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Par de Engrenagens — a relação girando na sua frente, dente a dente

Informe o módulo, o número de dentes do pinhão e da coroa e a rotação. A ferramenta calcula a geometria primitiva do par — diâmetros, distância entre centros, relação de transmissão, rotação da coroa e velocidade tangencial — e desenha o par engrenado girando na razão exata, com aviso automático de risco de interferência.

Calcular o par agora

Módulo m em 10 valores comerciaisPar desenhado girando na razão exataAviso de interferência (z₁<17)Imprime o resultadoSem cadastro · gratuitoAtendimento nacional

Resposta rápida

O par de engrenagens de dentes retos transmite rotação e torque entre dois eixos paralelos através do contato entre dentes. Três números definem a geometria: o módulo (m, tamanho do dente — precisa ser igual nas duas engrenagens), o número de dentes do pinhão (z₁) e da coroa (z₂). No exemplo desta página (módulo 3, pinhão de 20 dentes, coroa de 60, pinhão a 1200 RPM): diâmetro primitivo do pinhão d₁ = 60,00 mm, da coroa d₂ = 180,00 mm, distância entre centros a = 120,0 mm, relação de transmissão i = 3,00:1 e a coroa gira a 400 RPM — 3 vezes mais devagar, com 3 vezes mais torque. Abaixo do módulo, a ferramenta desenha o par girando na razão exata, dente a dente.

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PAR DE ENGRENAGENS — GEOMETRIA PRIMITIVA
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Ferramenta gratuita · mecânica

Calcule o par de engrenagens

Informe o módulo, o número de dentes do pinhão e da coroa e a rotação. Veja diâmetros, distância entre centros e relação de transmissão na hora — com o par desenhado girando na razão exata, dente a dente, ao lado.

Módulo e dentes
Rotação

Resultado

60,00 mm
Ø primitivo pinhão d₁
180,00 mm
Ø primitivo coroa d₂
120,0 mm
Distância entre centros a
3,00 : 1
Relação de transmissão i
400 RPM
Rotação da coroa n₂
3,77 m/s
Velocidade tangencial v
🟢 Par definido: i = 3,00:1 · a = 120,0 mm · coroa gira a 400 RPM · v = 3,77 m/s na linha primitiva.
Pinhão (1) Coroa (2)
Ø primitivo d (mm) 60,00 180,00
Ø externo dₐ = d+2m (mm) 66,00 186,00
Ø de raiz d_f = d−2,5m (mm) 52,50 172,50
Nº de dentes z 20 60
9,42 mm

O par engrenado — girando na razão exatadá pra contar os dentes; passe o mouse nos campos e a peça acende

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Dentes desenhados = z real (entre Ø de raiz e Ø externo da tabela) · tracejado = circunferência primitiva · ponto amarelo = contato · arco teal no topo do pinhão = passo p (constante enquanto os dentes passam).

PARÂMETROS: m=3 mm · z₁=20 · z₂=60 · n=1200 RPM  →  d₁=60,00 mm · d₂=180,00 mm · a=120,0 mm · i=3,00:1
Par de engrenagens gerado gratuitamente pela TOKEN ENGENHARIA — ferramenta da Bancada do Mecânico em tokenengenharia.com.br. Executamos manutenção mecânica industrial com responsável técnico: tokenengenharia.com.br/servicos/manutenção-industrial

⚠️ Esta ferramenta calcula apenas a geometria primitiva do par (dentes retos, ângulo de pressão 20°). O dimensionamento de resistência do dente à flexão (Lewis/AGMA) e ao desgaste superficial (pitting, AGMA/ISO 6336) é etapa de projeto separada, que depende de material, tratamento térmico, fator de serviço e carga aplicada — não substitui projeto nem laudo assinado por engenheiro.

