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Simulador de malha 4-20 mA ao vivo — arraste a corrente e veja o laço inteiro reagir

Vai comissionar um transmissor, depurar a escala de um CLP ou entender por que 4 mA não é zero? Arraste a corrente do laço e veja, ao vivo, o tanque encher, o miliamperímetro girar, a conta do CLP acompanhar e o badge NAMUR NE 43 mudar de cor quando o cabo rompe — toda a malha de corrente na tela, sem cadastro.

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Corrente 4-20 mA ao vivoPV, % e conta do CLPFalha de cabo NAMUR NE 43Interpolação linear · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional

Resposta rápida

Uma malha de corrente 4-20 mA transmite uma medição usando a própria corrente do laço como sinal: 4 mA é o fundo de escala (LRV) e 20 mA o topo (URV), com span fixo de 16 mA. O valor de processo sai por interpolação linear: PV = LRV + ((I − 4) / 16) × (URV − LRV). O início em 4 mA é o zero vivo: abaixo de ~3,6 mA não é o processo no mínimo, é a malha em falha — o fundamento do NAMUR NE 43. Este simulador deixa você arrastar a corrente e ver tudo ao vivo: o tanque enchendo, o PV, a contagem inteira do CLP e o badge de diagnóstico mudando de cor. É um modelo didático: a calibração em campo e o laudo da instalação são projeto de engenharia, com ART.

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Simulador grátis · malha 4-20 mA

Arraste a corrente e veja o laço inteiro reagir

O tanque enche, o ponteiro do miliamperímetro gira, a conta do CLP acompanha e o badge NAMUR NE 43 muda de cor quando o cabo rompe — toda a malha de corrente na tela, sem cadastro.

📱 Em telas pequenas, gire o celular na horizontal para a cena caber melhor.
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Configuração inválida.
Corrente
12,0 mA
PV (nível)
50,00 cm
Conta do CLP
16.589
Estado NAMUR
NORMAL

50,00 cm50% da escala

I — corrente (mA · 0–24)PV — % de escala (0–100%)
Corrente do laço  I12,0 mA

0 mA4122024 mA
Velocidade de enchimento

Simulador de apoio técnico, didático e orientativo. Não modela a resistência do cabo, a capacitância parasita nem a comunicação HART, e não substitui a malha real, a calibração de campo nem o laudo de engenharia com ART. Referência do sinal: interpolação linear; diagnóstico de falha: NAMUR NE 43 (limites 3,6 / 3,8 / 20,5 / 21,0 mA). Presets de CLP marcados como a verificar são campo manual — confira sempre o manual do módulo analógico.

Como funciona o loop: a corrente é o próprio sinal

A primeira coisa a entender de uma malha 4-20 mA é que o sinal não é uma tensão, é uma corrente. Num laço a dois fios, o mesmo par de condutores faz duas coisas ao mesmo tempo: leva a alimentação (em geral 24 V em corrente contínua) até o transmissor e carrega o sinal de volta. O transmissor se comporta como uma fonte de corrente controlada: ele ajusta a corrente que circula pelo laço inteiro conforme a grandeza que está medindo — nível, pressão, temperatura ou vazão. Quanto maior a grandeza, mais corrente; entre o fundo e o topo de escala, a corrente varia linearmente de 4 a 20 mA.

Por que corrente, e não tensão? Porque a corrente é a mesma em todos os pontos de um laço em série. Se você medir os miliampères perto do transmissor, no meio do cabo ou na entrada do CLP, encontra o mesmo valor. A resistência do cabo, que numa transmissão por tensão derrubaria o sinal ao longo da distância, aqui só consome um pouco da tensão disponível — não altera a corrente. Por isso o 4-20 mA atravessa centenas de metros de cabo industrial sem perder exatidão, e virou o padrão de fato da instrumentação analógica de processo.

O laço se fecha em quatro elementos em série: a fonte de 24 V, o transmissor (a fonte de corrente), o cabo e o resistor de leitura na entrada analógica do CLP — tipicamente de 250 ohms, que converte a corrente numa tensão proporcional para o conversor analógico-digital ler. É essa cadeia que o simulador desenha: arraste a corrente e acompanhe o sinal saindo do transmissor, atravessando o cabo e chegando ao módulo de entrada do CLP.

