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Torque de Aperto — o N·m certo para cada parafuso, classe e lubrificação

Informe a rosca métrica, a classe de resistência e a condição de atrito, e receba o torque de aperto recomendado em N·m e kgf·m, a força de aperto na junta e a tabela de bolso completa de M6 a M36 — pronta pra imprimir e levar pra oficina.

Calcular o torque de aperto

Rosca M6 a M36Classes 8.8 / 10.9 / 12.9Seco, lubrificado ou zincadoTabela de bolso pra imprimirSem cadastro · gratuitoAtendimento nacional

Resposta rápida

Torque de aperto é o torque aplicado no parafuso pra gerar a força de aperto (pré-carga) certa na junta — nem apertado de menos (junta frouxa, vibra e solta) nem apertado demais (parafuso escoa ou quebra). Esta ferramenta calcula pelo modelo T = K·F·d. No exemplo da página, um M20 classe 8.8, rosca seco (K=0,20), apertado a 75% da carga de prova, pede torque de 470,4 N·m (47,97 kgf·m) para uma força de aperto de 117,6 kN. Troque a rosca, a classe, a condição ou o % da carga de prova e a tabela de bolso inteira recalcula junto.

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TORQUE DE APERTO — M6–M36
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Ferramenta gratuita · mecânica

Calcule o torque de aperto do parafuso

Informe a rosca, a classe de resistência, a condição de atrito e o % da carga de prova — e veja o torque recomendado (N·m e kgf·m), a força de aperto e a tabela de bolso completa das 10 bitolas.

Parafuso

Rosca e classe

Atrito / condição

Carga

Resultado — M20 · 8.8

470,4 N·m
Torque de aperto
47,97 kgf·m
Torque de aperto
117,6 kN
Força de aperto
245,0
Área resistente At (mm²)
🟢 Torque calculado com 75% da carga de prova — classe 8.8, condição seco.

Tabela de bolso — classe 8.8, condição seco, 75% da carga de prova

Rosca At (mm²) F aperto (kN) Torque (N·m) Torque (kgf·m)
M6 20,1 9,6 11,6 1,18
M8 36,6 17,6 28,1 2,87
M10 58,0 27,8 55,7 5,68
M12 84,3 40,5 97,1 9,90
M14 115,0 55,2 154,6 15,76
M16 157,0 75,4 241,2 24,59
M20 245,0 117,6 470,4 47,97
M24 353,0 169,4 813,3 82,93
M30 561,0 269,3 1615,7 164,75
M36 817,0 392,2 2823,6 287,92
PARÂMETROS: M20 · 8.8 · condição seco · 75% da carga de prova  →  torque 470,4 N·m
Torque de aperto gerado gratuitamente pela TOKEN ENGENHARIA — ferramenta da Bancada do Mecânico em tokenengenharia.com.br. Manutenção e montagem industrial com responsável técnico: tokenengenharia.com.br/contato/

⚠️ Modelo didático (T = K·F·d ), referência de tabela de mercado para a tensão de escoamento por classe. Juntas críticas (flange pressurizado, junta estrutural calculada, vaso de pressão, tubulação com norma própria) têm torque de projeto próprio definido em memorial de cálculo — esta ferramenta não substitui esse projeto nem laudo de engenharia.

Como a ferramenta chega no torque

O caminho tem duas contas, na ordem certa, e é o mesmo caminho que qualquer tabela de torque de mercado segue por trás dos números prontos:

  • Força de aperto (F): primeiro define-se a força que a junta precisa receber. Ela sai de F = %·σy·At — a fração da carga de prova escolhida, multiplicada pela tensão de escoamento da classe do parafuso e pela área resistente da rosca (At). Área maior ou classe mais resistente aguentam mais força; usar uma fração menor da carga de prova (ex.: 60% em vez de 75%) reduz a força de aperto de propósito, com mais folga de segurança.
  • Torque de aperto (T): com a força definida, o torque que o torquímetro precisa entregar sai de T = K·F·d — o coeficiente de atrito K, multiplicado pela força de aperto F e pelo diâmetro nominal d da rosca. É essa segunda conta que transforma “quanta força eu quero” em “quanto torque eu aplico no punho do instrumento”.

No exemplo da página (M20, classe 8.8, seco, 75% da carga de prova): a área resistente é 245,0 mm², a força de aperto calculada é 117,6 kN, e o torque resultante fecha em 470,4 N·m — equivalente a 47,97 kgf·m pra quem lê a escala do torquímetro nessa unidade.

A equação explicada

T = K · F · d, termo por termo

O torque que sai do torquímetro é só o MEIO — o que interessa de verdade é a força de aperto (pré-carga) que ele produz na junta. K resume o atrito da rosca e da face de apoio; F é a força de aperto que a junta precisa receber (fração da carga de prova); e d é o diâmetro nominal do parafuso. Mudar qualquer um dos três — trocar de rosca seca pra lubrificada, subir de classe ou de bitola — muda o torque final, mesmo que a força de aperto desejada continue a mesma.

Por que lubrificação muda tudo (e é o erro mais comum)

Rosca seca e rosca lubrificada não têm o mesmo K — e essa diferença é a causa nº1 de junta mal apertada em oficina:

  • Rosca seca (K≈0,20 na referência desta ferramenta): mais atrito, precisa de MAIS torque pra chegar na mesma força de aperto.
  • Rosca lubrificada (K≈0,15): menos atrito, o MESMO torque aplicado gera uma força de aperto MAIOR do que geraria a seco.
  • Rosca zincada (K≈0,22): o revestimento costuma elevar levemente o atrito em relação ao aço nu sem tratamento.