Como a ferramenta calcula a geometria do par

Todo o cálculo sai de três entradas — módulo, dentes do pinhão, dentes da coroa — e da rotação do pinhão, seguindo a geometria padrão ISO/DIN de dentes retos com ângulo de pressão de 20°:

  • Diâmetro primitivo (d = m·z): o módulo multiplicado pelo número de dentes de cada engrenagem — a circunferência de referência onde o contato se comporta como dois cilindros lisos rolando sem escorregar.
  • Distância entre centros (a = m·(z₁+z₂)/2): a soma dos raios primitivos das duas engrenagens — a medida que define onde os eixos ficam fixados na carcaça.
  • Relação de transmissão (i = z₂/z₁): quantas voltas o pinhão dá para cada volta da coroa — e também o fator que multiplica o torque no sentido inverso.
  • Rotação da coroa (n₂ = n₁/i) e velocidade tangencial (v = π·d₁·n₁/60000): a velocidade com que os flancos dos dentes deslizam um sobre o outro na linha primitiva, a mesma nos dois diâmetros no ponto de contato.

No exemplo da página (módulo 3, z₁=20, z₂=60, n=1200 RPM): d₁ = 3×20 = 60,00 mm; d₂ = 3×60 = 180,00 mm; a = 3×(20+60)/2 = 120,0 mm; i = 60/20 = 3,00:1; e a velocidade tangencial fecha em 3,77 m/s.

O desenho explicado

Anatomia do dente: cabeça, primitivo e raiz

Todo dente vive entre dois diâmetros: o externo (dₐ = d+2m, a cabeça — protege o topo) e o de raiz (d_f = d−2,5m, o pé — com folga de fundo padrão de 0,25m). O diâmetro primitivo (d) fica entre os dois, e é a referência de toda a geometria. O passo circular (p = π·m) é a distância entre o mesmo ponto de dois dentes seguidos, medida na circunferência primitiva — precisa ser idêntico nas duas engrenagens, senão elas não engrenam.

Interferência de dentes: por que o pinhão pequeno pede atenção

Interferência é quando o dente da engrenagem maior colide com a raiz do dente da engrenagem menor durante o engrenamento, em vez de deslizar suavemente pelo perfil projetado. O efeito prático é desgaste prematuro, ruído e, em casos severos, o par simplesmente emperra. Para dentes retos sem correção de perfil, com ângulo de pressão de 20°, a referência usual de mercado é que o pinhão precisa de pelo menos ~17 dentes para não sofrer interferência — o valor exato varia de 14 a 20 conforme a fonte e a ferramenta de projeto consultada.

Quando o pinhão informado tem menos de 17 dentes, a ferramenta pinta os dentes do desenho de âmbar e mostra o aviso de risco de interferência. A correção nesse caso é técnica de projeto — deslocamento do perfil do dente (correção de dentado, positiva ou negativa) —, fora do escopo desta calculadora, que resolve apenas a geometria primitiva.

Módulo: o número que precisa ser igual nas duas engrenagens

Entre módulo, número de dentes e diâmetro, o módulo é o único parâmetro que não pode variar entre as duas engrenagens de um par. Duas engrenagens com diâmetros parecidos mas módulos diferentes têm dentes de tamanho e passo diferentes — e simplesmente não encaixam, por mais próximos que os diâmetros pareçam no papel. Por isso o módulo é sempre o primeiro número que um mecânico confere ao trocar uma engrenagem: bate o módulo, o resto é só contar dentes.

A ferramenta oferece os 10 módulos comerciais mais comuns (1 a 10 mm) — a mesma faixa que aparece em catálogos de redutores e engrenagens de prateleira. Fora dessa faixa, entram módulos especiais de projeto, calculados caso a caso conforme a carga e o material.

