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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL · TOKEN ENGENHARIA
Simulador do campo girante do motor de indução — veja as três fases gerarem um vetor que gira
Quer enxergar por que três fases defasadas em 120° fazem o motor girar? Arraste a frequência, troque o número de polos, inverta a sequência de fases e veja, ao vivo, as senóides oscilando, o vetor de campo girando, o rotor perseguindo e o escorregamento aparecendo — sem cadastro.
Vetor de campo girandoSenóides das 3 fasesSíncrona n_s e escorregamentoInversão de fase · sem cadastroResponsável técnico CREA-RJAtendimento nacional
Resposta rápida
O campo girante é o vetor magnético que gira dentro do estator de um motor trifásico de indução. Ele nasce de três fases defasadas em 120°: cada uma alimenta um enrolamento e cria um campo que pulsa; somados, esses três campos resultam num único vetor de módulo constante que gira na frequência da rede. A velocidade desse giro é a velocidade síncrona n_s = (120 × f) / polos. O rotor persegue esse campo, mas fica sempre um pouco atrás — essa diferença é o escorregamento. Inverter duas fases (ABC → ACB) reverte o sentido do campo e do rotor. Este simulador deixa você ver tudo isso ao vivo. É um modelo didático: o projeto de acionamento e o laudo da instalação são trabalho de engenharia, com ART.
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Simulador grátis · campo girante
Veja as três fases criarem um vetor que gira — e o rotor correr atrás
Três senóides defasadas em 120° somam um campo magnético de módulo constante que gira na frequência da rede. Mexa na frequência, no número de polos e na carga e assista à física responder ao vivo — inclusive a inversão de fase e o escorregamento, sem cadastro.
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Gráfico das 3 fasesABC
Campo girante & rotor
Instrumentos
Rede (alimentação)
60 Hz
Inverter 2 fases reverte o campo — é o truque para girar o motor ao contrário.
Motor
Informativo (escala do painel). Não afeta a rotação.
Carga
50 %
s = s_nom · (T/T_nom) — modelo linear simplificado, válido abaixo do torque de pico. (a verificar)
Visualização
0,5×
A 60 Hz o campo real é rápido demais p/ ver; 0,5× é o default didático.
Velocidade síncrona
1800
RPM
Rotação do rotor
1773
RPM (regime)
Escorregamento
1,5
%
Sentido do campo: anti-horário (ABC) · módulo |B| = 1,500 (constante)
As fórmulas por trás da cena
i_A(t) = sin(ωt)
i_B(t) = sin(ωt − 2π/3)
i_C(t) = sin(ωt − 4π/3) ω = 2π·f
i_B(t) = sin(ωt − 2π/3)
i_C(t) = sin(ωt − 4π/3) ω = 2π·f
B_x = i_A·cos0 + i_B·cos120 + i_C·cos240
B_y = i_A·sin0 + i_B·sin120 + i_C·sin240
→ em regime: |B| = 3/2 · I_pico (CONSTANTE — por isso gira uniforme)
B_y = i_A·sin0 + i_B·sin120 + i_C·sin240
→ em regime: |B| = 3/2 · I_pico (CONSTANTE — por isso gira uniforme)
n_s = 120·f / polos (rpm)
s = (n_s − n_r) / n_s → n_r = n_s·(1 − s)
s(T) = s_nom·(T/T_nom) [modelo linear — a verificar]
s = (n_s − n_r) / n_s → n_r = n_s·(1 − s)
s(T) = s_nom·(T/T_nom) [modelo linear — a verificar]
Fonte das fórmulas: teoria clássica de máquinas de corrente alternada. O escorregamento nominal (3%) e o torque de travamento (~150%) são valores típicos de mercado, a verificar com o catálogo do fabricante. Terminologia de motores conforme IEC 60034-1 (edição a verificar antes de citar).
Estado atual da simulação
Modelo didático simplificado, de uso orientativo. Não substitui cálculo de projeto, dimensionamento de acionamento ou medição em campo. O escorregamento usa um modelo linear e valores típicos a verificar com o catálogo do fabricante. Não substitui laudo de engenharia com responsável técnico e ART.
Por que o campo magnético gira
Um motor de indução trifásico não tem ímãs girando nem escovas levando corrente para o rotor. O que o faz girar é um truque elegante da corrente alternada: o campo girante. Cada uma das três fases de uma rede trifásica está defasada 120° das outras — quando a fase A está no pico, a B e a C estão em pontos diferentes do seu ciclo. Essas três fases alimentam três enrolamentos fisicamente dispostos a 120° um do outro dentro do estator. Cada enrolamento, sozinho, produz apenas um campo que pulsa: cresce, some e inverte no ritmo da sua senóide, sem girar.
