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PT100 / PT1000 — Calculadora de Temperatura e Resistência (Callendar-Van Dusen)

Converta temperatura em ohm ou ohm em temperatura para sensores RTD PT100 e PT1000 pela equação de Callendar-Van Dusen (IEC 60751:2022). Quatro modos: Temp→Ohm, Ohm→Temp, Verificar sensor (Classe A/B) e Erro de cabo — na bancada, sem cadastro.

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PT100 e PT1000IEC 60751:2022 — Callendar-Van DusenVerificar Classe A/B/AAErro de cabo (2/3 fios)Responsável CREA-RJ · ARTAtendimento nacional

Resposta rápida

O sensor PT100 mede temperatura pela variação da resistência do platino. A relação exata é dada pela equação de Callendar-Van Dusen (IEC 60751:2022): R(T) = R₀ × (1 + A·T + B·T²) para T ≥ 0 °C. Em 100 °C o PT100 mede 138,51 Ω; em 0 °C mede exatamente 100,00 Ω. Para o PT1000, multiplique tudo por 10. Esta calculadora faz a conversão nos dois sentidos e verifica a tolerância IEC 60751 Classe A, B ou AA — grátis, sem cadastro, funciona offline.

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Calculadora gratuita · PT100 / PT1000

Temperatura ↔ Resistência (Callendar-Van Dusen)

Escolha o modo, o tipo de sensor e a classe. O resultado e a tolerância IEC 60751:2022 saem na hora.

Sensor:

Classe:

138,51Ohm

PT100 · 100,0 °C → Callendar-Van Dusen (IEC 60751:2022)Tolerância Classe A: ±0,133 Ohm · ±0,350 °C

IEC 60751:2022 — Classe A, faixa -100 a +450 °C

▶ Histórico (salvo neste aparelho)

Resultado orientativo a partir dos dados informados. Confirmar a calibração de campo e as especificações do sensor antes de usar em ajuste de malha ou laudo técnico. Norma de referência: IEC 60751:2022.

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Como calcular na mão: equação de Callendar-Van Dusen

A equação de Callendar-Van Dusen (CVD), padronizada pela IEC 60751:2022, relaciona a resistência elétrica de um sensor de platino à sua temperatura com precisão de laboratório. É a base de todos os transmissores PT100/PT1000 — entender a equação é entender o sensor.

Para temperaturas entre 0 e +850 °C (faixa positiva):

R(T) = R₀ × (1 + A·T + B·T²)

Coeficientes IEC 60751:2022:
A = 3,9083 × 10⁻³ °C⁻¹
B = −5,775 × 10⁻⁷ °C⁻²
R₀ = 100 Ohm (PT100) | 1.000 Ohm (PT1000)

Para temperaturas entre −200 e 0 °C (faixa negativa — câmara fria, alimentos):

R(T) = R₀ × (1 + A·T + B·T² + C·(T − 100)·T³)

C = −4,183 × 10⁻¹² °C⁻⁴ (somente para T < 0 °C)
Validação: R(−200 °C) = 18,52 Ohm ← bate com a tabela IEC 60751

Exemplo numérico — PT100 a 100 °C:

R(100) = 100 × (1 + 3,9083×10⁻³×100 + (−5,775×10⁻⁷)×10.000)
= 100 × (1 + 0,39083 − 0,005775)
= 100 × 1,385055 = 138,51 Ω

Esse valor bate com a tabela oficial da IEC 60751. A calculadora usa exatamente esses coeficientes, sem aproximação.

Inversa: ohm para temperatura

Para converter ohm em temperatura (modo Ohm → Temp), o caminho é diferente conforme a faixa:

Para T ≥ 0 °C — fórmula quadrática fechada:

T = (−A + √(A² − 4B·(1 − R/R₀))) / (2B)

Exemplo: R = 138,51 Ohm → T = 100,00 °C (exato IEC 60751)

Para T < 0 °C — Newton-Raphson iterativo: parte do chute inicial da quadrática e converge em 3 a 5 iterações para erro menor que 0,001 °C. A calculadora executa esse método automaticamente quando a solução indica temperatura negativa.

Atenção: a aproximação linear T ≈ (R − 100) / 0,385 é válida apenas até cerca de 50 °C. Em 200 °C o erro já chega a 3 °C — inadequada para qualquer aplicação industrial. A calculadora usa sempre o método correto.

Temperatura (°C) PT100 (Ohm) PT1000 (Ohm) Sensibilidade PT100 (Ohm/°C)
−200 18,52 185,20 0,414
−100 60,26 602,60 0,402
−50 80,31 803,10 0,397
0 100,00 1.000,00 0,391
20 107,79 1.077,90 0,388
50 119,40 1.194,00 0,385
100 138,51 1.385,05 0,379
150 157,33 1.573,30 0,373
200 175,86 1.758,56 0,367
300 212,05 2.120,50 0,353
400 247,09 2.470,90 0,339
500 280,98 2.809,80 0,325
600 313,71 3.137,10 0,321
850 390,48 3.904,80 0,293

Tabela calculada pela equação CVD com coeficientes IEC 60751:2022. A sensibilidade (dR/dT) cai monotonicamente de 0,391 Ohm/°C em 0 °C para 0,293 Ohm/°C em 850 °C — isso significa que a resolução de leitura é melhor em temperaturas baixas. Ao configurar o span de um transmissor, isso impacta diretamente o número de bits aproveitados na conversão A/D.

