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BANCADA DO MECÂNICO · TOKEN ENGENHARIA
Correias em V — do perfil ao tensionamento, a transmissão fechada
Informe as polias e a distância entre centros e veja a relação de transmissão, a velocidade da correia, o comprimento (com a designação comercial mais próxima, perfil A) e o ângulo de abraçamento na polia menor — com a transmissão desenhada ao lado.
Relação, velocidade e comprimentoDesignação comercial mais próximaFarol de faixa usual (v e ângulo)Imprime o cálculoSem cadastro · gratuitoAtendimento nacional
Resposta rápida
Correia em V transmite potência entre dois eixos por atrito, encaixada no canal em V das polias. Esta ferramenta calcula a relação de transmissão (i = D/d), a rotação da polia movida, a velocidade da correia, o comprimento primitivo e o ângulo de abraçamento na polia menor — e sugere a designação comercial mais próxima (perfil A). No exemplo da página (d=125 mm, D=250 mm, C=400 mm, n=1750 RPM), a relação fecha em 2,00:1, o comprimento em 1398,8 mm e a designação sugerida é A-56 — dentro da faixa usual (farol verde). O resultado orienta a especificação do dia a dia; a seleção final de perfil e número de correias usa o catálogo do fabricante.
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CORREIAS EM V — TRANSMISSÃO
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Ferramenta gratuita · mecânica
Informe as polias e a distância entre centros
A ferramenta calcula a relação de transmissão, a velocidade da correia, o comprimento (com a designação comercial mais próxima, perfil A) e o ângulo de abraçamento na polia menor — com o desenho da transmissão ao lado.
Polias
MONTAGEM
Resultado
2.00:1
Relação de transmissão i = D/d
875 RPM
Rotação da polia movida n₂
11.45 m/s
Velocidade da correia
1398.8 mm
Comprimento da correia L
162.2°
Ângulo de abraçamento (polia menor)
🟢 Dentro da faixa usual: v=11.5 m/s (≤ 30) e α=162.2° (≥ 120°).
Comprimento calculado 1398.8 mm → designação comercial mais próxima (perfil A): A-56 (1422 mm).
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Correia (faixa navy) conectando as polias pelas tangentes externas — o arco laranja marca o ângulo de abraçamento na polia menor.
RELAÇÃO: 2.00:1 · COMPRIMENTO: 1398.8 mm → designação sugerida A-56
Cálculo gerado gratuitamente pela TOKEN ENGENHARIA — ferramenta da Bancada do Mecânico em tokenengenharia.com.br. Manutenção industrial e alinhamento de polias, em todo o Brasil.
⚠️ Modelo didático (perfil A, 1 correia). A seleção final de perfil, número de correias e a folga de tensionamento usa o catálogo do fabricante e a potência de projeto (fator de serviço, potência corrigida pela temperatura/arco de contato). Não substitui projeto ou laudo de engenharia.
Como a ferramenta calcula a transmissão
Os cinco resultados saem da mesma geometria de duas polias ligadas por uma correia aberta (sem cruzamento), na ordem que um catálogo de fabricante segue:
- Relação de transmissão (i): i = D/d — o diâmetro da polia movida dividido pelo da motora. Relação maior que 1 reduz a rotação e aumenta o torque no eixo acionado; menor que 1 faz o inverso.
- Rotação da polia movida (n₂): n₂ = n/i — a rotação do motor dividida pela relação de transmissão.
- Velocidade da correia (v): v = π·d·n/60000, em m/s (d em mm) — a velocidade linear da correia no diâmetro primitivo da polia motora. É ela que o farol usual limita em 30 m/s.
- Comprimento primitivo (L): L = 2C + π(D+d)/2 + (D−d)²/(4C) — a fórmula clássica de duas polias com distância entre centros C. É o valor que vira designação comercial.
- Ângulo de abraçamento (α): α ≈ 180° − 57(D−d)/C, na polia menor — cai quando os diâmetros são muito diferentes ou C é curto.
No exemplo da página (d=125 mm, D=250 mm, C=400 mm, n=1750 RPM): i = 250/125 = 2,00:1, n₂ = 875 RPM, v = 11,45 m/s, L = 1398,8 mm e α = 162,2° — dentro da faixa usual (v ≤ 30 m/s e α ≥ 120°).