A mágica acontece na soma. Quando você soma vetorialmente os três campos pulsantes — cada um no seu eixo de 0°, 120° e 240° —, o resultado não pulsa: ele gira. E mais: o módulo desse vetor resultante é constante, igual a uma vez e meia a amplitude de cada fase. É por isso que o campo girante tem força uniforme em qualquer instante, sem solavancos. No simulador, esse é o fato pedagógico central: você vê as três senóides subindo e descendo no osciloscópio e, ao mesmo tempo, o vetor branco girando liso no diagrama do estator. A causa e o efeito, na mesma tela, no mesmo instante.
Esse vetor que gira é, na prática, um ímã rotativo invisível criado só com eletricidade. É ele que arrasta o rotor. E como o giro nasce da própria corrente alternada, o motor de indução dispensa escovas e comutadores — é o motor mais robusto e mais usado da indústria justamente por causa do campo girante.
Velocidade síncrona: frequência e número de polos mandam na rotação
A velocidade com que o campo gira tem nome: velocidade síncrona. E ela depende de apenas duas coisas — a frequência da rede e o número de polos do motor. A fórmula é direta: n_s = (120 × f) / número de polos, com a velocidade em rotações por minuto. O número 120 vem de converter a frequência em hertz para rotações por minuto e contar os pares de polos. O importante é a relação: quanto maior a frequência, mais rápido o campo; quanto mais polos, mais lento.
Vale a pena memorizar os casos clássicos a 60 Hz, a frequência da rede brasileira. Um motor de dois polos gira a 3.600 RPM síncronos; de quatro polos, a 1.800; de seis polos, a 1.200; de oito polos, a 900. Dobrar o número de polos corta a velocidade pela metade. É por isso que, quando você precisa de um motor lento e com bastante torque, escolhe um motor de muitos polos em vez de pôr uma redução mecânica. No simulador, troque o número de polos no painel e observe o taquímetro reescalar e o vetor girar mais devagar a cada polo a mais.
A frequência entra pela outra ponta. Se você baixa a frequência de 60 para 30 Hz, a velocidade síncrona cai à metade — de 1.800 para 900 RPM num motor de quatro polos. É exatamente esse mecanismo que um inversor de frequência explora para controlar a rotação do motor: ele reconstrói a tensão da rede com a frequência que você escolher. Arraste a frequência no simulador e veja o vetor do campo acelerar e desacelerar — é a base de todo acionamento de velocidade variável.
Da rede ao eixo
A cadeia completa: três fases, estator, campo girante e rotor
As três fases da rede entram nos enrolamentos do estator e somam um vetor de campo que gira. O rotor persegue esse vetor, sempre um pouco atrás — esse atraso é o escorregamento, representado pelo arco âmbar. A velocidade do campo só depende da frequência e do número de polos. Quando o acionamento precisa ser dimensionado de verdade — proteção do motor, parametrização do inversor e laudo da instalação com responsável técnico e ART —, a simulação didática dá lugar a um projeto de engenharia. A Token Engenharia executa esse projeto em todo o Brasil.
A frequência e o número de polos definem a velocidade síncrona; o rotor sempre fica um pouco atrás, pelo escorregamento.
O que é o escorregamento e por que ele existe
Se o campo girante gira à velocidade síncrona, por que o eixo do motor gira um pouco mais devagar? A resposta está no coração do funcionamento do motor de indução. O rotor só produz torque porque o campo girante varia em relação a ele — é essa variação de fluxo que induz corrente nas barras do rotor, e é essa corrente que, na presença do campo, gera a força que faz o eixo girar. Se o rotor alcançasse o campo e girasse exatamente na velocidade síncrona, não haveria mais variação de fluxo, nem corrente induzida, nem torque. O motor simplesmente desaceleraria.
Por isso o rotor nunca alcança o campo: ele gira sempre um pouco atrás, e essa diferença relativa é o escorregamento. Ele é calculado como s = (n_s − n_rotor) / n_s e costuma ficar entre 1% e 5% em carga normal. Quanto maior a carga no eixo, mais o rotor desacelera e maior o escorregamento — o motor “escorrega” mais para arrancar mais corrente e mais torque. No simulador, aumente o torque de carga e veja o arco âmbar entre o vetor do campo e a marca do rotor crescer: é o escorregamento ficando visível na geometria.