Erros comuns ao especificar um par de engrenagens

  • Trocar uma engrenagem sem conferir o módulo. Diâmetro parecido não é módulo igual — o passo do dente pode ser incompatível mesmo com o diâmetro batendo à primeira vista.
  • Especificar pinhão com poucos dentes sem checar interferência. Abaixo de ~17 dentes (dentes retos, sem correção, 20°), o risco de interferência aumenta desgaste e ruído — vale reprojetar a relação com um pinhão maior antes de fabricar.
  • Ignorar a distância entre centros no projeto da carcaça. Se a = m·(z₁+z₂)/2 não bater com o furo já usinado, o par não engrena com a folga correta — jogo de flanco errado gasta o dente rápido.
  • Confundir relação de transmissão com relação de torque. A relação multiplica a rotação para baixo e o torque para cima na mesma proporção — reduzir velocidade sempre ganha torque, e vice-versa, salvo perdas de atrito.
  • Tratar o cálculo de geometria como dimensionamento final. Diâmetros e relação definem o encaixe; a resistência do dente à carga real (Lewis/AGMA) é conta separada, que depende de material, tratamento térmico e fator de serviço.

Da engrenagem calculada ao redutor em operação

A geometria primitiva é o ponto de partida — o que garante que duas engrenagens quaisquer vão engrenar. O que garante que elas aguentam a carga real da máquina é outra conta: dimensionamento de resistência à flexão do dente (Lewis/AGMA), verificação de desgaste superficial (pitting, AGMA/ISO 6336), escolha de material e tratamento térmico, alinhamento dos eixos e lubrificação adequada ao regime de operação.

É aí que entra a manutenção industrial da Token: diagnóstico de desgaste em redutores e transmissões, substituição de engrenagens com especificação correta de módulo e material, alinhamento e responsável técnico do início ao fim.

Engrenamento calculado, redutor confiável

O par bem dimensionado nasce no projeto mecânico industrial; a folga, a temperatura e o óleo de cada redutor vivem sob a vigilância da manutenção preditiva.

Perguntas frequentes

O que é o módulo de uma engrenagem?

É o parâmetro que define o tamanho do dente (m = d/z, em mm). Precisa ser exatamente igual nas duas engrenagens de um par — módulos diferentes não engrenam.

Como calcular a relação de transmissão?

i = z₂/z₁ (dentes da coroa dividido pelos dentes do pinhão). No exemplo, 60/20 = 3,00:1 — a coroa gira 3× mais devagar, com 3× mais torque.

Como calcular o diâmetro primitivo?

d = m·z. É a circunferência de referência onde o contato se comporta como dois cilindros rolando sem escorregar.

Como calcular a distância entre centros?

a = m·(z₁+z₂)/2 — a soma dos raios primitivos. Define onde os eixos ficam fixados na carcaça.

O que é interferência e por que o pinhão precisa de ~17 dentes?

É a colisão do dente maior com a raiz do dente menor durante o engrenamento. Para dentes retos sem correção, ângulo de pressão 20°, a referência usual de mercado é ~17 dentes mínimos no pinhão (varia 14–20 conforme a fonte).

Como se calcula a rotação da coroa e a velocidade tangencial?

n₂ = n₁/i. A velocidade tangencial, igual nos dois diâmetros no ponto de contato, é v = π·d₁·n₁/60000 (m/s, com d₁ em mm e n₁ em RPM).

Este cálculo dimensiona a resistência do dente?

Não. Calcula só a geometria primitiva. Resistência à flexão (Lewis/AGMA) e ao desgaste (pitting) são etapas de projeto separadas, que dependem de material, tratamento térmico e carga real — não substitui laudo de engenheiro.

Por que o par desenhado gira em sentidos opostos?

Porque em engrenagens externas o dente de uma empurra o dente da outra pelo lado de fora — pinhão no horário força a coroa no anti-horário, e vice-versa.

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Da relação calculada ao redutor girando sem folga

A ferramenta fecha a geometria do par; a Token diagnostica, especifica e substitui engrenagens e redutores — manutenção mecânica industrial com responsável técnico, em todo o Brasil.

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