Por que 4 mA e não zero: o zero vivo

Poderia parecer mais simples começar a escala em 0 mA. Mas há uma razão de engenharia forte para o piso ser 4 mA, o chamado zero vivo (live zero). Como o transmissor a dois fios é alimentado pelo próprio laço, ele precisa de uma corrente mínima circulando para manter a eletrônica ligada, mesmo quando a grandeza medida está no fundo de escala. Esses 4 mA garantem essa alimentação de base — o instrumento nunca fica “morto” durante a operação normal.

O ganho maior, porém, é o diagnóstico. Com zero vivo, existe uma diferença clara entre dois cenários que, numa escala 0-20 mA, seriam indistinguíveis: o processo legitimamente no mínimo (4 mA) e a malha em falha (próximo de 0 mA). Se a corrente cai abaixo de cerca de 3,6 mA, não é o tanque vazio nem a pressão zero: é cabo rompido, borne solto ou transmissor sem alimentação. O sistema de controle sabe, na hora, que aquele ponto não é confiável — e pode disparar um alarme em vez de tomar uma decisão com um valor falso. No simulador, clique em Romper cabo e veja a corrente desabar para zero e o diagnóstico saltar para falha.

A matemática do sinal

Uma reta entre 4 e 20 mA — e duas pontas que significam falha

Entre 4 e 20 mA o valor de processo é uma simples reta: cada miliampère corresponde a um pedaço fixo da escala configurada. Fora dessa faixa, nas pontas, o sinal deixa de ser medição e passa a ser diagnóstico NAMUR NE 43. Quando a malha precisa ser calibrada de verdade — com calibrador rastreado, verificação da resistência do laço e laudo da instalação com responsável técnico — a simulação didática dá lugar a um trabalho de engenharia com ART. A Token Engenharia executa esse serviço em todo o Brasil.

A interpolação linear governa a faixa saudável; as pontas vermelhas são o território da falha.

Calculando o valor de processo (PV) a partir da corrente

Como o sinal é linear, converter miliampères em valor de processo é uma interpolação de primeiro grau. Você precisa de três informações: a corrente atual I, o valor no fundo de escala LRV (o que corresponde a 4 mA) e o valor no topo de escala URV (o que corresponde a 20 mA). A fração da faixa percorrida é (I − 4) dividido pelo span de corrente, 16 mA. Multiplicada pelo span da grandeza (URV − LRV) e somada ao LRV, dá o valor de processo:

Grandeza Fórmula Exemplo (LRV 0, URV 100 cm)
Valor de processo (PV) PV = LRV + ((I − 4) / 16) × (URV − LRV) 12 mA → 0 + 0,5 × 100 = 50,0 cm
Percentual de escala % = ((I − 4) / 16) × 100 12 mA → 50,0%
Corrente a partir do PV I = 4 + ((PV − LRV) / (URV − LRV)) × 16 75 cm → 4 + 0,75 × 16 = 16,0 mA
Conta do CLP (S7) conta = c_min + ((I − 4) / 16) × (c_máx − c_min) 12 mA → 5530 + 0,5 × 22118 = 16.589
PV a partir da conta PV = LRV + ((conta − c_min) / (c_máx − c_min)) × (URV − LRV) 16.589 → 50,0 cm (confere)

Os pontos âncora são fáceis de memorizar e servem de conferência rápida no campo: 4 mA é sempre o LRV; 8 mA é 25% da faixa; 12 mA é o meio, 50%; 16 mA é 75%; e 20 mA é o URV. Se o transmissor está calibrado e o multímetro lê 12 mA, o valor de processo tem de cair exatamente no meio da escala — qualquer desvio aponta erro de calibração ou de escala. A fórmula vale para qualquer grandeza, inclusive com LRV negativo: num transmissor de temperatura de −50 a 150 °C, 8 mA dão −50 + 0,25 × 200 = 0,0 °C. O simulador aceita esses casos e mostra a conta inteira ao lado, para você ver os três resultados (PV, percentual e conta) sempre coerentes.

A conta do CLP: por que o número do programa não é o miliampère

Quem programa CLP descobre cedo que o módulo de entrada analógica não entrega miliampères ao programa. Ele entrega uma contagem inteira — a “palavra” que o conversor analógico-digital produz. Essa contagem é apenas outra escala linear do mesmo sinal, e a faixa dela depende da plataforma e do módulo. O ponto de tropeço clássico é achar que 4 mA correspondem a zero contas: na maioria das plataformas, não.