Há um limite. Se a carga ultrapassa o torque máximo que o motor consegue produzir, o rotor não consegue mais acompanhar e trava: o escorregamento vai a 100% enquanto o campo do estator continua girando no vazio. É a condição de rotor bloqueado, perigosa porque a corrente dispara e o motor aquece rápido. No simulador, leve a carga acima de cerca de 150% do nominal e veja o rotor parar e o alerta vermelho subir — uma representação didática do travamento, com o valor exato do torque de pico marcado como a verificar, porque depende do projeto de cada motor.
Inversão de fase: como girar o motor ao contrário
Uma das demonstrações mais úteis do simulador é a inversão de fase. Para inverter o sentido de rotação de um motor trifásico de indução, não se mexe em nada mecânico: basta trocar duas das três fases entre si na ligação — por exemplo, inverter B e C. Isso muda a sequência de fases de ABC para ACB, e o campo girante passa a girar no sentido oposto. O rotor, que perseguia o campo num sentido, desacelera, para e passa a girar ao contrário.
É um conhecimento de campo valioso e, ao mesmo tempo, uma armadilha clássica: ligar um motor novo com a sequência trocada faz uma bomba girar ao contrário, uma esteira andar para trás, um ventilador soprar no sentido errado. Saber que a correção é simplesmente inverter dois fios — e nunca os três, o que não muda nada — economiza tempo e evita estrago. No simulador, clique no botão de sequência de fases e observe três coisas ao mesmo tempo: o aviso visual de inversão, o vetor do campo mudando de sentido e o rotor revertendo. É a regra do “troca dois fios” virando imagem na cabeça.
Os instrumentos e os alertas da bancada virtual
Além do diagrama do campo, o simulador traz um painel de instrumentos analógicos no estilo de um quadro de manobra, para conectar o fenômeno aos números que o eletricista lê no campo:
- Frequencímetro: mostra a frequência da rede que você ajustou, de 25 a 100 Hz. É a variável que comanda toda a velocidade.
- Voltímetro de linha: indica a tensão de linha selecionada (220, 380 ou 440 V). Neste simulador a tensão é informativa para a escala — o foco é a cinemática do campo, não a corrente.
- Taquímetro: mostra a rotação real do rotor, com uma marca vermelha fixa na velocidade síncrona. A distância entre a agulha e a marca vermelha é o escorregamento, vista de forma analógica. O fundo de escala se ajusta sozinho ao número de polos, para o ponteiro nunca sair do mostrador.
Abaixo dos instrumentos, uma régua de escorregamento traduz o atraso do rotor em um número percentual e em uma barra que enche conforme a carga. E quatro banners de alerta sobem da base conforme a situação: azul para sentido invertido, amarelo para frequência muito baixa, laranja para escorregamento elevado e vermelho para rotor travado. Cada alerta é uma situação que o eletricista reconhece da prática — aqui ela aparece antes de o motor estar instalado e fumegando.
Como o simulador calcula cada número
Todos os números do simulador saem de equações fechadas de máquinas de corrente alternada, as mesmas da teoria clássica. Nada é inventado; onde o modelo é uma simplificação didática, o valor vem marcado como a verificar. As contas principais são estas:
| Grandeza | Fórmula | Exemplo (60 Hz, 4 polos, carga 50%) |
|---|---|---|
| Velocidade síncrona | n_s = (120 × f) / polos | (120 × 60) / 4 = 1.800 RPM |
| Escorregamento (modelo linear) | s = s_nom × (T / T_nom) | 0,03 × 0,5 = 0,015 (1,5%) |
| Rotação do rotor | n_r = n_s × (1 − s) | 1.800 × (1 − 0,015) = 1.773 RPM |
| Módulo do campo | |B| = (3/2) × I_pico | constante (não pulsa) → gira uniforme |
| Travamento | T_carga ≥ ~150% T_nom → s → 1 | rotor para; campo segue girando |
Veja o exemplo que o simulador já traz carregado: um motor de 4 polos a 60 Hz, com uma carga de 50% do torque nominal. A velocidade síncrona dá 1.800 RPM. Com escorregamento nominal de 3% e meia carga, o modelo linear dá um escorregamento de 1,5%, e a rotação real do rotor fica em 1.773 RPM — um pouco abaixo da síncrona, como manda a física do motor de indução. Troque para 2 polos e a síncrona pula para 3.600 RPM; troque para 8 polos e cai para 900 RPM. Baixe a frequência para 30 Hz e a síncrona cai à metade. Cada número que aparece na tela é exatamente o que essas fórmulas produzem para os parâmetros escolhidos — e os mesmos valores estão na tabela acima e no painel de estado do simulador.