O desenho explicado
Como ler o desenho da transmissão
A polia azul royal (menor, à esquerda) é a motora, acoplada ao motor elétrico; a polia teal (maior, à direita) é a movida, acoplada à máquina acionada. A faixa navy que liga as duas é a correia, traçada pelas tangentes externas comuns aos dois círculos — a mesma reta que a correia real ocupa fora do contato com as polias. O arco laranja na polia menor mostra o ângulo de abraçamento (α): quanto mais fechado esse arco, menos correia toca a polia e menor a capacidade de tração antes de patinar. Embaixo, a cota tracejada mostra a distância entre centros C usada no cálculo do comprimento.
Faixa usual: quando o farol vira amarelo ou vermelho
A ferramenta compara os dois resultados mais sensíveis — velocidade da correia e ângulo de abraçamento — contra critérios usuais de projeto de transmissão por correia em V:
- 🟢 Verde — dentro da faixa usual: velocidade até 30 m/s e ângulo de abraçamento de 120° ou mais. É a combinação que a maioria dos catálogos de fabricante considera confortável para o perfil A.
- 🟡 Amarelo — ângulo apertado: abraçamento entre 90° e 120°. A transmissão ainda funciona, mas perde capacidade de tração — o caminho mais direto é aumentar a distância entre centros C.
- 🔴 Vermelho — fora de faixa: velocidade acima de 30 m/s (desgaste acelerado e ruído) ou ângulo abaixo de 90° (patinação). Revise diâmetros, rotação ou distância entre centros antes de especificar a correia.
Esses limites são critério usual de projeto vindo de catálogo de fabricante — não são cláusula de norma fechada. Quando o fabricante especificado tem tabela própria de velocidade máxima ou ângulo mínimo, ela prevalece sobre o critério orientativo desta ferramenta.
Erros comuns na transmissão por correia em V
- Julgar a tensão pelo ouvido. Correia cantando no arranque costuma ser tensão baixa; ruído grave e mancal esquentando costuma ser tensão alta demais. Nos dois casos, o critério é deflexão medida com régua e peso-padrão (ou tensiômetro), nunca a impressão de quem está ao lado da máquina.
- Ignorar o ângulo de abraçamento ao aproximar as polias. Reduzir a distância entre centros para “economizar espaço” fecha o ângulo de abraçamento e derruba a capacidade de tração — mesmo com a tensão correta, a correia patina antes.
- Trocar só a correia gasta, sem checar as polias. Canal de polia desgastado (alargado ou com fundo polido) não segura a correia nova do mesmo jeito — o desgaste prematuro se repete.
- Desalinhar polias na troca. Polia motora e movida fora do mesmo plano gera desgaste lateral da correia e ruído, mesmo com tensão e ângulo corretos — sempre conferir com régua ou laser antes de fechar o serviço.
- Misturar correia nova com correia usada no mesmo jogo (perfis com mais de uma correia). Comprimentos ligeiramente diferentes fazem uma correia puxar mais que a outra — o jogo inteiro se troca junto.
Quando o barulho ou o desgaste persiste mesmo depois de conferir tensão e alinhamento, o passo seguinte é diagnóstico técnico de verdade: manutenção industrial da Token, com alinhamento de polias e adequação de transmissões em campo.
Por que o cálculo de geometria não fecha a especificação sozinho
A relação, a velocidade e o comprimento desta página resolvem a geometria da transmissão — a pergunta que falta para fechar a compra é quanto de potência a correia precisa entregar, e essa conta usa outra entrada: a potência do motor, corrigida por três fatores que o catálogo do fabricante tabela separadamente.
- Fator de serviço: multiplica a potência nominal do motor conforme o tipo de carga acionada e o regime de uso — uma carga com choques frequentes (britador, peneira vibratória) ou operação contínua acima de 16 horas pede um fator maior que uma carga leve e uniforme (ventilador pequeno, bomba centrífuga em regime constante). É o primeiro número que o catálogo pede antes de entrar na tabela de seleção de perfil.
- Correção pelo arco de contato: quando o ângulo de abraçamento calculado nesta página fica abaixo de 180° (o caso comum, sempre que as polias têm diâmetros diferentes), a capacidade de transmissão de potência da correia cai proporcionalmente — o catálogo tem uma tabela de fator de correção por arco de contato que se aplica exatamente sobre o ângulo α que esta ferramenta já calcula.