Num Siemens S7 configurado para 4-20 mA, a faixa normalizada vai de 5530 contas (em 4 mA) a 27648 (em 20 mA) — e 5530 é justamente 4/20 de 27648, o que confirma o zero vivo embutido na própria escala do cartão. Já um módulo genérico de 16 bits costuma ir de 0 a 65535, e um Allen-Bradley legado de 14 bits, de 3277 a 16383. A conta sai pela mesma interpolação do PV, só trocando a escala da grandeza pela escala de contas. Quem programa precisa fazer o caminho de volta: escalonar a contagem para a grandeza de engenharia. O simulador mostra a contagem ao vivo e recalcula o PV a partir dela — se o PV direto e o PV da conta batem, a escala do programa está consistente; se divergem, há erro de parametrização do bloco de escala.

Os presets do simulador para plataformas com variação por firmware (WEG, Schneider) aparecem como campo manual, com o aviso a verificar: o número exato precisa vir do manual do módulo, não de memória. É a mesma honestidade técnica que se espera de um laudo.

NAMUR NE 43: como o laço sinaliza falha

A grande virtude do 4-20 mA com zero vivo é transformar a própria corrente em um sistema de diagnóstico. O NAMUR NE 43 é a recomendação que padroniza como um transmissor usa as regiões fora da faixa de medição para sinalizar problema, de forma que qualquer sistema de controle interprete o sinal da mesma maneira. As fronteiras usadas no simulador são estas:

  • Abaixo de 3,6 mA — Falha de baixa (Fail Low): a corrente caiu para perto de zero. Causa típica: cabo rompido, borne solto, fonte desligada ou transmissor sem alimentação. O valor de processo é indisponível — não se calcula nível com o laço aberto.
  • Entre 3,6 e 3,8 mA — Aviso de baixa: zona de borda, sinal abaixo da faixa útil; merece atenção mas ainda não é falha franca.
  • Entre 3,8 e 20,5 mA — Sinal saudável: é a faixa de medição legítima, onde a interpolação linear vale e o badge fica verde.
  • Entre 20,5 e 21,0 mA — Aviso de alta: sinal acima da faixa útil, zona de borda superior.
  • Acima de 21,0 mA — Falha de alta (Fail High): a corrente saturou. Causa típica: curto no cabo ou defeito eletrônico do transmissor.

No simulador, o badge muda de cor exatamente nessas fronteiras, ao vivo, conforme você arrasta a corrente: verde na faixa saudável, âmbar nas zonas de aviso, vermelho nas de falha. É a forma mais rápida de fixar os limites na cabeça antes de configurar o alarme no sistema supervisório.

Diagnóstico de falha: rompimento, curto e transmissor congelado

Cada modo de falha de uma malha 4-20 mA tem uma assinatura própria na corrente, e reconhecê-la é metade do diagnóstico em campo. O simulador reproduz os três casos mais comuns com botões dedicados:

  • Rompimento de cabo: o laço abre, a corrente cai para perto de 0 mA e o sistema indica Fail Low. Na cena, os dois fios se separam, surge o raio de ruptura e o badge fica vermelho. É a falha que o zero vivo foi feito para denunciar.
  • Curto no cabo: a corrente dispara acima de 21 mA, Fail High. Acontece quando os dois condutores se tocam ou quando a eletrônica do transmissor falha em curto. O ponteiro do miliamperímetro bate no fim da escala.
  • Transmissor congelado (valor stale): o caso mais traiçoeiro. A saída trava num valor que parece válido — por exemplo 12 mA — mesmo com o processo mudando. Não há alarme óbvio: o nível na tela parece bom, mas é um valor velho. O simulador marca esse estado com um aviso de congelado, lembrando que um sinal estável demais também pode ser sintoma de defeito.

Em todos os casos, o oscilograma na parte de baixo registra o instante exato do evento com uma linha vertical, do mesmo jeito que um registrador de tendência no supervisório guardaria o histórico. Treinar o olho nessas assinaturas na bancada virtual antecipa, sem risco, o que no painel só apareceria com a planta parada.