O erro clássico: o mecânico lê o torque de uma tabela pensando em rosca seca, mas o parafuso já veio lubrificado de fábrica (ou foi lubrificado na montagem por boa prática, pra facilitar o aperto e evitar grimpagem). Aplicando o torque “de seco” numa rosca lubrificada, a força de aperto real fica bem acima do previsto — na prática, a pré-carga pode passar da carga de prova, deformando o parafuso ou até quebrando na montagem. Confirme sempre a condição real da rosca antes de ler o valor na tabela.

Erros comuns no aperto de parafusos

  • Usar a tabela errada de atrito. Como visto acima, seco/lubrificado/zincado dão torques bem diferentes pra mesma força de aperto — confira sempre a condição real da peça.
  • Ignorar a classe de resistência. Um parafuso 8.8 e um 12.9 da mesma bitola pedem torques diferentes — trocar a peça por engano (ou não saber a classe) derruba o cálculo inteiro.
  • Apertar a 100% da carga de prova. Elimina a margem de segurança contra dispersão do torquímetro, relaxamento da junta com o tempo e pequenos erros de medição — a referência mais comum de mercado fica entre 65% e 80%.
  • Não calibrar o torquímetro. O instrumento descalibrado invalida qualquer valor calculado, por mais preciso que o número na tela seja.
  • Tratar todo parafuso como “aperto de oficina”. Junta crítica (flange pressurizado, vaso de pressão, estrutura calculada) tem torque de projeto próprio — o valor desta ferramenta é ponto de partida geral, não substitui o memorial de cálculo específico.
  • Ordem e sequência de aperto erradas. Em juntas com vários parafusos (flanges, tampas, cabeçotes), apertar fora da sequência cruzada recomendada pelo fabricante empena a peça mesmo com o torque individual correto — o padrão usual é apertar em cruz, em duas ou três passadas progressivas, e só na última passada chegar no torque final especificado.
  • Reaproveitar parafuso que já escoou. Um parafuso apertado uma vez além do próprio limite elástico não volta ao comprimento original quando afrouxado — reutilizá-lo aplica o mesmo torque calculado numa peça que já perdeu parte da capacidade de gerar pré-carga, e o resultado real fica abaixo do previsto mesmo com o torquímetro certo.
  • Não reapertar depois do assentamento inicial. Nas primeiras horas ou ciclos de uso, pequenas superfícies de contato se acomodam e parte da pré-carga inicial relaxa — juntas críticas costumam ter um reaperto programado depois do primeiro período de operação, e pular essa etapa deixa a junta mais frouxa do que o cálculo original previu.

Quando o aperto vira manutenção industrial de verdade — plano de lubrificação, torque documentado, responsável técnico —, é a Token que executa. E quando a junta nasce num equipamento novo, o caminho é a montagem industrial: instalação com ART, do primeiro parafuso ao comissionamento.

Torque certo aperta uma vez — e não solta nunca

Junta crítica pede torque documentado, sequência e reaperto controlado: rotina da manutenção industrial e da manutenção preditiva da Token em flanges e bases.

Perguntas frequentes

Como a ferramenta calcula o torque de aperto?

Pelo modelo T = K·F·d, onde K é o coeficiente de torque, F é a força de aperto desejada e d é o diâmetro nominal do parafuso. A força de aperto sai de F = %·σy·At — uma referência de tabela de mercado, não uma medição da peça real.

O que é o coeficiente de torque K e por que ele muda com lubrificação?

K resume o atrito total da rosca e da face de apoio. Rosca seca tem mais atrito (K maior); lubrificada tem menos (K menor) — o mesmo torque aplicado numa rosca lubrificada gera mais força de aperto do que geraria a seco.

O que é a área resistente (At) de uma rosca?

É a área efetiva da seção transversal usada pra calcular a resistência à tração — menor que a área do diâmetro nominal cheio, porque desconta a geometria dos filetes. Cada bitola métrica tem seu At tabelado.

Por que apertar a 75% da carga de prova, e não a 100%?

A carga de prova é a força máxima antes da deformação permanente. Usar uma fração dela garante pré-carga forte com folga de segurança contra dispersão de torque e relaxamento da junta; a 100% essa margem desaparece.

Qual a diferença entre as classes 8.8, 10.9 e 12.9?

O número indica a resistência do aço — quanto maior, maior a tensão de escoamento e a força de aperto que a mesma bitola aguenta. A classe correta é a que o projeto ou o fabricante especifica.

Esta ferramenta substitui o torque de projeto de uma junta crítica?

Não. É referência de tabela de mercado para uso geral. Juntas críticas têm torque de projeto definido em memorial de cálculo específico — o valor certo vem do desenho de projeto ou do manual do fabricante.

Como uso a tabela de bolso impressa na oficina?

Escolha a classe e a condição de atrito mais próximas da situação real, confira a linha da bitola que vai apertar e leia o torque em N·m ou kgf·m, conforme a escala do torquímetro.

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Do torque calculado ao plano de manutenção com ART

A ferramenta fecha a conta de cada parafuso; a Token documenta o plano de torque, executa a manutenção e a montagem industrial com responsável técnico, em todo o Brasil.

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