O modelo de escorregamento é deliberadamente linear e válido apenas na região estável da curva de torque, abaixo do torque de pico. É uma aproximação honesta para fins de ensino, não um modelo de circuito equivalente completo. Por isso o escorregamento nominal de 3% e o torque de travamento de cerca de 150% aparecem sempre como valores típicos a verificar no catálogo do motor real. A cinemática do campo — a velocidade síncrona, o módulo constante, o sentido de giro — essa sim é exata.
Quando a simulação dá lugar ao projeto de engenharia
Ser claro sobre o escopo é parte de uma boa ferramenta de engenharia. Este simulador é um modelo didático do campo girante, ótimo para entender por que o motor de indução gira, como a frequência e o número de polos definem a velocidade e o que é o escorregamento. Mas ele deliberadamente não trata:
- o circuito equivalente completo do motor (resistências e reatâncias do estator e do rotor), que define a curva de torque real;
- o dimensionamento do acionamento — corrente de partida, proteção do motor e do cabo, escolha e parametrização do inversor;
- os transitórios de partida, frenagem e reversão no tempo — o simulador mostra o regime, não a rampa;
- a corrente de magnetização e o comportamento térmico em baixa rotação, assunto do simulador de motor e inversor;
- os parâmetros internos exatos do motor, que dependem do modelo e do fabricante e ficam sempre marcados como a verificar na plaqueta e no catálogo.
A decisão de qual motor, qual acionamento e qual proteção são adequados para uma instalação específica é projeto de engenharia. Ela exige o levantamento da carga real, o estudo de partida, a proteção e uma memória de cálculo consolidada num laudo com responsável técnico e ART. A Token Engenharia executa o projeto e a parametrização de acionamentos, com o laudo da instalação industrial assinado, em todo o Brasil.
Perguntas frequentes
Por que o campo magnético de um motor trifásico gira?
Cada uma das três fases está defasada 120° das outras. Ligadas a três enrolamentos dispostos a 120° no estator, cada bobina produz um campo que pulsa no ritmo da sua senóide. Somados como vetores, esses três campos pulsantes resultam num único vetor de módulo constante que gira na frequência da rede — e é essa rotação que arrasta o rotor. No simulador, você vê as senóides oscilando e o vetor resultante girando uniforme, ao mesmo tempo.
O que é a velocidade síncrona de um motor de indução?
É a velocidade com que o campo gira no estator. Depende só da frequência e do número de polos: n_s = (120 × f) / polos. Num motor de 4 polos a 60 Hz, 1.800 RPM; com 2 polos, 3.600; com 8 polos, 900. A rotação real do eixo fica sempre um pouco abaixo da síncrona por causa do escorregamento.
O que é o escorregamento de um motor de indução?
É a diferença relativa entre a velocidade do campo (síncrona) e a do eixo. O rotor nunca alcança o campo, senão não haveria variação de fluxo, corrente induzida nem torque. Calcula-se como s = (n_s − n_r) / n_s, tipicamente 1% a 5% em carga normal. Quanto maior a carga, maior o escorregamento. No simulador, o arco âmbar entre o campo e o rotor mostra esse atraso.
Como inverter o sentido de rotação de um motor trifásico?
Basta trocar duas das três fases entre si — por exemplo, inverter B e C. Isso muda a sequência de ABC para ACB, e o campo girante (e o rotor) muda de sentido. Inverter as três fases não adianta. No simulador, o botão de sequência faz isso ao vivo, com aviso visual de inversão.
Como a frequência controla a rotação do motor?
Como n_s = (120 × f) / polos, baixar a frequência baixa a velocidade do campo e do motor. É assim que um inversor de frequência controla a rotação: reconstrói a tensão da rede com a frequência escolhida. No simulador, arraste a frequência e veja o vetor desacelerar.
Este simulador de campo girante serve para projeto de acionamento?
Não. É um modelo didático para entender o campo girante, a velocidade síncrona e o escorregamento. O modelo de escorregamento é linear e simplificado, com valores típicos a verificar. O dimensionamento do acionamento, a parametrização do inversor e o laudo da instalação com responsável técnico e ART são trabalho de engenharia. A Token Engenharia executa esse projeto em todo o Brasil.
Token Engenharia · Atuação nacional
Do simulador ao projeto de acionamento, com ART
A ferramenta mostra por que o motor gira; a Token Engenharia entrega o projeto completo de acionamento — seleção do motor, dimensionamento e parametrização do inversor, proteção e laudo da instalação industrial com responsável técnico e ART em todo o Brasil.