Quando chamar a Token: do simulador à malha real

Este simulador é um modelo didático do sinal 4-20 mA, ótimo para enxergar a interpolação, a conta do CLP e o diagnóstico NAMUR NE 43 antes de ir ao campo. Mas ele deliberadamente não trata o que separa o desenho da instalação real:

  • a resistência do cabo e a queda de tensão no laço, que limitam a distância e a carga (burden) que a fonte de 24 V consegue alimentar;
  • a capacitância parasita e o ruído eletromagnético em cabos longos próximos de inversores e motores;
  • a comunicação HART sobreposta ao sinal de corrente;
  • a calibração rastreada do transmissor com calibrador padrão e a verificação da malha de controle ponta a ponta.

A decisão de qual transmissor, qual escala, qual proteção e qual aterramento são adequados a uma instalação específica é projeto de engenharia. Exige levantamento de campo, verificação da malha, calibração e uma memória consolidada num laudo com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa o comissionamento de instrumentação, a revisão de malhas 4-20 mA e o laudo da instalação industrial, assinado, em todo o Brasil.

Perguntas frequentes

Como funciona uma malha de corrente 4-20 mA a dois fios?

O mesmo par de fios alimenta o transmissor e carrega o sinal. A fonte de 24 V fecha o laço com o transmissor, o cabo e o resistor de leitura na entrada do CLP. O transmissor funciona como fonte de corrente: regula a corrente do laço inteiro entre 4 e 20 mA conforme a grandeza medida. Como é corrente, o sinal não se degrada ao longo do cabo — a mesma corrente passa por todo o laço.

Por que o sinal começa em 4 mA e não em zero?

4 mA é o zero vivo: alimenta a eletrônica do transmissor a dois fios e, principalmente, permite distinguir o processo legitimamente no mínimo de uma falha. Abaixo de ~3,6 mA não é o processo em zero, é o laço aberto — cabo rompido ou transmissor sem alimentação. É o fundamento do diagnóstico NAMUR NE 43.

Como o valor de processo (PV) é calculado a partir da corrente?

Por interpolação linear: PV = LRV + ((I − 4) / 16) × (URV − LRV), com span de corrente fixo de 16 mA. Para um transmissor de 0 a 100 cm, 12 mA dão exatamente 50 cm. O simulador mostra essa conta ao vivo e o tanque enche na proporção.

O que é o NAMUR NE 43 e quais são os limites?

É a recomendação que padroniza como o 4-20 mA sinaliza falha pelas regiões fora da faixa: abaixo de 3,8 mA aviso de baixa, abaixo de 3,6 mA falha de baixa; acima de 20,5 mA aviso de alta, acima de 21,0 mA falha de alta. Entre 3,8 e 20,5 mA o sinal é saudável. No simulador o badge muda de cor exatamente nesses limites.

O que é a contagem do CLP e por que ela não bate com o miliamperímetro?

O módulo de entrada converte a corrente numa contagem inteira pelo conversor A/D. A faixa depende da plataforma: Siemens S7 4-20 mA vai de 5530 a 27648; genérico 16 bits, 0 a 65535. A conta sai pela mesma interpolação do PV. O programador precisa escalonar a conta de volta para a grandeza de engenharia — o simulador mostra a conta e recalcula o PV a partir dela para conferir consistência.

Como diagnosticar rompimento de cabo, curto e transmissor congelado?

Cabo rompido: corrente abaixo de 3,6 mA, Fail Low. Curto no cabo: corrente acima de 21 mA, Fail High. Transmissor congelado: a saída trava num valor que parece válido mesmo com o processo mudando — um PV velho (stale) sem alarme óbvio. No simulador os três botões reproduzem cada caso e o oscilograma marca o instante do evento.

Este simulador substitui a calibração em campo e o laudo da instalação?

Não. É um modelo didático do sinal 4-20 mA. Não modela resistência de cabo, queda de tensão, capacitância parasita nem HART, e os presets de CLP com incerteza ficam marcados como a verificar. A calibração com calibrador rastreado, a verificação da malha e o laudo da instalação com ART são projeto de engenharia. A Token Engenharia executa esse serviço em todo o Brasil.

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Do simulador à malha de instrumentação real, com ART

A ferramenta mostra como o sinal 4-20 mA se comporta; a Token Engenharia entrega o comissionamento de instrumentação, a revisão de malhas de controle e o laudo da instalação industrial com responsável técnico e ART em todo o Brasil.

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