Classes de tolerância IEC 60751:2022

A IEC 60751:2022 define quatro classes de tolerância para sensores RTD de platino. A tolerância é dada como função da temperatura absoluta — não é constante — o que é importante ao verificar um sensor em diferentes pontos de operação:

Classe Tolerância em 0 °C Fórmula geral Faixa válida
AA ±0,10 °C ±(0,10 + 0,0017 × |T|) °C −50 a +250 °C
A ±0,15 °C ±(0,15 + 0,0020 × |T|) °C −100 a +450 °C
B ±0,30 °C ±(0,30 + 0,0050 × |T|) °C −196 a +600 °C
C ±0,60 °C ±(0,60 + 0,0100 × |T|) °C −196 a +600 °C

A tolerância em ohm deriva da tolerância em °C multiplicada pela sensibilidade local dR/dT. Como essa sensibilidade cai com a temperatura, a tolerância em ohm não cresce proporcionalmente à temperatura — cálculo ponto a ponto é obrigatório para a verificação correta.

Em aplicações críticas (farmacêutico, metrologico), a Classe AA é exigida com ligação 4 fios. Para processo industrial padrão a Classe A é adequada. A Classe B é aceita em medições menos críticas de temperatura de processo.

Ligações de campo

2, 3 ou 4 fios: qual escolher?

A escolha do número de fios é uma das decisões mais impactantes na instalação de PT100/PT1000. Com 2 fios, a resistência dos condutores soma ao valor do sensor, causando erro sistemático que a calculadora quantifica. Com 3 fios (padrão em cerca de 80% das plantas industriais brasileiras), um fio de compensação cancela a resistência de um dos condutores via ponte Wheatstone no transmissor. Com 4 fios (Kelvin), dois fios de corrente e dois de tensão eliminam completamente o erro de cabo — opção obrigatória em laboratórios e calibrações de Classe AA.

Comparativo das ligações de campo: erro, aplicação e custo crescem de 2 para 4 fios.

Erro de cabo na ligação 2 fios: cálculo

Na ligação 2 fios, a resistência dos dois condutores soma ao valor do sensor e aparece como se fosse o próprio sensor — erro positivo e sistemático. A fórmula é simples:

R_cabo = (2 × L × ρ) / S

L = comprimento do cabo (m)
ρ = 1,72 × 10⁻⁸ Ohm·m (cobre)
S = seção do condutor (m²)

Exemplo: 50 m · 2,5 mm² · 2 fios:
R_cabo = (2 × 50 × 1,72×10⁻⁸) / 2,5×10⁻⁶ = 0,69 Ohm
Erro ≈ 0,69 / 0,391 ≈ 1,8 °C em PT100 a 0 °C

O fator 2 no numerador representa ida e volta dos dois condutores — omiti-lo subestima o erro pela metade, um engano clássico. Na ligação 3 fios, o fator cai para 1 (apenas 1 condutor desequilibrado). A ligação 4 fios elimina o erro completamente.

PT100 × PT1000: quando usar cada um

Os dois sensores seguem a mesma curva CVD e têm o mesmo coeficiente alfa. A diferença é apenas o valor nominal em 0 °C: 100 Ohm (PT100) e 1.000 Ohm (PT1000). Essa diferença tem implicações práticas diretas:

  • Resistência de cabo: o PT1000 tem resistência 10 vezes maior, então a resistência do cabo representa uma fração menor do valor total — 0,69 Ohm sobre 1.000 Ohm é um erro de 0,07%, enquanto sobre 100 Ohm é 0,7%. O PT1000 é menos sensível a cabos longos.
  • Inversores WEG, Weg CFW e a maioria dos inversores nacionais: usam entrada PT100 como padrão. Confirme no manual do modelo antes de especificar PT1000 em uma entrada configurada para PT100.
  • Transmissores compactos Siemens e Danfoss: frequentemente aceitam PT1000, especialmente em módulos Siemens ET200.
  • Ligação 2 fios com cabo longo: preferir PT1000, pois o erro percentual é menor mesmo sem ligação de compensação.

