele, risco de dano. R_alvo é a resistência que efetivamente freia o motor no tempo. O resistor escolhido tem de respeitar os dois — por isso a ferramenta entrega um intervalo, não um valor único.
Como calcular a potência (W) do resistor?
Pela média no ciclo, não pelo pico. ED = t_frenagem ÷ t_ciclo; P_média = P_frenagem × ED; P_nominal de compra = P_média × 1,5. Para 15 kW frenando com ED 25%: P_média 3,75 kW, P_nominal 5,6 kW — especifica-se ~6 kW.
Quando o inversor precisa de resistor de frenagem?
Em desaceleração rápida de alta inércia, carga ativa (içamento descendo, esteira inclinada) e reversão frequente. Sem o resistor, a energia devolvida sobe o barramento até a falha OV. Cargas de baixa inércia e paradas lentas em geral dispensam.
Existe norma para dimensionar o resistor de frenagem?
Não há norma única. IEC 61800-5-1 e IEC 61800-3 cobrem segurança e EMC do acionamento, mas não o valor do resistor. A referência final é o manual e o datasheet do inversor.
Posso usar um resistor que já tenho no almoxarifado?
Pode, se a resistência for maior ou igual ao R_min do motor e a potência da etiqueta cobrir a média de frenagem com folga. O modo reverso da ferramenta faz essa verificação.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do resistor de frenagem ao acionamento montado, com ART
A ferramenta dá a resistência e a potência; a Token Engenharia projeta, monta e comissiona o acionamento. Montagem industrial e eletromecânica, painéis de inversor com frenagem, partida de motores e laudo das instalações — com responsável técnico e ART em todo o Brasil.