- Correção pelo comprimento: correias mais curtas fletem mais vezes por segundo na mesma velocidade e por isso têm capacidade nominal ligeiramente menor que correias longas do mesmo perfil — outro fator tabelado do catálogo, aplicado sobre o comprimento (ou a designação comercial) que a ferramenta já sugere.
Só depois de aplicar os três fatores sobre a potência corrigida é que o catálogo devolve o número de correias em paralelo e confirma (ou não) o perfil A assumido nesta ferramenta — em transmissões de maior potência o catálogo pode indicar perfil B, C ou uma correia estreita de seção diferente, o que muda a própria tabela de designação comercial usada aqui. É exatamente esse dimensionamento completo, com a potência real do motor e o catálogo do fabricante especificado, que a manutenção industrial da Token confere antes de fechar a compra da correia.
Correia certa, transmissão monitorada
Selecionar o perfil é o começo; tensão, alinhamento de polias e inspeção periódica entram na manutenção preditiva que evita a parada por correia espelhada.
Perguntas frequentes
O que é a relação de transmissão numa correia em V?
É a razão entre o diâmetro da polia movida e o da polia motora (i = D/d) — diz quantas voltas a polia motora dá para cada volta da polia movida. Uma relação 2:1 (como no exemplo desta página) significa que a polia movida gira à metade da rotação da polia motora, dobrando o torque disponível no eixo acionado.
Como a ferramenta calcula o comprimento da correia?
Pela fórmula clássica de duas polias com correia aberta (sem cruzamento): L = 2C + π(D+d)/2 + (D−d)²/(4C), em que C é a distância entre centros e D, d os diâmetros primitivos das polias. É a mesma conta usada em catálogo de fabricante para chegar no comprimento antes de escolher a designação comercial mais próxima.
O que é o ângulo de abraçamento e por que ele importa?
É o arco da polia menor que fica realmente em contato com a correia — quanto maior esse ângulo, mais superfície de atrito e mais torque a correia consegue transmitir sem patinar. Ele cai quando a diferença entre os diâmetros das polias é grande em relação à distância entre centros; abaixo de 90° a capacidade de tração já compromete a transmissão, e entre 90° e 120° a ferramenta acende o alerta amarelo.
Por que existe uma trava de distância mínima entre centros?
Porque, geometricamente, as duas polias só deixam de se sobrepor quando a distância entre centros C é maior que a soma dos raios, (D+d)/2. Informar um C menor que isso descreve uma montagem impossível — a ferramenta trava o cálculo e mostra o valor mínimo de C para aquela combinação de diâmetros, em vez de devolver um número sem sentido físico.
Como funciona a designação comercial (A-32, A-56…)?
É a nomenclatura de catálogo do perfil A: o número depois do traço é o comprimento externo nominal da correia em polegadas, numa tabela comercial que sobe de 2 em 2 polegadas (A-32, A-34… até A-96). A ferramenta calcula o comprimento teórico exato pela geometria informada e devolve a designação comercial mais próxima dessa tabela de referência de mercado — é o código que se pede no balcão da loja de rolamentos.
O resultado já diz quantas correias e qual perfil usar?
Não. A ferramenta trabalha com o perfil A e uma correia, no critério didático de geometria pura — a seleção final de perfil (A, B, C…), o número de correias em paralelo e a folga de tensionamento dependem do catálogo do fabricante e da potência de projeto corrigida por fator de serviço, temperatura e arco de contato. É esse dimensionamento completo, com relatório técnico, que a manutenção industrial da Token executa.
Correia cantando ou gemendo no arranque é sempre falta de tensão?
É a causa mais comum, mas confira sempre com deflexão medida (não adivinhada): a correia frouxa patina no arranque e canta; a correia excessivamente tensionada gera ruído grave e desgasta mancal e rolamento prematuramente. As duas situações pedem o mesmo primeiro passo — checar o alinhamento das polias e a tensão real, não só de ouvido.
Token Engenharia · Manutenção industrial
Do cálculo da correia ao alinhamento em campo
A ferramenta fecha a conta da transmissão; a Token faz o alinhamento de polias e a adequação de transmissões industriais em campo, em todo o Brasil.