Aplicações típicas por faixa de temperatura

Aplicação Faixa típica Sensor usual Observação
Motor elétrico (enrolamento) 0 a 130 °C PT100 3 fios Classe A; embutido no estator
Processo químico / caldeira 0 a 400 °C PT100 / PT1000 3 ou 4 fios; Classe A ou AA
Câmara fria / alimentos −40 a +10 °C PT100 Faixa negativa: CVD com termo C
Esterilização farmacêutica 80 a 140 °C PT100 Classe AA 4 fios; validação IQ/OQ/PQ
Forno industrial 200 a 850 °C PT100 Classe B; temperatura alta exige haste protegida
Painel elétrico (ambiente) −10 a 70 °C PT1000 Menor seção de cabo; 2 fios tolerável

Como verificar um sensor na bancada

O modo Verificar sensor desta calculadora segue o procedimento padrão de verificação de RTD:

  1. Prepare um ponto de referência de temperatura conhecido: banho de gelo (0 ± 0,1 °C), banho termostatizado ou forno de calibração.
  2. Mede a resistência do sensor com multímetro de 4 fios ou ponte de Wheatstone de precisão. Registre o valor em ohm.
  3. Informe a temperatura de referência e a resistência medida na aba “Verificar sensor”. A calculadora calcula o desvio em °C e ohm e julgue se está dentro da Classe A ou B conforme IEC 60751:2022.
  4. Se o desvio superar a tolerância da classe, o sensor está fora de especificação e deve ser substituído ou recalibrado.

Em plantas com muitos sensores, a verificação semestral durante as paradas programadas evita leituras erradas que causam perdas de processo e acidentes.

Quando a ferramenta não substitui o engenheiro

Esta calculadora é uma ferramenta de apoio técnico orientativo. Ela converte e verifica — não projeta, não calibra e não emite laudo. Quatro situações em que é preciso um engenheiro com ART:

  • Projeto da malha de instrumentação: definição de faixa do sensor, carga do laço, seleção de transmissor, blindagem e aterramento contra ruído e compatibilidade com o CLP.
  • Área classificada (NR-10): instalação de instrumentação em ambientes com risco elétrico exige análise de risco e ART do engenheiro responsável.
  • Laudo de instalações elétricas: RTI (Relatório Técnico de Instalações) com responsável técnico CREA e ART — exigido em auditorias, seguros e licenças.
  • Comissionamento formal: documentação de malha conforme ISA-5.1, registros de campo e relatório de comissionamento assinado.

A Token Engenharia executa instrumentação industrial, montagem eletromecânica e emite RTI com ART em todo o Brasil.

Perguntas frequentes

Como converter PT100 em temperatura?

Mede-se a resistência com um multímetro e usa-se a inversa da equação CVD. Para resistências acima de 100 Ohm (temperatura positiva), a fórmula quadrática dá o resultado direto: T = (−A + √(A² − 4B·(1 − R/R₀))) / (2B). Para resistências abaixo de 100 Ohm (temperatura negativa), aplica-se o método iterativo de Newton-Raphson que esta calculadora executa automaticamente.

Qual a diferença entre PT100 e PT1000?

Os dois seguem a mesma curva CVD e têm o mesmo coeficiente alfa (0,00385 Ohm/Ohm/°C). O PT100 tem R₀ = 100 Ohm e o PT1000 tem R₀ = 1.000 Ohm. O PT1000 é menos sensível ao erro de cabo em instalações longas e é mais comum em módulos Siemens e transmissores compactos. O PT100 predomina em inversores nacionais e transmissores de uso geral.

O que é a equação de Callendar-Van Dusen?

É a equação que relaciona resistência e temperatura no platino puro calibrado, padronizada pela IEC 60751:2022. Para temperaturas positivas: R(T) = R₀.(1 + A·T + B·T²). Para negativas, acrescenta-se o termo C·(T−100)·T³ com C = −4,183 × 10⁻¹² (atenção: o expoente é 10⁻¹², não 10⁻¹⁵; com o expoente errado 10⁻¹⁵, R(−200 °C) daria um valor impossível). Validação: R(−200 °C) = 18,52 Ohm, conforme tabela IEC 60751.

Como verificar se um sensor PT100 está dentro da tolerância?

Mede-se a resistência em uma temperatura de referência conhecida. O valor medido é comparado com o calculado pela CVD; o desvio em ohm converte-se em °C pela sensibilidade local. Pela IEC 60751:2022, a tolerância Classe A em 0 °C é ±0,15 °C; a Classe B é ±0,30 °C. A aba Verificar sensor desta calculadora faz essa comparação e emite o julgamento automaticamente.

Como calcular o erro de cabo em um PT100 com 2 fios?

R_cabo = 2 × L × ρ / S, onde L é o comprimento em metros, ρ = 1,72 × 10⁻⁸ Ohm·m (cobre) e S é a seção em m². Exemplo: 50 m, 2,5 mm², 2 fios → R_cabo = 0,69 Ohm → erro ≈ 1,8 °C no PT100. O fator 2 representa ida e volta. Ligação 3 fios reduz o erro à metade; ligação 4 fios (Kelvin) elimina completamente.

Quando é necessário laudo técnico para instalação de PT100?

Quando a malha precisa ser projetada, auditada ou laudada: definição de faixa, carga do laço, blindagem, aterramento, segurança em área classificada ou conformidade das instalações elétricas com o engenheiro responsável e ART. A Token Engenharia emite RTI e projetos de instrumentação com ART em todo o Brasil.

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Do cálculo PT100 ao laudo elétrico, com ART

A calculadora verifica o sensor; a Token Engenharia projeta, monta e certifica a malha de instrumentação. RTI (Relatório Técnico de Instalações), projetos elétricos e laudos com responsável técnico CREA e ART em todo o Brasil.

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